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6800 milhas

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    Há alguns anos que conheço a Catarina. E há alguns anos que ela me andava a dizer que devia ir a Macau. 
    A verdade é que fui adiando, não por ser uma viagem muito grande, mas porque não me despertava grande interesse. E por muitas vezes pensava que era um desperdício andar tanto tempo de avião sem passar pelo Japão. Ainda para mais, para ir a Macau onde não existia grande coisa para ver - pensava eu.
    Meus senhores e minhas senhoras, desenganem-se se pensam que não há nada de interessante para ver em Macau. Desenganem-se se pensam "ah ok, vamos a Hong Kong 15 dias e deixamos um dia para Macau". Não! Não façam isso. Macau não é feito apenas de casinos e hotéis. Na verdade, o que menos gostei de Macau foi mesmo essa parte "vegas style". O que me atraiu foi a parte mais tradicional. Gostei de andar pelas ruas e ver os vestígios dos portugueses; gostei dos templos; gostei dos restaurantes; gostei da confusão que há nas ruas e até achei piada às milhentas excursões de turistas da China continental.

    Dito isto, vocês perguntam-me: Kat, porque é que vale a pena visitar Macau?
    A Catarina já vos tinha mostrado 10 Razões para gostarem de Macau. Mas decidi fazer a minha publicação como turista. E aqui vão os meus dez tópicos:

    1) Vaguear pelas ruas sem problemas
    Não há nada melhor que andarem sem destino. E nunca, mas nunca se vão perder. Basta olharem para cima, procurarem o edifício do Grand Lisboa. Et voilà! É só caminharem em direcção ao edifício para chegarem ao centro. Para não falar que pareceu-me um local bastante seguro. Em momento algum tive medo de andar na rua.

    2) Locais fotografáveis
    É impossível andarem pelas ruas sem fotografarem ou instagramarem. Andem descontraidamente, sem pressas. Não andem a correr de um lado para o outro, porque não vão conseguir aproveitar. Com alguma paciência, vão conseguir óptimas fotografias de rua.


    3) A noite ainda é uma criança
    O anoitecer nestas cidades tem outro encanto. As luzes tornam-se o foco principal. E dependendo de onde estão, poderão aproveitar também para tirar boas fotografias. Os rooftops são óptimos locais para acabar a noite. Se estiver menos calor, existem também imensos bares com boa vista, modernos e aconchegantes.
    Se preferirem, podem ainda ver um dos muitos espectáculos que existem nos casinos/hotéis.


    4) Tradição asiática misturada com a portuguesa
    Entrem nos templos e vejam a parte mais tradicional de Macau. Mas claro, sempre com muito respeito, porque não deixam de ser locais de culto para eles.
    Apreciem ainda o que ficou dos portugueses. A calçada; os letreiros; a mistura de pessoas ocidentais e orientais; as lojas; os cafés e os quiosques. Existem ainda muitos traços portugueses em Macau. E é muito interessante sentirem-se um  pouquinho em casa, sabendo que estão num continente totalmente diferente do vosso.



    5) Rica em gastronomia
    Macau está cheia de bons restaurantes de todas as nacionalidades possíveis e imaginárias. Não pensem que vão encontrar apenas comida chinesa e portuguesa. Em Macau encontram de tudo. Tanto têm o mais tradicional como têm dos melhores restaurantes do mundo, com estrelas Michelin.


    6) O deslumbramento
    Tal como disse, os hotéis e os casinos não foram o que mais me atraiu em Macau. Mas a verdade é que ficamos deslumbrados com a grandeza destes edifícios. São todos monstruosamente imponentes. Cheios de luz, de brilho e de luxo. Querem ver lojas de grandes marcas? Estão no local certo.



    7) O moderno e o tradicional
    Que é uma das coisas que mais gosto na Ásia, no geral. Poderem estar num jardim tradicional, olharem em frente e verem prédios enormes. Poderem estar num templo calmo, darem dois passos e estarem numa rua movimentada. Isto para mim tem muito encanto.


    8) Andar a pé
    Conseguem ver quase tudo andando a pé. É tão bom quando estamos de férias e conseguimos ir a quase todo o lado andando. Claro que têm que apanhar transportes de vez em quando, mas na verdade, fica tudo muito perto.

    9) Proximidade a outras cidades asiáticas
    Do próprio aeroporto de Macau, fomos até Bangkok (cerca de duas horas e pouco), e através do jetfoil conseguem chegar a Hong Kong. Para não falar de outros voos para outras cidades asiáticas. Tendo em conta que sou vidrada na Ásia, seria óptimo morar em Macau ^^

    10) Porque temos amigos
    Foi a primeira vez que ficámos em casa de amigos. E foi muito bom. Ter amigos hospitaleiros é do melhor. E deixaram-me mal habituada, hehe.

    Todas as fotografias foram tiradas por mim e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    Comecemos por um pouco de história e geografia: Sevilha é a capital da Andaluzia, sendo a quarta cidade espanhola em número de habitantes e terceira mais visitada por turistas estrangeiros (primeiro está Madrid e Barcelona… mas Sevilha é mais bonita!). É atravessada pelo rio Guadalquivir e foi um dos mais importantes portos do mundo durante o séc XVI e o centro económico do Império Espanhol onde afluíam todos os tesouros das Américas.

     Acabada a introdução, vamos então directos ao TOP 10:

    1. Catedral 

    Básico e essencial. Se só estiverem uma hora em Sevilha têm de entrar na catedral e subir à Giralda. É a maior catedral gótica do mundo, construída entre os séculos XV e XVI sobre a antiga mesquita da cidade, cujos restos ainda se conservam no Patio de los Naranjos (Pátio das Laranjeiras) e na Giralda (antigo minarete, hoje campanário). Em 1987 foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO.
    Em Agosto não está tempo para passeios de coche! 

    Alguns detalhes interessantes:
    - Os dois terços inferiores da torre correspondem ao minarete da antiga mesquita da cidade, de finais do século XII. Por isso tem 34 rampas suficientemente largas para permitir que o almuadem subisse a cavalo para convocar a população à oração.
    - A parte superior da torre só foi construída no século XVI como campanário e está coroada com uma estátua conhecida por “El Giraldillo”, que é no fundo um enorme catavento – o seu nome original é “Triunfo da fé cristã sobre o mundo muçulmano”. No total, é mais alta que o Big Ben!
    - No interior da catedral está o túmulo de Cristóvão Colombo. Será que é mesmo espanhol?

    A Giralda, a Catedral e o Patio de los Naranjos.

    2. Real Alcázar

    É um grande palácio fortificado, constituído por edificações de diferentes etapas históricas, desde vestígios islâmicos dos seus primeiros moradores, passando pela espectacular arquitectura mudéjar e gótica do período pós-reconquista cristã, até às partes renascentistas e barrocas de reformas posteriores. É o palácio mais antigo da Europa, já que hoje continua a alojar membros da Casa Real Espanhola quando estes visitam Sevilha. Os seus enormes jardins são os mais antigos da cidade. Tal como a Catedral, foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1987.
    Detalhe de uma janela mudéjar, e reflexo do Giraldillo.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - Para esta visita convém reservar bastante tempo, já que os vários palácios e os enormes jardins têm muito para ver. Aconselho o audio-guia, que embora um pouco caro, contem informação interessante sobre todos os espaços a visitar (sou arquitecta, gosto muito destas coisas!).
    - No verão há diariamente concertos de música ao ar livre nos jardins, à noite. Os bilhetes não são caros e podem comprar-se na porta ou pela internet (http://www.actidea.es/nochesalcazar2016/). Uma experiência única que permite visitar os jardins à noite.
    - Viciados na serie Guerra dos Tronos: preparem-se para entrar em Dorne!
    Eu estive em Dorne :)

    3. Archivo de Indias 

    Criado em 1785 pelo rei D. Carlos III com o objectivo de centralizar, num único lugar, toda a documentação referente às colónias espanholas.É, até aos dias de hoje, o maior arquivo de documentação relativa ao domínio espanhol da América Latina e Filipinas. É aqui que está guardada a cópia espanhola do Tratado de Tordesilhas!
    Este edifício é o terceiro deste grupo monumental a ser declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1987.
    A entrada de aspecto solene.

    Alguns detalhes interessantes: 
    - Apesar de tudo, o edifício não foi construído para ser um arquivo. Acho esta história bastante engraçada… Durante o período em que a cidade era a porta para a América, estava cheia de mercadores que, à falta de melhor sitio, faziam os seus negócios nas escadarias da Catedral (e no seu interior, nos dias de chuva). Na segunda metade do século XVI o Conselho da Catedral proibiu esta situação e os mercadores fizeram queixa ao rei Filipe II (primeiro de Portugal). Conclusão: em 1584 construiu-se um edifício novo, em frente da Catedral, para os negócios.
    - Os 3 edifícios declarados Património da Humanidade representavam os 3 poderes que governavam a cidade: religioso, político e económico.
    Ao fundo, a Catedral. E nas costas, o Alcázar. 

    Dicas que não vêm nos livros:
    - As exposições no interior vão mudando e por vezes é possível ver Tratado de Tordesilhas original.
    - A exposição permanente não tem muito interesse para quem vai estar pouco tempo em Sevilha, já que é bastante extensa e exaustiva. Mas, como a entrada é gratuita, podem entrar só para ver o edifício. Antes de iniciar a visitar podem aceder um curto e interessante vídeo sobre a história da cidade.

    4. Parque María Luisa e Plaza de España 

    O Parque Maria Luísa é o jardim público mais famoso da cidade. Inicialmente pertencia aos jardins privados do Palácio de San Telmo, mas o espaço foi cedido para integrar os terrenos da grande Exposição Ibero-Americana de 1929, celebrada em Sevilha.
    As obras realizadas para a Exposição têm um elevado interesse arquitectónico e paisagístico e, muitos dos pavilhões de então ainda se podem ver no interior do parque e nos arredores do mesmo. Os mais interessantes e maiores são os que se encontram na Praça da América, na zona sul do Parque: Pavilhão das Belas Artes (actualmente Museu Arqueológico) e Pavilhão Mudéjar (actual Museu das Artes e Costumes).
    Outras das grandes obras realizadas para esta Exposição foi a Praça de Espanha. É um grande espaço aberto, rodeada de um edifício semicircular estilo regionalista, que simboliza o abraço de Espanha às suas antigas colónias. De referir que, nos bancos ao longo de toda a fachada, aparecem representadas todas as províncias espanholas.
    Pavilhão Mudéjar entre jardins.

    Alguns detalhes interessantes: 
    - Alerta Cinéfilos: A Praça de Espanha foi utilizada como cenário em tantos filmes que a Academia de Cinema Europeu a elegeu como Tesouro da Cultura Cinematográfica Europeia. Exemplos: Lawrence de Arábia (1962) e Star Wars Episode II (2002).
    Plaza de España... Podería ser o Cairo ou Naboo.


    Dicas que não vêm nos livros:
    - Se visitarem Sevilha no verão, é melhor começar pela Praça de Espanha, bem cedinho. O facto de estar voltada a poente e praticamente não ter sombra a partir do meio-dia torna-a um verdadeiro martírio.
    - Para ver os jardins de forma rápida e divertida, podem alugar uns “carrinhos-bicicleta” para duas ou quatro pessoas! - Os museus poderão, caso tenham pouco tempo, ficar para outra oportunidade. Há outros espaços com exposições mais interessantes na cidade.

    5. Bairro de Santa Cruz

    O antigo bairro judeu medieval é um dos mais emblemáticos da cidade. As ruas estreitas e sinuosas, com as típicas casas pátio sevilhanas e varandas de ferro com flores aparecem em postais! Percam-se nas ruas (mesmo que não queiram, vão acabar por se perder mesmo) e descubram os encantos da cidade antiga.
    Calle Vida.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - Espreitem os pátios e entrem nas igrejas que nem sempre estão abertos. Aproveitem a oportunidade!
    - Se tiverem tempo, podem visitar o Hospital de los Venerables Sacerdotes. A capela é uma obra barroca espectacular.
    Ruas labirinticas desembocam, de repente, em praças.

    6. Plaza de la Encarnación / Metropol Parasol

    No verão em que cheguei a Sevilha (2005) começaram as obras na Plaza de la Encarnación, e só terminaram em 2013. Um projecto muito polémico na cidade, devido à duração da obra, ao dinheiro gasto e à solução arquitectónica escolhida, acabou por se tornar um ícone da Sevilha moderna. Pela sua forma peculiar, é localmente conhecido como Las Setas (os cogumelos).
    Trata-se de uma gigantesca estrutura de madeira, a maior do mundo neste material, com um miradouro enorme na parte superior a 26m de altura. Na parte inferior está o Antiquarium, onde se podem visitar os restos arqueológicos da época romana que se encontraram durante as obras. Las Setas não deixam ninguém indiferente. Amor ou ódio? A mim hoje não me apetece entrar em polémicas! :)
    Estructuras de madeira que parecem brinquedos.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - A melhor altura para subir é o pôr do sol. Se não conseguirem chegar a tempo, podem também subir à noite: está aberto até tarde e, se já viram Sevilha de dia da Giralda, vejam-na de noite desde aqui!
    - Os arredores da Praça são frequentados essencialmente por sevilhanos. Há bares, restaurantes, lojas sempre cheios a qualquer hora do dia. Voltarei a este tema num outro post, já que é das minhas áreas preferidas da cidade.
    Sevilha vista de cima, o horizonte marcado pela Giralda.

    7. Basílica de La Macarena
    La Macarena é a Virgem mais venerada em Sevilha. Em 1966 o Papa Paulo VI concedeu à sua igreja o título de Basílica Menor e, apesar do seu pequeno tamanho, é hoje conhecida como Basílica de Santa María de la Esperanza Macarena. No interior pode ver-se a imagem talhada do séc. XVII, que sai em procissão durante a Semana Santa.
    Em 2009 a Irmandade da Macarena abriu um museu onde expõe todo o espólio referente à Semana Santa. Na minha opinião é bastante interessante, e dá uma ideia de como vive a cidade essa semana (obviamente, o melhor é vir nessa altura, mas se não puderem... Já ficam com uma ideia de como é!).
    Detalhe do Arco da Macarena.

    Alguns detalhes interessantes:
    - Em frente da Basílica encontra-se o Arco de La Macarena. Uma das portas de entrada da muralha, a que se situava mais a norte da cidade. Alias, aqui podem ver um dos poucos restos da antiga muralha, incluindo alguns torreões.
    - Do outro lado da rua, encontra-se o Hospital de las Cinco Llagas, actualmente sede do Parlamento da Andaluzia. É um edifício renascentista com uma fachada monumental. É complicado conseguir visitar o interior dado tratar-se de um organismo público.
    Fachada poente do Parlamento da Andaluzia.

    8. Iglesia del Divino Salvador.

    Em Sevilha o que não faltam são igrejas, e poderia recomendar muitas mais. No entanto, o Salvador destaca-se por duas razões: por um lado o esplêndido interior, não só ao nível da arquitectura mas também dos espectaculares retábulos barrocos, e por outro lado pelo facto de ter acabado de ser restaurada.
    Plaza del Salvador vazia, por enquanto! 

    Dicas que não vêm nos livros:
    - A Plaza del Salvador é um dos pontos de encontro dos sevilhanos ao final da tarde e aos fins-de-semana. É o sítio ideal para tomar uma cerveza ou um tinto con limón, o espelho da verdadeira alma da cidade.

    9. Bairro de Triana

    Há t-shirt que dizem “Republica Independiente de Triana” e muitos trianeiros orgulhosos não se consideram sevilhanos. Brincadeiras à parte, o bairro de Triana, separado da cidade pelo Rio Guadalquivir é efectivamente diferente – tem arte! Aqui nasceram numerosos artistas do mundo taurino e do flamenco, pintores, escultores e ceramistas.
    Um museu bastante interessante é o Museu da Cerâmica, que mostra a relação directa do bairro com esta arte. Recomendo a visita!
    Puente de Triana, a primeira a unir as duas margens.

    Alguns detalhes interessantes:
    - Há demasiados, terei de dedicar um post inteiro a Triana! Acho que dá para ver de que lado do rio é que vivo ;)
    Museu da Cerâmica. Detalhes arquitectónicos.

    10. La Cartuja

    La Cartuja é uma área bastante extensa, os terrenos onde em 1992 esteve a Exposición Universal de Sevilla. Sim, há Pavilhões e jardins dessa época mas considero que o verdadeiro interesse de zona está no Monesterio Santa María de las Cuevas, conhecido como Monesterio de la Cartuja.
    Foi um importante mosteiro da Ordem dos Cartuxos, entre finais séc XV e princípios do séc. XIX. Em 1810, durante as invasões francesas, as tropas napoleónicas expulsarem os monges e utilizaram o edifício como quartel, deixando-o abandonado e destruído. Trinta anos mais tarde, o inglês Charles Pickman, compra o mosteiro e transforma-o em fábrica de cerâmica, construindo as enormes chaminés que marcam a sua estética até hoje. Agora é o Museo de Arte Contemporáneo de Andalucía.
    Religião... Indústria... Arte.


    Dicas que não vêm nos livros:
    - Por vezes tem exposições muito interessantes, mas mesmo que assim não seja, o espaço vale só por si.
    - Organizam-se vários eventos ao longo do ano: normalmente há jam sessions de jazz grátis aos domingos à tarde, e festivais de música nocturnos durante os meses de verão.
    "Alicia" , obra de Cristina Lucas. 


    Há muito mais para dizer sobre a cidade e reduzir tudo a um Top 10 foi complicado. Por exemplo, não se falou aqui de tapas. As tapas merecem um post só para elas… Ficam para os próximos episódios!


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    1 - MELBOURNE

    Melbourne é conhecida como sendo "the most liveable city" e é fácil perceber porquê. Mas é também uma óptima cidade para os turistas porque é plana o que permite andar para quase todo o lado, tem um ambiente muito "chill out" e óptimos restaurantes. 

    Comecem o dia a tomar o pequeno almoço no Queen Victoria Market (aberto das 06h às 15h), que vende todo o tipo de queijos, doces, chás e outros produtos locais. Daí podem apanhar o Circle Tram número 35 (que é gratuito) em direcção à Flinders Street Station. Vale a pena entrar na St Paul´s Cathedral e apreciar os magníficos vitrais e interior. 

    Flinders Street Station


    St Paul´s Cathedral

    Seguindo em frente mais cinco minutos chegam à Hosier Lane, um palco para os artistas de grafite.





    Mais apropriado que nunca, depois da eleição americana...


    Do outro lado da rua, em frente à Catedral fica a Federation Square onde se encontra o centro de visitantes. 

    Federation Square

    Continuando em direcção ao rio vão dar à Eureka Tower. Vale a pena subir ao topo da torre pois daí é possível ver toda a cidade, incluindo os Jardins Botânicos. Por a cidade ser plana, a vista é muito melhor do que de outras torres noutras cidades. 

    Vista da Eureka Tower

    Aproveitem para passear junto ao rio, absorver o ambiente e gozar o ambiente relaxado.


    No dia seguinte, se tiverem tempo vão até St. Kilda onde ficam as praias.

    Dicas:
    • Se quiserem comprar um cartão de dados móveis pesquisem primeiro qual a rede que terão mais possibilidade de apanhar durante a viagem. Nós compramos da Vodafone e não tivemos sinal fora das grandes cidades. Tentem orientar-se sem mapa, sem rede e com o GPS a fazer das suas! Pois, nada fácil!
    • Para ir do aeroporto para a cidade têm como opção o Skybus que funciona 24 horas por dia, e só custa 19 dólares mas que apenas vos deixa na Southern Cross Station ou em St Kilda. Se o vosso hotel fica noutra zona, o mais fácil é contratarem um serviço como a Starbus que leva cerca de 30 dólares por pessoa e vos deixa logo no hotel. Não se esqueçam é de fazer marcação prévia. Caso contrário a vossa única alternativa é o táxi. Aqui podem calcular o preço do táxi. Nós não marcamos nada e acabamos por ter que ir de táxi...(nota: não há grande apoio aos turistas).
    • Onde ficar? Em termos de localização aconselho Carlton. Nós ficamos no Best Western Plus Travel Inn e achamos o hotel bastante razoável, apesar do parque e pequeno-almoço não estarem incluídos. 
    • Onde comer? A Lygon Street, conhecida como a Little Italy, tem várias opções e acabamos por jantar lá. St Kilda é também uma boa opção. Se estiverem no Southbank espreitem o Tutto Bene, o Pure South Dining, o Bistro Guillaume, o Nobu ou o Spicey Temple. Na Hosier Lane, parem no Movida para tapas.

    2 - GREAT OCEAN ROAD

    Esta é uma viagem que vale mesmo a pena fazer com calma, parando aqui e ali e descobrindo pequenos segredos. Nós não tivemos tempo mas se puderem gastem pelo menos dois ou três dias aqui.

    A primeira paragem foi em Bells Beach, uma das praias mais bonitas da viagem. 


    Seguiu-se Anglesea onde esperávamos ver os primeiros cangurus no campo de golf, mas sem sucesso. Desiludidos resolvemos parar em Lorne para almoçar. Em Lorne, vale também a pena ver as maravilhosas Erskine Falls (mesmo que depois custe a subir os 250 degraus de volta ao parque de estacionamento!).  



    Não percam a paragem em Kennett River onde podem ver koalas e papagaios nas árvores a oeste do parque de caravanas. Os papagaios não são nada tímidos e em cinco minutos estão em cima de nós. 

    Típica turista chinesa :-p

    Já os koalas escondem-se bem. Foi aí que vimos o nosso primeiro Koala, os próximos seriam avistados na estrada para o Cape Oatway. A estrada para Cape Oatway é particularmente bonita mas o farol (Cape Otway Lightstation) fecha à 17h, por isso se querem evitar desilusões (como nos aconteceu a nós) já sabem.

    Koala em Kennett River

    Koala a caminho de Cape Oatway. Como é que os descobrimos? Pelo aglomerado de turistas!

    A highlight da viagem são os Doze Apóstolos que na verdade são sete...Nunca foram doze e em 2005 e 2009 dois deles acabaram por colapsar devido à constante erosão das ondas.




    A nossa viagem teve que terminar por aqui mas se puderem continuem pelo menos até ao Loch Ard Gorge.

    Dicas:
    • É mais provável verem koalas na estrada para Cape Oatway por isso se não tiverem muito tempo não o percam em Kennett River.
    • Limonade é na verdade uma sprite! Eles não fazem a mínima ideia do que seja a nossa tradicional limonada!
    • Levem protector contra mosquitos. No caminho para os Doze Apóstolos há muitos!
    • Onde comer? Em Anglesea no Uber Mama, em Lorne no Bottle of Milk ou no Lorne Beach Pavillion (escolhemos este último e não nos arrependemos, comi uma lagosta óptima e barata, mas se preferirem algo como hambúrgers então optem pelo Bottle of Milk).

    3 - VIDA SELVAGEM (INCLUINDO KOALAS E CANGURUS)

    Os primeiros Koalas que vimos foram na Great Ocean Road, um em Kennett River e três a caminho de Cape Oatway. No entanto, eles estão no seu habitat natural, confundem-se com as folhas e por isso é praticamente impossível fotografar (como podem ver pelas fotos de cima!). Por isso, quando passamos por Philipp Island decidimos ir ao Centro de Conservação de Koalas, em Cowes, e adoramos. É muito gratificante aprender mais sobre estes simpáticos animais e vê-los bem de perto. Tenham é cuidado, porque um deles estava a fazer necessidades e ao passar quase que me ia apanhando :-o





    Quanto aos Cangurus, nunca os vimos nos locais assinalados nos guias. Já estava bastante triste quando vi o primeiro de relance no Centro de Conservação de Koalas. Não conseguia conter a minha alegria mas não consegui chegar perto dele pois assustou-se com uns turistas chineses :-/
    O segundo vimos quando estávamos a conduzir, a regressar de Walhalla. 

    Será que é um Kangoroo? Sim, é mesmo! 

    Até que no Croajingolon National Park, de forma totalmente inesperada, apareceu uma família de 3 kangoroos muito perto de mim! Consegui observá-los e vê-los no seu habitat natural durante algum tempo :-) Não me continha de excitação, ainda consegui tirar uma fotografia com o telemóvel mas à medida que me aproximei com a máquina eles bateram em retirada...Ainda esperamos mas já não os voltamos a ver. De qualquer maneira foi um momento único :-)

    Na foto vêm-se dois Cangurus. O terceiro apareceu depois.

    Vimos também um pinguim em Philipp Island mas o meu conselho é irem ao pôr-do-sol para ver a Penguin Parade. Focas nem vê-las apesar de supostamente na ilha haver a maior concentração de focas da Austrália...Em compensação vimos também uma das cobras venenosas da Austrália mas ela é tímida e não quis aparecer na fotografia :-p

    Pequeno pinguim

    Mais familiares (para quem como eu vive em Macau) foram duas baratas que tivemos o desprazer de ver em Coogee Beach, em Sidney. Foi também aí que me saltou um grilo para a perna e que um besouro se agarrou ao meu cabelo e me picou! Sim, o momento mais paralisante da viagem ocorreu já em Sidney e não no meio das montanhas. Não imaginam o meu desespero ao sentir qualquer no cabelo e não conseguir tirar! Momento PÂNICO das férias!

    Dicas:
    • Estejam atentos. Os Cangurus aparecem quando menos estão à espera e nem sempre nos sítios indicados nos guias.
    • Se quiserem ver a Penguin Parade, fiquem a dormir na Philipp Island.
    • Tenham a atenção a época do ano à Austrália se estão à espera de ver certos animais. Há muitos animais (baleias, etc) que só se avistam em determinados meses.

    4 - PARQUES NATURAIS: WILSONS PROMONTORY E CROAJINGOLON NATIONAL PARK 

    O Wilsons Promontory tem várias caminhadas mas aconselho-vos a fazerem uma muito fácil e que já permite ter uma ideia do parque - a Lilly Pilly Gully Nature Walk - que começa no Lilly Pilly Carpark. A caminhada tem apenas 2.6km, passa pelo rio, floresta e termina na praia.








    O que dizer do Croajingolon Nation Park? Para começar é uma das Reservas Mundiais de Biosfera da UNESCO e tem grande diversidade de impressionante de fauna e flora. As estradas de terra batida fizeram a diversão do Daniel que ia a conduzir. Eu fiquei encantada com a dimensão da floresta e com as praias absolutamente desertas. E não se esqueçam que foi aí que vimos os três cangurus.






    Dicas:
    • Ambos os parque são enormes! Por isso vão com tempo. A caminhada no Wilsons Promontory pode ser curta mas a distância dentro do parque para chegar ao parque de estacionamento não é.
    • Para o Croajingolon precisam de uma 4x4, depósito abastecido e água. Não há rede móvel, se acontecer alguma coisa são 14km de volta à civilização :-p

    5 - CIDADES HISTÓRICAS: WALHALLA E TILBA 

    Walhalla é uma daquelas vilas mineiras que parecem um set de um filme. Tem apenas 10 habitantes, fica no meio das montanhas e é absolutamente encantadora.







    Toda a vila é deste género :-) Encantadora certo? Pena ficar no fim do mundo :-p

    Tilba vale a pena visitar se tiverem tempo mas não é tão interessante como Walhalla. Está cheia de casas de chá, cafés acolhedoras e lojas que vendem queijo e fudge.








    Dicas:
    • Em Walhalla não tínhamos rede móvel e a wi-fi era muito lenta (eu pensei que era inexistente mas às 23h lá consegui mandar uma mensagem) por isso o meu conselho é: mandem mensagem a tranquilizar os vossos familiares antes de irem para lá.
    • Onde comer? Em Walhalla o melhor (e único!) sítio é o Wally Pub que fecha às 19h30!!! Nós chegamos às 19h40 e já não serviam :-( Por sorte, a dona ao ver-nos extremamente desesperados, acabou por nos preparar uns nachos versão dose industrial. Em Tilba, não há nenhum sítio para jantar e terão que ir até Narooma. Aconselhamos o restaurante La Bocca, um italiano bastante bom (fecha às 20h30!).
    • Tanto em Walhalla como em Tilba as lojas e cafés abrem às 10h e fecham às 16h, por isso tenham isso em atenção. 

    Ah ah ah, os australianos têm sentido de humor

    • Onde ficar? Em Walhalla aconselho vivamente o Walhalla´s Star Hotel, com quartos confortáveis e bom pequeno-almoço incluído (o gerente podia ser mais simpático...). Em Tilba ficamos num bed & breakfast mas não gostamos mesmo nada. Apesar dos donos serem extremamente simpáticos, o quarto cheirava a mofo e estava atolhado de objectos decorativos sem sentido. Se querem um conselho, não durmam em Tilba. Passem por lá para lanchar e fiquem antes em Narooma.

    6 -  PRAIAS DESERTAS

    Depois das praias do Croajingolon não posso deixar de aconselhar as praias desertas de Jervis Bay. O segredo está em fazer o White Sands Walk que tem apenas 2.5km e passa pelas praias mais bonitas que já vi.






    7 - A PRAIA COM A AREIA MAIS BRANCA DO MUNDO

    Hyams Beach fica em Jervis Bay, é de muito fácil acesso e tem das areias mais brancas do mundo. E um mar azulinho de fazer inveja.






    8 - BLUE MOUNTAINS

    As Blue Mountains são património da UNESCO e são sobretudo conhecidas por uma formação rochosa a que chamam The Three Sisters. No entanto, há outras caminhadas que vale a pena fazer, em especial:
    A) Jenolan River Walk (para ver o famoso lago azul);
    B) Leura Cascades (acessível do parque de estacionamento de Cliff Drive); e
    C) Valley of the Waters, National Pass Trail (cascatas e cenário de cortar a respiração)


    Three Sisters. Vá não digam que não vêm ali 3 faces!?


    Blue Mountains, Leura Cascades


    Dicas:
    • Onde ficar? Nas Blue Mountains há um resort absolutamente perfeito chamado Lilianfels Blue Mountains Resort & Spa. Vale a pena ficar em alguns motéis pelo caminho, poupar algum dinheiro e aproveitar este resort.


    • Quando nos levantamos de manhã estava um nevoeiro cerrado e não se viam as Three Sisters! Ficamos devastados mas tivemos esperança que o nevoeiro levantasse e assim foi. Fomos fazer outras caminhadas e quando voltamos lá estavam elas. Não se vão embora sem tentar uma segunda vez.
    • No caminho para as Blue Mountais, vale a pena parar na encantadora Berry e passar pelo Sea Cliff Bridge (que fica a 455 metros do nível do mar!). Já das Blue Mountains para Sidney, Leura é um sítio óptimo para almoçar.

    Berry chocolaterie


    Sea Cliff Bridge


    9 - SIDNEY

    Para além da caminhada de Coogee Beach para Sidney (absolutamente obrigatória!) Sidney é uma cidade que vale a pena visitar embora Melbourne tenha conquistado o meu coração.

    Algures entre Coogee e Bondi


    Comecem pela conhecida Harbour Bridge e icónica Sidney Opera House.






    Daí dirijam-se a The Rocks e a George Street (Queen Victoria Building, Town Hall, St Andrew Cathedral) e terminem o passeio nos Jardins Botânicos. Se tiverem tempo vão até Balmain, de ferry.


    The Rocks


    George Street


    Jardins Botânicos

    Dicas:
    • Se ficarem em Coogee Beach o autocarro 373 deixa-vos no centro de Sidney. Não levem o carro, os parques são extremamente caros! 
    • Evitem a todo o custo o Coogee Sands Hotel & Apartments. O hotel é caríssimo, as fotos que estão no booking/site são fotos da praia de Coogee e portanto acessível a todos. As parede são de papel, ouve-se quer a canalização quer a televisão quer os vizinhos a falar. E finalmente vi duas baratas enormes. Note-se que este foi o hotel mais caro de toda a nossa viagem!
    • Em Coogee não deixem de jantar no Barzura e de provar Natural Sydney Rock Oysters.
    • Em Sidney, o melhor sítio para comer marisco é no Fish Market (sim, a sério!)
    • No The Rocks, aos Sábados, há um mercado que não podem perder. Compramos lá as melhores recordações de toda a viagem.

    10 - ARTE ABORÍGENE

    Há coisas muito bonitas para comprar na Austrália, em especial os quadros, pulseiras e colares com arte aborígene. Eu fiquei rendida. Em Tilba, parem na APMA Creations e digam olá à Apma por mim :-)

    Se ficaram com vontade de ir à Austrália, então vejam as minhas dicas de roadtrips AQUI! 

    Nota: Todas as fotos foram tiradas por mim, não têm qualquer filtro e não devem ser reproduzidas sem autorização

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