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    DIA 2
    Amsterdam ArenA, Stedelijk Museum e Van Gogh Museum


    Infelizmente no meu segundo dia em Amesterdão, não consegui ver grande coisa (e nem tirei muitas fotografias). Os rapazes aproveitaram que tínhamos o I amsterdam city card para fazer uma visita à Amsterdam ArenA. O meu marido tem um fascínio por conhecer estádios de outros clubes, e claro, eu vou sempre de arrasto. Posso dizer que este estádio não me cativou. Não é muito bonito, o museu não é nada de especial e o guia ainda disse que não conhecia o Eusébio (OK, eu como benfiquista senti-me ofendida, ahah. Mas quando chegámos ao museu, estava lá uma publicação antiga com a imagem do Eusébio, portanto, calculei que o senhor estava simplesmente a gozar connosco). Bom, de qualquer das formas, deu-nos os parabéns por termos sido campeões europeus, haha.
    Perguntei ao marido o que é que ele tinha achado da visita, e ele respondeu que o guia era simpático, que a visita estava organizada, mas que o estádio não é dos mais bonitos que já viu. Também me explicou porque é que o museu não é muito grande: porque estes clubes como não têm outras modalidades, acabam por ter pouca coisa para expor, comparado com outros que têm mais troféus de outros desportos.


















    AMSTERDAM ARENA:

    Site Oficial
    Como ir: nós fomos de metro (descer na estação Amsterdam Bijlmer ArenA)
    Horário: das 10h30 às 16h30
    Preços: grátis com o I amsterdam city card | online: 14,50€ | no local: 16€


    Quando comprámos o I amsterdam city card, o grupo decidiu que iríamos ver o máximo de atracções possíveis (as gratuitas). Tendo em conta que perdemos a manhã a ver o estádio do Ajax, e que ainda andámos pela zona a ver uns shoppings e a almoçar, decidimos que a tarde ficaria a cargo de dois museus da nossa lista de interesses. Dirigimo-nos então para o bairro dos museus (Museum kwartier), onde existem as famosas letras I AMSTERDAM. O primeiro grande edifício que encontrámos foi o famoso Museu Rijksmuseum (que infelizmente não fomos, porque o nosso grupo não quis gastar dinheiro, e porque pelas informações que vimos na Internet, precisaríamos pelo menos de umas 3 horas - no mínimo - para poder ver o museu com calma).

    No entanto, parámos em frente às letras (recheadas de turistas) e tirámos algumas das fotografias da praxe. Seguimos em direcção ao Stedelijk e de seguida ao Museu Van Gogh. O primeiro fiquei um pouco decepcionada, porque estava à espera de encontrar muita variedade de arte moderna, e não vi grande coisa. Ou apanhei uma má altura, ou escapou-me alguma parte do museu. Na verdade, não aconselho a irem em grupo quando querem tirar muito partido dos museus. Vai ser complicado estarem ao vosso ritmo, a parar, a observar e a tirar fotografias. O segundo estava incrivelmente cheio, o que me fez perder alguma vontade de estar lá dentro (tanto que nem tirei fotografias por já estar muito cansada). Espero um dia poder passar por lá de novo para conseguir ver com mais calma.  De qualquer das formas, aconselho a passarem pelos dois e desfrutarem das obras de arte que neles encontram (e tentem usar sempre o áudio guia, porque ajuda bastante a compreender e a movimentarem-se pelos museus - só percebi isso um dia depois noutra visita a outro museu).





     



    Stedelijk

    Stedelijk

    Stedelijk

    Stedelijk

    Stedelijk

    Stedelijk

    Stedelijk

    Stedelijk

    Stedelijk

    VAN GOGH MUSEUM:

    Site Oficial
    Como ir: existem vários trams que para ao pé: 2, 3, 4 e 12.
    Horário: das 9h00 às 17h00 | sexta até às 22h
    Preço: 17€| grátis com o I amsterdam city card

    STEDELIJK MUSEUM:

    Site Oficial
    Como ir:
    Horário: das 10h00 às 18h00 | sexta até às 22h
    Preço: 17,50 € | grátis com o I amsterdam city card

    Podem ver o Diário Fotográfico Amesterdão - Dia 1: AQUI.
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    Todas as fotografias foram tiradas por mim e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    A caminho do Joshua Three Park, EUA

    Quem me conhece sabe que adoro viajar, conhecer outras culturas, outros rostos, outras vidas. Aproveito qualquer oportunidade (feriados, fim-de-semana prolongados, férias) para sair de Macau e ir a um cantinho qualquer. É nessas viagens que me sinto verdadeiramente feliz. Viajar não quer dizer necessariamente sair do país, pode ser conhecer a aldeia/cidade na outra ponta. É sair da nossa zona de conforto, é conhecer outras realidades, explorar.
    Confesso que ao fim de tantas viagens, tantas que lhes perdi a conta, há coisas que já pesam. Já não me sinto assim tão entusiasmada ao fazer e desfazer a mala, dirigir-me ao aeroporto, esperar horas sem fim em escalas e desesperar em voos que parece que não acabam. Mas quando chego ao destino, considero sempre que continua a valer a pena. E muito. 

    Há pessoas que dizem que viajar sabe bem mas voltar à rotina e ao conforto da casa é ainda melhor. Ai não...Voltar à rotina não sabe bem. Quem é que quer voltar à rotina quando poderia estar a beber um gin em Bali a ver o pôr-do-sol? Quem é que quer voltar à rotina quando poderia estar a subir o monte Hallasan em Jeju? Quem é que quer voltar à rotina quando poderia estar a comer pad thai em Phuket? Quem é que quer voltar à rotina quando poderia estar a ajudar um elefante bebé? Para mim, é rara a viagem que eu diga "foi bom mas já chegou, quero voltar à minha rotina". Houve, certamente aquela em que apanhei um escaldão tão grande que só estava bem nua, em frente ao ar condicionado do quarto, e essa pode ter sido uma das poucas ocasiões em que realmente desejei estar em casa.


    Bali, Indonésia

    Mas nem sempre foi assim. Pode ser uma surpresa para alguns, mas este amor de viajar não surgiu desde cedo. Quando era pequena, lembro-me perfeitamente dos meus pais me querem levar a passear e eu preferir ficar com a minha avó na aldeia. Mas isso é outra história. É que sabem, a minha avó era daquelas avós que andava comigo às cavalitas, que me fazia castelos com pedras na ribeira, que me levava a andar de baloiço, que me fazia talaças e filhoses, que me dava figos, que jogava cartas comigo, que me deixava tomar banho no tanque ou de mangueira. Por isso não é de estranhar que todas as férias eu quisesse ir para o Ourondo, para junto da minha avó.


    Ourondo. Portugal


    Lembro-me perfeitamente quando os meus pais me anunciaram que vínhamos viver para Macau. Era a primeira vez que fazia uma viagem tão grande de avião, era a primeira vez que viajava para a Ásia, era a primeira vez que deixava todos os meus amigos e família para trás. E é aqui que vocês esperam que vos diga que começou o meu amor por viajar. Não, estão enganados. Na verdade, odiei Macau assim que cá pus os pés. Odiei a humidade que se cola à pele. Odiei o cheiro. Odiei a língua. Não me integrei bem. Só queria voltar a Portugal, ao meu cantinho, à tal aldeia. Era uma realidade diferente. 1995, 14 anos. Antes da Cotai Strip, do centro comercial do Venetian (tínhamos o antigo Yahoan), do cinema do Galaxy (tínhamos o velhinho cineteatro), dos mais diversificados bares e restaurantes. Lembro-me que a minha maior preocupação na altura era saber se havia Mac Donalds...

    Macau


    Mas como se costuma dizer "Macau estranha-se e depois entranha-se". Com o tempo fui-me apaixonado pela cultura e consequentemente pelas suas gentes. A mistura da cultura chinesa com a portuguesa, o patuá, o yam cha, as gentes e suas tradições. Hoje em dia tenho até pena da maneira como Macau mudou e se perdeu muito daquilo que era a sua identidade. Mas isso é tema para outro post.


     Whynn Palace, Macau


    No nosso primeiro Natal em Macau fomos à Austrália. E foi aí sim que começou este gosto por viajar. Adorei a Gold Coast mas adorei ainda mais Sidney, apesar de termos ficado presos num elevador no dia de Natal...Começou então o bichinho que nunca mais me largou.

    Sidney, Austrália


    Aquilo que mais gosto, é começar a planear a viagem. Pensar no local onde quero ir, o que ver, onde comer, o que explorar, ver hotéis, sonhar com praias, lugares diferentes. 

    Aos poucos, fui-me apercebendo que o tipo de viagem que mais gosto é a roadtrip...Engraçado, quando era pequena estava sempre a perguntar "Já chegamos?", "Falta muito?". Enjoava, odiava andar de carro. E agora é exactamente o oposto. Embora ainda enjoe de vez em quando, mesmo ao volante (sim, eu sei todos juram a pés juntos ser impossível mas aconteceu na Nova Zelândia!). Alugar um carro no local para onde viajamos dá-nos outro tipo de liberdade. Fazer km e km, ao sabor do nosso pensamento, ir parando se algo nos chama a atenção, continuar se não gostarmos de determinado sítio, experimentar motéis, hotéis, um pouco de tudo. Partir à aventura, recorrer a mapas quando não há gps, nem internet, nem sinal de rede. Contactar com partes isoladas e pessoas com histórias interessantíssimas.

    Great Ocean Road, Austrália


    Neste momento, fiz apenas três roadtrips, Nova Zelândia, EUA e Austrália. A Nova Zelândia foi sem dúvida uma das viagens da minha vida. Se puderem, só vão. A beleza natural é simplesmente incrível. A outra viagem da minha vida foi Bali. Apesar de se ter tornado demasiado turístico ao longo dos anos, Bali tem aquilo que eu mais procuro quando viajo: uma cultura maravilhosa, natureza linda, praias paradisíacas e a melhor comida do mundo.

    Bali, Indonésia


    Quais são as próximas viagens? Para já tenho uma city break planeada em Bangkok mas é só em Novembro. Mas na minha wishlist está o Nepal, Guilin, Myanmar, a Grande Barreira do Coral, Hawaii, Route 66, Irlanda, Maldivas, entre outros. 

    Uma coisa é certa, quando deixar Macau definitivamente quero viajar durante 5, 6 meses. Pode ser que aí este bichinho se acalme. I haven´t been anywhere but it is on my list.

    NOTA: Todas as fotos pertencem à autora e não devem ser reproduzidas sem autorização

    O que para vocês significa viajar? Qual a viagem da vossa vida? E qual o vosso próximo destino?
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    É inegável que Hong Kong é uma cidade maravilhosa e uma das cidades da Ásia que mais atrai turistas. E é fácil perceber porquê: começando pela arquitectura moderna, passando pela espectacular skyline, templos tradicionais, mercados característicos, trilhos a perder de vista e gastronomia local, há algo para agradar a toda a gente.

    Nota: as fotos deste post são da autora e não deverão ser reproduzidas sem autorização.






    Mas uma vez em Hong Kong o que vale mesmo a pena fazer? 

    1 - FOTOGRAFAR HONG KONG DO VICTORIA PEAK

    Sim, é um local turístico e por uma boa razão. Se algo capta Hong Kong numa imagem, é a vista panorâmica do Victoria Peak. De dia e se não estiver nublado (eu não tenho tido muita sorte) conseguem ver os prédios mais icónicos de Hong Kong, Victoria Harbour e as montanhas dos Novos Territórios. De noite a vista para mim ainda é mais bonita com as luzes todas acesas.




    O Sky Terrace 428 é uma plataforma incrível com uma vista de 360º na Peak Tower. Mas se não quiserem pagar, a Peak Galleria também tem um observation deck gratuito.

    Para ir ao Victoria Peak geralmente as pessoas optam pelo Peak Tram cuja estação é facilmente acessível a pé a partir da estação de metro de Central (saída J2).




    Dicas:
    - Se a fila para o Peak Tram estiver muito grande, optem pelo Peak Circle Walk, são só 3.5km e vão surpreender-se com a vista ao longo do caminho. NOTA: é sempre a subir por isso pode ser cansativo para algumas pessoas;
    - No lookout de Lugard Road e no Lions Point View Pavillion têm vistas magníficas e menos turistas.



    Aviso: De 5 a 9 de Junho o Peak Tram não opera, estando fechado para manutenção.

    2 - VER A SYMPHONY OF LIGHTS A BORDO DE UM JUNCO TRADICIONAL

    A symphony of lights é um espectáculo multimédia de luzes e música que abrange mais de 40 edifícios da Victoria Harbour. Há cinco temas: Awakening, Energy, Heritage, Partnership e Celebration. Decorre todos os dias às 20h (em inglês às Segundas, Quartas e Sextas) e dura cerca de 13 minutos.

    Dica: geralmente os turistas rumam a Tsim Sha Tsui e vêm o espectáculo em frente ao Hong Kong Cultural Centre. Resultado: pode-se tornar caótico, especialmente durante o ano novo chinês ou na semana dourada! Uma maneira muito melhor de o ver é a bordo de um junco tradicional. Eu gosto da Aqua Luna que oferece cruzeiros de cerca de 45 minutos pela Hong Kong Harbour, com direito a uma bebida. O preço é razoável e os barcos são lindos. A vantagem de Tsim Sha Tsui é aproveitar para ver a Avenue of Stars mas sinceramente a menos que façam muita questão não vale a pena.

    3 -  APANHAR O TELEFÉRICO PARA O GRANDE BUDA

    Este teleférico parte de Tung Chung e a viagem dura 25 minutos (5.7km). Foi considerado uma das melhoras 10 experiências do Mundo e percebe-se porquê. A vista do teleférico é linda, especialmente a da ilha de Lantau.



    O teleférico faz a ligação à Ngong Ping Village onde fica o Bid Budda e onde é possível apanhar um autocarro até à tradicional vila piscatória de Tai O.



    O Big Buddha foi construído em 1993 e está sentado a 34 metros de altura, em direcção a Norte para olhar pela população chinesa. Os olhos, lábios, cabeça e a mão direita (que está levantada em sinal de benção) foram combinados para mostrar a humildade do carácter e dignidade do Buda, que levou 12 anos a ser construído.



    Subam os 268 degraus (Sim! 268!!!!) se acharem que vale a pena olhar os pormenores mais de perto.



    Oposto ao Buda fica o Po Lin Monestery que é um dos santuários mais importantes de Hong Kong. O restaurante vegetariano do mosteiro é muito popular.





    As duas maneiras mais fáceis de chegar lá:
    - de teleférico. Apanhem o metro até à estação de Tung Chung, saída B e caminham até à estação do teleférico.
    - de autocarro. Apanhem o metro até à estação de Tung Chung, saída B. Caminhem até à Tung Chung Town Centre e apanhem o New Lantau Bus 23 (demora 45 minutos).

    Aviso: até Junho/Julho de 2017, o teleférico está fechado para manutenção mas continua a ser possível ver o Buda.

    4 - VISITAR UM DOS MUITOS MERCADOS DA CIDADE

    Um dos mais conhecidos mercados e que atrai mais pessoas é o mercado nocturno de Kowloon, o Temple Street Night Market (Estação de Metro Yau Ma Tei, Saída C). Aí podem encontrar um pouco de tudo (tshirts, relógios, recordações, etc). 

    Dica: Para quem quer fazer este género de compras encontra coisas muito mais interessantes e únicas no Stanley Market (autocarro 6, 6A ou 260 que parte da Exchange Square Terminal).  Além disso, podem aproveitar para passear junto à praia e almoçar.



    A mim, no entanto, despertam-me mais a atenção aqueles mercados característicos de Hong Kong e que não se encontram tão facilmente noutras cidades. A ideia não é tanto comprar, mas sim deambular e observar a vida diária das pessoas. E fotografar claro!

    - Mercado das Flores (Mong Kong East Station, Saída C). Este mercado parece-se com um jardim enorme, especialmente bonito no ano novo chinês, quando se enche de plantas que simbolizam a boa fortuna;
    - Dried Seafood Market (Sheung Wan Station, Saída A2). Com mais de 50 anos, esta rua encheu-se agora com lojas a vender abalone e ouriço do mar (muito apreciados pelos chineses e que eu detesto. São iguarias que surgem em jantares de negócios e que eu tenho que me esforçar por comer para não ofender o anfitrião mas é difícil passar por cima da textura...)



    - Tung Choi Street Goldfish Market (Mongkok Station, Saída B3). O peixinho dourado é um símbolo de sorte para os chineses porque o primeiro caracter significa "ouro", enquanto o segundo soa a "jade";



    - Cat Street Market (Central Station, Saída D2) é um mercado de antiguidades. O nome é uma referência aos objectos roubados que costumavam ser vendidos aqui durante o século XIX. Os objectos eram chamados de "rat goods" e as pessoas que os compravam de "cats". 

    5 - COMER EM RESTAURANTES MICHELIN, COM PREÇOS BARATÍSSIMOS

    Até há pouco tempo o restaurante mais barato do mundo com uma estrela Michelin ficava em Hong Kong e chama-se Tim Ho Wan. O restaurante continua a ter uma estrela Michelin mas agora há um mais barato em Singapura. Não há reservas por isso preparem-se para esperar. A refeição fica por cerca de 30 hong kong dólares (!) e podem escolher entre cerca de 25 dim sum. O meu preferido é o cha siu baau, com recheio de porco. Se ainda não leram o nosso guia de sobrevivência para pedir dim sum cliquem AQUI.

    Outros restaurantes igualmente baratos, todos com uma estrela Michelin:

    - Ho Hung Kee - abriu pela primeira vez em Wan Chai em 1940 e é famoso pelos seus noodles e congee. Uma refeição fica entre 100 e 200 hong kong dólares
    - Kam´s Roast Goose - como o nome indica ficou famoso pelo seu pato assado, que é extremamente crocante e estaladiço. Uma refeição fica entre 50 e 150 hong kong dólares;
    - Lei Garden - com vários estabelecimentos espalhados pela cidade, é já uma instituição em Hong Kong. O menu é extenso e uma refeição fica por cerca de 100 a 200 hong kong dólares.

    Dica: O Tim Ho Wan tem vários estabelecimentos espalhados por Hong Kong e o de Kowloon perdeu a estrela em 2016. Por isso para irem aos restaurantes que actualmente têm uma estrela dirijam-se ao de North Point ou ao de Sham Shui Po. 

    6 - EXPERIMENTAR O AFTERNOON TEA 

    Agora que já pouparam algum dinheiro não podem deixar de experimentar o afternoon tea em Hong Kong. Introduzido pelos ingleses, em Hong Kong o afternoon tea apresenta uma variedade de pequenas sandes, scones, bolinhos e chás que rivalizam com os de Londres.

    Apesar do afternoon tea do Peninsula ser o mais conhecido (tem uma banda ao vivo), o meu preferido é o do Hotel Intercontinental com vistas fabulosas de Victoria Harbour. O menu oferece uma mistura de chás chineses e continentais, para além de scones com geleia de chá verde (...mmm...estou a escrever isto e já quero voltar!) e de uma selecção de pequenas sandes e bolos (os meus preferidos são o bolo de chocolate e caramelo e o mil folhas com baunilha). Fica em 608 (em dias da semana) e 628 hong kong dólares (ao fim-de-semana e feriados) para duas pessoas. Normalmente se decidimos optar pelo afternoon tea set não almoçamos porque começa por volta das 14h e não teríamos fome depois.

    Outra boa opção é o afternoon tea do Mandarim Oriental, do Ritz, do Four Seasons e do Le Salon de Thé de Joel Robuchon (este último é o mais barato mas fica no centro comercial IFC não sendo tão agradável).

    Dica: se a vossa viagem passar por Macau, guardem a experiência do afternoon tea para aqui porque fica mais barato (o meu preferido em Macau é o do Mandarim Oriental).

    7 - VER O PÔR DO SOL NUM ROOFTOP

    Hong Kong tem rooftops com bares incríveis e na minha opinião não há nada melhor do que ver o pôr-do-sol num desses bares, a beber um cocktail/cerveja/vinho, e a ver as luzes a acenderem-se à nossa volta.





    Sugiro o Sevva (Princes Building, 25F, 10 Chater Rd) e o Armani/Privé (Landmark Chater, 3f, 8 connaught road), ambos em Central. 

    Depois dirijam-se a Soho ou LKF onde têm uma variedade enorme de restaurantes à vossa escolha, começando pelos hambúrgers do Beef & Liberty, que só usa "grass-fed meat" (3/f california tower, 20-32 aguilar street), até ao beef wellignton do Gordon Ramsay no restaurante Bread Street Kitchen.

    8 - APRECIAR A ARQUITECTURA DE EDIFÍCIOS QUE TORNAM HONG KONG NUMA DAS MELHORES SKYLINE DO MUNDO

    De entre os edifícios mais conhecidos, e que vale a pena ver, destaco os seguintes:

    - Bank of China Tower (com um distintivo design assimétrico para representar canas de bambu que simbolizam vitalidade e crescimento);



    - Two International Financial Centre (o segundo maior edifício de Hong Kong, com 88 andares, números auspiciosos na cultura chinesa);




    - Jardine House (com 1700 janelas circulares e uniformes);
    - Lippo Centre (com um design único que a mim me faz lembrar peças de legos mas que a maior parte das pessoas diz que lhes faz lembrar um koala a subir a uma árvore);




    - ICC (o edifício mais alto de Hong Kong, com 118 andares!); e
    - HSBC Tower (no topo do edifício pode-se ver duas estruturas que se parecem com "canhões" a apontar para o Bank of China, supostamente para balançar o mau feng shui que aquele edifício trazia).



    Se gostam de algo mais tradicional, recomendo a Chi Lin Nunnery, que foi reconstruída em 1990, seguindo o estilo da dinastia Tang. Os arquitectos seguiram o estilo tradicional chinês e não usaram pregos mas um sistema especial na ligação da estruturas de madeiras.  

    Dica: O Bank of China tem um observation deck no 43 andar que está aberto ao público.

    9 - FAZER UM DOS MUITOS TRILHOS DISPONÍVEIS

    Apesar de Hong Kong ser mais conhecida pelos seus edifícios, tem belíssimas praias e montanhas e os trilhos estão bem assinalados. 

    Um dos meus trilhos preferidos é o Dragon´s Back. A minha sugestão é que comecem na section 8 (o trilho inteiro é bastante grande mas esta porção demora apenas cerca de 2 horas). No fim do trilho podem ir até à praia de Big Wave Bay (mais uma hora a pé sensivelmente) ou apanhar um autocarro para a praia de Shek O (que é o que eu recomendo).





    Para chegar lá apanhem o metro e saiam na estação de Shau Kei Wan, Saída A. Caminhem até à Shau Kei Wan Bus Terminus (visível da saída do metro) e apanhem o autocarro 9. Saiam em Tei Wan, Shek O Road (não se preocupem, é aqui que sai quase toda a gente!)

    Dica: em Shau Kei Wan têm algumas lojas de conveniência por isso aproveitem para comprar água se ainda não o fizeram. À entrada do trilho não há nada. O meu conselho é que levem já água, barritas/fruta/trail mix, chapéu, corta-vento, protector solar e repelente de mosquitos. À entrada do trilho há uma casa de banho (quando eu fui estava limpa mas havia uma fila enorme) por isso se puderem ir a um café em Shau Kei Wan é melhor.

    * Para um roteiro personalizado, baseado nos vossos gostos e orçamento, contactem-nos através do nosso email.

    Já estiveram em Hong Kong? Se sim, o que mais gostaram? Se não, é uma cidade que esteja nos vossos planos?

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