facebook instagram

6800 milhas

    • Home
    • América
    • _EUA
    • Ásia
    • _Cambodja
    • _Coreia do Sul
    • _Filipinas
    • _Hong Kong
    • _Indonésia
    • _Japão
    • _Laos
    • _Macau
    • _Vietname
    • Europa
    • _Países Baixos
    • _Portugal
    • _Espanha
    • Oceania
    • _Austrália
    • _Nova Zelândia
    • Contactos
    Catarina em Praga

    A Catarina é portuguesa e neste momento é estudante universitária. Quando a conheci, foi em trabalho no ramo da fotografia. E foi através da fotografia que teve a oportunidade de viver e trabalhar em Praga por três meses. Ainda teve tempo para visitar outras cidades europeias, como conta nesta entrevista que poderão ler abaixo.

    1) Como surgiu a oportunidade de ires para Praga?
    A oportunidade de viajar para Praga sugeriu quando menos esperava.
    Ligaram-me quando estava eu de férias com a minha família. Nessa altura tinha dois telemóveis, mas raramente andava com um deles. Nesse dia por coincidência ou não, quando recebi a chamada da minha escola (ETIC Lisboa) a dizer-me que tinha sido uma das alunas convidadas/escolhidas pelo meu coordenador de curso para ir de Erasmus+ (3 meses), tinha os dois telemóveis comigo. Nessa altura ainda não sabia qual seria o meu destino.

    Catarina e o Castelo de Praga  
    Vista do Castelo de Praga
    2) Como foi a tua adaptação à cidade, à língua e aos costumes?
    Quando cheguei, dia 22 de Setembro, com mais duas raparigas da minha escola, não quis acreditar que aquilo estava realmente acontecer. Para além de ter sido a minha primeira viagem de avião (que correu muito bem e comecei adorar andar nele), não estava a acreditar que aquele país seria a minha casa durante três meses. Na altura até pensei que seria pouco tempo para fazermos tudo, mas não foi. Foi tempo suficiente para sentir a verdadeira saudade de casa, da família e dos amigos. Foi tempo suficiente para sentir saudades da minha língua, da moeda, dos costumes de Portugal e principalmente da comida.
    A minha adaptação não foi fácil. Tive uma semana de aulas de checo, para poder aprender o básico da língua, mas se hoje me perguntarem alguma coisa ou se me pedirem para falar, as únicas palavras que vão sair são: “Ahoj” (olá, informal), “Dobrý den” (olá, formal), “Prosím” (por favor), “Pardon” (Desculpe), “Děkuji” ou “Děkuju” (obrigada), “Na shledanou” (uma maneira de despedir alguém).
    Fui obrigada a desenvolver rapidamente o meu inglês, pois as respostas que tinha que dar iam por vezes mais além do meu conhecimento de inglês. Acabou por ser uma mais-valia, pois permitiu-me falar e viajar sozinha para outro país sem ter que levar um dicionário atrás ou um Google Translator. A adaptação à cidade foi fácil. Os transportes públicos estão muito bem pensados, existem inúmeros eléctricos que nos levam a qualquer canto da cidade, ou então basta apanhar o metro para chegarmos em pouco tempo ao destino.
    As pessoas nos cantos escondidos de Praga, onde não existe turismo, são frias e distantes, não gostam propriamente de falar ou de contactar com desconhecidos, não sabem inglês ou pelo menos não se esforçam a tentar ajudar. Infelizmente isto foi um problema, porque não só a “minha” casa estava num desses cantos ocultos, como também, por exemplo, um dia nas compras levei uma hora e pouco só para saber qual era o shampoo indicado para cabelos lisos, porque ninguém no supermercado quis ajudar-me. No fim não trouxe o certo porque as legendas das embalagens dos produtos estão todas em checo, húngaro e eslovaco.
    Nos transportes públicos não se ouve nenhuma pessoa a falar, e quando ouvimos é porque são turistas a passear ou estudantes como nós. Os animais de estimação são permitidos em qualquer lado: transportes públicos, shoppings, restaurantes, lojas de rua, etc. - a não ser que seja algum local especifico ou que tenha alguma placa de proibição. Acerca dos costumes não foi difícil. Algumas situações faziam-me confusão, mas com o tempo fui-me adaptando e adorando cada minuto passado naquela cidade. Houve momentos em que queria voltar para Lisboa, mas houve outros em que esse pensamento nem me ocorria.

    Praga - Charles Bridge (Ponte Carlos)

    3) Quais as maiores dificuldades nesses três meses que estiveste em Praga?
    Uma das dificuldades que tive foi adaptação ao inglês. Tinha muitas dificuldades em expressar-me tanto com quem nos acolheu, como com os nossos parceiros ingleses de casa (que tiveram connosco um mês, até virem os nosso dois colegas do Algarve) e com o meu chefe de estágio. Mas com o tempo e ajuda dos meus “irmãos” de casa fui melhorando e, com a experiência de Erasmus posso dizer que evolui bastante.
    Uma outra grande dificuldade foi o dinheiro. Fazer contas “à vida”, saber quanto poderia gastar em comida, quanto poderia gastar em viagens pela Europa e quanto poderia gastar em saídas e passeios.

    4) O que trouxeste de melhor desta viagem/experiência?
    É uma pergunta difícil, mas também muito geral. O que trouxe de melhor sem dúvida que foi o meu crescimento e a minha aprendizagem profissional na área de fotografia. 

    Praga - Vista das torres

    Praga - Vista das torres

    Praga - Vista das torres

    5) Se fosse hoje, terias escolhido de novo Praga para fazer Erasmus?
    Infelizmente ou felizmente não tive escolha com o destino, mas se convidassem-me novamente para ir de Erasmus, sem dúvida que diria que sim. Porque tanto poderia repetir os bons momentos como também tinha oportunidade de fazer coisas que ficaram pendentes.

    Praga 
    6) Imaginando que temos dois dias para ir a Praga: o que aconselhas a visitar?
    Felizmente Praga visita-se bem em dois/três dias, sem visitar museus. Mas sem dúvida que aconselharia a famosa Charles Bridge (Ponte Carlos), o castelo de Praga e a Catedral de S.Vito (lindíssima e majestosa). Aconselho também a Praça da Cidade Velha (onde fica o Relógio Astronómico), Monte Petřín, Antigo Cemitério Judaico, Dancing House e também a Praça Venceslau. Mas para além disso aconselho mesmo a visitar os parques e jardins, que são incríveis e mesmo muito bonitos, como por exemplo o Jardim Wallenstein e o Jardim Letná (no qual tem a vista completa da cidade e conseguimos ver as nove pontes que dividem Praga (uma delas a Charles Bridge).
    Não caiam no erro de subir às torres (que não é gratuito). Eles gabam-se que têm a melhor vista da cidade, mas é mentira. Caí pelo menos nesse erro três vezes. A vista mais bonita da cidade, situa-se num Miradouro que fica no Monte Petřín. Para conseguir-se ir lá temos de ir de Funicular.
    Já agora se tiverem curiosidade de sair à noite, não visitem os bares ou discotecas que se encontram nos guias turísticos, esses locais são perfeitos para vos “roubarem dinheiro” e vão acabar por não se divertirem. Vão ao bar Vzarkovna é um local fantástico e totalmente diferente do que estamos habituados a ver.

    Jardim Letná

    Jardim Letná

    Jardim Letná

    Jardim Letná
     
    7) O que consideras essencial ter na mala quando se viaja para Praga?
    Como não apanhei o Verão de lá vou acabar, se calhar, por não aconselhar tão bem, mas o calor deles é idêntico ao nosso portanto, o essencial é: t-shirts, vestidos, macacões e calções. Não podem esquecer-se do protector solar e de uns bons ténis para caminhar. Levar uma mala pequena, para facilitar nos passeios pela cidade, também ajuda.
    O inverno é que é muito diferente do nosso. É um frio seco que pode chegar aos vinte graus negativos. É essencial levar um bom casaco, de preferência de penas, mas por baixo do casaco uma camisola fina, porque qualquer local em que se entra está quente. Aconselho também umas boas botas, com umas boas meias quentes (isso é muito importante), gorros, luvas (muito importante) e gola/cachecol.

    8) É necessário uma carteira recheada quando viajamos para Praga ou conseguimos fazer uma boa vida com pouco dinheiro?
    Praga não é uma cidade cara, a moeda deles é a Kc (coroa), 27kc vale 1€. Claro que em certos museus, restaurantes ou cafés/esplanadas junto de espaços turísticos, os preços mudam. Eu sou uma pessoa de aproveitar ao máximo o que a cidade oferece, por isso gosto sempre de estar confortável com o dinheiro que tenho, sem estar sempre a fazer contas. Mas se visitarmos Praga em dois dias não precisamos de uma mala recheada.

    9) Tiveste oportunidade de conhecer outras cidades ao redor de Praga. Quais? O que mais te cativou em cada uma delas?
    Praga felizmente é uma cidade que se encontra no centro da Europa o que facilita muito a ida para outros países, a preços fantásticos.
    Um dos países que tive oportunidade de conhecer, por ter ganho (juntamente com outros colegas meus) um protejo de escola, foi Londres. Infelizmente como estava em Praga, esta viagem foi feita ao desconhecido. Os meus colegas partiram de Lisboa e a escola conseguiu-me arranjar bilhetes para eu partir de Praga. Até hoje penso e digo que não sei como tive coragem para ir sozinha de avião até Londres, apanhar um comboio durante uma hora até ao centro da cidade e ainda apanhar o famoso metro Londrino até ao hostel. Nessa altura não consegui ligar para nenhum professor ou colega meu, apenas tinha o meu famoso inglês para me ajudar. Felizmente em momentos de pânico ele funciona bastante bem e os londrinos foram muito prestáveis e ajudaram-me quando estava perdida.
    Não há muito para falar de Londres, infelizmente não tive oportunidade de conhecer muito, é uma viagem que espero fazer futuramente.
    As outras duas viagens que fiz pela Europa foram a Viena e a Berlim. Estas já fiz com os meus companheiros de casa e fiz de autocarro.
    Para Viena foram três a quatro horas e para Berlim foram cinco a seis horas. Deixo aqui o apontamento que os autocarros são baratíssimos e fantásticos, fornecem café, chocolate quente e outras bebidas, à borla, que são deliciosas - e com o frio que estava ainda souberam melhor. Também temos disponível, em cada lugar, televisão para que individualmente cada um possa ver um filme (até que são recentes), jogar, ouvir música ou então podermos ver em que local estamos e saber quanto tempo falta para chegarmos.
    Amei qualquer cidade que visitei, mas a que me deixou de boca aberta e a que me faz querer voltar mais tarde, é sem sombra de dúvida Berlim. O hostel que fiquei hospedada em Berlim foi o Mitte e em Viena foi o Do Step Inn.

    Londres

    Londres  

    Viena

    Berlim

    Berlim

    10) Qual seria para ti a viagem de sonho? Está nos teus planos para breve?
    Gosto muito de viajar portanto dar um local em concreto é difícil. Mas uma das minhas viagens de sonho é conhecer as ilhas de São Tomé e Príncipe e o Japão. São viagens que estão apenas em pensamento. Nada está para breve.

    Todas as fotografias foram tiradas pela Catarina e não podem ser reproduzidas sem autorização.

    Para updates diários, façam like no Facebook do 6800milhas AQUI ou sigam-nos no Instragram @6800milhas. Se quiserem entrar em contacto connosco para falarem sobre uma ou várias viagens da vossa vida, enviem-nos um email para 6800milhas@gmail.com.

    Continue Reading
    Inês na Irlanda
    Este mês o foco está na Inês Mendes, uma portuguesa de 28 anos que largou tudo em Portugal para fazer voluntariado em Budapeste. Hoje está por lá instalada e é Moderator em Social Media. Fiquem a conhecer um pouco desta mudança de vida e o porquê da Inês se ter apaixonado por esta cidade.

    1) Como surgiu a oportunidade de ires para Budapeste?
    Vim para Budapeste em Fevereiro de 2016 fazer um projecto de voluntariado durante 1 ano. Estava a terminar o meu contrato de trabalho numa agência de produção em Lisboa e achei que seria uma boa altura para experimentar alguma coisa diferente. Queria fazer uma "pausa" mas ainda assim manter-me ligada a algum projecto e a ideia de fazer voluntariado começou a fazer sentido para mim. Comecei a procurar projectos relacionados com sustentabilidade, ecologia, consumo responsável, etc. e acabei por encontrar o projecto para onde vim.

    2) Quem estiver interessado em inscrever-se nesse programa de voluntariado, como o poderá fazer?
    O projecto que fiz chama-se European Voluntary Service e é um programa criado e financiado pela Comunidade Europeia. É necessário ter menos de 30 anos e ser residente num país europeu. Existe uma base de dados com os projectos disponíveis e as entidades de acolhimento e a partir daí deve encontrar-se uma associação no país de residência que envia o voluntariado e que tenha um protocolo com a entidade que recebe o voluntário. No meu caso vim a partir da Casa da Juventude de Amarante.

    3) Poderias ter escolhido outra cidade quando te inscreveste no voluntariado? Porquê Budapeste?
    Na verdade não escolhi Budapeste propriamente. Escolhi em função do projecto, não tinha nenhuma preferência quanto a cidade ou país. Gostei muito deste projecto quando o encontrei e calhou a ser em Budapeste. Não sabia nada sobre a cidade nem nunca tinha cá estado.

    Budapeste

    Budapeste

    Budapeste

    4) Entretanto ficaste por aí. O que te fez apaixonar pela cidade?
    Quando o projecto terminou, ao final de um ano, decidi ficar porque senti que o meu "romance" com a cidade ainda não estava terminado. Senti que ainda queria aqui ficar, que não tinha visto tudo, não tinha estado em todos os sítios onde queria e que ainda faltava qualquer coisa. Budapeste foi um bocado amor à primeira vista e desde o início senti-me logo em casa aqui. A arquitectura e o visual da cidade cativaram-me muito, é realmente das cidades mais bonitas onde já estive. Claro que os amigos que fiz aqui e as pessoas que conheci também ajudaram a querer cá continuar.

    5) Como foi a tua adaptação à língua, aos costumes e à cidade no geral?
    Bem, a língua continua a ser um grande bicho de sete cabeças! É das línguas mais difíceis de aprender e eles até têm um ditado que diz que o húngaro é a única língua da qual o Diabo tem medo. Tive algumas aulas e fui aprendendo no dia-a-dia mas não sou nem perto de fluente. Consigo "safar-me" na maior parte das situações! A cultura é diferente da nossa, sem dúvida. Os húngaros no geral são muito menos efusivos, não falam alto, são um pouco cabisbaixos na vida. Mas como em todos os sítios, há as excepções e os meus amigos húngaros não são nada assim! Nalguns aspectos a cidade está bastante atrasada em relação a outras da Europa (Portugal incluído). Como por exemplo, nada ser digital. O passe mensal dos transportes é um pedaço de papel que mostras ao motorista do autocarro, as facturas são passadas a papel químico como nós fazíamos há 15 anos e pequenas coisas desse género. Funciona, só que funciona de forma diferente. Fez-me repensar todas as vezes que reclamei com os serviços em Portugal!

    Budapeste

    Budapeste

    Budapeste


    6) Durante este ano e meio que ficaste aí, tiveste oportunidade de conhecer outras cidades/países. Quais? E o que mais te cativou em cada uma delas?
    Durante o ano em que estava a fazer o voluntariado viajei bastante pois tinha muita flexibilidade e tempo para isso. Foi das melhores coisas que o voluntariado me trouxe. Consegui visitar muitas cidades europeias, até porque estando no centro da Europa é mais fácil chegar a sítios de autocarro ou comboio, por exemplo. Durante 2016 fui a Bratislava, Viena, Berlim, Roterdão, ao Lago de Garda em Itália, a Novi Sad e Belgrado, a Sofia e mais recentemente a Roma, Cracóvia e fiz uma pequena road trip na Irlanda.
    Itália é sempre um sítio onde adoro voltar e foi muito bom poder ir com amigos de lá que conheci aqui. A viagem à Sérvia foi interessante principalmente por ter voltado no comboio nocturno para Budapeste, que demora 8h de viagem quando de carro podes fazer em 4h! Diverti-me muito em Sofia a visitar amigos e a viajar com amigos e o mesmo em Berlim e em Cracóvia. Tanto Viena como Bratislava ficam apenas a 3h de Budapeste, por isso é sempre uma boa escolha para um passeio de fim de semana, principalmente Viena que é linda de morrer, súper imperial e austera! A última viagem que fiz, de Dublin aos Cliffs of Moher foi das minhas preferidas. A natureza na Irlanda é impressionante e hei-de voltar de certeza

    Berlim

    Cracóvia

    Irlanda

    Itália

    Viena

    Sofia | Roterdão | Sofia | Bratislava

    7) Se eu tivesse dois dias para visitar Budapeste, que locais aconselharias a visitar?
    Budapeste é uma cidade bastante grande, mas como uma boa programação é possível ver uma boa parte das atracções em apenas 2 dias. O Castelo de Buda é um dos meus locais favoritos para levar os amigos que me vêm visitar, por isso seria absolutamente o nº1 da minha lista. A Basílica de St. Stephen é uma das mais bonitas que já visitei e as ruas em sua volta são muito características e óptimas para apreciar a arquitectura dos edifícios. O Parlamento é de facto um dos edifícios mais imponentes da Europa e penso que ninguém está preparado para o quão grande é na realidade! O bairro judeu (conhecido como Distrito XVII) é o centro da animação com muitos restaurantes, bares e lojas e um dos sítios onde mais passo o meu tempo. Para quem tenha pernas vale a pena subir até à Citadella, nas colinas de Buda e ter uma vista panorâmica incrível sobre toda a cidade. E nenhuma visita fica completa sem visitar os banhos de águas termais, tanto os Gellért como os Széchenyi.

    Budapeste

    8) Quais são aqueles locais que os guias não dizem mas que são essenciais conhecer na cidade?
    O meu sítio favorito em Budapeste é a Ilha Margarida, um gigantesco parque no centro da cidade, que se prolonga por quilómetros. A ponte através do qual tem acesso é também a melhor para observar as duas margens: Pest e Buda.
    Um bar no XVII distrito chamado Lámpás, numa cave, é dos sítios mais insólitos para beber alguma coisa e ver música ao vivo. Perto há também um ruin pub chamado Ellátó Kert que vale a pena a visita.
    O metro na linha 1 é o segundo mais antigo da Europa, Património da Humanidade e é como fazer uma viagem no tempo. As estações são muito perto da superfície (desces 10 degraus e estás na plataforma, literalmente) e são muito curtas. Atravessa várias partes centrais da cidade e apesar de não se ver a cidade propriamente, vale a pena só pelo quão diferente são as estações.

    9) Qual o melhor mês para visitar a cidade? É necessário muito dinheiro para sobreviver aí uma semana?
    O Inverno aqui é rigoroso, quase sempre com temperaturas negativas e neve por isso não recomendo para quem gosta de andar a pé e várias horas. Como na maior parte da Europa a Primavera e o final do Verão/início do Outono são boas alturas. A Hungria é um país (ainda) bastante barato. Não tem o euro e o custo das coisas em relação ao que estamos habituados é inferior. Comer fora num restaurante pode custar menos de 10€ por pessoa, facilmente. Os museus ou igrejas onde se paga nunca passa dos 5/6€. Beber uma cerveja num bar, ainda que conhecido dos turistas dificilmente irá custar mais de 2€ (e isso já é muito caro!).

    Budapeste

    Budapeste


    10) Um dia que voltes para Portugal, o que trazes de melhor dessa tua experiência na Hungria?
    Penso que o mais fica são as pessoas com quem me cruzei e as viagens que consegui fazer com elas. Penso que volto também mais tolerante por ter vivido num sítio onde não falava a língua, onde a cultura não é a minha e onde tive de aprender por mim como as coisas funcionam, onde são os sítios, como posso lá chegar, como vou lá ter. Acho que me tornou ainda mais "desenrascada", coisa que os portugueses já são bastante!

    Inês na Sérvia

    Todas as fotografias foram tiradas pela Inês e não podem ser reproduzidas sem autorização.

    Para updates diários, façam like no Facebook do 6800milhas AQUI ou sigam-nos no Instragram @6800milhas. Se quiserem entrar em contacto connosco, por razões pessoais ou parcerias, enviem-nos um email para 6800milhas@gmail.com.
    Continue Reading

    No "Em Foco" deste mês falamos com o Pedro Ribeiro, um engenheiro português, que vive em Macau e gosta de aventuras e contacto com a natureza. Tendo regressado há pouco tempo do Alasca, a sua viagem de sonho é atravessar o continente americano de bicicleta.

     
     Alasca

     Alasca


     NOTA: Todas as fotos deste post são do Pedro e não deverão ser reproduzidas sem autorização.

    1 - Como te defines enquanto viajante?
    Considero-me alguém que procura aventuras arrojadas em locais que permitem um contacto íntimo com a natureza e longe da civilização. Quanto menor for a marca da passagem pelo homem e quanto mais intacta estiver a natureza, mais apelativo se torna o destino para mim.

    Nas viagens e no meu dia-a-dia, aplico muito o lema “Não tires mais do que fotos, não deixes mais do que pegadas. Não leves mais do que memórias, não mates mais do que o tempo”.

    Enquanto viajantes, somos também embaixadores do nosso país, sendo assim fundamental respeitarmos as pessoas, costumes e valores dos locais que visitamos.


    Nova Zelândia

    Nova Zelândia

    2 - Qual foi a tua primeira viagem? Que memórias guardas dessa viagem?
    A primeira viagem que fiz e me deixou belas memórias foi com a minha família às Filipinas por volta de 1985. Fomos a Puerto Galera e às cataratas de Pagsaŋjan, onde foi filmado parte do filme Apocalypse Now. Ainda hoje me derreto quando vejo fotos dessa viagem, até porque têm bastante valor sentimental.
    Na altura, adorei ambos os locais, mas regressei há poucos anos a Puerto Galera para mergulhar e não gostei nem um pouco. Abaixo ou acima de água, o turismo matou aquele destino.

    3- Qual foi a viagem que mais te marcou e porquê?
    Todas as viagens nos possibilitam experiências muito específicas da própria viagem e que acabam sempre por deixar ficar algo na memória. Mas é igualmente verdade que há umas mais especiais do que outras.
    Dito isto, a viagem que fiz de bicicleta pela Bolívia em 2006 foi a mais marcante que já fiz pelas paisagens, contrastes de cores, alta montanha, vida animal, calor humano dos locais, vulcões, lagoas e lagos de sal.


    Bolívia

     
    Bolívia



    Bolívia

    4- E aquela viagem que queres mesmo fazer e ainda não tiveste oportunidade?
    Esta é fácil. :-) Pedalar toda a Rodovia Pan-Americana, i.e., atravessar todo o continente americano de bicicleta, arrancando de Prudhoe Bay no Alasca e acabando em Ushuaia na Argentina. Um projecto entre 40 a 50000km e talvez ano e meio.

    5 - Quais são as três coisas sem as quais nunca viajas?
    Passaporte, mochila e um plano aventureiro ambicioso.



    Índia

    Guatemala

    6 - Como concilias a profissão de engenheiro com o gosto de viajar?
    A minha família podia responder por mim, pois acaba por ser “sacrificada”... Quer isto dizer que vou pouco a Portugal porque oriento as férias para as minhas viagens pessoais.
    Tento sempre conciliar férias com feriados públicos, permitindo-me assim maximizar o tempo de cada viagem. Em suma, com alguma habilidade, consigo fazer 3 a 4 viagens anuais que vão de 1 a 2 semanas.
    Embora isso em nada se assemelhe aos 6 ou 12 meses de milhares de viajantes, a verdade é que me permitem fazer umas aventuras muito interessantes.



    Indonésia


    7 - Recentemente estiveste no Alasca. Como foi essa experiência?
    Foi uma experiência única. O Alasca é um local muito marcante pela vida animal e pelo quão selvagem é.
    Em quase todas as viagens que faço, exponho-me a determinados riscos porque procuro sempre zonas remotas e longe da civilização, dependendo assim apenas de mim próprio. Porém, estivesse eu numa zona deserta do Tibete ou da Bolívia e tivesse um problema grave, não me conseguindo mexer, acredito sinceramente que seria uma questão de 1 ou 2 dias e alguém passaria a tempo de me encontrar vivo.
    No Alasca, não! Uma pessoa está entregue a si própria e é bom que esteja consciente e preparado para o que se propõe fazer ou a aventura pode tornar-se inesquecível pelos piores motivos.
    Entre outras aventuras, fiz uma viagem a solo de kayak pelo Glacier Bay de 5 dias e não vi vivalma! Uma viragem e entrava em hipotermia no espaço de minutos! Seria claramente o princípio do meu fim. Fiz também uma longa caminhada de vários dias e tenho poucas dúvidas que se tivesse um problema que me imobilizasse, seriam os ursos os primeiros a encontrar-me porque não vi absolutamente ninguém. Em suma, o Alasca é lindo de morrer, mas é selvagem e inóspito e não perdoa erros.



    Alasca

    Alasca

     Alasca

    8 - Achas que a língua é uma barreira para viajar para um determinado país?
    De modo algum. Nunca o foi e certamente não será agora, já que até os telefones falam por nós.


    9 - Se uma pessoa quiser viajar mas não tiver possibilidades económicas, qual o melhor conselho que lhe podes dar?
    Viajar não tem que ser proibitivamente caro. Dependendo do destino, o comboio ou autocarro podem ser alternativas ao avião (mas isso requer tempo).
    Se o avião for indispensável, bilhetes comprados com grande antecedência e para dias úteis tendem a ter preços atractivos. Uma vez no destino, não há nada como viver como os locais, i.e., deve-se apanhar transportes públicos e comer nos restaurantes frequentados pela população. Na verdade, eu considero isso fundamental porque torna
    toda a experiência muito mais real e genuína.
    Se houver possibilidades de se acampar, o alojamento também fica em conta. Com tudo isto, o verdadeiro custo resume-se à viagem, uma vez que relativamente ao resto, talvez seja mais caro ficar em casa.


    Noruega


    10 - Podes dar 3 dicas para quem quer começar agora a viajar? 
    Primeiramente, a pessoa tem de se conhecer bem e saber do que gosta, ou seja, se é de montanha, praia, cidade, arquitectura, neve, etc. Em função disso, deve começar por um destino que não ofereça grandes dificuldades, nomeadamente logísticas. Depois, convém escolher um período do ano em que o clima seja favorável. A partir daí... Bom, a partir daí, o céu é o limite!

    Indonésia


    Se viajam com frequência ou se estão neste momento a fazer uma viagem de longa duração entrem em contacto connosco e poderão aparecer por aqui!

    Para updates diários, façam like no Facebook do 6800milhas AQUI ou sigam-nos no Instagram @6800milhas. Se quiserem entrar em contacto connosco, por razões pessoais ou parcerias, enviem-nos um email para 6800milhas@gmail.com.
    Continue Reading

    No "Em Foco" desta semana falamos com o João Almeida, um engenheiro electrotécnico que quer inspirar outras pessoas a viajar. Para isso criou o conhecido Grupo do Facebook Amantes de Viagens que conta quase com cem mil membros!

    NOTA: Todas as fotos deste post são do João e não deverão ser reproduzidas sem autorização.

    1 - Como te defines enquanto viajante?
    Sou mais uma espécie de turista-viajante, que como qualquer trabalhador dependente, tem férias limitadas durante o ano. Sou um turista, no sentido de visitar os principais sightseeing de cada destino, numa espécie de programa de viagem (limitado em número de dias). 

    Los Angeles (EUA), 2009

    Procuro ainda visitar os mercados e zonas menos turísticas. Interagir com a cultura local. São as grandes diferenças culturais que me despertam maior curiosidade. A Ásia, é o continente onde isso ocorre com maior frequência, como o caso de países como Índia ao Japão. Dois extremos opostos, tão diferentes e belos ao mesmo tempo. Um verdadeiro despertar dos sentidos, é aquilo que considero de mais fascinante ao viajar. Gosto de viajar em acompanhado ou em grupo, como um turista, mas por vezes também sozinho como um viajante. Tento absorver tudo aquilo que me rodeia, regressando a casa cansado fisicamente, mas com um equilíbrio mental e um perfeito bem-estar comigo mesmo. Viajar faz bem à nossa saúde!     

    2 - Qual foi a tua primeira viagem? Que memórias guardas dessa viagem?
    A minha primeira viagem foi com 8 anos, numas férias com os meus pais pelas várias regiões de Portugal (norte/centro do país) e norte de Espanha.

    A minha primeira viagem de avião foi realizada com 17 anos até Paris e ao parque da Disneyland. Fiquei fascinado com tudo aquilo que passei durante essa semana, desde os aeroportos, à cidade fantástica de Paris e ao mundo da fantasia da Disney. Segundo os entendidos, só recordamos cerca de 10% das nossas viagens, mas eu lembro praticamente uma boa percentagem de todos esses momentos.

    3- Qual foi a viagem que mais te marcou e porquê?
    Pode parecer cliché, mas todos os locais por onde passei tiveram sempre algo de especial. Costumo dizer que o simples facto de passarmos a fronteira e escutar uma língua diferente da nossa já é fascinante.

    As viagens que mais me marcaram, foram aquelas onde senti maior diferença cultural e onde tive um contacto mais próximo com as pessoas desse destino. Adorei o norte da Tailândia, onde tive a oportunidade de percorrer longos trilhos pela selva, e estar com as tribos locais; conviver com as tribos do norte do Vietname; com os berberes do deserto em Marrocos; ou as enormes diferenças culturais da Índia.

    Por outro lado, foi igualmente marcante, uma viagem de auto-caravana durante um mês pela Europa onde passei por 14 países. A viagem em 4x4 até Marrocos percorrendo o país de Norte a Sul, com a experiência de pernoitar no deserto, foi outro momento inesquecível.


    Marrocos, 2002

    Gosto bastante de metrópoles e, em particular de cidades como Nova Iorque, Rio de Janeiro ou Tóquio. Considero fascinante estar num local onde circulam milhões de pessoas, e observar a vida quotidiana e diferenças culturais nesses destinos.

    Rio de Janeiro (Brasil), 2016

    No caso de praia, tento normalmente conciliar com outro programa cultural. A viagem que mais me marcou foram as Maldivas pela sua beleza natural, que juntei o Sri Lanka igualmente fantástico.

    Maldivas, 2006

    São Tomé está também no topo das minhas preferências, com praias de difícil acesso e praticamente desertas, uma imensidão de verde, as roças, o bom peixe, e as pessoas que foram do mais fascinante que encontrei até à data.

    4- E aquela viagem que queres mesmo fazer e ainda não tiveste oportunidade?
    Uma das viagens que faz mais de uma década que penso em realizar e tem sido adiada consecutivamente, é um safari por África. Felizmente, vou concretizá-la já amanhã (à data desta entrevista estamos em Abril 2017), com voo marcado para Joanesburgo. Irei percorrer os principais parques naturais pela África do Sul, Botswana e Zimbábue. Será um overland de camião, e irei sempre acampar no decorrer da viagem. Não era exactamente nestes moldes, mas um objectivo em termos de percurso/locais a conhecer.
    Nos últimos anos, tenho mudado bastante os meus planos, talvez por estar diariamente pelo nosso grupo de facebook AMANTES DE VIAGENS, e de certa forma estar mais atento a tudo o que rodeia este mundo das viagens, o que me faz despertar o interesse em outros destinos e adiar alguns dos que gostaria de conhecer.
    Não tenho um plano concreto a médio prazo, mas gostaria de conhecer países como a China (principalmente a região de Hong Kong/Macau e Guilin); a Indonésia (Java, Sumatra, Bali), Irão, o caso do Dubai e a experiência de um cruzeiro.

    5 - Quais são as três coisas sem as quais nunca viajas?
    Cartão de crédito e algum dinheiro físico é uma prioridade. Uma vez na Tailândia, o meu cartão multibanco não funcionou e não levava dinheiro comigo. Tive a sorte de ir acompanhado e de ser financiado por um amigo no decorrer de toda a viagem.

    Chiang Mai (Tailândia), 2003

    A máquina fotográfica para registar os momentos da viagem para memória futura. Tenho por hábito criar um álbum após cada viagem com uma selecção de fotos, postais e alguns documentos que coloco em dossier. Continuo a gostar de ter algumas dessas recordações em papel, além do digital.
    O terceiro elemento que considero importante ao viajar, é o planeamento prévio, com algumas notas breves daquilo de devo ver/conhecer. Uma espécie de roteiro diário de viagem, com os principais locais a visitar. Não necessariamente ao detalhe. Não faço um estudo exaustivo do destino. Pontos principais, um breve resumo histórico do local e depois sigo à descoberta.  

    6 - Como concilias a profissão de engenheiro com o gosto de viajar, o site e as demais redes sociais? 
    Tenho muito gosto pela minha profissão. Sou licenciado em engenharia Electrotécnica, e trabalho numa multinacional americana que é líder no sector, ligada a bombas de água, para permitir a realização do transporte, a elevação e a movimentação de águas em diferentes aplicações.
    Criei o grupo de facebook AMANTES DE VIAGENS fez 7 anos. Considero que era algo que faltava no facebook, de ter a possibilidade de colocar questões relativas ao tema das viagens e ao mesmo tempo ajudar outros membros nas suas dúvidas ou questões com a experiência obtida nalguns destinos. Ao contrário de uma página de facebook, num grupo todos os membros têm de ser adicionados pelo seu administrador, o que é uma tarefa algo exigente. À medida que ganhamos maior visibilidade, as tentativas de algum novo membro, publicitar algo em seu benefício próprio (e não para o bem comum), tem levado a que muitos tenham sido excluídos ao longo destes anos.
    Infelizmente, com o rigor necessário, só assim é possível mantê-lo interessante, estando neste momento quase nos 100 000 membros, sendo o maior grupo de facebook em Portugal ao tema das viagens. O grupo é, de facto, aquilo que me ocupa mais tempo, pela necessidade de verificar diariamente como decorrem as publicações e necessidade de adicionar os novos membros. As outras redes sociais funcionam de modo mais automático, onde nalguns casos é possível programar as publicações que se pretendem realizar, como o caso das páginas de facebook.
    O site AMANTES DE VIAGENS é algo mais recente. Faz menos de dois anos que iniciei este projecto, onde pretendo inspirar as pessoas a viajar, dando dicas gerais sobre qualquer destino do mundo. Não é um blogue, não vai ao detalhe. São as dicas essenciais do que ver, fazer, onde ficar. 

    Istambul (Turquia), 2012

    No site podemos ainda encontrar bastantes dicas sobre PORTUGAL. É aqui que tenho focado em especial a minha atenção em divulgar o melhor do nosso país. Está separado por distritos e por categorias diversas. Conheço particularmente bem o nosso país, onde percorro com regularidade, em termos pessoais e profissionais. A nível profissional, faço largos milhares de quilómetros aos vários extremos do país durante todo o ano. Considero que temos um país fantástico, de norte a sul, e ilhas e sem dúvida um país que não deixa ninguém indiferente à sua beleza. Temos 900 kms de costa com belas praias, as planícies alentejanas, os parques naturais, a região nortenha, as cidades e aldeias históricas, o sol grande parte do ano, e uma gastronomia das melhores do mundo.

    São Miguel, Açores, 2016

    7 - Como surgiu a ideia de fundar o Grupo do Facebook "Amantes de Viagens" e o que pode uma pessoa esperar do grupo? Quais são os teus os teus projectos futuros?
    O grupo de facebook surgiu em 2010, quando comecei a pesquisar sobre grupos ao tema das viagens. Não encontrei nada que me pudesse esclarecer as minhas questões e decidi avançar nesse sentido. Este grupo permite aos membros colocar as mais diversas dúvidas relacionadas ao tema. Desde o planeamento, a troca de experiências de cada um, durante e depois do momento da realização dessa viagem. São bastante abrangentes os assuntos que por aqui encontramos. Desde questões relacionadas com a bagagem permitida em voos, aos vistos e vacinas, excursões recomendadas nos locais, as experiências obtidas em hotéis. Uma enorme variedade de recomendações para ajudar no planeamento de viagem de cada um de nós. Os membros ao longo destes anos têm sido exemplares, no fornecimento de informação útil a todos e sempre disponíveis a ajudar. Apesar de me terem como moderador, diariamente atento e na procura de manter o nível exigido para bem do nosso grupo, muito se deve o sucesso aos seus membros que têm compreendido o princípio deste grupo e colaboram de forma positiva.
    Quanto aos projectos futuros, para já não penso muito no assunto. O meu objectivo actual é manter o site AMANTES DE VIAGENS o mais completo possível, com o máximo de informação útil para todos e que seja uma inspiração para as pessoas viajarem mais.

     Siem Raep (Cambodja), 2008

    8 - Achas que a língua é uma barreira para viajar para um determinado país?
    Na actualidade, e com os diversos meios disponíveis, entendo que a língua não é nenhuma barreira para viajar. Existem imensas empresas dedicadas a viagens com guias que acompanham o grupo desde o país de origem do primeiro ao último dia. Na maioria dos principais destinos turísticos existem guias locais para diferentes línguas onde pode estudar previamente quais as possibilidades que vai encontrar no destino.
    O importante é desenhar detalhadamente aquilo que pretende visitar, traçar um roteiro, pegar num mapa e partir para o destino. A mímica também é algo que qualquer viajante utiliza em viagens (nomeadamente em locais remotos) e funciona bastante bem! J



     São Tomé, 2005


    9 - Se uma pessoa quiser viajar mas não tiver possibilidades económicas, qual o melhor conselho que lhe podes dar?
    O melhor conselho que posso dar a quem não tiver possibilidades económicas, é que comece por tentar conhecer o nosso país que é fantástico e tem uma enorme diversidade de paisagens e lugares.
    Pode pesquisar na sua área geográfica quais as actividades gratuitas que poderá usufruir sem gastar dinheiro. Sou morador do concelho de Sintra e aos Domingos todos os parques e monumentos de Sintra são gratuitos para os munícipes. Existem câmaras municipais que organizam passeios de autocarro e caminhadas pelo país igualmente de forma gratuita.
    Realizei alguns artigos para o site, onde dou algumas dicas para conhecer locais gastando pouco: “Lisboa- 150 opções grátis” ou “Londres- 35 opções grátis” são alguns exemplos.
    Se a intenção for viajar para fora do país, temos imensas ferramentas ao nosso dispor. Podemos colocar alertas de preços de voos ou utilizar os motores de busca, como o Momondo ou o Skyscanner, e viajar para diversas cidades europeias por muito pouco. Com o booking, pode escolher uma imensidão de alojamento ao preço que lhe seja aceitável.
    Vemos ultimamente alguns blogues que dão dicas de ir para destinos de praia incríveis em modo low-cost, algo que seria impensável à alguns anos atrás.
    Em 2014 fui até Tóquio, que é considerado por muitos como um dos locais mais caros do mundo e gastei 18€/dia num hotel-cápsula, e refeições de rua a 5-6€. O importante é pesquisar e poupar mesmo que seja pouco mensalmente.

    Tóquio (Japão), 2014

    Para ajudar nessa poupança, criei um artigo de dicas em “Como poupar dinheiro para viajar” onde existem 100 dicas úteis de como alcançar esse objectivo. Se for essa a sua vontade, e seguir nesse sentido, acredite e vai ver que consegue!   

    10 - Podes dar 3 dicas para quem quer começar agora a viajar? 
    Viajar é o melhor que levamos desta nossa (curta) vida! Ao viajar conhecemos novas culturas e costumes, enriquece-nos interiormente e aprendemos a ser mais tolerantes com os outros.
    Se for um jovem que está na fase final dos estudos e quer começar a sua vida profissional, faça um intervalo com um ano sabático, uma viagem de auto-caravana, de comboio em inter-rail ou voluntariado.
    Se for viajar sozinho, saiba que existem imensas pessoas que o fazem. Perca os medos, leia blogues que falam sobre o assunto e inspire-se nas suas experiências. Se pretender companhia, junte-se a um grupo de viagens de aventura, acompanhado de um Tour Líder.
    Faça novas amizades que partilhem dos mesmos interesses, e comece a viajar mais com a família e amigos.
    Consulte com regularidade o site amantesdeviagens.com e o grupo de facebook AMANTES DE VIAGENS, e inspire-se para o seu próximo destino. Boas viagens!

    Redes sociais:
    Site oficial: AMANTES DE VIAGENS
    Grupo facebook: AMANTES DE VIAGENS
    Página facebook: AMANTES DE VIAGENS - Best Of Portugal
    Página facebook: AMANTES DE VIAGENS -Promoções
    Página facebook: AMANTES DE VIAGENS -Países do Mundo
    PINTEREST
    TWITTER
    FLICKR
    GOOGLE +


    Se viajam com frequência ou se estão neste momento a fazer uma viagem de longa duração entrem em contacto connosco e poderão aparecer por aqui!

    Para updates diários, façam like no Facebook do 6800milhas AQUI ou sigam-nos no Instagram @6800milhas. Se quiserem entrar em contacto connosco, por razões pessoais ou parcerias, enviem-nos um email para 6800milhas@gmail.com.
    Continue Reading
    Older
    Stories

    Sobre Nós

    Photo Profile
    6800milhas

    Somos duas amigas portuguesas com a mesma paixão por viagens. Este blog surgiu na nossa necessidade de documentar as nossas aventuras pelo mundo fora.Lê Mais

    Redes Sociais

    • facebook
    • bloglovin
    • instagram

    Mensagens populares

    • Guia de Sobreviviência - Restaurante de Dim Sum (o que pedir e onde comer?)
      Todos sabem já o que é um dim sum certo? Mas qual é a sua história? Como pedir? E quais os melhores restaurantes? Os restaurantes...
    • Vale a pena comprar o I amsterdam City Card?
      A questão é: querem estar quantos dias em Amesterdão? Querem ver o quê? Só depois destas perguntas respondidas é que poderão pensar se va...
    • Dicas para planear uma viagem a Amesterdão
      Amesterdão é aquele lugar da Europa onde toda a gente gostaria de ir um dia. E não é de admirar. É uma cidade encantadora. A arquitectur...
    • Hawaii - 10 Dicas Imperdíveis
      Vista do topo do "Diamond Head State Monument"  - Oahu Este ano novo chinês, tive finalmente oportunidade para i...

    Arquivo do blogue

    facebook instagram bloglovin

    Created with by BeautyTemplates | Distributed By Gooyaabi Templates

    Back to top