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    Já aqui dei algumas dicas de como organizar uma viagem a Amesterdão, em que hotel fiquei e até falei de algumas curiosidades sobre esta cidade. Mas ainda não vos falei do que visitei e se gostei do que visitei. Como sou melhor em fotografias do que em palavras - penso eu de que... - decidi fazer um diário fotográfico daquilo que foi a minha viagem a Amesterdão. Espero que gostem. Se quiserem saber informações ao pormenor de algum dos locais por onde passei, podem sempre deixar um comentário no final da publicação.

    DIA 1 - Zaanse Schans



    Esta é, para mim, uma paragem obrigatória para quem passa por Amesterdão.
    Zaanse Schans é uma pequena aldeia onde encontram tudo o que há de mais típico da Holanda: socas, queijos, doces, moinhos, pessoas com trajes antigos e casas de madeira. Basicamente é um museu a céu aberto, mas com moradores e artesãos que ainda trabalham nos moinhos e nas oficinas. Alguns moinhos podem visitar sem qualquer custo (a entrada na aldeia não é paga), mas outros é preciso pagar para entrar. Eu não entrei em todos, porque infelizmente não apanhei bom tempo e faltou alguma paciência. Mas se tiverem a sorte de visitar Zaanse sem chuva, conseguem estar o dia inteiro por lá.
    Ouvi dizer que de Abril a Setembro existe um passeio de barco (como fomos em Março, também não apanhámos essa atracção). Outra coisa que é boa de ver nos dias de sol são os animais a passear pelos campos (cabras, vacas, ovelhas, patos, entre muitos outros) - é um óptimo atractivo para as crianças.


    COMO IR PARA ZAANSE SCHANS?
    De autocarro que vão apanhar na Centraal Station o The Rnet-bus 391. Este autocarro sai de 15 em 15 minutos e a duração da viagem é de 45 minutos. O preço do autocarro (Março/2017) foi de 10 euros por pessoa.


    O QUE VER EM ZAANSE SCHANS?
    Moinhos:
    Existem ao todo doze moinhos, cada um com o seu nome e especializado em produtos diferentes.
    De Huisman (especiarias);  Gekroonde Poelenburg (serraria); De Kat (especializado em pintura de moinhos); De Zoeker (óleo, tinta e cacau); Het Jonge Schaap (serraria); De Bonte Hen (óleo e é chamado o moinho da "sorte", por ter resistido a vários relâmpagos); De Os (movido a diesel, marca a transição do vento para outras fontes de energia); Het Klaverblad (o único moinho "oco" que é construído em cima de um celeiro); De Bleeke Dood (onde era moído o trigo para o pão, hoje em dia tem uma loja que vende farinha); De Ooievaar; Mini-mills on the Schans (dois moinhos em miniatura).

    Lojas, museus, casas e paisagens bastante fotografáveis. Conseguem-se perder por lá. Podem ver AQUI a listagem das atracções de Zaanse Schans.




























    Catharina Hoeve Farm


    Catharina Hoeve Farm


    Catharina Hoeve Farm


    Catharina Hoeve Farm. A melhor parte: degustação GRÁTIS. Podiam experimentar TODAS as variedades.


    Clog Workshop. Demonstração ao vivo de como as socas são feitas


    Clog Workshop.


    Clog Workshop


    Clog Workshop.







    No final não deixem de subir esta estrutura que se encontra mesmo à entrada da aldeia. Vão poder ter uma vista privilegiada de Zaanse.





    Todas as fotografias foram tiradas por mim e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    No "Em Foco" desta semana falamos com o João Almeida, um engenheiro electrotécnico que quer inspirar outras pessoas a viajar. Para isso criou o conhecido Grupo do Facebook Amantes de Viagens que conta quase com cem mil membros!

    NOTA: Todas as fotos deste post são do João e não deverão ser reproduzidas sem autorização.

    1 - Como te defines enquanto viajante?
    Sou mais uma espécie de turista-viajante, que como qualquer trabalhador dependente, tem férias limitadas durante o ano. Sou um turista, no sentido de visitar os principais sightseeing de cada destino, numa espécie de programa de viagem (limitado em número de dias). 

    Los Angeles (EUA), 2009

    Procuro ainda visitar os mercados e zonas menos turísticas. Interagir com a cultura local. São as grandes diferenças culturais que me despertam maior curiosidade. A Ásia, é o continente onde isso ocorre com maior frequência, como o caso de países como Índia ao Japão. Dois extremos opostos, tão diferentes e belos ao mesmo tempo. Um verdadeiro despertar dos sentidos, é aquilo que considero de mais fascinante ao viajar. Gosto de viajar em acompanhado ou em grupo, como um turista, mas por vezes também sozinho como um viajante. Tento absorver tudo aquilo que me rodeia, regressando a casa cansado fisicamente, mas com um equilíbrio mental e um perfeito bem-estar comigo mesmo. Viajar faz bem à nossa saúde!     

    2 - Qual foi a tua primeira viagem? Que memórias guardas dessa viagem?
    A minha primeira viagem foi com 8 anos, numas férias com os meus pais pelas várias regiões de Portugal (norte/centro do país) e norte de Espanha.

    A minha primeira viagem de avião foi realizada com 17 anos até Paris e ao parque da Disneyland. Fiquei fascinado com tudo aquilo que passei durante essa semana, desde os aeroportos, à cidade fantástica de Paris e ao mundo da fantasia da Disney. Segundo os entendidos, só recordamos cerca de 10% das nossas viagens, mas eu lembro praticamente uma boa percentagem de todos esses momentos.

    3- Qual foi a viagem que mais te marcou e porquê?
    Pode parecer cliché, mas todos os locais por onde passei tiveram sempre algo de especial. Costumo dizer que o simples facto de passarmos a fronteira e escutar uma língua diferente da nossa já é fascinante.

    As viagens que mais me marcaram, foram aquelas onde senti maior diferença cultural e onde tive um contacto mais próximo com as pessoas desse destino. Adorei o norte da Tailândia, onde tive a oportunidade de percorrer longos trilhos pela selva, e estar com as tribos locais; conviver com as tribos do norte do Vietname; com os berberes do deserto em Marrocos; ou as enormes diferenças culturais da Índia.

    Por outro lado, foi igualmente marcante, uma viagem de auto-caravana durante um mês pela Europa onde passei por 14 países. A viagem em 4x4 até Marrocos percorrendo o país de Norte a Sul, com a experiência de pernoitar no deserto, foi outro momento inesquecível.


    Marrocos, 2002

    Gosto bastante de metrópoles e, em particular de cidades como Nova Iorque, Rio de Janeiro ou Tóquio. Considero fascinante estar num local onde circulam milhões de pessoas, e observar a vida quotidiana e diferenças culturais nesses destinos.

    Rio de Janeiro (Brasil), 2016

    No caso de praia, tento normalmente conciliar com outro programa cultural. A viagem que mais me marcou foram as Maldivas pela sua beleza natural, que juntei o Sri Lanka igualmente fantástico.

    Maldivas, 2006

    São Tomé está também no topo das minhas preferências, com praias de difícil acesso e praticamente desertas, uma imensidão de verde, as roças, o bom peixe, e as pessoas que foram do mais fascinante que encontrei até à data.

    4- E aquela viagem que queres mesmo fazer e ainda não tiveste oportunidade?
    Uma das viagens que faz mais de uma década que penso em realizar e tem sido adiada consecutivamente, é um safari por África. Felizmente, vou concretizá-la já amanhã (à data desta entrevista estamos em Abril 2017), com voo marcado para Joanesburgo. Irei percorrer os principais parques naturais pela África do Sul, Botswana e Zimbábue. Será um overland de camião, e irei sempre acampar no decorrer da viagem. Não era exactamente nestes moldes, mas um objectivo em termos de percurso/locais a conhecer.
    Nos últimos anos, tenho mudado bastante os meus planos, talvez por estar diariamente pelo nosso grupo de facebook AMANTES DE VIAGENS, e de certa forma estar mais atento a tudo o que rodeia este mundo das viagens, o que me faz despertar o interesse em outros destinos e adiar alguns dos que gostaria de conhecer.
    Não tenho um plano concreto a médio prazo, mas gostaria de conhecer países como a China (principalmente a região de Hong Kong/Macau e Guilin); a Indonésia (Java, Sumatra, Bali), Irão, o caso do Dubai e a experiência de um cruzeiro.

    5 - Quais são as três coisas sem as quais nunca viajas?
    Cartão de crédito e algum dinheiro físico é uma prioridade. Uma vez na Tailândia, o meu cartão multibanco não funcionou e não levava dinheiro comigo. Tive a sorte de ir acompanhado e de ser financiado por um amigo no decorrer de toda a viagem.

    Chiang Mai (Tailândia), 2003

    A máquina fotográfica para registar os momentos da viagem para memória futura. Tenho por hábito criar um álbum após cada viagem com uma selecção de fotos, postais e alguns documentos que coloco em dossier. Continuo a gostar de ter algumas dessas recordações em papel, além do digital.
    O terceiro elemento que considero importante ao viajar, é o planeamento prévio, com algumas notas breves daquilo de devo ver/conhecer. Uma espécie de roteiro diário de viagem, com os principais locais a visitar. Não necessariamente ao detalhe. Não faço um estudo exaustivo do destino. Pontos principais, um breve resumo histórico do local e depois sigo à descoberta.  

    6 - Como concilias a profissão de engenheiro com o gosto de viajar, o site e as demais redes sociais? 
    Tenho muito gosto pela minha profissão. Sou licenciado em engenharia Electrotécnica, e trabalho numa multinacional americana que é líder no sector, ligada a bombas de água, para permitir a realização do transporte, a elevação e a movimentação de águas em diferentes aplicações.
    Criei o grupo de facebook AMANTES DE VIAGENS fez 7 anos. Considero que era algo que faltava no facebook, de ter a possibilidade de colocar questões relativas ao tema das viagens e ao mesmo tempo ajudar outros membros nas suas dúvidas ou questões com a experiência obtida nalguns destinos. Ao contrário de uma página de facebook, num grupo todos os membros têm de ser adicionados pelo seu administrador, o que é uma tarefa algo exigente. À medida que ganhamos maior visibilidade, as tentativas de algum novo membro, publicitar algo em seu benefício próprio (e não para o bem comum), tem levado a que muitos tenham sido excluídos ao longo destes anos.
    Infelizmente, com o rigor necessário, só assim é possível mantê-lo interessante, estando neste momento quase nos 100 000 membros, sendo o maior grupo de facebook em Portugal ao tema das viagens. O grupo é, de facto, aquilo que me ocupa mais tempo, pela necessidade de verificar diariamente como decorrem as publicações e necessidade de adicionar os novos membros. As outras redes sociais funcionam de modo mais automático, onde nalguns casos é possível programar as publicações que se pretendem realizar, como o caso das páginas de facebook.
    O site AMANTES DE VIAGENS é algo mais recente. Faz menos de dois anos que iniciei este projecto, onde pretendo inspirar as pessoas a viajar, dando dicas gerais sobre qualquer destino do mundo. Não é um blogue, não vai ao detalhe. São as dicas essenciais do que ver, fazer, onde ficar. 

    Istambul (Turquia), 2012

    No site podemos ainda encontrar bastantes dicas sobre PORTUGAL. É aqui que tenho focado em especial a minha atenção em divulgar o melhor do nosso país. Está separado por distritos e por categorias diversas. Conheço particularmente bem o nosso país, onde percorro com regularidade, em termos pessoais e profissionais. A nível profissional, faço largos milhares de quilómetros aos vários extremos do país durante todo o ano. Considero que temos um país fantástico, de norte a sul, e ilhas e sem dúvida um país que não deixa ninguém indiferente à sua beleza. Temos 900 kms de costa com belas praias, as planícies alentejanas, os parques naturais, a região nortenha, as cidades e aldeias históricas, o sol grande parte do ano, e uma gastronomia das melhores do mundo.

    São Miguel, Açores, 2016

    7 - Como surgiu a ideia de fundar o Grupo do Facebook "Amantes de Viagens" e o que pode uma pessoa esperar do grupo? Quais são os teus os teus projectos futuros?
    O grupo de facebook surgiu em 2010, quando comecei a pesquisar sobre grupos ao tema das viagens. Não encontrei nada que me pudesse esclarecer as minhas questões e decidi avançar nesse sentido. Este grupo permite aos membros colocar as mais diversas dúvidas relacionadas ao tema. Desde o planeamento, a troca de experiências de cada um, durante e depois do momento da realização dessa viagem. São bastante abrangentes os assuntos que por aqui encontramos. Desde questões relacionadas com a bagagem permitida em voos, aos vistos e vacinas, excursões recomendadas nos locais, as experiências obtidas em hotéis. Uma enorme variedade de recomendações para ajudar no planeamento de viagem de cada um de nós. Os membros ao longo destes anos têm sido exemplares, no fornecimento de informação útil a todos e sempre disponíveis a ajudar. Apesar de me terem como moderador, diariamente atento e na procura de manter o nível exigido para bem do nosso grupo, muito se deve o sucesso aos seus membros que têm compreendido o princípio deste grupo e colaboram de forma positiva.
    Quanto aos projectos futuros, para já não penso muito no assunto. O meu objectivo actual é manter o site AMANTES DE VIAGENS o mais completo possível, com o máximo de informação útil para todos e que seja uma inspiração para as pessoas viajarem mais.

     Siem Raep (Cambodja), 2008

    8 - Achas que a língua é uma barreira para viajar para um determinado país?
    Na actualidade, e com os diversos meios disponíveis, entendo que a língua não é nenhuma barreira para viajar. Existem imensas empresas dedicadas a viagens com guias que acompanham o grupo desde o país de origem do primeiro ao último dia. Na maioria dos principais destinos turísticos existem guias locais para diferentes línguas onde pode estudar previamente quais as possibilidades que vai encontrar no destino.
    O importante é desenhar detalhadamente aquilo que pretende visitar, traçar um roteiro, pegar num mapa e partir para o destino. A mímica também é algo que qualquer viajante utiliza em viagens (nomeadamente em locais remotos) e funciona bastante bem! J



     São Tomé, 2005


    9 - Se uma pessoa quiser viajar mas não tiver possibilidades económicas, qual o melhor conselho que lhe podes dar?
    O melhor conselho que posso dar a quem não tiver possibilidades económicas, é que comece por tentar conhecer o nosso país que é fantástico e tem uma enorme diversidade de paisagens e lugares.
    Pode pesquisar na sua área geográfica quais as actividades gratuitas que poderá usufruir sem gastar dinheiro. Sou morador do concelho de Sintra e aos Domingos todos os parques e monumentos de Sintra são gratuitos para os munícipes. Existem câmaras municipais que organizam passeios de autocarro e caminhadas pelo país igualmente de forma gratuita.
    Realizei alguns artigos para o site, onde dou algumas dicas para conhecer locais gastando pouco: “Lisboa- 150 opções grátis” ou “Londres- 35 opções grátis” são alguns exemplos.
    Se a intenção for viajar para fora do país, temos imensas ferramentas ao nosso dispor. Podemos colocar alertas de preços de voos ou utilizar os motores de busca, como o Momondo ou o Skyscanner, e viajar para diversas cidades europeias por muito pouco. Com o booking, pode escolher uma imensidão de alojamento ao preço que lhe seja aceitável.
    Vemos ultimamente alguns blogues que dão dicas de ir para destinos de praia incríveis em modo low-cost, algo que seria impensável à alguns anos atrás.
    Em 2014 fui até Tóquio, que é considerado por muitos como um dos locais mais caros do mundo e gastei 18€/dia num hotel-cápsula, e refeições de rua a 5-6€. O importante é pesquisar e poupar mesmo que seja pouco mensalmente.

    Tóquio (Japão), 2014

    Para ajudar nessa poupança, criei um artigo de dicas em “Como poupar dinheiro para viajar” onde existem 100 dicas úteis de como alcançar esse objectivo. Se for essa a sua vontade, e seguir nesse sentido, acredite e vai ver que consegue!   

    10 - Podes dar 3 dicas para quem quer começar agora a viajar? 
    Viajar é o melhor que levamos desta nossa (curta) vida! Ao viajar conhecemos novas culturas e costumes, enriquece-nos interiormente e aprendemos a ser mais tolerantes com os outros.
    Se for um jovem que está na fase final dos estudos e quer começar a sua vida profissional, faça um intervalo com um ano sabático, uma viagem de auto-caravana, de comboio em inter-rail ou voluntariado.
    Se for viajar sozinho, saiba que existem imensas pessoas que o fazem. Perca os medos, leia blogues que falam sobre o assunto e inspire-se nas suas experiências. Se pretender companhia, junte-se a um grupo de viagens de aventura, acompanhado de um Tour Líder.
    Faça novas amizades que partilhem dos mesmos interesses, e comece a viajar mais com a família e amigos.
    Consulte com regularidade o site amantesdeviagens.com e o grupo de facebook AMANTES DE VIAGENS, e inspire-se para o seu próximo destino. Boas viagens!

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    Se viajam com frequência ou se estão neste momento a fazer uma viagem de longa duração entrem em contacto connosco e poderão aparecer por aqui!

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    Abril é sem dúvida um mês especial em Sevilha: com a chegada da primavera toda a cidade cheira a azahar (flores de laranjeira) preparando-se assim para os dois grandes eventos do ano. Primeiro a Semana Santa (sobre a qual podem saber mais AQUI), e agora, duas semanas mais tarde, a Feria de Abril, também conhecida como Feria de Sevilha. 

    Tendo começado em meados do séc. XIX como um feira de gado e agricultura, foi-se transformado ao longo do tempo… Cada vez mais festa e menos trabalho! Hoje em dia resta apenas o seu lado festivo.

    Mas, tal como a Semana Santa, é uma festa sevilhana para os sevilhanos… e talvez seja um pouco complicado tirar 100% partido da Feria sem se conhecer alguém de cá. De qualquer forma, deixo aqui algumas dicas que considero essenciais para aumentar a percentagem de desfrute: 

    1. El Real de la Feria 

    É um enorme recinto na zona de Los Remedios, ao lado de Triana, reservado única e exclusivamente para a feira. Sim, durante o resto do ano não tem absolutamente nada, são 1.000.000 metros quadrados de terreno vazio no centro da cidade, que só tem utilidade durante 1 semana no ano! 

    Está dividido em duas grandes zonas: 
    - Zona principal, onde se situam as casetas (já lá vamos!). Esta zona está organizada com um sistema de ruas paralelas e perpendiculares, com nomes de toureiros famosos. 
    - Calle Infierno, que no fundo é uma grande feira popular – rodas gigantes, carrinhos e coche, barco pirata e tudo o que se tem direito! Para além disso também há postos de comida (churros, hambúrgueres, pizzas…) e até um circo. 
    Zona principal durante o dia. 

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Se puderem, a melhor forma de ir para a Feria é a pé (um sevilhano considera que se está a menos de meia hora vale a pena o passeio). Há autocarros especiais, táxis, e até metro mas normalmente as filas são enormes e vai tudo apertado estilo metro japonês em hora de ponta. Carro? Nem pensar! Arranjar um lugar a menos de 1 Km é milagre. 

    - Tendo isto em conta e o facto do que o recinto é enorme, convém escolher uns sapatos confortáveis. E que se possam limpar bem! Os passeios da zona principal estão feitos de albero (terra batida de cor dourada, usada normalmente nas praças de touros) – se chove mancha e se não chove levanta imenso pó. 

    - Cuidado com as carteiras na Calle Infierno: às vezes andam por lá alguns adolescentes parvos que procuram “patrocinadores” para a sua semana de festa! 

    - Perto da portada há um posto de informação que dá mapas do recinto. Convém andar com um para poder localizar as casetas às quais querem ir: têm todas nome e morada - nome da rua e número. 

    2. Portada 

    Antes do Real se situar em Los Remedios, o recinto da Feria era no Prado San Sebastian. Nessa altura, existia uma passarela pedonal elevada que, durante a feira, servia de porta principal de acesso ao recinto. No entanto, quando a retiraram em 1921, foi necessário começar a construir anualmente um elemento que marcasse a entrada. Com o passar dos anos, e especialmente a partir de 1949, as portadas começaram a ser cada vez mais monumentais e o seu desenho a ganhar maior importância.

    Actualmente é formada por uma enorme estrutura metálica e placas de madeira pintadas, e iluminada por milhares de lâmpadas. Todos os anos há um concurso com um tema diferente, mas sempre relacionado com a cidade (edifícios emblemáticos, acontecimentos históricos, etc.). AQUI podem ver as portadas escolhidas nos últimos anos. 

    O alumbrao, momento em que se acendem todas as luzes da portada, seguidas pelas do recinto - é um dos momento chave da feira, já que dá oficialmente inicio a uma semana de festa e poucas horas de sono! Acontece na primeira noite, conhecida como “noche del pescaíto”, já que os sevilhanos se reúnem nas suas casetas para jantar peixe frito. É à meia-noite em ponto de sábado para domingo!
    A portada desde ano, segundo depois do alumbrao! Ainda havia gente a bater palmas...

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Está construída mesmo em frente da Calle Asunción, sendo por isso esta rua a forma mais impressionante de chegar à feira. Além disso, como que se trata de uma rua pedonal, há muitas pessoas que vão parando pelo caminho e aproveitam para começar logo a comer e beber (é muito mais barato que no interior do recinto). 

    - A portada é um ponto de encontro escolhido por todos para se encontrar com amigos e conhecido. É portanto um mau ponto de encontro já que há sempre centenas de pessoas à procura de outras centenas de pessoas. Mais vale combinar noutro sítio! 

    - Devido ao seu grande tamanho, a portada começa a ser construída depois do natal, e o desenho escolhido causa sempre bastante expectativa. Este ano foi dedicada aos 25 anos da Expo de Sevilha e houve bastantes críticas à forma demasiado literal como o artista que ganhou o concurso interpretou o tema. Aparece a mascote, Curro, de asas abertas mesmo no centro, todo contente! 
    ¡Curro!

     3. Casetas 

    São recintos modulares limitados por paredes de lona (com riscas verdes e brancas ou vermelhas e brancas) e um tecto metálico, completamente desmontáveis. São bastante pequenas, cada módulo tem 4m de fachada e 6 de profundidade, embora algumas casetas mais “ricas” possam ser compostas por mais de um. Há cerca de 1050 casetas na feira de Sevilha, que não poderiam ser muito maiores ou o espaço ocupado pela feira seria a loucura! 

    Mesmo assim, cada caseta é sempre composta por duas áreas bem diferenciadas: a parte nobre, que é a que se vê desde o exterior e onde se dança, canta e se colocam mesas e cadeiras de verga típicas; e a parte traseira, geralmente separada da anterior por uma fina parede, e onde se encontra o bar, as cozinhas e as casas de banho. 

    O problema com a feira de Sevilha é que a maior parte das casetas são privadas (grupos de amigos, de empresas públicas e privadas, de organizações e até de irmandades de semana santa), sendo necessário ser sócio ou conhecer algum sócio para poder entrar. 

    No entanto, há algumas de livre acesso. Deixo aqui os nomes e moradas das principais: 

    * Distrito Nervión- San Pablo: Calle Costillares , 22 
    * Distrito Casco Antiguo: Calle Antonio Bienvenida, 97
    * Distrito Triana-Los Remedios: Calle Pascual Márquez, 153
    * Distrito Este: Calle Pascual Márquez, 215
    * Distrito Cerro-Amate: Calle Costillares, 82
    * Distrito Macarena-Norte: Calle Pascual Márquez, 85
    * Distrito Sur-Bellavista: Calle Ignacio Sánchez Mejías, 61
    * Caseta Turística: Calle Pascual Márquez, 225
    * Área de Fiestas Mayores: Calle Costillares, 13
    * “La de to er mundo”: Calle Costillares, 77
    * Partido Andalucista: Calle Juan Belmonte , 196
    * PP de Sevilla: Calle Pascual Márquez, 66
    * PSOE Andalucía: Calle Antonio Bienvenida, 79
    * La Pecera: Calle Pascual Márquez, 9
    * CC.OO. Sevilla: Calle Pascual Márquez, 81
    * UGT: Calle Antonio Bienvenida, 13
    * USO: Calle Curro Romero, 25


     Algumas dicas que não vêm nos livros:
    - Há ambientes muito diferentes nas várias casetas de entrada livre. Pessoalmente não gosto de ir às casetas dos Distritos, mas é questão de dar uma volta por todas, entrar e sair e ver qual a que gostam mais. A Caseta Turística é nova este ano! 

    - Algumas casetas privadas, se não estiverem cheias, deixam entrar. Falem com o porteiro com o vosso melhor sorriso. Talvez resulte! 

    3. Moda flamenca 

    O traje de flamenca ou de gitana é o vestido tradicional que as mulheres usam na feira. É o único traje tradicional no mundo que tem modas e de ano para ano sofre alterações! Em Sevilha realiza-se anualmente o importante Salón Internacional de la Moda Flamenca onde desenhadores famosos apresentam as suas propostas para esse ano (cores mais fortes, menos fortes, mais folhos, menos folhos, tipos de tecido, desenho…). 

    Os complementos são também muito importantes, como o mantón de Manila (xaile), os brincos e pulseiras, as flores no cabelo… até a forma como estas se colocam e o próprio tamanho das flores vai mudando com o tempo! 
    Sevilhanas vestidas a rigor.

    Cada vestido custa como mínimo 150€ e deve ser feito à medida para que fique justo, o que gera sempre algum stress nas sevilhanas que correm aos ginásios no principio de Abril para conseguirem caber no vestido do ano anterior. Segundo as minhas amigas é a melhor opção para ir à feira porque a) Não têm que pensar o que vão vestir b) É cómodo c) Não faz mal se se sujar com albero d) Com vestido, parece que danças melhor! Daí que a maioria das mulheres ande de traje o que dá fotografias muito giras! 

    Os homens só se vestem com traje típico se tiverem cavalo. E como os cavalos só andam pela feira de tarde, a partir do pôr do sol não vão ver nenhum homem com traje corto. 
    Traje corto, usado pelos homens, mas só pelos que têm cavalo!

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Normalmente quem não vai vestido de flamenca deve ir bem vestido. Para dar um toque “de feria” podem colocar uns brincos grandes ou uma flor no cabelo. Os homens devem usar camisa! 

    - Há algumas lojas que alugam vestidos de flamenca por dias, com acessórios incluídos e tudo. Custa cerca de 50€. A única que conheço não faz reservas por isso o melhor é estar lá à hora de abertura: "Flamenco y Mas" na Calle San Luis 116, perto do Arco da Macarena. Também me falaram de um nova en Los Remedios, perto da Feria, a "Estilarte", mas pessoalmente nunca fui lá. 

    4. Sevillanas… música e dança 

    As Sevillanas são um tipo de música e dança popular da Andaluzia, que podem ser encontradas em todas as suas feiras e romarias, especialmente na Feira de Sevilha. Mas até em casamentos há sempre o momento “sevillanas”! 

    É o baile regional mais dançado tanto em Espanha e como estrangeiro. Dança-se a pares e está divido em quatro partes distintas. A música é normalmente composta por voz e guitarras, e acompanhada por palmas. Como uma imagem vale mil palavras, aqui fica um vídeo a modo de exemplo:


    Mas na Feria de Sevilla não se dançam de forma tão profissional! Há quem saiba porque aprendeu em escolas, e há quem saiba porque ano após anos as dançou no Real, e há quem não saiba mas lá se arrisque a tentar uma ou outra com as instruções dos amigos (o meu caso!). 

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Ninguém está a olhar para quem dança bem ou mal. Podem sempre tentar dançar uma outra. A feria é muito mais divertida quando se dançam sevilhanas!


    5. Comer y beber 

    Para além de dançar, a segunda coisa mais importante é comer e beber. Mas é preciso ter em conta que estamos em casetas desmontáveis, com cozinhas desmontáveis, portanto não fiquem à espera de muita escolha, extrema qualidade ou lugar sentado! 

    No que diz respeito à bebida, o mais típico era beber manzanilla (vinho fino de Sanlúcar de Barrameda)… que se fabrica mais ou menos como o vinho do porto e a que os ingleses chamam Sherry. No entanto, dado que tem um elevado teor alcoólico e que em Sevilha está muito calor, a bebida que mais se bebe actualmente é o Rebujito – mazanilla misturada com 7Up e muito gelo. Vende-se em jarros, e bebe-se em copos pequenitos como os de shot. 
    Um copo de Rebujito... 

    E quanto a comida, diria que o mais típico é tortilla de patatas, croquetas, revueltos (ovo mexido com vários ingredientes, dependendo da oferta), montadito de lomo (uma pequeña sandes tipo bifana), gambas e caldo de puchero (uma sopa parecida à nossa sopa de cozido). E claro, pratos de jamón e queso. Normalmente pede-se pratos grandes para dividir pelo grupo! 

    Para terminar a noite em grande, o mais normal é comer uns churros con chocolate ou bruñuelos. Há imensos postos espalhados pela feira e pelos seus arredores, sempre cheios! Para mim que sou gulosa, a melhor parte. 

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - É caro comer na Feria. Mais vale almoçar ou jantar fora e ir depois já sem muita fome. Mesmo assim, podem comer qualquer coisa na feira de qualquer forma. 

    - Cuidado com o rebujito. Parece doce e fresquinho mas engana!




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