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6800 milhas

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    Há alguns anos que conheço a Catarina. E há alguns anos que ela me andava a dizer que devia ir a Macau. 
    A verdade é que fui adiando, não por ser uma viagem muito grande, mas porque não me despertava grande interesse. E por muitas vezes pensava que era um desperdício andar tanto tempo de avião sem passar pelo Japão. Ainda para mais, para ir a Macau onde não existia grande coisa para ver - pensava eu.
    Meus senhores e minhas senhoras, desenganem-se se pensam que não há nada de interessante para ver em Macau. Desenganem-se se pensam "ah ok, vamos a Hong Kong 15 dias e deixamos um dia para Macau". Não! Não façam isso. Macau não é feito apenas de casinos e hotéis. Na verdade, o que menos gostei de Macau foi mesmo essa parte "vegas style". O que me atraiu foi a parte mais tradicional. Gostei de andar pelas ruas e ver os vestígios dos portugueses; gostei dos templos; gostei dos restaurantes; gostei da confusão que há nas ruas e até achei piada às milhentas excursões de turistas da China continental.

    Dito isto, vocês perguntam-me: Kat, porque é que vale a pena visitar Macau?
    A Catarina já vos tinha mostrado 10 Razões para gostarem de Macau. Mas decidi fazer a minha publicação como turista. E aqui vão os meus dez tópicos:

    1) Vaguear pelas ruas sem problemas
    Não há nada melhor que andarem sem destino. E nunca, mas nunca se vão perder. Basta olharem para cima, procurarem o edifício do Grand Lisboa. Et voilà! É só caminharem em direcção ao edifício para chegarem ao centro. Para não falar que pareceu-me um local bastante seguro. Em momento algum tive medo de andar na rua.

    2) Locais fotografáveis
    É impossível andarem pelas ruas sem fotografarem ou instagramarem. Andem descontraidamente, sem pressas. Não andem a correr de um lado para o outro, porque não vão conseguir aproveitar. Com alguma paciência, vão conseguir óptimas fotografias de rua.


    3) A noite ainda é uma criança
    O anoitecer nestas cidades tem outro encanto. As luzes tornam-se o foco principal. E dependendo de onde estão, poderão aproveitar também para tirar boas fotografias. Os rooftops são óptimos locais para acabar a noite. Se estiver menos calor, existem também imensos bares com boa vista, modernos e aconchegantes.
    Se preferirem, podem ainda ver um dos muitos espectáculos que existem nos casinos/hotéis.


    4) Tradição asiática misturada com a portuguesa
    Entrem nos templos e vejam a parte mais tradicional de Macau. Mas claro, sempre com muito respeito, porque não deixam de ser locais de culto para eles.
    Apreciem ainda o que ficou dos portugueses. A calçada; os letreiros; a mistura de pessoas ocidentais e orientais; as lojas; os cafés e os quiosques. Existem ainda muitos traços portugueses em Macau. E é muito interessante sentirem-se um  pouquinho em casa, sabendo que estão num continente totalmente diferente do vosso.



    5) Rica em gastronomia
    Macau está cheia de bons restaurantes de todas as nacionalidades possíveis e imaginárias. Não pensem que vão encontrar apenas comida chinesa e portuguesa. Em Macau encontram de tudo. Tanto têm o mais tradicional como têm dos melhores restaurantes do mundo, com estrelas Michelin.


    6) O deslumbramento
    Tal como disse, os hotéis e os casinos não foram o que mais me atraiu em Macau. Mas a verdade é que ficamos deslumbrados com a grandeza destes edifícios. São todos monstruosamente imponentes. Cheios de luz, de brilho e de luxo. Querem ver lojas de grandes marcas? Estão no local certo.



    7) O moderno e o tradicional
    Que é uma das coisas que mais gosto na Ásia, no geral. Poderem estar num jardim tradicional, olharem em frente e verem prédios enormes. Poderem estar num templo calmo, darem dois passos e estarem numa rua movimentada. Isto para mim tem muito encanto.


    8) Andar a pé
    Conseguem ver quase tudo andando a pé. É tão bom quando estamos de férias e conseguimos ir a quase todo o lado andando. Claro que têm que apanhar transportes de vez em quando, mas na verdade, fica tudo muito perto.

    9) Proximidade a outras cidades asiáticas
    Do próprio aeroporto de Macau, fomos até Bangkok (cerca de duas horas e pouco), e através do jetfoil conseguem chegar a Hong Kong. Para não falar de outros voos para outras cidades asiáticas. Tendo em conta que sou vidrada na Ásia, seria óptimo morar em Macau ^^

    10) Porque temos amigos
    Foi a primeira vez que ficámos em casa de amigos. E foi muito bom. Ter amigos hospitaleiros é do melhor. E deixaram-me mal habituada, hehe.

    Todas as fotografias foram tiradas por mim e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    Uma das grandes vantagens de viver em Macau é ter a oportunidade de experimentar culinárias de diferentes países. Este podia ser até um top 20 mas para não acharem que eu só penso em comida, aqui ficam cinco pratos que não podem perder por estas paragens. Experimentem se viajarem por estes países porque a comida é uma parte interessante da cultura de cada povo.

    1. DIM SUM (China/Macau/Hong Kong)
    Já falei aqui no blog sobre o meu amor pelos dim sum, especialmente o pão de porco assado, o dumpling de nabo, o pão doce e o xiao long bao. Se quiserem saber como pedir carreguem AQUI. E se estiverem em Taiwan não deixem de experimentar o xiao long bao do Din Tai Fung, é uma experiência única. Cheguem é por volta do meio dia ou preparem-se para esperar...muito :-)

    Onde comer em Macau? Portas do Sol, Lei Garden, The Eight
    Onde comer em Hong Kong? Tim Ho Wan, Lei Garden





    2. SUSHI (Japão)
    A culinária japonesa é sem dúvida uma das mais conhecidas do mundo e uma das minhas preferidas. Adoro, em particular, o sushi mas para isso o peixe tem que ser fresco. E claro que o melhor sítio para o comer é no Japão. Quem estiver por lá não deixe de ir ao Fish Market logo de manhã. Quanto ao japonês de fusão, é uma proposta interessante, mas também é muitas vezes uma forma de esconder a integridade dos ingredientes.

    Onde comer em Macau? Shinji, Mizumi
    Onde comer em Tokyo? Sushi Dai, Sushi Saito





    3. PHO (Vietname)
    Pronuncia-se "fuuuh" e é uma sopa de noodles de arroz com um caldo maravilhoso, geralmente servida com bife. É depois normalmente finalizada com manjericão, rebentos de feijão, lima e um pouco de chili. Típica do Vietname, encontra-se em qualquer lado, inclusive nos mercados e é uma das street foods mais baratas e saborosas que podem encontrar.

    Anthony Bourdain disse que a sua refeição mais perfeita foi uma taça de pho e Peta Mathias descreveu a pho como "vietnam in a bowl, heaven in a spoon, culture in a sip" portanto não fiquem desmotivados pelo ar menos apetitoso da foto :-)




    4. PAD THAI (Tailândia)
    É difícil escolher entre os vários pratos tailandeses, mas este sem dúvida conquistou-me: é crocante e tem um sabor ligeiramente adocicado. É feito com noodles de arroz salteados com ovo e tofu, molho tamarindo, molho de peixe (fish sauce), camarão seco, alho ou chalotas, pimenta vermelha e açúcar de palma e servido com lima e às vezes amendoins torrados (altamente aconselhável!). Há várias versões e há restaurantes que incluem, por exemplo, rebentos de soja.

    Onde comer em Bangkok? Pad Thai Thip Samai (aberto a partir das 17.00 até tarde. 313 Mahachai Road, Old City), Nara (Erawan Bangkok lower Ground Flour)



    Nara, Bangkok (foto retirada da internet)


    5.  CHICKEN TIKKA MASALA 
    Contrariamente ao que se pensa, este prato não é muito popular na Índia, e parece que foi criado em Inglaterra. De qualquer forma é um prato que pessoalmente adoro. O frango feito no tandori com o molho cremoso fica simplesmente delicioso. Normalmente vem acompanhado com pão indiano, como o naan, que é maravilhoso.

    Onde comer em Macau? Golden Peacok
    Onde comer em Delhi? Bukhara

    Se quiserem experimentar em casa sigam esta receita do Guardian.

    Foto do artigo do Guardian, referido em cima

    Já experimentaram algum destes pratos? Têm outro favorito? Partilhem connosco nos comentários :-)

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    Se gostam de praias desertas de areia branca e água azul turquesa, da tranquilidade das cascatas e da paz da montanha mas não gostam de sítios demasiados turísticos então este post é para vocês. 

    Se nunca ouviram falar de JEJU, vão definitivamente querer ler este post. Jeju é uma ilha de origem vulcânica na Coreia do Sul, destino de lua-de-mel dos sul coreanos e cenário de muitos dramas coreanos - os chamados K-Drama. 

    Pouco conhecida entre os ocidentais, foram poucos os turistas europeus, americanos ou australianos que encontramos. Os turistas são japoneses e sobretudo chineses mas devido à tensão política dos últimos tempos, houve 90% de cancelamentos. O que isto significou? Uma ilha paradisíaca quase só para nós. Já quero voltar! Acordar de manhã, num hotel situado na montanha mas com vista para o mar, pegar no carro e passear pela ilha, comer bem...Lá está, como dizia AQUI quem quer voltar à rotina?

      


    E porque uma imagem vale mais que 1000 palavras, aqui ficam em fotos razões suficientes para visitar Jeju (nota: as fotos são da autora e não devem ser reproduzidas sem autorização).


    1 - PRAIAS PARADISÍACAS






     



    Rumem a uma das 10 praias conhecidas ou descubram a vossa própria praia deserta!
    A nossa praia preferida foi a de Hamdeock (fotos em cima), que tem uma barreira natural de areia (tornando a água mais quente), várias esplanadas, um parque e um trilho junto ao mar. Mas também gostamos de Emerald Bay e Shinyan. A mais conhecida e onde se localizam todos os grandes resorts é Jungnum - boa para surf mas um pouco ventosa.

    DICA: Em vez de gastarem dinheiro no pequeno-almoço do hotel (que regra geral não vale nada) optem por ir à esplanada do Café Delmoondo (+82-64-702-0007), que não só tem uma vista privilegiada como bom café e wi-fi gratuita.





    2 - LAVA TUBES (MANJANGGUL CAVE)



    Geoparque da UNESCO, a Manjanggul cave (+82-64-710-7903) é um tubo de lava com cerca de 8km, mas apenas 1km está aberto ao público. Tem uma série de estruturas interessantes incluindo estalagmites com cerca de 70cm, a conhecida "stone turtle" que se assemelha à ilha de Jeju e uma coluna de lava de 7.6m  que é a maior do mundo.

    DICA: Dentro da caverna está frio (levem um casaco! Sim, mesmo que esteja muito calor cá fora. Não façam como eu...) e o chão é escorregadio por isso levem calçado adequado. A nós aconselharam-nos a levar uma lanterna mas na minha opinião há luz suficiente e não é necessário. Não vimos nenhum morcego nem aranhas mas eles costumam andar por lá, por isso se têm fobia talvez seja de evitar...


    3 - SUNRISE PEAK (SEONGSAN ILCHULBONG)




    Um cone de 182 metros acima do nível do mar, com mais de 100 mil anos, com uma cratera enorme, coberta de vegetação (+82-64-710-7923). Não vou mentir: a subida custa. Mas vale a pena pois a cratera é impressionante e a vista sobre Jeju é absolutamente incrível. A melhor hora para ir: nascer do sol que varia consoante a época do ano (nesta altura é às 05.22 da manhã).

    Mesmo que não subam até ao topo da cratera, a paisagem envolvente vale a pena só por si bem como a zona em que o monte se situa.


     




    4 - CHEONJEYEON FALLS e JEONGBANG FALLS

    Há várias cascatas em Jeju e se o tempo for limitado é impossível ir a todas. Depois de lermos um pouco sobre elas acabamos por escolher estas duas. As Cheonjeyeon Falls (+82-64-760-6331) têm três secções. A mais bonita é a primeira, a água cai de uma caverna para formar a primeira cascata e depois daí cai mais duas vezes até chegar ao mar. O lago da caverna é um dos mais bonitos que já vi, não é por acaso que os locais lhe chamam "o lago dos Deuses".






    As Jeongbang Falls (+82-64-733-1530) destacam-se por a cascata cair directamente para o mar, criando uma das paisagens mais bonitas da ilha.




    5 - JUSANGJEOLLI CLIFF



    Quando se deu a erupção do Mount Hallasan no mar de Jungnum, a lava formou estes pilares  rochosos designados de Jusangjeolli Cliff (+82-64-738-1393). Com variados formatos é quase como se tivessem sido esculpidos. É um local mais popular entre os turistas, mas nada que não valha a pena suportar. A natureza é impressionante não é?


    6 - MOUNT HALLASAN

    O monte Hallasan é a montanha mais alta da Coreia com 1950m de altitude, é um vulcão inactivo e património da Unesco. Por estas três razões decidimos subir ao topo.

    Vale a pena? Depende. Se tiverem pouco tempo em Jeju não aconselho, porque precisam de um dia inteiro. Se tiverem tempo e gostarem de montanhismo ou de qualquer tipo de desafio físico a resposta é sim. Nós tivemos sorte porque chegamos ao topo e não estava muito nublado (bónus: vista) mas não havia quase água na cratera...Se compararem a foto de baixo com imagens da internet percebem como fiquei desiludida...




    Há vários trilhos mas só dois vão até ao topo - o Seongpanak Trail (+82-64-725-9950) - e o Gwaneumsa Tail (+82-64-756-9950). O último é mais rico em termos de fauna e flora mas mais difícil. Decidimos por isso fazer o Seongpanak Trail que tem 9.6km. Demoramos 4h30 a subir e 3h30 a descer (a parte final foi mesmo muito complicada completar mas mesmo assim terminamos 1 hora antes da previsão do site oficial).



    O trilho está bem marcado e dividido em três secções:
    - a primeira considerada fácil;



    - a segunda considerada de dificuldade média mas que para nós já foi difícil; e



    - a terceira considerada difícil (para subirem até ao topo do vulcão têm que iniciar esta secção antes das 13h).

    Desafio superado, quase a chegar

    DICAS:

    A) Nós fomos super mal preparados e levamos apenas duas garrafas de água pequenas do hotel. Não é suficiente! Pensamos que poderíamos comprar barras energéticas ou qualquer coisa semelhante antes de começarmos o trilho mas a loja não tinha nada e acabamos por comprar bolachas! Um mísero pacote de bolachas, sendo que não tínhamos tomado pequeno-almoço. Isto é que foi o verdadeiro cardio em jejum...agora a sério, não aconselhamos!

    B) Quando começamos o trilho vimos que os coreanos tinham todos corta-vento e até luvas (apesar de estar imenso calor) para além claro de calçado adequado. Mas eu, não só levei sapatilhas, como fui de calções e t-shirt... Achamos que eles estavam a exagerar. Posso dizer que não é o caso! No topo está mesmo, mesmo muito frio. Nós tivemos que descer logo porque eu já tinhas as mãos geladas e os lábios roxos. Levem luvas mas especialmente um corta-vento!

    C) Muito cuidado na descida. A descida custou-me mil vezes mais do que a subida, vejam onde põem os pés! Cheguei ao final com dores nos joelhos.

    Veado adorável que me deu ânimo na descida

    D) Há casas-de-banho no final da primeira e segunda secção. No final da segunda  há também uma loja que vende noodles, água e café (mas em que tudo acaba rapidamente...).

    Se estão a ler isto e a pensar: então não vale a pena enganam-se Vale! Eu faria hoje outra vez! A sensação depois de terminarem é algo indescritível! 


    7 -  HAHYO SOESOKKAK ESTUARY

    Um estuário absolutamente maravilhoso (+82-64-767-1616), um cenário impressionante com o mar, formações únicas de lava e uma floresta de pinheiros.






    8 - SEOPKIKOJI





    Em Seopjikoji podem encontrar um farol (+82-64-782-0080) de onde se pode ver o sunrise peak e Udo Island. Foi aqui que foram filmados "Gingko Bed", "The Uprising" e outros dramas coreanos. 


    9 - HAREUBANGS e HAENYO



    Hareubangs são estátuas enormes que podem ser encontradas um pouco por toda a ilha de Jeju. Representam os deuses e oferecem protecção aos habitantes de Jeju. Se vos parecem familiares é porque são semelhantes às estátuas Moai da Ilha da Páscoa.


    Haenyo são as famosas mulheres que conseguem mergulhar 10-20 metros sem qualquer máscara para respirar. Têm em média 65 anos, mas algumas já estão nos 80 anos. Podem ser vistas em vários locais, nomeadamente no sunrise peak.


    10 - BBQ PORK 




    Sim, Jeju é conhecido pelo seu bbq pork e justificadamente. O nosso restaurante preferido foi sem dúvida o Childonga (+82-64-738-1191). Preparem-se para esperar porque não aceita reservas e há imensos locais. Mas o serviço é relativamente rápido. Sem ar condicionado, sem luxos, sem reservas mas absolutamente delicioso.


    ****

    Se gostam de museus, Jeju é também conhecida por ter museus de tudo e mais alguma coisa, desde o Teddy Bear Museum até à Love Land. Explorem!






    Ficaram com vontade de ir? Então leiam o que escrevi em baixo e agradeçam-me!


    COISAS QUE GOSTAVA QUE ALGUÉM ME TIVESSE DITO:

     - A melhor forma de ver a ilha é alugar um carro. É relativamente fácil de conduzir e a opinião geral é que os motoristas e tours não são de confiança (não são desonestos mas são daquele tipo que vos quer levar ao sítio x porque receberam comissão, etc). A mais conhecida rent-a-car de Jeju é a LOTTE. Nós descuidamo-nos e íamos ficando sem carro, por isso reservem com antecedência.
    - Do aeroporto para o rent-a-car existe um shutlle bus. Para o apanharem, saiam na porta 5, virem à direita e sigam o caminho para peões.
    - No aeroporto no balcão de informação, arranjem um mapa em inglês.
    - Repararam que durante todo o post coloquei números de telefone? Pois! É que no GPS só se pode colocar a morada em coreano! Por isso a maneira de chegar a todo o lado é pelo número de telefone!
    - Atenção na condução, há lombas por todo o lado...e de vez em quando um ou outro veado!
    - Quase ninguém fala inglês e mesmo os que falam têm uma pronúncia quase incompreensível, excepto nos grandes resorts. Nós ficamos num hotel de 4 estrelas e na recepção era muito difícil perceber o que diziam! No centro de fitness/piscina esqueçam. Maneira de comunicar: gestos...
    - Não existe propriamente um sítio para comprar recordações...Portanto guardem para o aeroporto.
    - Ao escolherem o hotel, vejam se a piscina não funciona apenas no Verão (Junho-Agosto). O nosso hotel tinha piscina interior e exterior mas a exterior estava fechada porque estava frio (estavam 26 graus!) e a interior estava cheia de miúdos barulhentos e era preciso usar...touca...
    - Tempo ideal para estadia: 3 dias se não forem subir ao Hallasan, 4 se o decidirem fazer.


    * Para um roteiro personalizado, baseado nos vossos gostos e orçamento (com indicação de hotéis, restaurantes, preços, etc) contactem-nos através do nosso email.

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    É inegável que Hong Kong é uma cidade maravilhosa e uma das cidades da Ásia que mais atrai turistas. E é fácil perceber porquê: começando pela arquitectura moderna, passando pela espectacular skyline, templos tradicionais, mercados característicos, trilhos a perder de vista e gastronomia local, há algo para agradar a toda a gente.

    Nota: as fotos deste post são da autora e não deverão ser reproduzidas sem autorização.






    Mas uma vez em Hong Kong o que vale mesmo a pena fazer? 

    1 - FOTOGRAFAR HONG KONG DO VICTORIA PEAK

    Sim, é um local turístico e por uma boa razão. Se algo capta Hong Kong numa imagem, é a vista panorâmica do Victoria Peak. De dia e se não estiver nublado (eu não tenho tido muita sorte) conseguem ver os prédios mais icónicos de Hong Kong, Victoria Harbour e as montanhas dos Novos Territórios. De noite a vista para mim ainda é mais bonita com as luzes todas acesas.




    O Sky Terrace 428 é uma plataforma incrível com uma vista de 360º na Peak Tower. Mas se não quiserem pagar, a Peak Galleria também tem um observation deck gratuito.

    Para ir ao Victoria Peak geralmente as pessoas optam pelo Peak Tram cuja estação é facilmente acessível a pé a partir da estação de metro de Central (saída J2).




    Dicas:
    - Se a fila para o Peak Tram estiver muito grande, optem pelo Peak Circle Walk, são só 3.5km e vão surpreender-se com a vista ao longo do caminho. NOTA: é sempre a subir por isso pode ser cansativo para algumas pessoas;
    - No lookout de Lugard Road e no Lions Point View Pavillion têm vistas magníficas e menos turistas.



    Aviso: De 5 a 9 de Junho o Peak Tram não opera, estando fechado para manutenção.

    2 - VER A SYMPHONY OF LIGHTS A BORDO DE UM JUNCO TRADICIONAL

    A symphony of lights é um espectáculo multimédia de luzes e música que abrange mais de 40 edifícios da Victoria Harbour. Há cinco temas: Awakening, Energy, Heritage, Partnership e Celebration. Decorre todos os dias às 20h (em inglês às Segundas, Quartas e Sextas) e dura cerca de 13 minutos.

    Dica: geralmente os turistas rumam a Tsim Sha Tsui e vêm o espectáculo em frente ao Hong Kong Cultural Centre. Resultado: pode-se tornar caótico, especialmente durante o ano novo chinês ou na semana dourada! Uma maneira muito melhor de o ver é a bordo de um junco tradicional. Eu gosto da Aqua Luna que oferece cruzeiros de cerca de 45 minutos pela Hong Kong Harbour, com direito a uma bebida. O preço é razoável e os barcos são lindos. A vantagem de Tsim Sha Tsui é aproveitar para ver a Avenue of Stars mas sinceramente a menos que façam muita questão não vale a pena.

    3 -  APANHAR O TELEFÉRICO PARA O GRANDE BUDA

    Este teleférico parte de Tung Chung e a viagem dura 25 minutos (5.7km). Foi considerado uma das melhoras 10 experiências do Mundo e percebe-se porquê. A vista do teleférico é linda, especialmente a da ilha de Lantau.



    O teleférico faz a ligação à Ngong Ping Village onde fica o Bid Budda e onde é possível apanhar um autocarro até à tradicional vila piscatória de Tai O.



    O Big Buddha foi construído em 1993 e está sentado a 34 metros de altura, em direcção a Norte para olhar pela população chinesa. Os olhos, lábios, cabeça e a mão direita (que está levantada em sinal de benção) foram combinados para mostrar a humildade do carácter e dignidade do Buda, que levou 12 anos a ser construído.



    Subam os 268 degraus (Sim! 268!!!!) se acharem que vale a pena olhar os pormenores mais de perto.



    Oposto ao Buda fica o Po Lin Monestery que é um dos santuários mais importantes de Hong Kong. O restaurante vegetariano do mosteiro é muito popular.





    As duas maneiras mais fáceis de chegar lá:
    - de teleférico. Apanhem o metro até à estação de Tung Chung, saída B e caminham até à estação do teleférico.
    - de autocarro. Apanhem o metro até à estação de Tung Chung, saída B. Caminhem até à Tung Chung Town Centre e apanhem o New Lantau Bus 23 (demora 45 minutos).

    Aviso: até Junho/Julho de 2017, o teleférico está fechado para manutenção mas continua a ser possível ver o Buda.

    4 - VISITAR UM DOS MUITOS MERCADOS DA CIDADE

    Um dos mais conhecidos mercados e que atrai mais pessoas é o mercado nocturno de Kowloon, o Temple Street Night Market (Estação de Metro Yau Ma Tei, Saída C). Aí podem encontrar um pouco de tudo (tshirts, relógios, recordações, etc). 

    Dica: Para quem quer fazer este género de compras encontra coisas muito mais interessantes e únicas no Stanley Market (autocarro 6, 6A ou 260 que parte da Exchange Square Terminal).  Além disso, podem aproveitar para passear junto à praia e almoçar.



    A mim, no entanto, despertam-me mais a atenção aqueles mercados característicos de Hong Kong e que não se encontram tão facilmente noutras cidades. A ideia não é tanto comprar, mas sim deambular e observar a vida diária das pessoas. E fotografar claro!

    - Mercado das Flores (Mong Kong East Station, Saída C). Este mercado parece-se com um jardim enorme, especialmente bonito no ano novo chinês, quando se enche de plantas que simbolizam a boa fortuna;
    - Dried Seafood Market (Sheung Wan Station, Saída A2). Com mais de 50 anos, esta rua encheu-se agora com lojas a vender abalone e ouriço do mar (muito apreciados pelos chineses e que eu detesto. São iguarias que surgem em jantares de negócios e que eu tenho que me esforçar por comer para não ofender o anfitrião mas é difícil passar por cima da textura...)



    - Tung Choi Street Goldfish Market (Mongkok Station, Saída B3). O peixinho dourado é um símbolo de sorte para os chineses porque o primeiro caracter significa "ouro", enquanto o segundo soa a "jade";



    - Cat Street Market (Central Station, Saída D2) é um mercado de antiguidades. O nome é uma referência aos objectos roubados que costumavam ser vendidos aqui durante o século XIX. Os objectos eram chamados de "rat goods" e as pessoas que os compravam de "cats". 

    5 - COMER EM RESTAURANTES MICHELIN, COM PREÇOS BARATÍSSIMOS

    Até há pouco tempo o restaurante mais barato do mundo com uma estrela Michelin ficava em Hong Kong e chama-se Tim Ho Wan. O restaurante continua a ter uma estrela Michelin mas agora há um mais barato em Singapura. Não há reservas por isso preparem-se para esperar. A refeição fica por cerca de 30 hong kong dólares (!) e podem escolher entre cerca de 25 dim sum. O meu preferido é o cha siu baau, com recheio de porco. Se ainda não leram o nosso guia de sobrevivência para pedir dim sum cliquem AQUI.

    Outros restaurantes igualmente baratos, todos com uma estrela Michelin:

    - Ho Hung Kee - abriu pela primeira vez em Wan Chai em 1940 e é famoso pelos seus noodles e congee. Uma refeição fica entre 100 e 200 hong kong dólares
    - Kam´s Roast Goose - como o nome indica ficou famoso pelo seu pato assado, que é extremamente crocante e estaladiço. Uma refeição fica entre 50 e 150 hong kong dólares;
    - Lei Garden - com vários estabelecimentos espalhados pela cidade, é já uma instituição em Hong Kong. O menu é extenso e uma refeição fica por cerca de 100 a 200 hong kong dólares.

    Dica: O Tim Ho Wan tem vários estabelecimentos espalhados por Hong Kong e o de Kowloon perdeu a estrela em 2016. Por isso para irem aos restaurantes que actualmente têm uma estrela dirijam-se ao de North Point ou ao de Sham Shui Po. 

    6 - EXPERIMENTAR O AFTERNOON TEA 

    Agora que já pouparam algum dinheiro não podem deixar de experimentar o afternoon tea em Hong Kong. Introduzido pelos ingleses, em Hong Kong o afternoon tea apresenta uma variedade de pequenas sandes, scones, bolinhos e chás que rivalizam com os de Londres.

    Apesar do afternoon tea do Peninsula ser o mais conhecido (tem uma banda ao vivo), o meu preferido é o do Hotel Intercontinental com vistas fabulosas de Victoria Harbour. O menu oferece uma mistura de chás chineses e continentais, para além de scones com geleia de chá verde (...mmm...estou a escrever isto e já quero voltar!) e de uma selecção de pequenas sandes e bolos (os meus preferidos são o bolo de chocolate e caramelo e o mil folhas com baunilha). Fica em 608 (em dias da semana) e 628 hong kong dólares (ao fim-de-semana e feriados) para duas pessoas. Normalmente se decidimos optar pelo afternoon tea set não almoçamos porque começa por volta das 14h e não teríamos fome depois.

    Outra boa opção é o afternoon tea do Mandarim Oriental, do Ritz, do Four Seasons e do Le Salon de Thé de Joel Robuchon (este último é o mais barato mas fica no centro comercial IFC não sendo tão agradável).

    Dica: se a vossa viagem passar por Macau, guardem a experiência do afternoon tea para aqui porque fica mais barato (o meu preferido em Macau é o do Mandarim Oriental).

    7 - VER O PÔR DO SOL NUM ROOFTOP

    Hong Kong tem rooftops com bares incríveis e na minha opinião não há nada melhor do que ver o pôr-do-sol num desses bares, a beber um cocktail/cerveja/vinho, e a ver as luzes a acenderem-se à nossa volta.





    Sugiro o Sevva (Princes Building, 25F, 10 Chater Rd) e o Armani/Privé (Landmark Chater, 3f, 8 connaught road), ambos em Central. 

    Depois dirijam-se a Soho ou LKF onde têm uma variedade enorme de restaurantes à vossa escolha, começando pelos hambúrgers do Beef & Liberty, que só usa "grass-fed meat" (3/f california tower, 20-32 aguilar street), até ao beef wellignton do Gordon Ramsay no restaurante Bread Street Kitchen.

    8 - APRECIAR A ARQUITECTURA DE EDIFÍCIOS QUE TORNAM HONG KONG NUMA DAS MELHORES SKYLINE DO MUNDO

    De entre os edifícios mais conhecidos, e que vale a pena ver, destaco os seguintes:

    - Bank of China Tower (com um distintivo design assimétrico para representar canas de bambu que simbolizam vitalidade e crescimento);



    - Two International Financial Centre (o segundo maior edifício de Hong Kong, com 88 andares, números auspiciosos na cultura chinesa);




    - Jardine House (com 1700 janelas circulares e uniformes);
    - Lippo Centre (com um design único que a mim me faz lembrar peças de legos mas que a maior parte das pessoas diz que lhes faz lembrar um koala a subir a uma árvore);




    - ICC (o edifício mais alto de Hong Kong, com 118 andares!); e
    - HSBC Tower (no topo do edifício pode-se ver duas estruturas que se parecem com "canhões" a apontar para o Bank of China, supostamente para balançar o mau feng shui que aquele edifício trazia).



    Se gostam de algo mais tradicional, recomendo a Chi Lin Nunnery, que foi reconstruída em 1990, seguindo o estilo da dinastia Tang. Os arquitectos seguiram o estilo tradicional chinês e não usaram pregos mas um sistema especial na ligação da estruturas de madeiras.  

    Dica: O Bank of China tem um observation deck no 43 andar que está aberto ao público.

    9 - FAZER UM DOS MUITOS TRILHOS DISPONÍVEIS

    Apesar de Hong Kong ser mais conhecida pelos seus edifícios, tem belíssimas praias e montanhas e os trilhos estão bem assinalados. 

    Um dos meus trilhos preferidos é o Dragon´s Back. A minha sugestão é que comecem na section 8 (o trilho inteiro é bastante grande mas esta porção demora apenas cerca de 2 horas). No fim do trilho podem ir até à praia de Big Wave Bay (mais uma hora a pé sensivelmente) ou apanhar um autocarro para a praia de Shek O (que é o que eu recomendo).





    Para chegar lá apanhem o metro e saiam na estação de Shau Kei Wan, Saída A. Caminhem até à Shau Kei Wan Bus Terminus (visível da saída do metro) e apanhem o autocarro 9. Saiam em Tei Wan, Shek O Road (não se preocupem, é aqui que sai quase toda a gente!)

    Dica: em Shau Kei Wan têm algumas lojas de conveniência por isso aproveitem para comprar água se ainda não o fizeram. À entrada do trilho não há nada. O meu conselho é que levem já água, barritas/fruta/trail mix, chapéu, corta-vento, protector solar e repelente de mosquitos. À entrada do trilho há uma casa de banho (quando eu fui estava limpa mas havia uma fila enorme) por isso se puderem ir a um café em Shau Kei Wan é melhor.

    * Para um roteiro personalizado, baseado nos vossos gostos e orçamento, contactem-nos através do nosso email.

    Já estiveram em Hong Kong? Se sim, o que mais gostaram? Se não, é uma cidade que esteja nos vossos planos?

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