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    Estive cinco dias na capital dos Países Baixos. Fiz os meus passeios; vi os museus que quis ver; tive uma óptima estadia; tirei algumas fotografias; diverti-me; comi menos do que pensava que ia comer; vi uma cidade maravilhosa, que me despertou a atenção por muitas e variadas coisas. A publicação de hoje é sobre as 10 curiosidades que me despertaram mais a atenção em Amesterdão. Poderia enumerar muitas outras, mas estas são as principais. Se já lá foram/moram e querem partilhar connosco outras curiosidades que não falei por aqui, estão à vontade para deixar um comentário no final desta publicação ;)


    1. Olhar sempre para o chão

     


    Vão ouvir muitas vezes moedas a cair no chão. Eu ouvi, mas não liguei, porque enfim, pensei sempre que a pessoa que deixou cair, também iria apanhar. Vão encontrar várias peças de roupa pelo chão (encontrei desde bonés, sapatos, a óculos de sol). E com isto, no último dia virei-me para o meu marido e disse:  "se tivéssemos estado sempre a olhar para o chão, saíamos daqui com mais dinheiro". Acabo de dizer isso e encontro 2€. Mais à frente encontro 50 cêntimos, e mais à frente outra moeda de cêntimos. Ou seja, olhem para o chão o máximo que conseguirem. Principalmente junto aos estabelecimentos. Os turistas (alguns devem até já estar mais para lá do que para cá), quando vão a algum lado não têm cuidado e deixam cair moedas no chão.
    Agora... Não deixem de andar a olhar para a cidade, claro. Vejam o que têm a ver, mas sempre com atenção àquilo que pisam.

    2. Transportes são pontuais

    Os transportes são super pontuais. Se está marcado que vai chegar às 10h20, às 10h20 o tram está lá. De 5 em 5 minutos têm um tram a chegar. Aos fins-de-semana ficam um pouco mais à espera, porque deve haver menos a fazer o percurso. Mas nada que vos deixe aborrecidos. Achei uma cidade muito organizada nesse aspecto.


    3. As bicicletas não param



    Nós como turistas achamos as bicicletas uma piada. Tiramos fotografias, andamos nas ciclovias a "anhar", alugamos uma bike e não sabemos sequer andar como deve de ser. Mas para os habitantes da cidade, a bicicleta é o meio de transporte deles. Existem regras de trânsito para as bikes, e que favorecem muito os ciclistas. Portanto, tomem muito cuidado antes de atravessar a estrada, porque eles andam muito rápido. E não fiquem parados na ciclovia a tirar fotografias ou a olhar para o mapa.
    Mas não deixem de apreciar a forma como eles utilizam este meio de transporte: pais com crianças num pequeno "reboque" que se coloca atrás; pessoas a andar a alta velocidade sem as mãos no volante; pessoas a andar de bike com guarda chuva aberto; hora de saída de uma escola, onde praticamente todas as crianças vão para casa de bicicleta.




    4. Cheiro a marijuana às 9 da manhã

    Pois é. Vão ter que se habituar ao cheiro. Para quem não gosta de todo deste cheiro, vai ser complicado. Mas se não forem sensíveis a isso, é algo que ao segundo dia já nem vão ligar muito.


    5. As casas não têm estores

    E muitas delas não têm cortinados. E as que têm, não têm qualquer problema em deixar a cortina no canto da janela. Basicamente, conseguem olhar para dentro das casas, sem qualquer problema. Do nosso quarto conseguíamos ver o casal do prédio em frente sentado no sofá a ver TV. Mas não víamos só um bocado, víamos tudo, porque eles não tinham uma única cortina. Quando vão a passear pela rua, também é comum conseguirem ver tudo dos R/C das casas. É muito estranho. E daí me fez pensar que, numa cidade tão turística, eles não têm medo de mostrar a casa deles, nem de serem assaltados. É porque deve ser mesmo uma cidade segura. Outra conclusão que tirei é que a decoração das casas é muito minimalista  mas bastante bonita (com artigos de decoração modernos e muitas obras artísticas, tais como pinturas ou fotografias).

    6. São pouco pacientes com turistas


    Aqui os críticos vão-me cair em cima. Eu falo da MINHA experiência e só isso. No geral, não os achei muito pacientes. Em muitos sítios nem mostram os dentes quando te estão a atender. E se estás à frente deles, eles não pedem "com licença", nem em inglês nem em língua nenhuma. Ficam a olhar para ti com cara de "então, sais da frente?", ou abanam os braços como quem diz "estás a atrapalhar". Mas vá, não são todos. 

    7. Um cêntimo? Para quê?

    Imaginem que a vossa conta dá 10,99 euros, e vocês pagam com 11euros, eles ficam a dever um cêntimo e nem se explicam. Não o dão e pronto. Mas também já aconteceu o contrário. Imaginem que dá 10.01 euros e pagam com uma nota de 20 euros. Eles dão 10 euros de troco. É muito estranho, porque uma pessoa fica a pensar "porque é que colocam cêntimos nos preços?"


    8. Fazer fila para o tram? Não existem filas


    Se estão acostumados a Lisboa, onde há filas para tudo (mesmo que por vezes não pareça e haja os chicos espertos que passem à frente), em Amesterdão não há, de todo. Até conseguem ver que um ou outro turista tenta fazer uma fila. Mas os habitantes passam à frente sem dó nem piedade.

    9. Inglês tão bem falado quanto o holandês

    TODA a gente fala inglês. Desde a senhora do supermercado, ao senhor que passa por ti na rua e em inglês pergunta se precisas de ajuda. Toda a gente. E não é um inglês mal falado. É inglês perfeito. Por isso, não se preocupem com a barreira da língua.


    10. Há doces por todo o lado


    Basicamente não sei o que é uma comida típica de Amesterdão (tipo, como o nosso bacalhau à brás, o cozido à portuguesa, uma sardinha assada, etc.). Mas talvez tenha sido culpa minha que pesquisei muito pouco sobre o assunto. Vi restaurantes de todos os géneros e feitios - argentino, italiano, japonês - mas nenhum que dissesse "restaurante típico holandês". Existem é doçarias por tudo o quanto é lugar. As feiras/mercados também estão recheadas de doces. Se estão em dieta, tenham cuidado e pesquisem muito bem onde comer.


    Todas as fotografias foram tiradas por mim e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    São Francisco é uma cidade bastante inclinada mas onde se pode ir para todo o lado a pé. Tem um ambiente descontraído, oferta cultural, variedade de restaurantes e bares e o clima é óptimo. Em algumas zonas faz lembrar um pouco Lisboa. Era uma cidade onde me via perfeitamente a viver.

    Para quem chega ao aeroporto há várias opções de TRANSPORTE para o centro:
    - o bart, que é um comboio que liga o aeroporto ao centro da cidade e custa à volta de 8 dólares;
    - o táxi, que fica bastante mais caro e que, para Union Square por exemplo, ronda os 64 dólares; ou - uma carrinha partilhada com outras pessoas que embora mais cara que o bart (17 dólares por pessoa) deixa-vos mesmo à porta do hotel.

    Em termos de HÓTEIS, as melhores áreas para ficar são:
    - Union Square, pela localização (é fácil chegar a todo o lado a partir daqui), para fazer compras e para assistir a peças de teatro no American Conservation Theater ou no SHN;
    - Civic Center, para ouvir a San Francisco Symphony, ir à ópera e ao ballet, ou ouvir jazz no SFJAZZ. Podem ainda visitar o Asian Art Museum e apreciar uma das mais completas colecções de arte asiática do mundo;
    - Soma, se forem aquilo que se chama de "foodie" pois é uma das zonas com mais comida deliciosa por metro quadrado :-p De fácil acesso a um dos bairros típicos, Mission, onde também se come bem;
    - Embarcadero, se privilegiarem um "healthy lifestyle" pois têm acesso a espaços maravilhosos para praticar desporto e uma vista maravilhosa da Bay Bridge. Levantem-se de manhã para ver o nascer e do sol e façam uma corrida ao longo de Embarcadero, pelo Ferry Building até ao Pier 39;
    - Fisherman´s Wharf, para vistas espectaculares e para passear.

    Eu acabei por ficar em Union Square e considero ter sido uma óptima escolha porque consegui caminhar para todo o lado a pé.

    O QUE VALE A PENA VER?


    1. Os bairros típicos:
    A) Castro - Aqui encontram uma comunidade vibrante e colorida, várias lojas e bares cool e o famoso teatro Castro, que data de 1922.



    B) Haight - Ahsbury - coração do movimento hippie, é um lugar interessante pelas propostas alternativas e boémias.


    C) Nort Beach - bairro italiano que para além de diversos bons cafés e restaurantes é também conhecido por uma das mais antigas livrarias - a City Lights.


    D) Mission - dominada por taquerias (onde é imperdoável não experimentarem o burrito) vale a pena ver pelos murais espalhados pelo bairro.


    E) Chinatown - que é um bairro autêntico e cheio de vida.



    2. Coit Tower - aconselho a visita pelos murais inspirados pelo estilo de Diego Rivera, um dos maiores pintores mexicanos, casado com Frida Kahlo. A visita aos murais é gratuita. Para apanhar o elevador até ao topo e ver a vista o preço é 8 dólares por adulto e 2 por criança. Esperamos cerca de 45 minutos na fila, mas o senhor informou-nos que em épocas altas pode chegar a 2 horas de espera. A vista - de toda a cidade - é bonita mas não sei se esperava 2 horas...Olhem para a foto em baixo e digam-me vocês - vale a pena?


    3. Fisherman´s Wharf  - aqui podem apanhar um barco para dar um passeio até à Golden Gate Bridge (a famosa ponte vermelha que virou o ícone da cidade) ou Alcatraz e ver as famosas focas no pier 39. Nós optamos por não ir a Alcatraz porque o tour demora mais tempo mas acredito que valha a pena. O barco passa mesmo debaixo da ponte.





    4. Ferry Building. - aqui encontram os mais variados restaurantes e pequenas lojas a vender desde queijos até chocolates e produtos orgânicos. Almocei lá, no Prather Ranch, e optei por um wrap em folha de alface que estava delicioso. Às Terças e Sábados às 2h da tarde realiza-se o Farmer´s Market. Lá encontram frutas, vegetais, ervas e especiarias, flores, carne e ovos de pequenos agricultores locais, a maior parte orgânicos. Também vi vários tipos de queijos e doces regionais.

    5. Painted Ladies. - são um conjunto de casas vitorianas lindas, pintadas em cores diferentes, que estão na primeira foto deste post. Na verdade, São Francisco tem várias casas deste tipo mas as mais famosas estão na Alamo Square, um lugar simpático para fazer piqueniques

    6. Lombard Sreet - esta rua é tão famosa que não vale a pena dizer nada certo? É das ruas mais inclinadas de São Francisco e tem 8 curvas que diminuem os seus 27 graus de inclinação.

    ONDE COMER?


    Em São Francisco há bastantes opções saudáveis e um investimento grande dos restaurantes em produtos orgânicos dos agricultores locais. São Francisco tem uma variedade de restaurantes com gastronomia de diferentes partes do mundo, oferecendo portanto diferentes propostas.

    Para almoçar aconselho o Ferry Building, onde a escolha é ilimitada, ou o La Taqueria em Mission, onde se pode comer o melhor burrito da America.

    Para jantar, sugiro dois restaurantes:
    - o Helmand Palace é um restaurante afegão em Russian Hill, a precisar de uma nova decoração/remodelação, mas onde a comida é simplesmente deliciosa. Comecem por pedir Kaddo para entrada e garanto que não se vão arrepender. Para prato principal o seek kebab é uma boa escolha. O preço é bastante acessível.
    - o One Market Restaurant apresenta uma proposta de comida californiana do mercado para a mesa. O ambiente é mais intimista e o preço já é muito mais puxado. Para prato principal não deixem de escolher as vieiras e barriga de porco com trigo sarraceno.

    Para mais opções carreguem na zona que desejam carreguem AQUI!






    E vocês? Já estiveram em São Francisco? O que gostaram mais?

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    A questão é: querem estar quantos dias em Amesterdão? Querem ver o quê?
    Só depois destas perguntas respondidas é que poderão pensar se valerá a pena comprar o I amsterdam City Card.
    No nosso caso, ficámos de 1 a 6 de Março. Tendo em conta que dia 1 chegámos à noite, e que no dia 2 iríamos para uma zona que o cartão não cobre, então optámos por usar o cartão de 3 a 5 de Março. Nesse caso, comprámos o de 72 horas que nos custou 77 euros.
    No nosso roteiro tínhamos em mente ir a alguns museus, ao estádio do Ajax, andar de barco e andar muito de tram (porque como fomos no inverno e com os meus pais, não dava para andar muito a pé ou de bicicleta). Nesse caso, compensou comprar o cartão. Porque fazendo as contas às entradas das atracções com as despesas dos transportes, passaria os 77 euros que pagámos pelo cartão.

    Outra coisa que têm que ter em conta é que, se comprarem o passe no aeroporto, não o vão poder usar até à Centraal, pois este cartão não abrange os comboios. Portanto, vão sempre acrescentar às vossas despesas de transportes a ida e vinda do aeroporto, que pode ser adquirido a partir de 5,20 euros por viagem.

    O que é que vem incluído no I amsterdam City Card? Entradas em variadas atracções a custo zero e outras com desconto. Dá ainda direito a uma viagem de cruzeiro pelos canais sem pagar mais por isso. Têm a possibilidade de andar em toda a rede de transportes GVB, que inclui os trams, metro e autocarros. Têm ainda alguns descontos em concertos, bares, cafés, restaurantes e no aluguer de bicicletas.

    O cartão é feito por dois elementos: o primeiro é entradas grátis em museus, atracções e nos cruzeiros. E o segundo é no acesso gratuito aos transportes públicos. Ou seja, o cartão é activado na primeira vez que o usam e não no dia em que o compram. Portanto, tenham em conta que assim que o usam a primeira vez nos transportes, contam 72h depois disso para o poderem usar. Quem diz 72h diz 24h, 48h ou 96h dependendo do cartão que compraram.
    No entanto, se não o usaram em nenhuma atracção, ele só é validado como desconto nas atracções, na primeira vez que visitarem um museu, por exemplo. Portanto, pode acontecer já não terem mais cartão para transporte, mas ainda o poderem usar numa atracção, ou vice-versa. São activações independentes.

    ONDE COMPRAR?

    I amsterdam Visitor Information Centre (fotografia do site Iamsterdam)

    1) Online com entrega em tua casa (para qualquer parte do mundo), ou podes ir levantar quando chegares a Amesterdão, nestes seguintes pontos:
        - Amsterdam Centraal Station: I amsterdam Store, no lado norte da estação. Aberto de Segunda a quarta-feira das 08:00 - 19:00; quinta-feira a sábado das 8.00 - 20.00 e domingos das 10:00 - 16:00
        - Amsterdam Airport Schiphol: I amsterdam Visitor Information Centre Amsterdam Schiphol Airport, Arrivals Hall 2: Holland Tourist Information. Aberto diariamente das  07:00 às 22:00
        - Amsterdam Centraal Station: I amsterdam Visitor Information Centre na Stationsplein 10 (no lado oposto à entrada da estação). Aberto de segunda-feira a sábado das 09:00 - 17:00; domingo das 09:00 - 16:00

    2) Vários pontos da cidade: vê a listagem aqui.

     

     

    QUAIS OS PREÇOS (2017)?



    Neste momento, comprando pelo site, o de 72h está em promoção. E os preços indicados na imagem são para o ano de 2017. Pelo que tenho lido, os preços aumentam praticamente todos os anos. 

     

     

    O QUE ESTÁ INCLUÍDO?

    Têm que ter em atenção que esta publicação está a ser escrita em 2017. Se por acaso encontraste este post no ano de 2018, 2019 ou seguintes, tens que verificar no site I amsterdam se as atracções continuam as mesmas.
    Para este ano, podem ver em baixo nas imagens as atracções que poderão usufruir. Basta carregarem nas imagens para verem em ponto maior, ou clicar AQUI para fazerem download do pdf.





    VOU POUPAR QUANTO DINHEIRO COM O CARTÃO?

    Essa é uma resposta muito difícil de responder, porque não sei quantos dias vão e o que vão querer ver. Aconselho a fazerem contas ao que vão ver e quanto pagariam sem o cartão e com o cartão. O site I amsterdam dá algumas ideias de itinerários e de quanto poupam com o cartão. Por exemplo para um cartão de 72h:

    Claro que, tal como referi, isto é muito relativo. Eles vão sempre escolher para estas estimativas, museus que com o cartão não vais pagar nada, excluindo outros que toda a gente quer ver como a Casa da Anne Frank (ou melhor, o sótão onde ela ficou escondida) que não está incluído qualquer desconto com o I amsterdam, e o Rijksmuseum que te dá apenas 2,50€ de desconto (tendo em conta que o valor dele é de 17,50€, iriam pagar 15€ com o cartão).
    Façam também a estimativa com o preço dos transportes, que poderão ver AQUI.

    Espero que estas informações tenham sido úteis. Se tiverem mais alguma dúvida, estão à vontade para perguntar nos comentários. Responderei a tudo o que souber.

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    Um dos momentos altos da cidade de Sevilha é a Semana Santa, foi inclusivamente declarada de Interesse Turístico Internacional em 1980. No entanto, não se deixem enganar pela palavra “turístico” – a Semana Santa é feita pelos sevilhanos para os sevilhanos, embora haja muitos turistas que a vêm conhecer. 

    Resumindo o conceito numa frase: trata-se da comemoração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, na qual cerca de 70 irmandades vão em procissão desde o seu templo até à catedral, levando consigo imagens esculpidas de Cristos e Virgens em tamanho real, algumas acompanhadas de música. 

    Parece algo que só pode ser apreciado por um cristão fervoroso? Não é. 

    É arte, música e um sentimento intenso comum a todos aqueles que esperam para ver passar as irmandades. As velas, o cheiro a incenso, os tambores e trompetas - uma experiência que nos transporta, por breves instantes, a outros tempos. 



    No primeiro ano em que estive em Sevilha não tinha muitos amigos espanhóis e simplesmente fui para a rua sem muita ideia do que ia encontrar. Ia-me cruzando com irmandades, que me pareciam todas semelhantes, e embora conseguisse sentir ao emoção, não percebia como é que se andava nisto uma semana inteira (no meio de multidões, de pé, com calor de dia e frio à noite). 

    No segundo ano já tive guias sevilhanos excelentes, que me acompanharam quase todos os dias e, de repente, achei tudo muito mais interessante. Nos anos seguintes, fui eu a partilhar este conhecimento com amigos de fora que me visitavam. 
    "Cristo del Amor" na Plaza del Salvador.

    E agora partilho convosco... Aqui ficam os 5 pontos mais importantes para saber apreciar a Semana Santa de Sevilha: 


    1. Vocabulário: 

    É importante dar nome ao que se está a ver, assim prestamos mais atenção aos pormenores!

    - Hermandades e Cofrarias. Muitas vezes se fala delas como sinónimos mas no fundo não o são. Uma hermanadad (irmandade) é a associação de todos os irmãos que adoram uma certa imagem e uma cofraria (confraria) é o cortejo que sai à rua composto por parte da irmandade. Normalmente é uma tradição familiar, se o pai pertence a uma irmandade, é natural que o filho também. 
    Loja de Túnicas. Cada hermandad tem a sua insignia e a sua cor. 

    - Pasos. São os andores levados pelas confrarias. Algumas têm só 1 paso (a imagem de Cristo), outros dois pasos (normalmente um Cristo primeiro, seguido de uma virgem) e outros três pasos. Nestes últimos é normal que pelo menos um deles seja um misterio, que é quando aparecem mais do que uma imagem por andor – há alguns como "La Cena", em que estão representados todos os apóstolos na última ceia, com mesa incluída! 
    Um misterio. "La Trinidad", sábado. 

    - Costaleros. Quem vai debaixo do andor e leva os pasos, apoiados na base do pescoço. No principio este trabalho era feito por estivadores do porto mas com o passar o tempo começou a ser considerado uma honra e cada vez há mais candidatos para o fazer. Hoje em dia é bastante complicado conseguir levar as imagens mais importantes, e quem o quer fazer tem de “ter currículo” – começam sendo costaleros das irmandades mais pequenas e vão subindo na carreira! 

    - Nazarenos. A imagem mais conhecida da semana santa em Espanha são os nazarenos – vestidos com túnicas largas e capirotes (chapéus pontiagudos) que tinham como objectivo dissimular a identidade de quem saia em penitência. Esta característica de anonimato foi o que levou o Ku Kux Klan a adoptar estas vestes, mas não tem nada a ver uma coisa com outra! Cada irmandade tem túnicas e capirotes de cores diferentes… E podem chegar a custar mais de 1500€! Outra característica dos nazarenos é levarem círios (umas velas grandes) que quando são acesas à noite dão um ambiente um pouco sinistro à procissão. 
    Nazarenos com círios.

    - Penitentes. São como os nazarenos, mas em vez de círios levam cruzes de madeira, e os seus capirotes não têm a estrutura cónica colocada, pelo que a ponta lhes cai pelas costas. Diz-se que a irmandade dos Estudantes é a que tem mais penitentes, porque levam uma cruz por cada cadeira que lhes falta para terminarem o curso universitário... Há alguns com 4 ao mesmo tempo! 
    Os penitentes com as suas cruzes.

    2. Truques básicos de sobrevivência 

    - O mais importante é arranjar um programa. Existem em papel (nos hoteis, posto de turismo ou quiosques de jornais) e na internet (em pdf aqui), e também várias apps (Paso a Paso Sevilla 2017 ou Semana Santa Sevilla iLlamador). Basicamente, o programa diz onde vai estar cada confraria e a que horas, o que é importante tanto para quem as quer ver, como para quem as quer evitar; Quem vive em Sevilha e quer ir do ponto A ao ponto B durante a Semana Santa, tem de estudar bem o mapa e idear um caminho em que não se cruze com nenhuma confraria, se não quer ficar preso no trânsito pedonal e acabar por chegar tarde! 

    - Em Abril existe uma enorme amplitude térmica em Sevilha. Se forem para a rua à tarde com 30ºC, pensem que a temperatura cai abruptamente a partir do pôr so sol e que daí a umas horas podem perfeitamente estar 10ºC. Mochilas grandes com casacos quentinhos!

    - Com tanta gente na cidade há autênticos engarrafamentos humanos. Importante levar sapatos à prova de pisadelas, ter cuidado com os roubos e muita paciência. 

    - Nos últimos anos há cada vez mais a moda de andar com banquinhos de campismo às costas, para esperar pela procissão “confortavelmente” sentado em vez de ficar horas de pé. É uma boa opção, mas cuidado que há zonas onde sentar-se está proibido. Também há uma zona de cadeiras que se podem alugar, na Carrera Ofinal (por onde passam todas as irmandades a caminho da Catedral), no entanto, é practicamente impossível conseguir uma, mesmo para pessoas de Sevilha.
    Cadeiras da "Carrera Oficial", acabadas de montar. São desmontadas todas as noites!

    - Durante a semana santa é complicado arranjar um restaurante ou bar que não esteja cheio. É conveniente sair um pouco da zona onde passam a maioria das procissões. Aqui não há sitios milagrosos que vos possa indicar... se virem uma mesa vazia algures aproveitem. Outa opção é levar umas sandes na mochila ou comprá-las na rua, há bocadillos à venda em todo o lado. 

    - A noite mais importante é “La Madruga” (a madrugada de quinta para sexta-feira), que é quando saem as procissões mais importantes. É aconselhável dormir uma boa sesta na quinta para ganhar força para a noite, já que é toda uma experiência: a cidade não dorme – os bares e restaurantes abertos, as criancinhas e os avós na rua – às 3 da manhã parece que são 9 da noite! 
    Final de quinta-feira santa e principio da Madrugá. "La Quinta Angustia" passa pela Catedral.

    - Normalmente os sevilhanos vestem-se de gala durante toda a semana, especialmente no Domingo de Ramos, quinta-feira e sexta-feira santas (nesta última podem ver-se várias senhoras com mantilhas acompanhas de senhores de fato e gravata). Mas os turistas estão desculpados e podem ir vestidos confortavelmente! 

    - Prestem atenção à música: quase todos os pasos vão acompanhados de uma banda. Bem, menos as irmandades de Silencio! E as músicas são diferentes dependo de se se trata de um Cristo (trompetas, tambores e melodías intensas) ou de uma Virgem (melodías mais suaves e tristes, com muitos instrumentos de sopro). Há também alguns pasos que levam coros que cantam à capela, tanto de adultos como de de crianças.
    Tambores de todos os tamanhos.

    3. Melhores sítios para ver as procissões. 

    Todas as irmandades têm um grande número de nazarenos, pelo que ficar num sítio parado a vê-las passar não é a melhor ideia, pode mesmo tornar-se um pouco chato. Além disso, há vários “eventos” que se dão em sítios específicos e que são interessantes de ver: 

    - Saída / Entrada: Devido ao grande tamanho dos andores, vê-los a sair ou entrar no seu templo é um espectáculo de perícia e habilidade. No entanto, há que ter em conta que se acumula muita gente (para ver a saída da Macarena há pessoas que esperam mais de 12 horas!), e que algumas igrejas estão em ruas fininhas com pouco espaço para tal aglomeramento. 
    Sugestão: "Baratillo" na quarta-feira, ou "Montserrat" na sexta-feira. 
    Uma saída fácil, já que a porta é bastante mais alta que o paso. "El Santo Entierro", no sábado.

    - Saetas: Um canto tradicional religioso que algumas pessoas dedicam aos pasos, normalmente desde uma varanda ou janela. O paso e a música que o acompanha param e faz-se silêncio no público para ouvir o cantor. 
    Sugestão: É complicado saber quando alguém decide cantar, mas normalmente cantam da janela da Casa de Pilatos. 
    Saeta cantada da janela, dedicada ao "Cachorro (Cristo de la Expiración)".

    - Curvas apertadas em ruas estreitas: Pode parecer que numa grande avenida é que é o sitio ideal para ver uma procissão, e tem sentido porque se vê como se aproxima vinda de longe. Mas ver andores enormes pelas ruas de Santa Cruz, quase a bater nas varandas das fachadas e a fazer curvas impossíveis é impressionante. 
    Sugestão: "San Bernardo", na quarta-feira, pelas ruas do bairro de Santa Cruz. 
    "Jesus Despojado" a sair de uma rua quase tão larga como ele.

     - Petalada: São atirados quilos de pétalas de rosas a algumas virgens de certas janelas. É bastante impressionante! 
    Sugestão: Tal como os saetas, é difícil saber exactamente onde isto vai acontecer. Arriscaria dizer na madrugada à "Esperanza de Triana", na entrada da Carrera Oficial (zona de lugares pagos), Calle Velazquez. 
    Petalada à "Esperanza de Triana".

     - Sítios especiais: A passagem de Irmandades por zonas de icónicas da cidade, tais como por debaixo do Metropol Parasol (Encarnación), pela Ponte de Triana, pela Praça de Espanha ou pelos Jardines de Murillo. 
    Sugestão: "Candelária" na terça-feira, quando volta pelos Jardines de Murillo. No escuro dos jardins notam-se as imagens iluminadas pelas luz dos círios. 
    Virgem e Giralda. Um bom sitio para ver, mas que normalmente tem muita gente.

     4. Irmandades a não perder 

    - La Macarena. A mais famosa de Sevilha, com maior número de nazareno (são 3000 e demoram 90 minutos a passar). Tem a particularidade de levar os armaos, homens vestidos de romanos. 

    - La Esperanza de Triana. A Irmandade mais antiga de Triana, com uma das melhores bandas e dizem que os melhores costaleros – o paso do Cristo inclui um enorme cavalo em tamanho real, que eles fazem “andar” com diferentes pasos ao ritmo da música. 
    Esperanza de Triana.

    - Gran Poder: Uma irmandade de silêncio, não vai acompanhada de música. O Cristo é das imagens mais antigas e veneradas de Sevilha, podendo encontrar-se azulejos do Gran Poder em várias fachadas um pouco por toda a cidade. 

    - El Santo Entierro: As imagens são muito peculiares, sendo uma delas uma enorme esfera que representa o mundo com uma caveira sentada em cima. Parece moderna mas é do séc.XVII! Além disso, nesta procissão vão representadas todas as irmandades. 
    O segundo paso do "Santo Entierro".

     - Quinta Angustia: O Cristo de 1659 tem a particularidade de ir preso à cruz apenas por um pano, fazendo que se se mova com cada passo dado pelos costaleros. É o meu preferido!
    "La Quinta Angustia"

    5. Onde ficar. 

    É uma questão complicada. 

    Primeiro convém reservar com tempo porque é a altura com maior afluência de turistas e por vezes as taxas de ocupação são superiores a 95%. 

    Segundo, convém pensar nas prioridades. Por um lado, se ficarem no centro é mais fácil andarem pela cidade e voltarem para casa a pé de forma fácil. Mas tem a contrapartida de possivelmente ficarem num quarto ruidoso… Como a cidade não dorme também acaba por nunca haver silêncio nas ruas. 
    Essa familia vai dormir mal esta noite! "La Amargura" passando por Calle Feria.

    Ao escolherem um alojamento mais longe do centro podem garantir uma boa noite de sono (ou uma boa tarde de sesta), mas terão o problema de chegar ao centro da cidade. Durante toda a semana há serviços espaciais de autocarros, e circulam mais táxis, mas também há mais usuários de ambos os serviços… Para além disso, a certas horas há ruas que são cortadas para passarem procissões o que leva a que o trânsito fique um pouco caótico. 

    Trazer o carro para o centro? Não aconselho… Estacionar é uma dor de cabeça até para quem conhece! É melhor escolherem um alojamento com parque de estacionamento e não tirarem de lá o carro.
    A principal rua de acesso ao centro cortada ao trânsito.



     

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    Quando marcámos a viagem a Amesterdão, foi numa de tentar gastar o mínimo possível tanto no transporte como no hotel. Foi por isso que marcámos com bastante tempo de antecedência e conseguimos apanhar bons preços no Dwars. Como inicialmente ia mais um casal para além de nós, aproveitámos que eles têm um quarto com duas camas de casal (ou melhor, quatro camas individuais, que juntas fazem duas de casal), para o preço por pessoa ficar mais em conta.
    É um hotel de três estrelas, portanto, não esperem grandes luxos. Mas é o suficiente para quem precisa apenas de um quarto limpo e acolhedor para dormir.
    Está bastante bem situado, e conta com 9 quartos lindamente decorados por Things I Like Things I Love. Apetecia-me trazer toda a decoração do quarto para casa (principalmente o quarto de casal onde os meus pais ficaram - que infelizmente não tirei fotografias, mas postarei algumas do site oficial do hotel).
    Vamos então falar dos prós e contras deste hotel.

    Fotografias retiradas do Facebook do hotel

    Fotografias retiradas do Facebook do hotel

    O BOM


    - Óptima localização

    A localização é óptima. Fica a dois minutos da paragem do trem n.º4. Tem supermercados, bares, restaurantes e várias lojas nas redondezas. Se quiserem ir a pé até à Centraal Station, também se faz muito bem (mais ou menos em meia hora).
    A rua do hotel
    Utrechtsedwarsstraat 79
    1017 WD Amsterdam


    - Muito bem decorado

    Como referi acima, toda a decoração é bastante bonita e pensada ao pormenor. Parece-me que eles vão trocando a decoração de tempos em tempos, mas sempre dentro do mesmo estilo. Os tons castanhos nos quartos, mantêm a pinta das fachadas que os prédios holandeses têm. Conjugando sempre com cores mais vivas como os verdes e os laranja. Há um misto de retro e moderno.



    - Cápsulas de Nespresso

    Eu adoro café Nespresso. E só pelo simples facto de terem cápsulas deste café disponíveis todos os dias, é um grandíssimo ponto a favor. Também encontram ao dispor uma chaleira eléctrica e vários chás. No primeiro dia presentearam-nos com umas mini cookies holandesas.




    - Colchão confortável

    Os colchões eram bastante confortáveis. No entanto, como eram duas camas de solteiro juntas, a parte do meio incomodava um pouco, por causa da separação. E os colchões como são leves, fogem um bocadinho do lugar. Por vezes acordava com o colchão a fugir da cama.

    A segunda cama do quarto

    - Tem secador

    Pode parecer uma coisa simples, mas para quem vai de viagem com pouca bagagem, é importante ir para um lugar com secador. Ainda para mais, quando na rua está um frio terrível. Convém prevenir as constipações.

    - Staff muito simpático

    Na verdade só convivemos com duas senhoras. A primeira foi a que vimos quase todos os dias, e sempre foi bastante prestável connosco. Tinha um inglês perfeito (como quase toda a gente em Amesterdão), e ajudou-nos com algumas indicações. No último dia perguntaram-nos se queríamos um táxi para um aeroporto. Todos os dias quando descíamos as escadas, a rapariga dava o seu "good morning". Staff 5 estrelas.

    - Guarda-chuva do hotel, disponível para os hóspedes

    Gostei do facto de terem vários guarda-chuva à porta, disponíveis para os hóspedes. Não necessitámos levar de casa ou gastar dinheiro comprando por lá.


    O MENOS BOM

     

    - Janela atrás da cama

    Em Amesterdão existem muitas casas com janelões enormes sem estores ou cortinados. Para mim isso fez-me muita confusão (eu conseguia ver os vizinhos do prédio em frente, sentados no sofá a ver TV). No entanto, na janela por trás da cama colocaram um pequeno estore estilo japonês, que deixa entrar alguma luz. Fez-me um pouco de confusão no primeiro dia. Nos seguintes tive que por almofadas a tapar para conseguir dormir. Mas isto somos nós que estamos habituados a ter os estores todos fechados quando vamos dormir.

    Na segunda cama do quarto, como podem ver na fotografia anterior a esta, poderão ver que ao invés de um estore, tem umas portas de madeira, que tapam mais a luz. No entanto, eu fiquei na cama do estore japonês, e incomodou-me um bocado.

    - Muitas escadas e estreitas

    Se vão com muitas malas grandes, então vão adorar as escadas deste hotel (not). As escadas são muito estreitinhas e são imensas. Mas os prédios, no geral, são mesmo assim. É uma coisa típica de Amesterdão. Vão ler muitas reviews a falar mal das escadas. Mas não deixem de marcar este hotel por causa disso (a não ser que tenham problemas de mobilidade, claro). 

    O nosso quarto era o último do prédio. A decoração das escadas e corredores também era muito interessante.

    - Não tem frigorífico

    Este é para mim o ponto que eu considero o mais importante no meio daquilo que eu menos gostei. Gosto de ir para hotéis que têm frigorífico para podermos comprar a nossa comida no supermercado e não ficar com medo que se estrague. Ainda para mais, o ar condicionado está sempre no quente, o que faz com que alguns alimentos não fiquem nas melhores condições. Como não existe restaurante no hotel, nem pequeno almoço, penso que seria uma boa aposta um mini frigorífico para cada quarto.

    - Aquecimento

    OK, o quarto estava quente. O chão da WC estava quente. Nunca tive frio no quarto. Mas muitas vezes apetecia-me baixar a temperatura do quarto e não conseguimos, porque a temperatura voltava sempre ao mesmo.

    - Não tem recepção 24h

    É chato não ter uma recepção 24h, porque pode sempre ser necessário falar com staff (ou porque falta papel higiénico, ou porque isto ou porque aquilo). No entanto, se chegarem depois da recepção fechar, como foi o nosso caso, eles deixam as chaves dos quartos num pequeno "cofre" na parte de exterior do hotel. Basta colocarem o código que vos é dado por e-mail, e podem ir para o vosso quarto sem qualquer problema.

    - Quarto junto à recepção

    Existe um quarto no piso inferior, junto à recepção que é virado para a rua. Já tem o inconveniente de ser junto à recepção e das escadas que toda a gente usa para ir para os quartos superiores. Mas aquilo que me fez pensar "eu não ficava neste quarto", é o facto de ter a janela virada para o exterior, onde se vê tudo. Como referi em cima, eles não são assim muito amigos de estores e cortinados, logo, se a cortina não estiver bem fechada, dá para ver o quarto todo.

    - Pouco espaço para colocar roupas

    Quando se vai para Amesterdão no Outono ou Inverno, o número de roupas aumenta. No entanto, não existe um armário neste último quarto (número 9). Existe apenas um pequeno chariot com meia dúzia de cabides. Também do nosso lado, não existiam gavetas para arrumar roupa interior. Basicamente tivemos que deixar tudo dentro das malas e organizar-nos desta maneira.


    AS MINHAS NOTAS:
    - Localização: 9/10
    - Simpatia: 9/10
    - Limpeza: 7/10
    - Conforto: 8/10

    INFORMAÇÕES:
    Utrechtsedwarsstraat 79
    1017 WD Amsterdam
    Telefone: +31 (0)6 19 55 56 51
    E-mail: hello@hoteldwars.com 
    Site | Facebook | Instagram


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