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    É inegável que Hong Kong é uma cidade maravilhosa e uma das cidades da Ásia que mais atrai turistas. E é fácil perceber porquê: começando pela arquitectura moderna, passando pela espectacular skyline, templos tradicionais, mercados característicos, trilhos a perder de vista e gastronomia local, há algo para agradar a toda a gente.

    Nota: as fotos deste post são da autora e não deverão ser reproduzidas sem autorização.






    Mas uma vez em Hong Kong o que vale mesmo a pena fazer? 

    1 - FOTOGRAFAR HONG KONG DO VICTORIA PEAK

    Sim, é um local turístico e por uma boa razão. Se algo capta Hong Kong numa imagem, é a vista panorâmica do Victoria Peak. De dia e se não estiver nublado (eu não tenho tido muita sorte) conseguem ver os prédios mais icónicos de Hong Kong, Victoria Harbour e as montanhas dos Novos Territórios. De noite a vista para mim ainda é mais bonita com as luzes todas acesas.




    O Sky Terrace 428 é uma plataforma incrível com uma vista de 360º na Peak Tower. Mas se não quiserem pagar, a Peak Galleria também tem um observation deck gratuito.

    Para ir ao Victoria Peak geralmente as pessoas optam pelo Peak Tram cuja estação é facilmente acessível a pé a partir da estação de metro de Central (saída J2).




    Dicas:
    - Se a fila para o Peak Tram estiver muito grande, optem pelo Peak Circle Walk, são só 3.5km e vão surpreender-se com a vista ao longo do caminho. NOTA: é sempre a subir por isso pode ser cansativo para algumas pessoas;
    - No lookout de Lugard Road e no Lions Point View Pavillion têm vistas magníficas e menos turistas.



    Aviso: De 5 a 9 de Junho o Peak Tram não opera, estando fechado para manutenção.

    2 - VER A SYMPHONY OF LIGHTS A BORDO DE UM JUNCO TRADICIONAL

    A symphony of lights é um espectáculo multimédia de luzes e música que abrange mais de 40 edifícios da Victoria Harbour. Há cinco temas: Awakening, Energy, Heritage, Partnership e Celebration. Decorre todos os dias às 20h (em inglês às Segundas, Quartas e Sextas) e dura cerca de 13 minutos.

    Dica: geralmente os turistas rumam a Tsim Sha Tsui e vêm o espectáculo em frente ao Hong Kong Cultural Centre. Resultado: pode-se tornar caótico, especialmente durante o ano novo chinês ou na semana dourada! Uma maneira muito melhor de o ver é a bordo de um junco tradicional. Eu gosto da Aqua Luna que oferece cruzeiros de cerca de 45 minutos pela Hong Kong Harbour, com direito a uma bebida. O preço é razoável e os barcos são lindos. A vantagem de Tsim Sha Tsui é aproveitar para ver a Avenue of Stars mas sinceramente a menos que façam muita questão não vale a pena.

    3 -  APANHAR O TELEFÉRICO PARA O GRANDE BUDA

    Este teleférico parte de Tung Chung e a viagem dura 25 minutos (5.7km). Foi considerado uma das melhoras 10 experiências do Mundo e percebe-se porquê. A vista do teleférico é linda, especialmente a da ilha de Lantau.



    O teleférico faz a ligação à Ngong Ping Village onde fica o Bid Budda e onde é possível apanhar um autocarro até à tradicional vila piscatória de Tai O.



    O Big Buddha foi construído em 1993 e está sentado a 34 metros de altura, em direcção a Norte para olhar pela população chinesa. Os olhos, lábios, cabeça e a mão direita (que está levantada em sinal de benção) foram combinados para mostrar a humildade do carácter e dignidade do Buda, que levou 12 anos a ser construído.



    Subam os 268 degraus (Sim! 268!!!!) se acharem que vale a pena olhar os pormenores mais de perto.



    Oposto ao Buda fica o Po Lin Monestery que é um dos santuários mais importantes de Hong Kong. O restaurante vegetariano do mosteiro é muito popular.





    As duas maneiras mais fáceis de chegar lá:
    - de teleférico. Apanhem o metro até à estação de Tung Chung, saída B e caminham até à estação do teleférico.
    - de autocarro. Apanhem o metro até à estação de Tung Chung, saída B. Caminhem até à Tung Chung Town Centre e apanhem o New Lantau Bus 23 (demora 45 minutos).

    Aviso: até Junho/Julho de 2017, o teleférico está fechado para manutenção mas continua a ser possível ver o Buda.

    4 - VISITAR UM DOS MUITOS MERCADOS DA CIDADE

    Um dos mais conhecidos mercados e que atrai mais pessoas é o mercado nocturno de Kowloon, o Temple Street Night Market (Estação de Metro Yau Ma Tei, Saída C). Aí podem encontrar um pouco de tudo (tshirts, relógios, recordações, etc). 

    Dica: Para quem quer fazer este género de compras encontra coisas muito mais interessantes e únicas no Stanley Market (autocarro 6, 6A ou 260 que parte da Exchange Square Terminal).  Além disso, podem aproveitar para passear junto à praia e almoçar.



    A mim, no entanto, despertam-me mais a atenção aqueles mercados característicos de Hong Kong e que não se encontram tão facilmente noutras cidades. A ideia não é tanto comprar, mas sim deambular e observar a vida diária das pessoas. E fotografar claro!

    - Mercado das Flores (Mong Kong East Station, Saída C). Este mercado parece-se com um jardim enorme, especialmente bonito no ano novo chinês, quando se enche de plantas que simbolizam a boa fortuna;
    - Dried Seafood Market (Sheung Wan Station, Saída A2). Com mais de 50 anos, esta rua encheu-se agora com lojas a vender abalone e ouriço do mar (muito apreciados pelos chineses e que eu detesto. São iguarias que surgem em jantares de negócios e que eu tenho que me esforçar por comer para não ofender o anfitrião mas é difícil passar por cima da textura...)



    - Tung Choi Street Goldfish Market (Mongkok Station, Saída B3). O peixinho dourado é um símbolo de sorte para os chineses porque o primeiro caracter significa "ouro", enquanto o segundo soa a "jade";



    - Cat Street Market (Central Station, Saída D2) é um mercado de antiguidades. O nome é uma referência aos objectos roubados que costumavam ser vendidos aqui durante o século XIX. Os objectos eram chamados de "rat goods" e as pessoas que os compravam de "cats". 

    5 - COMER EM RESTAURANTES MICHELIN, COM PREÇOS BARATÍSSIMOS

    Até há pouco tempo o restaurante mais barato do mundo com uma estrela Michelin ficava em Hong Kong e chama-se Tim Ho Wan. O restaurante continua a ter uma estrela Michelin mas agora há um mais barato em Singapura. Não há reservas por isso preparem-se para esperar. A refeição fica por cerca de 30 hong kong dólares (!) e podem escolher entre cerca de 25 dim sum. O meu preferido é o cha siu baau, com recheio de porco. Se ainda não leram o nosso guia de sobrevivência para pedir dim sum cliquem AQUI.

    Outros restaurantes igualmente baratos, todos com uma estrela Michelin:

    - Ho Hung Kee - abriu pela primeira vez em Wan Chai em 1940 e é famoso pelos seus noodles e congee. Uma refeição fica entre 100 e 200 hong kong dólares
    - Kam´s Roast Goose - como o nome indica ficou famoso pelo seu pato assado, que é extremamente crocante e estaladiço. Uma refeição fica entre 50 e 150 hong kong dólares;
    - Lei Garden - com vários estabelecimentos espalhados pela cidade, é já uma instituição em Hong Kong. O menu é extenso e uma refeição fica por cerca de 100 a 200 hong kong dólares.

    Dica: O Tim Ho Wan tem vários estabelecimentos espalhados por Hong Kong e o de Kowloon perdeu a estrela em 2016. Por isso para irem aos restaurantes que actualmente têm uma estrela dirijam-se ao de North Point ou ao de Sham Shui Po. 

    6 - EXPERIMENTAR O AFTERNOON TEA 

    Agora que já pouparam algum dinheiro não podem deixar de experimentar o afternoon tea em Hong Kong. Introduzido pelos ingleses, em Hong Kong o afternoon tea apresenta uma variedade de pequenas sandes, scones, bolinhos e chás que rivalizam com os de Londres.

    Apesar do afternoon tea do Peninsula ser o mais conhecido (tem uma banda ao vivo), o meu preferido é o do Hotel Intercontinental com vistas fabulosas de Victoria Harbour. O menu oferece uma mistura de chás chineses e continentais, para além de scones com geleia de chá verde (...mmm...estou a escrever isto e já quero voltar!) e de uma selecção de pequenas sandes e bolos (os meus preferidos são o bolo de chocolate e caramelo e o mil folhas com baunilha). Fica em 608 (em dias da semana) e 628 hong kong dólares (ao fim-de-semana e feriados) para duas pessoas. Normalmente se decidimos optar pelo afternoon tea set não almoçamos porque começa por volta das 14h e não teríamos fome depois.

    Outra boa opção é o afternoon tea do Mandarim Oriental, do Ritz, do Four Seasons e do Le Salon de Thé de Joel Robuchon (este último é o mais barato mas fica no centro comercial IFC não sendo tão agradável).

    Dica: se a vossa viagem passar por Macau, guardem a experiência do afternoon tea para aqui porque fica mais barato (o meu preferido em Macau é o do Mandarim Oriental).

    7 - VER O PÔR DO SOL NUM ROOFTOP

    Hong Kong tem rooftops com bares incríveis e na minha opinião não há nada melhor do que ver o pôr-do-sol num desses bares, a beber um cocktail/cerveja/vinho, e a ver as luzes a acenderem-se à nossa volta.





    Sugiro o Sevva (Princes Building, 25F, 10 Chater Rd) e o Armani/Privé (Landmark Chater, 3f, 8 connaught road), ambos em Central. 

    Depois dirijam-se a Soho ou LKF onde têm uma variedade enorme de restaurantes à vossa escolha, começando pelos hambúrgers do Beef & Liberty, que só usa "grass-fed meat" (3/f california tower, 20-32 aguilar street), até ao beef wellignton do Gordon Ramsay no restaurante Bread Street Kitchen.

    8 - APRECIAR A ARQUITECTURA DE EDIFÍCIOS QUE TORNAM HONG KONG NUMA DAS MELHORES SKYLINE DO MUNDO

    De entre os edifícios mais conhecidos, e que vale a pena ver, destaco os seguintes:

    - Bank of China Tower (com um distintivo design assimétrico para representar canas de bambu que simbolizam vitalidade e crescimento);



    - Two International Financial Centre (o segundo maior edifício de Hong Kong, com 88 andares, números auspiciosos na cultura chinesa);




    - Jardine House (com 1700 janelas circulares e uniformes);
    - Lippo Centre (com um design único que a mim me faz lembrar peças de legos mas que a maior parte das pessoas diz que lhes faz lembrar um koala a subir a uma árvore);




    - ICC (o edifício mais alto de Hong Kong, com 118 andares!); e
    - HSBC Tower (no topo do edifício pode-se ver duas estruturas que se parecem com "canhões" a apontar para o Bank of China, supostamente para balançar o mau feng shui que aquele edifício trazia).



    Se gostam de algo mais tradicional, recomendo a Chi Lin Nunnery, que foi reconstruída em 1990, seguindo o estilo da dinastia Tang. Os arquitectos seguiram o estilo tradicional chinês e não usaram pregos mas um sistema especial na ligação da estruturas de madeiras.  

    Dica: O Bank of China tem um observation deck no 43 andar que está aberto ao público.

    9 - FAZER UM DOS MUITOS TRILHOS DISPONÍVEIS

    Apesar de Hong Kong ser mais conhecida pelos seus edifícios, tem belíssimas praias e montanhas e os trilhos estão bem assinalados. 

    Um dos meus trilhos preferidos é o Dragon´s Back. A minha sugestão é que comecem na section 8 (o trilho inteiro é bastante grande mas esta porção demora apenas cerca de 2 horas). No fim do trilho podem ir até à praia de Big Wave Bay (mais uma hora a pé sensivelmente) ou apanhar um autocarro para a praia de Shek O (que é o que eu recomendo).





    Para chegar lá apanhem o metro e saiam na estação de Shau Kei Wan, Saída A. Caminhem até à Shau Kei Wan Bus Terminus (visível da saída do metro) e apanhem o autocarro 9. Saiam em Tei Wan, Shek O Road (não se preocupem, é aqui que sai quase toda a gente!)

    Dica: em Shau Kei Wan têm algumas lojas de conveniência por isso aproveitem para comprar água se ainda não o fizeram. À entrada do trilho não há nada. O meu conselho é que levem já água, barritas/fruta/trail mix, chapéu, corta-vento, protector solar e repelente de mosquitos. À entrada do trilho há uma casa de banho (quando eu fui estava limpa mas havia uma fila enorme) por isso se puderem ir a um café em Shau Kei Wan é melhor.

    * Para um roteiro personalizado, baseado nos vossos gostos e orçamento, contactem-nos através do nosso email.

    Já estiveram em Hong Kong? Se sim, o que mais gostaram? Se não, é uma cidade que esteja nos vossos planos?

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    Já aqui dei algumas dicas de como organizar uma viagem a Amesterdão, em que hotel fiquei e até falei de algumas curiosidades sobre esta cidade. Mas ainda não vos falei do que visitei e se gostei do que visitei. Como sou melhor em fotografias do que em palavras - penso eu de que... - decidi fazer um diário fotográfico daquilo que foi a minha viagem a Amesterdão. Espero que gostem. Se quiserem saber informações ao pormenor de algum dos locais por onde passei, podem sempre deixar um comentário no final da publicação.

    DIA 1 - Zaanse Schans



    Esta é, para mim, uma paragem obrigatória para quem passa por Amesterdão.
    Zaanse Schans é uma pequena aldeia onde encontram tudo o que há de mais típico da Holanda: socas, queijos, doces, moinhos, pessoas com trajes antigos e casas de madeira. Basicamente é um museu a céu aberto, mas com moradores e artesãos que ainda trabalham nos moinhos e nas oficinas. Alguns moinhos podem visitar sem qualquer custo (a entrada na aldeia não é paga), mas outros é preciso pagar para entrar. Eu não entrei em todos, porque infelizmente não apanhei bom tempo e faltou alguma paciência. Mas se tiverem a sorte de visitar Zaanse sem chuva, conseguem estar o dia inteiro por lá.
    Ouvi dizer que de Abril a Setembro existe um passeio de barco (como fomos em Março, também não apanhámos essa atracção). Outra coisa que é boa de ver nos dias de sol são os animais a passear pelos campos (cabras, vacas, ovelhas, patos, entre muitos outros) - é um óptimo atractivo para as crianças.


    COMO IR PARA ZAANSE SCHANS?
    De autocarro que vão apanhar na Centraal Station o The Rnet-bus 391. Este autocarro sai de 15 em 15 minutos e a duração da viagem é de 45 minutos. O preço do autocarro (Março/2017) foi de 10 euros por pessoa.


    O QUE VER EM ZAANSE SCHANS?
    Moinhos:
    Existem ao todo doze moinhos, cada um com o seu nome e especializado em produtos diferentes.
    De Huisman (especiarias);  Gekroonde Poelenburg (serraria); De Kat (especializado em pintura de moinhos); De Zoeker (óleo, tinta e cacau); Het Jonge Schaap (serraria); De Bonte Hen (óleo e é chamado o moinho da "sorte", por ter resistido a vários relâmpagos); De Os (movido a diesel, marca a transição do vento para outras fontes de energia); Het Klaverblad (o único moinho "oco" que é construído em cima de um celeiro); De Bleeke Dood (onde era moído o trigo para o pão, hoje em dia tem uma loja que vende farinha); De Ooievaar; Mini-mills on the Schans (dois moinhos em miniatura).

    Lojas, museus, casas e paisagens bastante fotografáveis. Conseguem-se perder por lá. Podem ver AQUI a listagem das atracções de Zaanse Schans.




























    Catharina Hoeve Farm


    Catharina Hoeve Farm


    Catharina Hoeve Farm


    Catharina Hoeve Farm. A melhor parte: degustação GRÁTIS. Podiam experimentar TODAS as variedades.


    Clog Workshop. Demonstração ao vivo de como as socas são feitas


    Clog Workshop.


    Clog Workshop


    Clog Workshop.







    No final não deixem de subir esta estrutura que se encontra mesmo à entrada da aldeia. Vão poder ter uma vista privilegiada de Zaanse.





    Todas as fotografias foram tiradas por mim e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    No "Em Foco" desta semana falamos com o João Almeida, um engenheiro electrotécnico que quer inspirar outras pessoas a viajar. Para isso criou o conhecido Grupo do Facebook Amantes de Viagens que conta quase com cem mil membros!

    NOTA: Todas as fotos deste post são do João e não deverão ser reproduzidas sem autorização.

    1 - Como te defines enquanto viajante?
    Sou mais uma espécie de turista-viajante, que como qualquer trabalhador dependente, tem férias limitadas durante o ano. Sou um turista, no sentido de visitar os principais sightseeing de cada destino, numa espécie de programa de viagem (limitado em número de dias). 

    Los Angeles (EUA), 2009

    Procuro ainda visitar os mercados e zonas menos turísticas. Interagir com a cultura local. São as grandes diferenças culturais que me despertam maior curiosidade. A Ásia, é o continente onde isso ocorre com maior frequência, como o caso de países como Índia ao Japão. Dois extremos opostos, tão diferentes e belos ao mesmo tempo. Um verdadeiro despertar dos sentidos, é aquilo que considero de mais fascinante ao viajar. Gosto de viajar em acompanhado ou em grupo, como um turista, mas por vezes também sozinho como um viajante. Tento absorver tudo aquilo que me rodeia, regressando a casa cansado fisicamente, mas com um equilíbrio mental e um perfeito bem-estar comigo mesmo. Viajar faz bem à nossa saúde!     

    2 - Qual foi a tua primeira viagem? Que memórias guardas dessa viagem?
    A minha primeira viagem foi com 8 anos, numas férias com os meus pais pelas várias regiões de Portugal (norte/centro do país) e norte de Espanha.

    A minha primeira viagem de avião foi realizada com 17 anos até Paris e ao parque da Disneyland. Fiquei fascinado com tudo aquilo que passei durante essa semana, desde os aeroportos, à cidade fantástica de Paris e ao mundo da fantasia da Disney. Segundo os entendidos, só recordamos cerca de 10% das nossas viagens, mas eu lembro praticamente uma boa percentagem de todos esses momentos.

    3- Qual foi a viagem que mais te marcou e porquê?
    Pode parecer cliché, mas todos os locais por onde passei tiveram sempre algo de especial. Costumo dizer que o simples facto de passarmos a fronteira e escutar uma língua diferente da nossa já é fascinante.

    As viagens que mais me marcaram, foram aquelas onde senti maior diferença cultural e onde tive um contacto mais próximo com as pessoas desse destino. Adorei o norte da Tailândia, onde tive a oportunidade de percorrer longos trilhos pela selva, e estar com as tribos locais; conviver com as tribos do norte do Vietname; com os berberes do deserto em Marrocos; ou as enormes diferenças culturais da Índia.

    Por outro lado, foi igualmente marcante, uma viagem de auto-caravana durante um mês pela Europa onde passei por 14 países. A viagem em 4x4 até Marrocos percorrendo o país de Norte a Sul, com a experiência de pernoitar no deserto, foi outro momento inesquecível.


    Marrocos, 2002

    Gosto bastante de metrópoles e, em particular de cidades como Nova Iorque, Rio de Janeiro ou Tóquio. Considero fascinante estar num local onde circulam milhões de pessoas, e observar a vida quotidiana e diferenças culturais nesses destinos.

    Rio de Janeiro (Brasil), 2016

    No caso de praia, tento normalmente conciliar com outro programa cultural. A viagem que mais me marcou foram as Maldivas pela sua beleza natural, que juntei o Sri Lanka igualmente fantástico.

    Maldivas, 2006

    São Tomé está também no topo das minhas preferências, com praias de difícil acesso e praticamente desertas, uma imensidão de verde, as roças, o bom peixe, e as pessoas que foram do mais fascinante que encontrei até à data.

    4- E aquela viagem que queres mesmo fazer e ainda não tiveste oportunidade?
    Uma das viagens que faz mais de uma década que penso em realizar e tem sido adiada consecutivamente, é um safari por África. Felizmente, vou concretizá-la já amanhã (à data desta entrevista estamos em Abril 2017), com voo marcado para Joanesburgo. Irei percorrer os principais parques naturais pela África do Sul, Botswana e Zimbábue. Será um overland de camião, e irei sempre acampar no decorrer da viagem. Não era exactamente nestes moldes, mas um objectivo em termos de percurso/locais a conhecer.
    Nos últimos anos, tenho mudado bastante os meus planos, talvez por estar diariamente pelo nosso grupo de facebook AMANTES DE VIAGENS, e de certa forma estar mais atento a tudo o que rodeia este mundo das viagens, o que me faz despertar o interesse em outros destinos e adiar alguns dos que gostaria de conhecer.
    Não tenho um plano concreto a médio prazo, mas gostaria de conhecer países como a China (principalmente a região de Hong Kong/Macau e Guilin); a Indonésia (Java, Sumatra, Bali), Irão, o caso do Dubai e a experiência de um cruzeiro.

    5 - Quais são as três coisas sem as quais nunca viajas?
    Cartão de crédito e algum dinheiro físico é uma prioridade. Uma vez na Tailândia, o meu cartão multibanco não funcionou e não levava dinheiro comigo. Tive a sorte de ir acompanhado e de ser financiado por um amigo no decorrer de toda a viagem.

    Chiang Mai (Tailândia), 2003

    A máquina fotográfica para registar os momentos da viagem para memória futura. Tenho por hábito criar um álbum após cada viagem com uma selecção de fotos, postais e alguns documentos que coloco em dossier. Continuo a gostar de ter algumas dessas recordações em papel, além do digital.
    O terceiro elemento que considero importante ao viajar, é o planeamento prévio, com algumas notas breves daquilo de devo ver/conhecer. Uma espécie de roteiro diário de viagem, com os principais locais a visitar. Não necessariamente ao detalhe. Não faço um estudo exaustivo do destino. Pontos principais, um breve resumo histórico do local e depois sigo à descoberta.  

    6 - Como concilias a profissão de engenheiro com o gosto de viajar, o site e as demais redes sociais? 
    Tenho muito gosto pela minha profissão. Sou licenciado em engenharia Electrotécnica, e trabalho numa multinacional americana que é líder no sector, ligada a bombas de água, para permitir a realização do transporte, a elevação e a movimentação de águas em diferentes aplicações.
    Criei o grupo de facebook AMANTES DE VIAGENS fez 7 anos. Considero que era algo que faltava no facebook, de ter a possibilidade de colocar questões relativas ao tema das viagens e ao mesmo tempo ajudar outros membros nas suas dúvidas ou questões com a experiência obtida nalguns destinos. Ao contrário de uma página de facebook, num grupo todos os membros têm de ser adicionados pelo seu administrador, o que é uma tarefa algo exigente. À medida que ganhamos maior visibilidade, as tentativas de algum novo membro, publicitar algo em seu benefício próprio (e não para o bem comum), tem levado a que muitos tenham sido excluídos ao longo destes anos.
    Infelizmente, com o rigor necessário, só assim é possível mantê-lo interessante, estando neste momento quase nos 100 000 membros, sendo o maior grupo de facebook em Portugal ao tema das viagens. O grupo é, de facto, aquilo que me ocupa mais tempo, pela necessidade de verificar diariamente como decorrem as publicações e necessidade de adicionar os novos membros. As outras redes sociais funcionam de modo mais automático, onde nalguns casos é possível programar as publicações que se pretendem realizar, como o caso das páginas de facebook.
    O site AMANTES DE VIAGENS é algo mais recente. Faz menos de dois anos que iniciei este projecto, onde pretendo inspirar as pessoas a viajar, dando dicas gerais sobre qualquer destino do mundo. Não é um blogue, não vai ao detalhe. São as dicas essenciais do que ver, fazer, onde ficar. 

    Istambul (Turquia), 2012

    No site podemos ainda encontrar bastantes dicas sobre PORTUGAL. É aqui que tenho focado em especial a minha atenção em divulgar o melhor do nosso país. Está separado por distritos e por categorias diversas. Conheço particularmente bem o nosso país, onde percorro com regularidade, em termos pessoais e profissionais. A nível profissional, faço largos milhares de quilómetros aos vários extremos do país durante todo o ano. Considero que temos um país fantástico, de norte a sul, e ilhas e sem dúvida um país que não deixa ninguém indiferente à sua beleza. Temos 900 kms de costa com belas praias, as planícies alentejanas, os parques naturais, a região nortenha, as cidades e aldeias históricas, o sol grande parte do ano, e uma gastronomia das melhores do mundo.

    São Miguel, Açores, 2016

    7 - Como surgiu a ideia de fundar o Grupo do Facebook "Amantes de Viagens" e o que pode uma pessoa esperar do grupo? Quais são os teus os teus projectos futuros?
    O grupo de facebook surgiu em 2010, quando comecei a pesquisar sobre grupos ao tema das viagens. Não encontrei nada que me pudesse esclarecer as minhas questões e decidi avançar nesse sentido. Este grupo permite aos membros colocar as mais diversas dúvidas relacionadas ao tema. Desde o planeamento, a troca de experiências de cada um, durante e depois do momento da realização dessa viagem. São bastante abrangentes os assuntos que por aqui encontramos. Desde questões relacionadas com a bagagem permitida em voos, aos vistos e vacinas, excursões recomendadas nos locais, as experiências obtidas em hotéis. Uma enorme variedade de recomendações para ajudar no planeamento de viagem de cada um de nós. Os membros ao longo destes anos têm sido exemplares, no fornecimento de informação útil a todos e sempre disponíveis a ajudar. Apesar de me terem como moderador, diariamente atento e na procura de manter o nível exigido para bem do nosso grupo, muito se deve o sucesso aos seus membros que têm compreendido o princípio deste grupo e colaboram de forma positiva.
    Quanto aos projectos futuros, para já não penso muito no assunto. O meu objectivo actual é manter o site AMANTES DE VIAGENS o mais completo possível, com o máximo de informação útil para todos e que seja uma inspiração para as pessoas viajarem mais.

     Siem Raep (Cambodja), 2008

    8 - Achas que a língua é uma barreira para viajar para um determinado país?
    Na actualidade, e com os diversos meios disponíveis, entendo que a língua não é nenhuma barreira para viajar. Existem imensas empresas dedicadas a viagens com guias que acompanham o grupo desde o país de origem do primeiro ao último dia. Na maioria dos principais destinos turísticos existem guias locais para diferentes línguas onde pode estudar previamente quais as possibilidades que vai encontrar no destino.
    O importante é desenhar detalhadamente aquilo que pretende visitar, traçar um roteiro, pegar num mapa e partir para o destino. A mímica também é algo que qualquer viajante utiliza em viagens (nomeadamente em locais remotos) e funciona bastante bem! J



     São Tomé, 2005


    9 - Se uma pessoa quiser viajar mas não tiver possibilidades económicas, qual o melhor conselho que lhe podes dar?
    O melhor conselho que posso dar a quem não tiver possibilidades económicas, é que comece por tentar conhecer o nosso país que é fantástico e tem uma enorme diversidade de paisagens e lugares.
    Pode pesquisar na sua área geográfica quais as actividades gratuitas que poderá usufruir sem gastar dinheiro. Sou morador do concelho de Sintra e aos Domingos todos os parques e monumentos de Sintra são gratuitos para os munícipes. Existem câmaras municipais que organizam passeios de autocarro e caminhadas pelo país igualmente de forma gratuita.
    Realizei alguns artigos para o site, onde dou algumas dicas para conhecer locais gastando pouco: “Lisboa- 150 opções grátis” ou “Londres- 35 opções grátis” são alguns exemplos.
    Se a intenção for viajar para fora do país, temos imensas ferramentas ao nosso dispor. Podemos colocar alertas de preços de voos ou utilizar os motores de busca, como o Momondo ou o Skyscanner, e viajar para diversas cidades europeias por muito pouco. Com o booking, pode escolher uma imensidão de alojamento ao preço que lhe seja aceitável.
    Vemos ultimamente alguns blogues que dão dicas de ir para destinos de praia incríveis em modo low-cost, algo que seria impensável à alguns anos atrás.
    Em 2014 fui até Tóquio, que é considerado por muitos como um dos locais mais caros do mundo e gastei 18€/dia num hotel-cápsula, e refeições de rua a 5-6€. O importante é pesquisar e poupar mesmo que seja pouco mensalmente.

    Tóquio (Japão), 2014

    Para ajudar nessa poupança, criei um artigo de dicas em “Como poupar dinheiro para viajar” onde existem 100 dicas úteis de como alcançar esse objectivo. Se for essa a sua vontade, e seguir nesse sentido, acredite e vai ver que consegue!   

    10 - Podes dar 3 dicas para quem quer começar agora a viajar? 
    Viajar é o melhor que levamos desta nossa (curta) vida! Ao viajar conhecemos novas culturas e costumes, enriquece-nos interiormente e aprendemos a ser mais tolerantes com os outros.
    Se for um jovem que está na fase final dos estudos e quer começar a sua vida profissional, faça um intervalo com um ano sabático, uma viagem de auto-caravana, de comboio em inter-rail ou voluntariado.
    Se for viajar sozinho, saiba que existem imensas pessoas que o fazem. Perca os medos, leia blogues que falam sobre o assunto e inspire-se nas suas experiências. Se pretender companhia, junte-se a um grupo de viagens de aventura, acompanhado de um Tour Líder.
    Faça novas amizades que partilhem dos mesmos interesses, e comece a viajar mais com a família e amigos.
    Consulte com regularidade o site amantesdeviagens.com e o grupo de facebook AMANTES DE VIAGENS, e inspire-se para o seu próximo destino. Boas viagens!

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    Abril é sem dúvida um mês especial em Sevilha: com a chegada da primavera toda a cidade cheira a azahar (flores de laranjeira) preparando-se assim para os dois grandes eventos do ano. Primeiro a Semana Santa (sobre a qual podem saber mais AQUI), e agora, duas semanas mais tarde, a Feria de Abril, também conhecida como Feria de Sevilha. 

    Tendo começado em meados do séc. XIX como um feira de gado e agricultura, foi-se transformado ao longo do tempo… Cada vez mais festa e menos trabalho! Hoje em dia resta apenas o seu lado festivo.

    Mas, tal como a Semana Santa, é uma festa sevilhana para os sevilhanos… e talvez seja um pouco complicado tirar 100% partido da Feria sem se conhecer alguém de cá. De qualquer forma, deixo aqui algumas dicas que considero essenciais para aumentar a percentagem de desfrute: 

    1. El Real de la Feria 

    É um enorme recinto na zona de Los Remedios, ao lado de Triana, reservado única e exclusivamente para a feira. Sim, durante o resto do ano não tem absolutamente nada, são 1.000.000 metros quadrados de terreno vazio no centro da cidade, que só tem utilidade durante 1 semana no ano! 

    Está dividido em duas grandes zonas: 
    - Zona principal, onde se situam as casetas (já lá vamos!). Esta zona está organizada com um sistema de ruas paralelas e perpendiculares, com nomes de toureiros famosos. 
    - Calle Infierno, que no fundo é uma grande feira popular – rodas gigantes, carrinhos e coche, barco pirata e tudo o que se tem direito! Para além disso também há postos de comida (churros, hambúrgueres, pizzas…) e até um circo. 
    Zona principal durante o dia. 

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Se puderem, a melhor forma de ir para a Feria é a pé (um sevilhano considera que se está a menos de meia hora vale a pena o passeio). Há autocarros especiais, táxis, e até metro mas normalmente as filas são enormes e vai tudo apertado estilo metro japonês em hora de ponta. Carro? Nem pensar! Arranjar um lugar a menos de 1 Km é milagre. 

    - Tendo isto em conta e o facto do que o recinto é enorme, convém escolher uns sapatos confortáveis. E que se possam limpar bem! Os passeios da zona principal estão feitos de albero (terra batida de cor dourada, usada normalmente nas praças de touros) – se chove mancha e se não chove levanta imenso pó. 

    - Cuidado com as carteiras na Calle Infierno: às vezes andam por lá alguns adolescentes parvos que procuram “patrocinadores” para a sua semana de festa! 

    - Perto da portada há um posto de informação que dá mapas do recinto. Convém andar com um para poder localizar as casetas às quais querem ir: têm todas nome e morada - nome da rua e número. 

    2. Portada 

    Antes do Real se situar em Los Remedios, o recinto da Feria era no Prado San Sebastian. Nessa altura, existia uma passarela pedonal elevada que, durante a feira, servia de porta principal de acesso ao recinto. No entanto, quando a retiraram em 1921, foi necessário começar a construir anualmente um elemento que marcasse a entrada. Com o passar dos anos, e especialmente a partir de 1949, as portadas começaram a ser cada vez mais monumentais e o seu desenho a ganhar maior importância.

    Actualmente é formada por uma enorme estrutura metálica e placas de madeira pintadas, e iluminada por milhares de lâmpadas. Todos os anos há um concurso com um tema diferente, mas sempre relacionado com a cidade (edifícios emblemáticos, acontecimentos históricos, etc.). AQUI podem ver as portadas escolhidas nos últimos anos. 

    O alumbrao, momento em que se acendem todas as luzes da portada, seguidas pelas do recinto - é um dos momento chave da feira, já que dá oficialmente inicio a uma semana de festa e poucas horas de sono! Acontece na primeira noite, conhecida como “noche del pescaíto”, já que os sevilhanos se reúnem nas suas casetas para jantar peixe frito. É à meia-noite em ponto de sábado para domingo!
    A portada desde ano, segundo depois do alumbrao! Ainda havia gente a bater palmas...

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Está construída mesmo em frente da Calle Asunción, sendo por isso esta rua a forma mais impressionante de chegar à feira. Além disso, como que se trata de uma rua pedonal, há muitas pessoas que vão parando pelo caminho e aproveitam para começar logo a comer e beber (é muito mais barato que no interior do recinto). 

    - A portada é um ponto de encontro escolhido por todos para se encontrar com amigos e conhecido. É portanto um mau ponto de encontro já que há sempre centenas de pessoas à procura de outras centenas de pessoas. Mais vale combinar noutro sítio! 

    - Devido ao seu grande tamanho, a portada começa a ser construída depois do natal, e o desenho escolhido causa sempre bastante expectativa. Este ano foi dedicada aos 25 anos da Expo de Sevilha e houve bastantes críticas à forma demasiado literal como o artista que ganhou o concurso interpretou o tema. Aparece a mascote, Curro, de asas abertas mesmo no centro, todo contente! 
    ¡Curro!

     3. Casetas 

    São recintos modulares limitados por paredes de lona (com riscas verdes e brancas ou vermelhas e brancas) e um tecto metálico, completamente desmontáveis. São bastante pequenas, cada módulo tem 4m de fachada e 6 de profundidade, embora algumas casetas mais “ricas” possam ser compostas por mais de um. Há cerca de 1050 casetas na feira de Sevilha, que não poderiam ser muito maiores ou o espaço ocupado pela feira seria a loucura! 

    Mesmo assim, cada caseta é sempre composta por duas áreas bem diferenciadas: a parte nobre, que é a que se vê desde o exterior e onde se dança, canta e se colocam mesas e cadeiras de verga típicas; e a parte traseira, geralmente separada da anterior por uma fina parede, e onde se encontra o bar, as cozinhas e as casas de banho. 

    O problema com a feira de Sevilha é que a maior parte das casetas são privadas (grupos de amigos, de empresas públicas e privadas, de organizações e até de irmandades de semana santa), sendo necessário ser sócio ou conhecer algum sócio para poder entrar. 

    No entanto, há algumas de livre acesso. Deixo aqui os nomes e moradas das principais: 

    * Distrito Nervión- San Pablo: Calle Costillares , 22 
    * Distrito Casco Antiguo: Calle Antonio Bienvenida, 97
    * Distrito Triana-Los Remedios: Calle Pascual Márquez, 153
    * Distrito Este: Calle Pascual Márquez, 215
    * Distrito Cerro-Amate: Calle Costillares, 82
    * Distrito Macarena-Norte: Calle Pascual Márquez, 85
    * Distrito Sur-Bellavista: Calle Ignacio Sánchez Mejías, 61
    * Caseta Turística: Calle Pascual Márquez, 225
    * Área de Fiestas Mayores: Calle Costillares, 13
    * “La de to er mundo”: Calle Costillares, 77
    * Partido Andalucista: Calle Juan Belmonte , 196
    * PP de Sevilla: Calle Pascual Márquez, 66
    * PSOE Andalucía: Calle Antonio Bienvenida, 79
    * La Pecera: Calle Pascual Márquez, 9
    * CC.OO. Sevilla: Calle Pascual Márquez, 81
    * UGT: Calle Antonio Bienvenida, 13
    * USO: Calle Curro Romero, 25


     Algumas dicas que não vêm nos livros:
    - Há ambientes muito diferentes nas várias casetas de entrada livre. Pessoalmente não gosto de ir às casetas dos Distritos, mas é questão de dar uma volta por todas, entrar e sair e ver qual a que gostam mais. A Caseta Turística é nova este ano! 

    - Algumas casetas privadas, se não estiverem cheias, deixam entrar. Falem com o porteiro com o vosso melhor sorriso. Talvez resulte! 

    3. Moda flamenca 

    O traje de flamenca ou de gitana é o vestido tradicional que as mulheres usam na feira. É o único traje tradicional no mundo que tem modas e de ano para ano sofre alterações! Em Sevilha realiza-se anualmente o importante Salón Internacional de la Moda Flamenca onde desenhadores famosos apresentam as suas propostas para esse ano (cores mais fortes, menos fortes, mais folhos, menos folhos, tipos de tecido, desenho…). 

    Os complementos são também muito importantes, como o mantón de Manila (xaile), os brincos e pulseiras, as flores no cabelo… até a forma como estas se colocam e o próprio tamanho das flores vai mudando com o tempo! 
    Sevilhanas vestidas a rigor.

    Cada vestido custa como mínimo 150€ e deve ser feito à medida para que fique justo, o que gera sempre algum stress nas sevilhanas que correm aos ginásios no principio de Abril para conseguirem caber no vestido do ano anterior. Segundo as minhas amigas é a melhor opção para ir à feira porque a) Não têm que pensar o que vão vestir b) É cómodo c) Não faz mal se se sujar com albero d) Com vestido, parece que danças melhor! Daí que a maioria das mulheres ande de traje o que dá fotografias muito giras! 

    Os homens só se vestem com traje típico se tiverem cavalo. E como os cavalos só andam pela feira de tarde, a partir do pôr do sol não vão ver nenhum homem com traje corto. 
    Traje corto, usado pelos homens, mas só pelos que têm cavalo!

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Normalmente quem não vai vestido de flamenca deve ir bem vestido. Para dar um toque “de feria” podem colocar uns brincos grandes ou uma flor no cabelo. Os homens devem usar camisa! 

    - Há algumas lojas que alugam vestidos de flamenca por dias, com acessórios incluídos e tudo. Custa cerca de 50€. A única que conheço não faz reservas por isso o melhor é estar lá à hora de abertura: "Flamenco y Mas" na Calle San Luis 116, perto do Arco da Macarena. Também me falaram de um nova en Los Remedios, perto da Feria, a "Estilarte", mas pessoalmente nunca fui lá. 

    4. Sevillanas… música e dança 

    As Sevillanas são um tipo de música e dança popular da Andaluzia, que podem ser encontradas em todas as suas feiras e romarias, especialmente na Feira de Sevilha. Mas até em casamentos há sempre o momento “sevillanas”! 

    É o baile regional mais dançado tanto em Espanha e como estrangeiro. Dança-se a pares e está divido em quatro partes distintas. A música é normalmente composta por voz e guitarras, e acompanhada por palmas. Como uma imagem vale mil palavras, aqui fica um vídeo a modo de exemplo:


    Mas na Feria de Sevilla não se dançam de forma tão profissional! Há quem saiba porque aprendeu em escolas, e há quem saiba porque ano após anos as dançou no Real, e há quem não saiba mas lá se arrisque a tentar uma ou outra com as instruções dos amigos (o meu caso!). 

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - Ninguém está a olhar para quem dança bem ou mal. Podem sempre tentar dançar uma outra. A feria é muito mais divertida quando se dançam sevilhanas!


    5. Comer y beber 

    Para além de dançar, a segunda coisa mais importante é comer e beber. Mas é preciso ter em conta que estamos em casetas desmontáveis, com cozinhas desmontáveis, portanto não fiquem à espera de muita escolha, extrema qualidade ou lugar sentado! 

    No que diz respeito à bebida, o mais típico era beber manzanilla (vinho fino de Sanlúcar de Barrameda)… que se fabrica mais ou menos como o vinho do porto e a que os ingleses chamam Sherry. No entanto, dado que tem um elevado teor alcoólico e que em Sevilha está muito calor, a bebida que mais se bebe actualmente é o Rebujito – mazanilla misturada com 7Up e muito gelo. Vende-se em jarros, e bebe-se em copos pequenitos como os de shot. 
    Um copo de Rebujito... 

    E quanto a comida, diria que o mais típico é tortilla de patatas, croquetas, revueltos (ovo mexido com vários ingredientes, dependendo da oferta), montadito de lomo (uma pequeña sandes tipo bifana), gambas e caldo de puchero (uma sopa parecida à nossa sopa de cozido). E claro, pratos de jamón e queso. Normalmente pede-se pratos grandes para dividir pelo grupo! 

    Para terminar a noite em grande, o mais normal é comer uns churros con chocolate ou bruñuelos. Há imensos postos espalhados pela feira e pelos seus arredores, sempre cheios! Para mim que sou gulosa, a melhor parte. 

    Algumas dicas que não vêm nos livros: 
    - É caro comer na Feria. Mais vale almoçar ou jantar fora e ir depois já sem muita fome. Mesmo assim, podem comer qualquer coisa na feira de qualquer forma. 

    - Cuidado com o rebujito. Parece doce e fresquinho mas engana!




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