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6800 milhas

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    Todos sabem já o que é um dim sum certo? Mas qual é a sua história? Como pedir? E quais os melhores restaurantes?

    Os restaurantes originais de dim sum nasceram em Cantão e eram pequenos estabelecimentos junto à estrada onde os trabalhadores paravam para descansar e beber chá. Com o passar do tempo, criaram-se  pequenos pratos para acompanhar o chá.

    Em Hong Kong e Macau, os dim sum começam a ser servidos desde as seis da manhã, sendo tradição as pessoas mais velhas reunirem-se depois do pequeno-almoço para comer dim sum. Ao fim-de-semanas as famílias também se costumam reunir para almoçar dim sum.



    Os dim sum são pequenas porções de comida servidas em cestos de bambu ou em pequenos pratos. Este tipo de almoço é melhor quando partilhado com amigos ou familiares para se poder pedir vários tipos de dim sum. Os dim sum são geralmente acompanhado com chá (eu gosto do chá de jasmim ou oolong), daí este tipo de refeição chamar-se yam cha (literalmente "beber chá"). 

    Se nunca experimentaram e quiserem fazê-lo comecem pelos mais populares. Se já experimentaram mas não sabem pedi-los, deixo-vos também o nome em mandarim/cantonense. Podem também mostrar as fotos  deste post. Adoro dim sums e até agora apenas conheci uma pessoa que não gostou de nenhum destes: 

    - Dumpling de camarão  蝦餃; xia jiao; ha gaau:  cozido a vapor e recheado com camarão



    - Shaomai 燒賣; shaomai; siu maai: cozido a vapor recheado com porco, camarão, gengibre e cebolinha. Geralmente em cima colocam ovas de caranguejo



    - Xiao long bao 小籠包; xiaolongbao; siu luhng baau: cozido a vapor, recheado com carne e com um caldo muito saboroso



    - Spring roll 春捲; chunjuan; cheun gyun: crepe frito recheado com vegetais como cenoura, couve, cogumelos e por vezes carne



    - Rolo de massa de arroz  腸粉; changfen; cheungfan: noodles de arroz cozidos a vapor, enrolados e recheados com carne ou camarão e vegetais e servido com molho de soja

    Ok, o aspecto pode ser um pouco duvidoso mas muita gente gosta. Eu não sou grande fã


    - Pão de porco assado 叉燒包; chashao bao; chasiu baau: recheado com porco assado. Pode ser cozido a vapor, sendo branco e fofo. Se quiserem antes que seja cozido no forno até ficar dourado então peçam antes por 叉燒餐包; chashao can bao; chasiu chaan baau






    - Pão doce (são geralmente a sobremesa) 奶皇包; nai huan bao; lai wong bau: recheado com um creme geralmente feito com ovos, açúcar, manteiga, amido de milho, leite e leite condensado.



    Estes também gosto muito mas não são tão conhecidos:

    - Dumpling de taro 芋角; yu jiao; wuh gok:  dumpling frito com taro, porco e cogumelos



    - Dumpling de nabo 蘿蔔酥; luo bo su; lo baak sou: dumpling onde o nabo é envolto em massa folhada frita

    Atenção que eu não sou fã de nabo por isso se digo que gosto é porque são mesmo bons :-)


    Os chineses também apreciam muito coisas como esta (as quais dispenso :-p):

    Patas de galinha

    DICAS:
    - nos restaurantes de dim sum junto ao prato costuma haver dois sets de fai chi (ou pauzinhos). Um deles é usado apenas para retirar os dim sum do cesto de bambu ou do prato e o outro é usado para comer. Se não sabem comer com pauzinhos, peçam talheres ao empregado de mesa.
    - sirvam sempre chá às outras pessoas na mesa, antes de encherem a vossa chávena. Se a pessoa que estão a servir estiver do vosso lado lado esquerdo, a vossa mão direita deve ser usada para segurar no bule e vice-versa. Se quiserem que o empregado encha o bule, deixem o bule destapado e a tampa na mesa.
    - procurem marcar mesa para o meio-dia que é quando há mais gente e os dim sum são feitos na hora.

    SABIAM QUE?
    Se prestarem atenção verão as pessoas a bater três vezes com os dedos na mesa para expressar gratidão quando alguém lhe serve chá. Este ritual começou com um imperador da dinastia Qing (1644-1911) que gostava de viajar e de se fazer passar por uma pessoa do povo. Numa ocasião, o imperador estava numa casa de chá com os seus oficiais e chegou a sua vez de servir o chá. Os seus oficiais não podiam aceitar essa honra sem dizer nada, mas também não podiam expressá-la sem revelar a identidade do imperador. Em vez disso, bateram três vezes com os dedos na mesa, uma para representar uma vénia com a cabeça e as outras duas os dois braços prostrados em adoração.

    MELHORES SÍTIOS EM MACAU PARA COMER DIM SUM:
    - Portas do Sol, Hotel Lisboa: é um dos mais antigos, a sala não é propriamente acolhedora mas os dim sums são na minha opinião dos melhores em Macau e o preço é muito acessível.
    - Lei Garden, Venetian: o espaço é um pouco barulhento mas os dim sum são deliciosos e os preços continuam a ser bastante acessíveis. O "crispy pork" deles é sensacional.



    - The Eight, Grand Lisboa: com um interior lindíssimo e intimista, é sem dúvida um dos meus preferidos. Tem mais de 50 dim sums, desde os mais tradicionais a outros com um toque mais criativo. Este ano ganhou a terceira estrela michelin. Senão: muito difícil arranjar mesa! Bem mais caro que os outros dois...

    MELHORES SÍTIOS EM LISBOA PARA COMER DIM SUM:
    - Grande Palácio Hong Kong:  a comida é o mais genuína que consegue ser desse lado do mundo. Não esperem uma sala lindíssima, o que conta são os dim sums. Já abriu também no Porto :-)
    - Dim Sum: fica ao pé do Parque dos Poetas, em Oeiras, e vem recomendado pela nossa colaboradora Isabel que viveu muitos anos em Macau, por isso só pode ser bom! :-). A sala é bem mais agradável que a do primeiro restaurante, grande, com luz natural e mesas espaçadas.

    P.S - por favor não chamem aos dim sum "raviolis chineses" :-p

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    Comecemos por um pouco de história e geografia: Sevilha é a capital da Andaluzia, sendo a quarta cidade espanhola em número de habitantes e terceira mais visitada por turistas estrangeiros (primeiro está Madrid e Barcelona… mas Sevilha é mais bonita!). É atravessada pelo rio Guadalquivir e foi um dos mais importantes portos do mundo durante o séc XVI e o centro económico do Império Espanhol onde afluíam todos os tesouros das Américas.

     Acabada a introdução, vamos então directos ao TOP 10:

    1. Catedral 

    Básico e essencial. Se só estiverem uma hora em Sevilha têm de entrar na catedral e subir à Giralda. É a maior catedral gótica do mundo, construída entre os séculos XV e XVI sobre a antiga mesquita da cidade, cujos restos ainda se conservam no Patio de los Naranjos (Pátio das Laranjeiras) e na Giralda (antigo minarete, hoje campanário). Em 1987 foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO.
    Em Agosto não está tempo para passeios de coche! 

    Alguns detalhes interessantes:
    - Os dois terços inferiores da torre correspondem ao minarete da antiga mesquita da cidade, de finais do século XII. Por isso tem 34 rampas suficientemente largas para permitir que o almuadem subisse a cavalo para convocar a população à oração.
    - A parte superior da torre só foi construída no século XVI como campanário e está coroada com uma estátua conhecida por “El Giraldillo”, que é no fundo um enorme catavento – o seu nome original é “Triunfo da fé cristã sobre o mundo muçulmano”. No total, é mais alta que o Big Ben!
    - No interior da catedral está o túmulo de Cristóvão Colombo. Será que é mesmo espanhol?

    A Giralda, a Catedral e o Patio de los Naranjos.

    2. Real Alcázar

    É um grande palácio fortificado, constituído por edificações de diferentes etapas históricas, desde vestígios islâmicos dos seus primeiros moradores, passando pela espectacular arquitectura mudéjar e gótica do período pós-reconquista cristã, até às partes renascentistas e barrocas de reformas posteriores. É o palácio mais antigo da Europa, já que hoje continua a alojar membros da Casa Real Espanhola quando estes visitam Sevilha. Os seus enormes jardins são os mais antigos da cidade. Tal como a Catedral, foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1987.
    Detalhe de uma janela mudéjar, e reflexo do Giraldillo.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - Para esta visita convém reservar bastante tempo, já que os vários palácios e os enormes jardins têm muito para ver. Aconselho o audio-guia, que embora um pouco caro, contem informação interessante sobre todos os espaços a visitar (sou arquitecta, gosto muito destas coisas!).
    - No verão há diariamente concertos de música ao ar livre nos jardins, à noite. Os bilhetes não são caros e podem comprar-se na porta ou pela internet (http://www.actidea.es/nochesalcazar2016/). Uma experiência única que permite visitar os jardins à noite.
    - Viciados na serie Guerra dos Tronos: preparem-se para entrar em Dorne!
    Eu estive em Dorne :)

    3. Archivo de Indias 

    Criado em 1785 pelo rei D. Carlos III com o objectivo de centralizar, num único lugar, toda a documentação referente às colónias espanholas.É, até aos dias de hoje, o maior arquivo de documentação relativa ao domínio espanhol da América Latina e Filipinas. É aqui que está guardada a cópia espanhola do Tratado de Tordesilhas!
    Este edifício é o terceiro deste grupo monumental a ser declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1987.
    A entrada de aspecto solene.

    Alguns detalhes interessantes: 
    - Apesar de tudo, o edifício não foi construído para ser um arquivo. Acho esta história bastante engraçada… Durante o período em que a cidade era a porta para a América, estava cheia de mercadores que, à falta de melhor sitio, faziam os seus negócios nas escadarias da Catedral (e no seu interior, nos dias de chuva). Na segunda metade do século XVI o Conselho da Catedral proibiu esta situação e os mercadores fizeram queixa ao rei Filipe II (primeiro de Portugal). Conclusão: em 1584 construiu-se um edifício novo, em frente da Catedral, para os negócios.
    - Os 3 edifícios declarados Património da Humanidade representavam os 3 poderes que governavam a cidade: religioso, político e económico.
    Ao fundo, a Catedral. E nas costas, o Alcázar. 

    Dicas que não vêm nos livros:
    - As exposições no interior vão mudando e por vezes é possível ver Tratado de Tordesilhas original.
    - A exposição permanente não tem muito interesse para quem vai estar pouco tempo em Sevilha, já que é bastante extensa e exaustiva. Mas, como a entrada é gratuita, podem entrar só para ver o edifício. Antes de iniciar a visitar podem aceder um curto e interessante vídeo sobre a história da cidade.

    4. Parque María Luisa e Plaza de España 

    O Parque Maria Luísa é o jardim público mais famoso da cidade. Inicialmente pertencia aos jardins privados do Palácio de San Telmo, mas o espaço foi cedido para integrar os terrenos da grande Exposição Ibero-Americana de 1929, celebrada em Sevilha.
    As obras realizadas para a Exposição têm um elevado interesse arquitectónico e paisagístico e, muitos dos pavilhões de então ainda se podem ver no interior do parque e nos arredores do mesmo. Os mais interessantes e maiores são os que se encontram na Praça da América, na zona sul do Parque: Pavilhão das Belas Artes (actualmente Museu Arqueológico) e Pavilhão Mudéjar (actual Museu das Artes e Costumes).
    Outras das grandes obras realizadas para esta Exposição foi a Praça de Espanha. É um grande espaço aberto, rodeada de um edifício semicircular estilo regionalista, que simboliza o abraço de Espanha às suas antigas colónias. De referir que, nos bancos ao longo de toda a fachada, aparecem representadas todas as províncias espanholas.
    Pavilhão Mudéjar entre jardins.

    Alguns detalhes interessantes: 
    - Alerta Cinéfilos: A Praça de Espanha foi utilizada como cenário em tantos filmes que a Academia de Cinema Europeu a elegeu como Tesouro da Cultura Cinematográfica Europeia. Exemplos: Lawrence de Arábia (1962) e Star Wars Episode II (2002).
    Plaza de España... Podería ser o Cairo ou Naboo.


    Dicas que não vêm nos livros:
    - Se visitarem Sevilha no verão, é melhor começar pela Praça de Espanha, bem cedinho. O facto de estar voltada a poente e praticamente não ter sombra a partir do meio-dia torna-a um verdadeiro martírio.
    - Para ver os jardins de forma rápida e divertida, podem alugar uns “carrinhos-bicicleta” para duas ou quatro pessoas! - Os museus poderão, caso tenham pouco tempo, ficar para outra oportunidade. Há outros espaços com exposições mais interessantes na cidade.

    5. Bairro de Santa Cruz

    O antigo bairro judeu medieval é um dos mais emblemáticos da cidade. As ruas estreitas e sinuosas, com as típicas casas pátio sevilhanas e varandas de ferro com flores aparecem em postais! Percam-se nas ruas (mesmo que não queiram, vão acabar por se perder mesmo) e descubram os encantos da cidade antiga.
    Calle Vida.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - Espreitem os pátios e entrem nas igrejas que nem sempre estão abertos. Aproveitem a oportunidade!
    - Se tiverem tempo, podem visitar o Hospital de los Venerables Sacerdotes. A capela é uma obra barroca espectacular.
    Ruas labirinticas desembocam, de repente, em praças.

    6. Plaza de la Encarnación / Metropol Parasol

    No verão em que cheguei a Sevilha (2005) começaram as obras na Plaza de la Encarnación, e só terminaram em 2013. Um projecto muito polémico na cidade, devido à duração da obra, ao dinheiro gasto e à solução arquitectónica escolhida, acabou por se tornar um ícone da Sevilha moderna. Pela sua forma peculiar, é localmente conhecido como Las Setas (os cogumelos).
    Trata-se de uma gigantesca estrutura de madeira, a maior do mundo neste material, com um miradouro enorme na parte superior a 26m de altura. Na parte inferior está o Antiquarium, onde se podem visitar os restos arqueológicos da época romana que se encontraram durante as obras. Las Setas não deixam ninguém indiferente. Amor ou ódio? A mim hoje não me apetece entrar em polémicas! :)
    Estructuras de madeira que parecem brinquedos.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - A melhor altura para subir é o pôr do sol. Se não conseguirem chegar a tempo, podem também subir à noite: está aberto até tarde e, se já viram Sevilha de dia da Giralda, vejam-na de noite desde aqui!
    - Os arredores da Praça são frequentados essencialmente por sevilhanos. Há bares, restaurantes, lojas sempre cheios a qualquer hora do dia. Voltarei a este tema num outro post, já que é das minhas áreas preferidas da cidade.
    Sevilha vista de cima, o horizonte marcado pela Giralda.

    7. Basílica de La Macarena
    La Macarena é a Virgem mais venerada em Sevilha. Em 1966 o Papa Paulo VI concedeu à sua igreja o título de Basílica Menor e, apesar do seu pequeno tamanho, é hoje conhecida como Basílica de Santa María de la Esperanza Macarena. No interior pode ver-se a imagem talhada do séc. XVII, que sai em procissão durante a Semana Santa.
    Em 2009 a Irmandade da Macarena abriu um museu onde expõe todo o espólio referente à Semana Santa. Na minha opinião é bastante interessante, e dá uma ideia de como vive a cidade essa semana (obviamente, o melhor é vir nessa altura, mas se não puderem... Já ficam com uma ideia de como é!).
    Detalhe do Arco da Macarena.

    Alguns detalhes interessantes:
    - Em frente da Basílica encontra-se o Arco de La Macarena. Uma das portas de entrada da muralha, a que se situava mais a norte da cidade. Alias, aqui podem ver um dos poucos restos da antiga muralha, incluindo alguns torreões.
    - Do outro lado da rua, encontra-se o Hospital de las Cinco Llagas, actualmente sede do Parlamento da Andaluzia. É um edifício renascentista com uma fachada monumental. É complicado conseguir visitar o interior dado tratar-se de um organismo público.
    Fachada poente do Parlamento da Andaluzia.

    8. Iglesia del Divino Salvador.

    Em Sevilha o que não faltam são igrejas, e poderia recomendar muitas mais. No entanto, o Salvador destaca-se por duas razões: por um lado o esplêndido interior, não só ao nível da arquitectura mas também dos espectaculares retábulos barrocos, e por outro lado pelo facto de ter acabado de ser restaurada.
    Plaza del Salvador vazia, por enquanto! 

    Dicas que não vêm nos livros:
    - A Plaza del Salvador é um dos pontos de encontro dos sevilhanos ao final da tarde e aos fins-de-semana. É o sítio ideal para tomar uma cerveza ou um tinto con limón, o espelho da verdadeira alma da cidade.

    9. Bairro de Triana

    Há t-shirt que dizem “Republica Independiente de Triana” e muitos trianeiros orgulhosos não se consideram sevilhanos. Brincadeiras à parte, o bairro de Triana, separado da cidade pelo Rio Guadalquivir é efectivamente diferente – tem arte! Aqui nasceram numerosos artistas do mundo taurino e do flamenco, pintores, escultores e ceramistas.
    Um museu bastante interessante é o Museu da Cerâmica, que mostra a relação directa do bairro com esta arte. Recomendo a visita!
    Puente de Triana, a primeira a unir as duas margens.

    Alguns detalhes interessantes:
    - Há demasiados, terei de dedicar um post inteiro a Triana! Acho que dá para ver de que lado do rio é que vivo ;)
    Museu da Cerâmica. Detalhes arquitectónicos.

    10. La Cartuja

    La Cartuja é uma área bastante extensa, os terrenos onde em 1992 esteve a Exposición Universal de Sevilla. Sim, há Pavilhões e jardins dessa época mas considero que o verdadeiro interesse de zona está no Monesterio Santa María de las Cuevas, conhecido como Monesterio de la Cartuja.
    Foi um importante mosteiro da Ordem dos Cartuxos, entre finais séc XV e princípios do séc. XIX. Em 1810, durante as invasões francesas, as tropas napoleónicas expulsarem os monges e utilizaram o edifício como quartel, deixando-o abandonado e destruído. Trinta anos mais tarde, o inglês Charles Pickman, compra o mosteiro e transforma-o em fábrica de cerâmica, construindo as enormes chaminés que marcam a sua estética até hoje. Agora é o Museo de Arte Contemporáneo de Andalucía.
    Religião... Indústria... Arte.


    Dicas que não vêm nos livros:
    - Por vezes tem exposições muito interessantes, mas mesmo que assim não seja, o espaço vale só por si.
    - Organizam-se vários eventos ao longo do ano: normalmente há jam sessions de jazz grátis aos domingos à tarde, e festivais de música nocturnos durante os meses de verão.
    "Alicia" , obra de Cristina Lucas. 


    Há muito mais para dizer sobre a cidade e reduzir tudo a um Top 10 foi complicado. Por exemplo, não se falou aqui de tapas. As tapas merecem um post só para elas… Ficam para os próximos episódios!


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    Amesterdão é aquele lugar da Europa onde toda a gente gostaria de ir um dia. E não é de admirar. É uma cidade encantadora. A arquitectura é bonita, está cheia de jovens e os canais dão um toque romântico à cidade. É uma cidade muito, mas muito turística. Não sei ao certo números oficiais. Mas posso dizer que mais de metade das pessoas que passaram por nós, não eram holandesas.
    Portanto, se queres ir a Amesterdão, mas não sabes muito bem por onde começar, deixo aqui algumas dicas que poderão ajudar-te. A publicação está cheia de links informativos. Não se esqueçam de entrar neles.

    - ÉPOCA BAIXA É MAIS BARATO (MAS NÃO HÁ TULIPAS)

    Se forem na época baixa, conseguem preços mais apelativos tanto nos voos como nos hotéis. Se quiserem ver a cidade com menos confusão de turistas, aproveitem esta época. No entanto, preparem-se para apanhar alguma chuva (mas não se preocupem: uma hora de chuva em Lisboa, equivale à chuva toda que apanhei em 6 dias de viagem a Amesterdão).
    No entanto, sendo Amesterdão conhecida pelas tulipas, têm que pensar se querem ir numa época onde não vão ver estas flores. As tulipas começam a florescer na primavera, portanto, se querem ter o prazer de ver os campos coloridos, têm que ir no final de Março. É também nesta época que abre o famoso Keukenhof, jardim das tulipas.



    - NEM SEMPRE AS VIAGENS LOWCOST COMPENSAM

    Se forem no inverno, acreditem que low cost vai sair mais caro. Nós marcámos a nossa viagem na easyJet, mas como era inverno, tivemos que levar roupa grossa, que ocupa muito espaço. No final foi necessário acrescentar uma mala de porão para conseguirmos levar a bagagem de todos. Se tivéssemos comprado um bilhete na TAP, tinha saído mais barato e teríamos direito a uma mala de porão para cada pessoa. Os horários também são mais flexíveis na TAP. Por exemplo, na Easyjet os aviões saem sempre às 18h20 de Lisboa. Tendo em conta que são quase três horas de viagem, e o facto de ser uma hora a mais que em Portugal, fez com que chegássemos à cidade por volta das 23h. Ou seja, pagámos uma noite de hotel sem termos usufruído da cidade.


    - FICAR MAIS PRÓXIMO DO CENTRO

    Se estiverem próximo da Centraal Station, conseguem movimentar-se por todo o lado com bastante facilidade. Até porque, os pontos turísticos são perto uns dos outros. Só saímos do centro por duas vezes para ir ao Estádio do Ajax e ao Zaanse Schans (no primeiro fomos de metro e no segundo um autocarro).


    - TRANSPORTES PÚBLICOS OU BICICLETAS?

    Os dois são muito práticos. Os transportes são uma boa opção para quem anda em grupo. O tram chega sempre a horas e têm várias paragens por toda a cidade.
    Mas para quem vai sozinho ou acompanhado por apenas uma pessoa, eu aconselho a experimentarem as bicicletas (vejam o link para saber onde podem alugar uma bike). A cidade é muito plana, sendo muito fácil e rápido chegar de uma ponta à outra (até mesmo a pé). Posso dizer que existem mais pessoas a andar de bicicleta do que de carro. É raro ver trânsito na estrada.
    Têm é que ter cuidado ao andarem de bicicleta, porque como não estão habituados, poderão levar com o mau feitio de um holandês mais apressado. Respeitem todos os sinais de trânsito. E nunca se esqueçam de colocar cadeado na vossa bicicleta (são dos objectos mais furtados na cidade).


    - CARTÃO I AMSTERDAM

    O I amsterdam card é uma óptima aquisição para quem quer ver muitos museus, fazer o passeio de barco e ainda incluir os transportes. Quem vai apenas para passear pelas ruas, lojas, cafés ou parques, este cartão não compensa. Aconselho a fazerem o seguinte: pesquisem os pontos turísticos que querem ver e façam as contas ao preço das entradas mais o preço dos transportes. Depois façam as contas ao preço do cartão consoante os dias que lá ficam (vejam sempre o site oficial para ver os preços e as ofertas, porque variam de ano para ano).
    Caso não existam muitos museus no vosso roteiro, poderá compensar comprarem o passe diário dos transportes (vejam aqui os preços dos passes) ou alugar uma bicicleta.


    - COMER LOWCOST

    Se quiserem poupar algum dinheiro na alimentação, aconselho a optarem por supermercados ou os FEBO.
    O supermercado onde fomos mais vezes, foi o Albert Heijn. É impossível não passarem por um estabelecimento destes. Há em todo o lado. Aqui a escolha é variada, como em qualquer supermercado. Mas por norma fazíamos a festa com uma sandes e um sumo de laranja natural.
    O FEBO atrai muitos turistas pelo facto de terem vários petiscos expostos numas portinhas de vidro, onde colocamos a moeda e retiramos o produto que escolhemos. É bastante prático. E posso dizer que comi croquetes vegetarianos e estavam divinais. Por norma também vendem hambúrgueres, batatas fritas, cachorro quente, entre muitos e variados petiscos para irem a comer.
    Se estas duas são as melhores escolhas? Se é a melhor alimentação? Não! Mas acreditem que são as que ficam mais em conta.



    - LEVAR CARTÃO DE DÉBITO OU CRÉDITO

    Como a Holanda faz parte da zona euro, podem pagar com o vosso cartão de débito sem qualquer taxa extra. E poderá ser bastante útil, porque existem vários lugares que não aceitam dinheiro. Por exemplo, um supermercado que tínhamos ao pé do nosso hotel só aceitava cartões. Também na loja I amsterdam onde comprámos o cartão que mencionei em cima, só aceitavam pagamento com cartão. Portanto, não se incomodem a levantar uma quantia enorme de dinheiro, porque poderão usar o vosso cartão sem qualquer problema.

    - PESQUISEM MUITO

    Apesar de ser uma cidade com grande variedade de ofertas culturais, nem tudo tem interesse ou valerá a pena perder tempo a visitar. Têm que fazer o roteiro consoante aquilo que vocês mais gostam, e não porque leram algures que passar x dias em Amesterdão têm que ir obrigatoriamente ao local x ou y. Por exemplo: eu não bebo cerveja, o grupo que foi comigo também não liga muito. Valeria a pena visitar o museu da Heineken? Fiz algumas pesquisas, e pelos vídeos que assisti, não me despertou muito interesse. Como tal, passei esse museu.
    Outro exemplo: apesar de ter adorado ler o Diário de Anne Frank, excluí a casa onde ela ficou escondida. Porquê? As filas são enormes. E pelas imagens que vi, não me pareceu de todo que valesse a pena esperar horas numa fila. Talvez tivesse mais interesse visitar o bairro onde ela viveu (e tem ainda mais interesse ler o livro - aconselho).

    - SE FIZERES ESCALA EM AMESTERDÃO

    E a escala for de algumas horas, aproveitem para visitar a cidade. A distância entre o aeroporto e a Centraal Station é muito curta (mais ou menos 15 minutos de comboio). Têm apenas que se dirigir à estação (que fica mesmo à saída do aeroporto) e procurar umas máquinas amarelas. Vai ser nestas máquinas que vão comprar o bilhete (ida e volta) para a Centraal Station. Depois é só procurarem nos ecrãs a plataforma correspondente (por norma é a 1 e a 2), e voilá. Os comboios estão sempre a passar, por isso, não perdem tempo na espera. Já fiz isso uma vez e correu tudo bem. Têm aqui um link com mais informações sobre este trajecto.


    Se ainda assim tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários que eu respondo a tudo o que puder. Se já lá foram e têm outras dicas para partilhar connosco, deixem também um comentário aqui em baixo.
    Espero que aproveitem bem estas dicas, e aguardem por mais publicações sobre esta maravilhosa cidade.

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    O Robuchon au Dôme é um dos meus restaurantes preferidos em Macau. Situado no 43º andar do Grand Lisboa, tem três estrelas michelin e uma vista privilegiada de Macau. Os empregados são extremamente atenciosos, a comida é excelente e os pratos parecem verdadeiras obras de arte. 

    Há pessoas que acham que ficariam com fome neste tipo de restaurantes porque as porções são muito pequenas. Mas tal não poderia ser mais enganador, a verdade é que depois do pão, dos vários pratos e dos petit four que acompanham o chá/café duvido que alguém fique com fome.

    Se visitarem Macau não deixem de aproveitar para passar por lá (para almoçar, reservem com pelo menos um mês de antecedência). Se vivem em Macau e ainda não experimentaram, espero que as fotografias vos convençam.

    Tive a oportunidade de ir lá no meu aniversário e não fiquei desiludida. Os empregados foram muito atenciosos sem, no entanto, estarem sempre em cima de nós. O vinho demorou mais a chegar à mesa, talvez por a escolha ter sido um vinho português?



    No início trazem este carrinho com vários tipos de pão para escolhermos duas ou três opções. A manteiga pode ser com ou sem sal. Aqui ficam um pouco aquém de outros restaurantes onde é possível escolher manteiga de ervas, por exemplo.



    Como era o meu aniversário optamos por começar com champanhe. Eu e a minha mãe decidimos experimentar o champanhe rosé e ficamos surpreendidas com o sabor de especiarias doces, que é muito agradável.



    Amouse-Bouche preparado pelo chef que não achamos nada de especial. A pipoca não conjugava de todo com o resto dos sabores na minha opinião.



    Para entrada optei pelo foies gras, que estava simplesmente divinal.



    A sopa era de abóbora e tinha uma textura aveludada maravilhosa. Para quem gosta, a de marisco é também excepcional e vem acompanhada de uns crocantes camarões.


    Como prato de peixe escolhi as vieiras com alcachofra e espuma de grão de bico. A minha mãe optou pela massa com lagosta e achou que o meu prato era mais saboroso. Eu que nunca pensei gostar de alcachofras e não sou fã de grão de bico fiquei agradavelmente surpreendida com a combinação.



    Como prato de carne, optei pelo peito de pato com castanhas. O pato não estava seco mas senti que faltava ali qualquer coisa. Fiquei com pena de não ter optado pelo porco ibérico que segundo o meu marido estava bem melhor.



    Para finalizar trouxeram este maravilhoso carrinho de sobremesas. Podemos optar por três sobremesas, embora eles não sejam nada rígidos. Se estivermos indecisos e quisermos quatro sobremesas, eles não colocam qualquer problema.


    Eu escolhi o folhado napolitano que é simplesmente a melhor sobremesa que eles têm (e atenção que eu não costumo gostar de folhados) e a tarte de chocolate.



    Mas depois achei que ainda não estava assim tão cheia (denial, denial, denial :-p) e resolvi pedir estas farófias que eram leves e fofinhas. 



    Com o chá ou café, ainda trazem este carrinho de petit fours...


    Neste momento já estava completamente a rebolar mas não poderia dizer não ao macaroon. Seria um autêntico desperdício.


    O restaurante tem este magnífico candeeiro na cúpula


    Interior do restaurante


    Interior do restaurante

    Ao almoço, o restaurante tem vários set menus:
    - por 688 patacas dá direito ao amuse-bouche, entrada ou sopa, um prato, queijo ou sobremesa e café ou chá; 
    - por 788 patacas dá direito ao amuse-bouche, entrada, sopa, um prato, queijo ou sobremesa e café ou chá;
    - por 888 patacas dá direito ao amuse-bouche, entrada, sopa, dois pratos (um de peixe e um de carne), queijo ou sobremesa e café ou chá.

    O bom: a sopa, o foies gras, as vieiras, as sobremesas e a vista
    O menos bom: o amuse-bouche e o pato
    O péssimo: nada!

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