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    Abril é sem dúvida um mês especial em Sevilha: com a chegada da primavera toda a cidade cheira a azahar (flores de laranjeira) preparando-se assim para os dois grandes eventos do ano. Primeiro a Semana Santa (sobre a qual podem saber mais AQUI), e agora, duas semanas mais tarde, a Feria de Abril, também conhecida como Feria de Sevilha. 

    Tendo começado em meados do séc. XIX como um feira de gado e agricultura, foi-se transformado ao longo do tempo… Cada vez mais festa e menos trabalho! Hoje em dia resta apenas o seu lado festivo.

    Mas, tal como a Semana Santa, é uma festa sevilhana para os sevilhanos… e talvez seja um pouco complicado tirar 100% partido da Feria sem se conhecer alguém de cá. De qualquer forma, deixo aqui algumas dicas que considero essenciais para aumentar a percentagem de desfrute: 

    1. El Real de la Feria 

    É um enorme recinto na zona de Los Remedios, ao lado de Triana, reservado única e exclusivamente para a feira. Sim, durante o resto do ano não tem absolutamente nada, são 1.000.000 metros quadrados de terreno vazio no centro da cidade, que só tem utilidade durante 1 semana no ano! 

    Está dividido em duas grandes zonas: 
    - Zona principal, onde se situam as casetas (já lá vamos!). Esta zona está organizada com um sistema de ruas paralelas e perpendiculares, com nomes de toureiros famosos. 
    - Calle Infierno, que no fundo é uma grande feira popular – rodas gigantes, carrinhos e coche, barco pirata e tudo o que se tem direito! Para além disso também há postos de comida (churros, hambúrgueres, pizzas…) e até um circo. 
    Zona principal durante o dia. 

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Se puderem, a melhor forma de ir para a Feria é a pé (um sevilhano considera que se está a menos de meia hora vale a pena o passeio). Há autocarros especiais, táxis, e até metro mas normalmente as filas são enormes e vai tudo apertado estilo metro japonês em hora de ponta. Carro? Nem pensar! Arranjar um lugar a menos de 1 Km é milagre. 

    - Tendo isto em conta e o facto do que o recinto é enorme, convém escolher uns sapatos confortáveis. E que se possam limpar bem! Os passeios da zona principal estão feitos de albero (terra batida de cor dourada, usada normalmente nas praças de touros) – se chove mancha e se não chove levanta imenso pó. 

    - Cuidado com as carteiras na Calle Infierno: às vezes andam por lá alguns adolescentes parvos que procuram “patrocinadores” para a sua semana de festa! 

    - Perto da portada há um posto de informação que dá mapas do recinto. Convém andar com um para poder localizar as casetas às quais querem ir: têm todas nome e morada - nome da rua e número. 

    2. Portada 

    Antes do Real se situar em Los Remedios, o recinto da Feria era no Prado San Sebastian. Nessa altura, existia uma passarela pedonal elevada que, durante a feira, servia de porta principal de acesso ao recinto. No entanto, quando a retiraram em 1921, foi necessário começar a construir anualmente um elemento que marcasse a entrada. Com o passar dos anos, e especialmente a partir de 1949, as portadas começaram a ser cada vez mais monumentais e o seu desenho a ganhar maior importância.

    Actualmente é formada por uma enorme estrutura metálica e placas de madeira pintadas, e iluminada por milhares de lâmpadas. Todos os anos há um concurso com um tema diferente, mas sempre relacionado com a cidade (edifícios emblemáticos, acontecimentos históricos, etc.). AQUI podem ver as portadas escolhidas nos últimos anos. 

    O alumbrao, momento em que se acendem todas as luzes da portada, seguidas pelas do recinto - é um dos momento chave da feira, já que dá oficialmente inicio a uma semana de festa e poucas horas de sono! Acontece na primeira noite, conhecida como “noche del pescaíto”, já que os sevilhanos se reúnem nas suas casetas para jantar peixe frito. É à meia-noite em ponto de sábado para domingo!
    A portada desde ano, segundo depois do alumbrao! Ainda havia gente a bater palmas...

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Está construída mesmo em frente da Calle Asunción, sendo por isso esta rua a forma mais impressionante de chegar à feira. Além disso, como que se trata de uma rua pedonal, há muitas pessoas que vão parando pelo caminho e aproveitam para começar logo a comer e beber (é muito mais barato que no interior do recinto). 

    - A portada é um ponto de encontro escolhido por todos para se encontrar com amigos e conhecido. É portanto um mau ponto de encontro já que há sempre centenas de pessoas à procura de outras centenas de pessoas. Mais vale combinar noutro sítio! 

    - Devido ao seu grande tamanho, a portada começa a ser construída depois do natal, e o desenho escolhido causa sempre bastante expectativa. Este ano foi dedicada aos 25 anos da Expo de Sevilha e houve bastantes críticas à forma demasiado literal como o artista que ganhou o concurso interpretou o tema. Aparece a mascote, Curro, de asas abertas mesmo no centro, todo contente! 
    ¡Curro!

     3. Casetas 

    São recintos modulares limitados por paredes de lona (com riscas verdes e brancas ou vermelhas e brancas) e um tecto metálico, completamente desmontáveis. São bastante pequenas, cada módulo tem 4m de fachada e 6 de profundidade, embora algumas casetas mais “ricas” possam ser compostas por mais de um. Há cerca de 1050 casetas na feira de Sevilha, que não poderiam ser muito maiores ou o espaço ocupado pela feira seria a loucura! 

    Mesmo assim, cada caseta é sempre composta por duas áreas bem diferenciadas: a parte nobre, que é a que se vê desde o exterior e onde se dança, canta e se colocam mesas e cadeiras de verga típicas; e a parte traseira, geralmente separada da anterior por uma fina parede, e onde se encontra o bar, as cozinhas e as casas de banho. 

    O problema com a feira de Sevilha é que a maior parte das casetas são privadas (grupos de amigos, de empresas públicas e privadas, de organizações e até de irmandades de semana santa), sendo necessário ser sócio ou conhecer algum sócio para poder entrar. 

    No entanto, há algumas de livre acesso. Deixo aqui os nomes e moradas das principais: 

    * Distrito Nervión- San Pablo: Calle Costillares , 22 
    * Distrito Casco Antiguo: Calle Antonio Bienvenida, 97
    * Distrito Triana-Los Remedios: Calle Pascual Márquez, 153
    * Distrito Este: Calle Pascual Márquez, 215
    * Distrito Cerro-Amate: Calle Costillares, 82
    * Distrito Macarena-Norte: Calle Pascual Márquez, 85
    * Distrito Sur-Bellavista: Calle Ignacio Sánchez Mejías, 61
    * Caseta Turística: Calle Pascual Márquez, 225
    * Área de Fiestas Mayores: Calle Costillares, 13
    * “La de to er mundo”: Calle Costillares, 77
    * Partido Andalucista: Calle Juan Belmonte , 196
    * PP de Sevilla: Calle Pascual Márquez, 66
    * PSOE Andalucía: Calle Antonio Bienvenida, 79
    * La Pecera: Calle Pascual Márquez, 9
    * CC.OO. Sevilla: Calle Pascual Márquez, 81
    * UGT: Calle Antonio Bienvenida, 13
    * USO: Calle Curro Romero, 25


     Algumas dicas que não vêm nos livros:
    - Há ambientes muito diferentes nas várias casetas de entrada livre. Pessoalmente não gosto de ir às casetas dos Distritos, mas é questão de dar uma volta por todas, entrar e sair e ver qual a que gostam mais. A Caseta Turística é nova este ano! 

    - Algumas casetas privadas, se não estiverem cheias, deixam entrar. Falem com o porteiro com o vosso melhor sorriso. Talvez resulte! 

    3. Moda flamenca 

    O traje de flamenca ou de gitana é o vestido tradicional que as mulheres usam na feira. É o único traje tradicional no mundo que tem modas e de ano para ano sofre alterações! Em Sevilha realiza-se anualmente o importante Salón Internacional de la Moda Flamenca onde desenhadores famosos apresentam as suas propostas para esse ano (cores mais fortes, menos fortes, mais folhos, menos folhos, tipos de tecido, desenho…). 

    Os complementos são também muito importantes, como o mantón de Manila (xaile), os brincos e pulseiras, as flores no cabelo… até a forma como estas se colocam e o próprio tamanho das flores vai mudando com o tempo! 
    Sevilhanas vestidas a rigor.

    Cada vestido custa como mínimo 150€ e deve ser feito à medida para que fique justo, o que gera sempre algum stress nas sevilhanas que correm aos ginásios no principio de Abril para conseguirem caber no vestido do ano anterior. Segundo as minhas amigas é a melhor opção para ir à feira porque a) Não têm que pensar o que vão vestir b) É cómodo c) Não faz mal se se sujar com albero d) Com vestido, parece que danças melhor! Daí que a maioria das mulheres ande de traje o que dá fotografias muito giras! 

    Os homens só se vestem com traje típico se tiverem cavalo. E como os cavalos só andam pela feira de tarde, a partir do pôr do sol não vão ver nenhum homem com traje corto. 
    Traje corto, usado pelos homens, mas só pelos que têm cavalo!

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Normalmente quem não vai vestido de flamenca deve ir bem vestido. Para dar um toque “de feria” podem colocar uns brincos grandes ou uma flor no cabelo. Os homens devem usar camisa! 

    - Há algumas lojas que alugam vestidos de flamenca por dias, com acessórios incluídos e tudo. Custa cerca de 50€. A única que conheço não faz reservas por isso o melhor é estar lá à hora de abertura: "Flamenco y Mas" na Calle San Luis 116, perto do Arco da Macarena. Também me falaram de um nova en Los Remedios, perto da Feria, a "Estilarte", mas pessoalmente nunca fui lá. 

    4. Sevillanas… música e dança 

    As Sevillanas são um tipo de música e dança popular da Andaluzia, que podem ser encontradas em todas as suas feiras e romarias, especialmente na Feira de Sevilha. Mas até em casamentos há sempre o momento “sevillanas”! 

    É o baile regional mais dançado tanto em Espanha e como estrangeiro. Dança-se a pares e está divido em quatro partes distintas. A música é normalmente composta por voz e guitarras, e acompanhada por palmas. Como uma imagem vale mil palavras, aqui fica um vídeo a modo de exemplo:


    Mas na Feria de Sevilla não se dançam de forma tão profissional! Há quem saiba porque aprendeu em escolas, e há quem saiba porque ano após anos as dançou no Real, e há quem não saiba mas lá se arrisque a tentar uma ou outra com as instruções dos amigos (o meu caso!). 

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Ninguém está a olhar para quem dança bem ou mal. Podem sempre tentar dançar uma outra. A feria é muito mais divertida quando se dançam sevilhanas!


    5. Comer y beber 

    Para além de dançar, a segunda coisa mais importante é comer e beber. Mas é preciso ter em conta que estamos em casetas desmontáveis, com cozinhas desmontáveis, portanto não fiquem à espera de muita escolha, extrema qualidade ou lugar sentado! 

    No que diz respeito à bebida, o mais típico era beber manzanilla (vinho fino de Sanlúcar de Barrameda)… que se fabrica mais ou menos como o vinho do porto e a que os ingleses chamam Sherry. No entanto, dado que tem um elevado teor alcoólico e que em Sevilha está muito calor, a bebida que mais se bebe actualmente é o Rebujito – mazanilla misturada com 7Up e muito gelo. Vende-se em jarros, e bebe-se em copos pequenitos como os de shot. 
    Um copo de Rebujito... 

    E quanto a comida, diria que o mais típico é tortilla de patatas, croquetas, revueltos (ovo mexido com vários ingredientes, dependendo da oferta), montadito de lomo (uma pequeña sandes tipo bifana), gambas e caldo de puchero (uma sopa parecida à nossa sopa de cozido). E claro, pratos de jamón e queso. Normalmente pede-se pratos grandes para dividir pelo grupo! 

    Para terminar a noite em grande, o mais normal é comer uns churros con chocolate ou bruñuelos. Há imensos postos espalhados pela feira e pelos seus arredores, sempre cheios! Para mim que sou gulosa, a melhor parte. 

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - É caro comer na Feria. Mais vale almoçar ou jantar fora e ir depois já sem muita fome. Mesmo assim, podem comer qualquer coisa na feira de qualquer forma. 

    - Cuidado com o rebujito. Parece doce e fresquinho mas engana!




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    Comecemos por um pouco de história e geografia: Sevilha é a capital da Andaluzia, sendo a quarta cidade espanhola em número de habitantes e terceira mais visitada por turistas estrangeiros (primeiro está Madrid e Barcelona… mas Sevilha é mais bonita!). É atravessada pelo rio Guadalquivir e foi um dos mais importantes portos do mundo durante o séc XVI e o centro económico do Império Espanhol onde afluíam todos os tesouros das Américas.

     Acabada a introdução, vamos então directos ao TOP 10:

    1. Catedral 

    Básico e essencial. Se só estiverem uma hora em Sevilha têm de entrar na catedral e subir à Giralda. É a maior catedral gótica do mundo, construída entre os séculos XV e XVI sobre a antiga mesquita da cidade, cujos restos ainda se conservam no Patio de los Naranjos (Pátio das Laranjeiras) e na Giralda (antigo minarete, hoje campanário). Em 1987 foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO.
    Em Agosto não está tempo para passeios de coche! 

    Alguns detalhes interessantes:
    - Os dois terços inferiores da torre correspondem ao minarete da antiga mesquita da cidade, de finais do século XII. Por isso tem 34 rampas suficientemente largas para permitir que o almuadem subisse a cavalo para convocar a população à oração.
    - A parte superior da torre só foi construída no século XVI como campanário e está coroada com uma estátua conhecida por “El Giraldillo”, que é no fundo um enorme catavento – o seu nome original é “Triunfo da fé cristã sobre o mundo muçulmano”. No total, é mais alta que o Big Ben!
    - No interior da catedral está o túmulo de Cristóvão Colombo. Será que é mesmo espanhol?

    A Giralda, a Catedral e o Patio de los Naranjos.

    2. Real Alcázar

    É um grande palácio fortificado, constituído por edificações de diferentes etapas históricas, desde vestígios islâmicos dos seus primeiros moradores, passando pela espectacular arquitectura mudéjar e gótica do período pós-reconquista cristã, até às partes renascentistas e barrocas de reformas posteriores. É o palácio mais antigo da Europa, já que hoje continua a alojar membros da Casa Real Espanhola quando estes visitam Sevilha. Os seus enormes jardins são os mais antigos da cidade. Tal como a Catedral, foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1987.
    Detalhe de uma janela mudéjar, e reflexo do Giraldillo.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - Para esta visita convém reservar bastante tempo, já que os vários palácios e os enormes jardins têm muito para ver. Aconselho o audio-guia, que embora um pouco caro, contem informação interessante sobre todos os espaços a visitar (sou arquitecta, gosto muito destas coisas!).
    - No verão há diariamente concertos de música ao ar livre nos jardins, à noite. Os bilhetes não são caros e podem comprar-se na porta ou pela internet (http://www.actidea.es/nochesalcazar2016/). Uma experiência única que permite visitar os jardins à noite.
    - Viciados na serie Guerra dos Tronos: preparem-se para entrar em Dorne!
    Eu estive em Dorne :)

    3. Archivo de Indias 

    Criado em 1785 pelo rei D. Carlos III com o objectivo de centralizar, num único lugar, toda a documentação referente às colónias espanholas.É, até aos dias de hoje, o maior arquivo de documentação relativa ao domínio espanhol da América Latina e Filipinas. É aqui que está guardada a cópia espanhola do Tratado de Tordesilhas!
    Este edifício é o terceiro deste grupo monumental a ser declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1987.
    A entrada de aspecto solene.

    Alguns detalhes interessantes: 
    - Apesar de tudo, o edifício não foi construído para ser um arquivo. Acho esta história bastante engraçada… Durante o período em que a cidade era a porta para a América, estava cheia de mercadores que, à falta de melhor sitio, faziam os seus negócios nas escadarias da Catedral (e no seu interior, nos dias de chuva). Na segunda metade do século XVI o Conselho da Catedral proibiu esta situação e os mercadores fizeram queixa ao rei Filipe II (primeiro de Portugal). Conclusão: em 1584 construiu-se um edifício novo, em frente da Catedral, para os negócios.
    - Os 3 edifícios declarados Património da Humanidade representavam os 3 poderes que governavam a cidade: religioso, político e económico.
    Ao fundo, a Catedral. E nas costas, o Alcázar. 

    Dicas que não vêm nos livros:
    - As exposições no interior vão mudando e por vezes é possível ver Tratado de Tordesilhas original.
    - A exposição permanente não tem muito interesse para quem vai estar pouco tempo em Sevilha, já que é bastante extensa e exaustiva. Mas, como a entrada é gratuita, podem entrar só para ver o edifício. Antes de iniciar a visitar podem aceder um curto e interessante vídeo sobre a história da cidade.

    4. Parque María Luisa e Plaza de España 

    O Parque Maria Luísa é o jardim público mais famoso da cidade. Inicialmente pertencia aos jardins privados do Palácio de San Telmo, mas o espaço foi cedido para integrar os terrenos da grande Exposição Ibero-Americana de 1929, celebrada em Sevilha.
    As obras realizadas para a Exposição têm um elevado interesse arquitectónico e paisagístico e, muitos dos pavilhões de então ainda se podem ver no interior do parque e nos arredores do mesmo. Os mais interessantes e maiores são os que se encontram na Praça da América, na zona sul do Parque: Pavilhão das Belas Artes (actualmente Museu Arqueológico) e Pavilhão Mudéjar (actual Museu das Artes e Costumes).
    Outras das grandes obras realizadas para esta Exposição foi a Praça de Espanha. É um grande espaço aberto, rodeada de um edifício semicircular estilo regionalista, que simboliza o abraço de Espanha às suas antigas colónias. De referir que, nos bancos ao longo de toda a fachada, aparecem representadas todas as províncias espanholas.
    Pavilhão Mudéjar entre jardins.

    Alguns detalhes interessantes: 
    - Alerta Cinéfilos: A Praça de Espanha foi utilizada como cenário em tantos filmes que a Academia de Cinema Europeu a elegeu como Tesouro da Cultura Cinematográfica Europeia. Exemplos: Lawrence de Arábia (1962) e Star Wars Episode II (2002).
    Plaza de España... Podería ser o Cairo ou Naboo.


    Dicas que não vêm nos livros:
    - Se visitarem Sevilha no verão, é melhor começar pela Praça de Espanha, bem cedinho. O facto de estar voltada a poente e praticamente não ter sombra a partir do meio-dia torna-a um verdadeiro martírio.
    - Para ver os jardins de forma rápida e divertida, podem alugar uns “carrinhos-bicicleta” para duas ou quatro pessoas! - Os museus poderão, caso tenham pouco tempo, ficar para outra oportunidade. Há outros espaços com exposições mais interessantes na cidade.

    5. Bairro de Santa Cruz

    O antigo bairro judeu medieval é um dos mais emblemáticos da cidade. As ruas estreitas e sinuosas, com as típicas casas pátio sevilhanas e varandas de ferro com flores aparecem em postais! Percam-se nas ruas (mesmo que não queiram, vão acabar por se perder mesmo) e descubram os encantos da cidade antiga.
    Calle Vida.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - Espreitem os pátios e entrem nas igrejas que nem sempre estão abertos. Aproveitem a oportunidade!
    - Se tiverem tempo, podem visitar o Hospital de los Venerables Sacerdotes. A capela é uma obra barroca espectacular.
    Ruas labirinticas desembocam, de repente, em praças.

    6. Plaza de la Encarnación / Metropol Parasol

    No verão em que cheguei a Sevilha (2005) começaram as obras na Plaza de la Encarnación, e só terminaram em 2013. Um projecto muito polémico na cidade, devido à duração da obra, ao dinheiro gasto e à solução arquitectónica escolhida, acabou por se tornar um ícone da Sevilha moderna. Pela sua forma peculiar, é localmente conhecido como Las Setas (os cogumelos).
    Trata-se de uma gigantesca estrutura de madeira, a maior do mundo neste material, com um miradouro enorme na parte superior a 26m de altura. Na parte inferior está o Antiquarium, onde se podem visitar os restos arqueológicos da época romana que se encontraram durante as obras. Las Setas não deixam ninguém indiferente. Amor ou ódio? A mim hoje não me apetece entrar em polémicas! :)
    Estructuras de madeira que parecem brinquedos.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - A melhor altura para subir é o pôr do sol. Se não conseguirem chegar a tempo, podem também subir à noite: está aberto até tarde e, se já viram Sevilha de dia da Giralda, vejam-na de noite desde aqui!
    - Os arredores da Praça são frequentados essencialmente por sevilhanos. Há bares, restaurantes, lojas sempre cheios a qualquer hora do dia. Voltarei a este tema num outro post, já que é das minhas áreas preferidas da cidade.
    Sevilha vista de cima, o horizonte marcado pela Giralda.

    7. Basílica de La Macarena
    La Macarena é a Virgem mais venerada em Sevilha. Em 1966 o Papa Paulo VI concedeu à sua igreja o título de Basílica Menor e, apesar do seu pequeno tamanho, é hoje conhecida como Basílica de Santa María de la Esperanza Macarena. No interior pode ver-se a imagem talhada do séc. XVII, que sai em procissão durante a Semana Santa.
    Em 2009 a Irmandade da Macarena abriu um museu onde expõe todo o espólio referente à Semana Santa. Na minha opinião é bastante interessante, e dá uma ideia de como vive a cidade essa semana (obviamente, o melhor é vir nessa altura, mas se não puderem... Já ficam com uma ideia de como é!).
    Detalhe do Arco da Macarena.

    Alguns detalhes interessantes:
    - Em frente da Basílica encontra-se o Arco de La Macarena. Uma das portas de entrada da muralha, a que se situava mais a norte da cidade. Alias, aqui podem ver um dos poucos restos da antiga muralha, incluindo alguns torreões.
    - Do outro lado da rua, encontra-se o Hospital de las Cinco Llagas, actualmente sede do Parlamento da Andaluzia. É um edifício renascentista com uma fachada monumental. É complicado conseguir visitar o interior dado tratar-se de um organismo público.
    Fachada poente do Parlamento da Andaluzia.

    8. Iglesia del Divino Salvador.

    Em Sevilha o que não faltam são igrejas, e poderia recomendar muitas mais. No entanto, o Salvador destaca-se por duas razões: por um lado o esplêndido interior, não só ao nível da arquitectura mas também dos espectaculares retábulos barrocos, e por outro lado pelo facto de ter acabado de ser restaurada.
    Plaza del Salvador vazia, por enquanto! 

    Dicas que não vêm nos livros:
    - A Plaza del Salvador é um dos pontos de encontro dos sevilhanos ao final da tarde e aos fins-de-semana. É o sítio ideal para tomar uma cerveza ou um tinto con limón, o espelho da verdadeira alma da cidade.

    9. Bairro de Triana

    Há t-shirt que dizem “Republica Independiente de Triana” e muitos trianeiros orgulhosos não se consideram sevilhanos. Brincadeiras à parte, o bairro de Triana, separado da cidade pelo Rio Guadalquivir é efectivamente diferente – tem arte! Aqui nasceram numerosos artistas do mundo taurino e do flamenco, pintores, escultores e ceramistas.
    Um museu bastante interessante é o Museu da Cerâmica, que mostra a relação directa do bairro com esta arte. Recomendo a visita!
    Puente de Triana, a primeira a unir as duas margens.

    Alguns detalhes interessantes:
    - Há demasiados, terei de dedicar um post inteiro a Triana! Acho que dá para ver de que lado do rio é que vivo ;)
    Museu da Cerâmica. Detalhes arquitectónicos.

    10. La Cartuja

    La Cartuja é uma área bastante extensa, os terrenos onde em 1992 esteve a Exposición Universal de Sevilla. Sim, há Pavilhões e jardins dessa época mas considero que o verdadeiro interesse de zona está no Monesterio Santa María de las Cuevas, conhecido como Monesterio de la Cartuja.
    Foi um importante mosteiro da Ordem dos Cartuxos, entre finais séc XV e princípios do séc. XIX. Em 1810, durante as invasões francesas, as tropas napoleónicas expulsarem os monges e utilizaram o edifício como quartel, deixando-o abandonado e destruído. Trinta anos mais tarde, o inglês Charles Pickman, compra o mosteiro e transforma-o em fábrica de cerâmica, construindo as enormes chaminés que marcam a sua estética até hoje. Agora é o Museo de Arte Contemporáneo de Andalucía.
    Religião... Indústria... Arte.


    Dicas que não vêm nos livros:
    - Por vezes tem exposições muito interessantes, mas mesmo que assim não seja, o espaço vale só por si.
    - Organizam-se vários eventos ao longo do ano: normalmente há jam sessions de jazz grátis aos domingos à tarde, e festivais de música nocturnos durante os meses de verão.
    "Alicia" , obra de Cristina Lucas. 


    Há muito mais para dizer sobre a cidade e reduzir tudo a um Top 10 foi complicado. Por exemplo, não se falou aqui de tapas. As tapas merecem um post só para elas… Ficam para os próximos episódios!


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