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6800 milhas

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    A primeira vez que fui a Aveiro foi muito a correr e não vi grande coisa. Nesta segunda visita dediquei um dia a explorar a zona. Infelizmente o tempo não ajudou, porque estava bastante chuvoso. No entanto, consegui preparar-vos uma lista daquilo que considero interessante visitar nesta cidade. Retirando os dois últimos tópicos em que fomos de carro, tudo o resto fizemos a pé. O que é óptimo, porque entre ir e vir e arranjar lugar para estacionar, perderíamos imenso tempo.

    1) Praça Humberto Delgado e as quatro estátuas
    Estas quatro estátuas devem ser das coisas mais fotografadas em Aveiro. Simbolizam quatro figuras tradicionais da região: a Salineira, o Fogueteiro, a Parceira do Ramo e o Marnoto.


    2) Dar uma volta pela cidade e ver a arquitectura, os azulejos, a street art e os mercados de antiguidades.
    Aveiro tem diversos prédios de art nouveau (ao todo são 28) e muitos deles com azulejos inspirados neste estilo. Nunca vi tanto azulejo diferente por metro quadrado. Andem pela cidade com alguma calma e observem todos os pormenores. Encontram na Travessa do Tenente Rezende uma parede cheia de street art (olhem para cima, porque nem tudo está à medida do olhar).
    Como fomos a um domingo (4º domingo de cada mês), apanhámos também um mercadinho de velharias e usados.





    3) Visitar lojas tradicionais
    O que não falta são lojas a vender sal e ovos moles. Entrem numas quantas e vejam os produtos tradicionais da região. Eu visitei uma loja bastante simpática chamada Casa da Ria. Aqui poderão encontrar sal, flor de sal, sabonetes, produtos de beleza, ovos moles, espumantes, peças de artesanato, e muito mais.

    4) A melhor loja de velharias que já conheci
    A Porta Verde merece uma visita obrigatória. Até mesmo aqueles que, tal como eu, não ligam muito a velharias e a usados, vão adorar esta loja. Tem coisas que vos vão fazer lembrar a vossa infância, outras que vão querer trazer para decorar a vossa casa, e outras tantas que vão querer trazer para usar e vestir. Acreditem que a visita vale muito a pena. 



    5) Visitar a Oficina do Doce e comer ovos moles
    Nesta loja o interessante são os workshops e demonstrações do fabrico dos ovos moles. Aqui poderão ver o fabrico destes doces e ainda por mãos na massa. No final ainda têm oportunidade de experimentar uma destas iguarias da cidade. Fica situado na Galeria Rossio.
    No entanto, para comprarem para levar para casa, aconselho a visitarem a Pastelaria Latina, que tem bastante variedade de doces e são todos de óptima qualidade.

    6) Casa de chá do Museu Arte Nova
    Depois de passarem pelo Museu de Arte Nova, façam uma paragem na casa de chá que se encontra no piso térreo. É bastante acolhedora e tem um vitrina de bolos divinal.


    7) Andar de moliceiro
    Não é à toa que é considerada a Veneza de Portugal. Têm ao vosso dispor algumas empresas que fazem percursos pela ria de Aveiro (aproximadamente 45 minutos cada viagem). Aproveitem para apreciar o design dos barcos. Alguns têm imagens bastante engraçadas.




    8) Visitar as Salinas
    Não tive tanta sorte na minha visita como vocês poderão ver pelas fotografias. No entanto, e com bom tempo, poderão fazer uma visita que inclui ainda uma piscina salgada e um spa.


    9) Ir ao restaurante Gatupardo
    Numa pequena pesquisa pelos principais sites de avaliação, encontrei este restaurante que me pareceu interessante partilhar convosco.
    A comida é boa, mas o que mais me convenceu foi o espaço. Parece que entraram numa grande e sofisticada oficina de automóveis. À entrada encontrarão um Jaguar, que já por si atrai os amantes de carros. Mas para entrarem a 100% no espírito, escolham uma das mesas com antigos bancos de automóveis e apreciem as pinturas das paredes.





    10) Visitar a Costa Nova
    Quem teve azar nesta visita? Eu! Choveu quase sempre e não consegui visitar o farol nem todas as casinhas típicas que tanto queria ver. Mas não deixem de visitar a Costa Nova na vossa visita a Aveiro. Aproveitem e tirem meia dúzia de fotografias instagramáveis.








    E vocês? Ficaram curiosos por conhecer Aveiro?
    Já conhecem? Partilhem todas as vossas experiências connosco.

    Todas as fotografias foram tiradas por mim e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    É inegável que Hong Kong é uma cidade maravilhosa e uma das cidades da Ásia que mais atrai turistas. E é fácil perceber porquê: começando pela arquitectura moderna, passando pela espectacular skyline, templos tradicionais, mercados característicos, trilhos a perder de vista e gastronomia local, há algo para agradar a toda a gente.

    Nota: as fotos deste post são da autora e não deverão ser reproduzidas sem autorização.






    Mas uma vez em Hong Kong o que vale mesmo a pena fazer? 

    1 - FOTOGRAFAR HONG KONG DO VICTORIA PEAK

    Sim, é um local turístico e por uma boa razão. Se algo capta Hong Kong numa imagem, é a vista panorâmica do Victoria Peak. De dia e se não estiver nublado (eu não tenho tido muita sorte) conseguem ver os prédios mais icónicos de Hong Kong, Victoria Harbour e as montanhas dos Novos Territórios. De noite a vista para mim ainda é mais bonita com as luzes todas acesas.




    O Sky Terrace 428 é uma plataforma incrível com uma vista de 360º na Peak Tower. Mas se não quiserem pagar, a Peak Galleria também tem um observation deck gratuito.

    Para ir ao Victoria Peak geralmente as pessoas optam pelo Peak Tram cuja estação é facilmente acessível a pé a partir da estação de metro de Central (saída J2).




    Dicas:
    - Se a fila para o Peak Tram estiver muito grande, optem pelo Peak Circle Walk, são só 3.5km e vão surpreender-se com a vista ao longo do caminho. NOTA: é sempre a subir por isso pode ser cansativo para algumas pessoas;
    - No lookout de Lugard Road e no Lions Point View Pavillion têm vistas magníficas e menos turistas.



    Aviso: De 5 a 9 de Junho o Peak Tram não opera, estando fechado para manutenção.

    2 - VER A SYMPHONY OF LIGHTS A BORDO DE UM JUNCO TRADICIONAL

    A symphony of lights é um espectáculo multimédia de luzes e música que abrange mais de 40 edifícios da Victoria Harbour. Há cinco temas: Awakening, Energy, Heritage, Partnership e Celebration. Decorre todos os dias às 20h (em inglês às Segundas, Quartas e Sextas) e dura cerca de 13 minutos.

    Dica: geralmente os turistas rumam a Tsim Sha Tsui e vêm o espectáculo em frente ao Hong Kong Cultural Centre. Resultado: pode-se tornar caótico, especialmente durante o ano novo chinês ou na semana dourada! Uma maneira muito melhor de o ver é a bordo de um junco tradicional. Eu gosto da Aqua Luna que oferece cruzeiros de cerca de 45 minutos pela Hong Kong Harbour, com direito a uma bebida. O preço é razoável e os barcos são lindos. A vantagem de Tsim Sha Tsui é aproveitar para ver a Avenue of Stars mas sinceramente a menos que façam muita questão não vale a pena.

    3 -  APANHAR O TELEFÉRICO PARA O GRANDE BUDA

    Este teleférico parte de Tung Chung e a viagem dura 25 minutos (5.7km). Foi considerado uma das melhoras 10 experiências do Mundo e percebe-se porquê. A vista do teleférico é linda, especialmente a da ilha de Lantau.



    O teleférico faz a ligação à Ngong Ping Village onde fica o Bid Budda e onde é possível apanhar um autocarro até à tradicional vila piscatória de Tai O.



    O Big Buddha foi construído em 1993 e está sentado a 34 metros de altura, em direcção a Norte para olhar pela população chinesa. Os olhos, lábios, cabeça e a mão direita (que está levantada em sinal de benção) foram combinados para mostrar a humildade do carácter e dignidade do Buda, que levou 12 anos a ser construído.



    Subam os 268 degraus (Sim! 268!!!!) se acharem que vale a pena olhar os pormenores mais de perto.



    Oposto ao Buda fica o Po Lin Monestery que é um dos santuários mais importantes de Hong Kong. O restaurante vegetariano do mosteiro é muito popular.





    As duas maneiras mais fáceis de chegar lá:
    - de teleférico. Apanhem o metro até à estação de Tung Chung, saída B e caminham até à estação do teleférico.
    - de autocarro. Apanhem o metro até à estação de Tung Chung, saída B. Caminhem até à Tung Chung Town Centre e apanhem o New Lantau Bus 23 (demora 45 minutos).

    Aviso: até Junho/Julho de 2017, o teleférico está fechado para manutenção mas continua a ser possível ver o Buda.

    4 - VISITAR UM DOS MUITOS MERCADOS DA CIDADE

    Um dos mais conhecidos mercados e que atrai mais pessoas é o mercado nocturno de Kowloon, o Temple Street Night Market (Estação de Metro Yau Ma Tei, Saída C). Aí podem encontrar um pouco de tudo (tshirts, relógios, recordações, etc). 

    Dica: Para quem quer fazer este género de compras encontra coisas muito mais interessantes e únicas no Stanley Market (autocarro 6, 6A ou 260 que parte da Exchange Square Terminal).  Além disso, podem aproveitar para passear junto à praia e almoçar.



    A mim, no entanto, despertam-me mais a atenção aqueles mercados característicos de Hong Kong e que não se encontram tão facilmente noutras cidades. A ideia não é tanto comprar, mas sim deambular e observar a vida diária das pessoas. E fotografar claro!

    - Mercado das Flores (Mong Kong East Station, Saída C). Este mercado parece-se com um jardim enorme, especialmente bonito no ano novo chinês, quando se enche de plantas que simbolizam a boa fortuna;
    - Dried Seafood Market (Sheung Wan Station, Saída A2). Com mais de 50 anos, esta rua encheu-se agora com lojas a vender abalone e ouriço do mar (muito apreciados pelos chineses e que eu detesto. São iguarias que surgem em jantares de negócios e que eu tenho que me esforçar por comer para não ofender o anfitrião mas é difícil passar por cima da textura...)



    - Tung Choi Street Goldfish Market (Mongkok Station, Saída B3). O peixinho dourado é um símbolo de sorte para os chineses porque o primeiro caracter significa "ouro", enquanto o segundo soa a "jade";



    - Cat Street Market (Central Station, Saída D2) é um mercado de antiguidades. O nome é uma referência aos objectos roubados que costumavam ser vendidos aqui durante o século XIX. Os objectos eram chamados de "rat goods" e as pessoas que os compravam de "cats". 

    5 - COMER EM RESTAURANTES MICHELIN, COM PREÇOS BARATÍSSIMOS

    Até há pouco tempo o restaurante mais barato do mundo com uma estrela Michelin ficava em Hong Kong e chama-se Tim Ho Wan. O restaurante continua a ter uma estrela Michelin mas agora há um mais barato em Singapura. Não há reservas por isso preparem-se para esperar. A refeição fica por cerca de 30 hong kong dólares (!) e podem escolher entre cerca de 25 dim sum. O meu preferido é o cha siu baau, com recheio de porco. Se ainda não leram o nosso guia de sobrevivência para pedir dim sum cliquem AQUI.

    Outros restaurantes igualmente baratos, todos com uma estrela Michelin:

    - Ho Hung Kee - abriu pela primeira vez em Wan Chai em 1940 e é famoso pelos seus noodles e congee. Uma refeição fica entre 100 e 200 hong kong dólares
    - Kam´s Roast Goose - como o nome indica ficou famoso pelo seu pato assado, que é extremamente crocante e estaladiço. Uma refeição fica entre 50 e 150 hong kong dólares;
    - Lei Garden - com vários estabelecimentos espalhados pela cidade, é já uma instituição em Hong Kong. O menu é extenso e uma refeição fica por cerca de 100 a 200 hong kong dólares.

    Dica: O Tim Ho Wan tem vários estabelecimentos espalhados por Hong Kong e o de Kowloon perdeu a estrela em 2016. Por isso para irem aos restaurantes que actualmente têm uma estrela dirijam-se ao de North Point ou ao de Sham Shui Po. 

    6 - EXPERIMENTAR O AFTERNOON TEA 

    Agora que já pouparam algum dinheiro não podem deixar de experimentar o afternoon tea em Hong Kong. Introduzido pelos ingleses, em Hong Kong o afternoon tea apresenta uma variedade de pequenas sandes, scones, bolinhos e chás que rivalizam com os de Londres.

    Apesar do afternoon tea do Peninsula ser o mais conhecido (tem uma banda ao vivo), o meu preferido é o do Hotel Intercontinental com vistas fabulosas de Victoria Harbour. O menu oferece uma mistura de chás chineses e continentais, para além de scones com geleia de chá verde (...mmm...estou a escrever isto e já quero voltar!) e de uma selecção de pequenas sandes e bolos (os meus preferidos são o bolo de chocolate e caramelo e o mil folhas com baunilha). Fica em 608 (em dias da semana) e 628 hong kong dólares (ao fim-de-semana e feriados) para duas pessoas. Normalmente se decidimos optar pelo afternoon tea set não almoçamos porque começa por volta das 14h e não teríamos fome depois.

    Outra boa opção é o afternoon tea do Mandarim Oriental, do Ritz, do Four Seasons e do Le Salon de Thé de Joel Robuchon (este último é o mais barato mas fica no centro comercial IFC não sendo tão agradável).

    Dica: se a vossa viagem passar por Macau, guardem a experiência do afternoon tea para aqui porque fica mais barato (o meu preferido em Macau é o do Mandarim Oriental).

    7 - VER O PÔR DO SOL NUM ROOFTOP

    Hong Kong tem rooftops com bares incríveis e na minha opinião não há nada melhor do que ver o pôr-do-sol num desses bares, a beber um cocktail/cerveja/vinho, e a ver as luzes a acenderem-se à nossa volta.





    Sugiro o Sevva (Princes Building, 25F, 10 Chater Rd) e o Armani/Privé (Landmark Chater, 3f, 8 connaught road), ambos em Central. 

    Depois dirijam-se a Soho ou LKF onde têm uma variedade enorme de restaurantes à vossa escolha, começando pelos hambúrgers do Beef & Liberty, que só usa "grass-fed meat" (3/f california tower, 20-32 aguilar street), até ao beef wellignton do Gordon Ramsay no restaurante Bread Street Kitchen.

    8 - APRECIAR A ARQUITECTURA DE EDIFÍCIOS QUE TORNAM HONG KONG NUMA DAS MELHORES SKYLINE DO MUNDO

    De entre os edifícios mais conhecidos, e que vale a pena ver, destaco os seguintes:

    - Bank of China Tower (com um distintivo design assimétrico para representar canas de bambu que simbolizam vitalidade e crescimento);



    - Two International Financial Centre (o segundo maior edifício de Hong Kong, com 88 andares, números auspiciosos na cultura chinesa);




    - Jardine House (com 1700 janelas circulares e uniformes);
    - Lippo Centre (com um design único que a mim me faz lembrar peças de legos mas que a maior parte das pessoas diz que lhes faz lembrar um koala a subir a uma árvore);




    - ICC (o edifício mais alto de Hong Kong, com 118 andares!); e
    - HSBC Tower (no topo do edifício pode-se ver duas estruturas que se parecem com "canhões" a apontar para o Bank of China, supostamente para balançar o mau feng shui que aquele edifício trazia).



    Se gostam de algo mais tradicional, recomendo a Chi Lin Nunnery, que foi reconstruída em 1990, seguindo o estilo da dinastia Tang. Os arquitectos seguiram o estilo tradicional chinês e não usaram pregos mas um sistema especial na ligação da estruturas de madeiras.  

    Dica: O Bank of China tem um observation deck no 43 andar que está aberto ao público.

    9 - FAZER UM DOS MUITOS TRILHOS DISPONÍVEIS

    Apesar de Hong Kong ser mais conhecida pelos seus edifícios, tem belíssimas praias e montanhas e os trilhos estão bem assinalados. 

    Um dos meus trilhos preferidos é o Dragon´s Back. A minha sugestão é que comecem na section 8 (o trilho inteiro é bastante grande mas esta porção demora apenas cerca de 2 horas). No fim do trilho podem ir até à praia de Big Wave Bay (mais uma hora a pé sensivelmente) ou apanhar um autocarro para a praia de Shek O (que é o que eu recomendo).





    Para chegar lá apanhem o metro e saiam na estação de Shau Kei Wan, Saída A. Caminhem até à Shau Kei Wan Bus Terminus (visível da saída do metro) e apanhem o autocarro 9. Saiam em Tei Wan, Shek O Road (não se preocupem, é aqui que sai quase toda a gente!)

    Dica: em Shau Kei Wan têm algumas lojas de conveniência por isso aproveitem para comprar água se ainda não o fizeram. À entrada do trilho não há nada. O meu conselho é que levem já água, barritas/fruta/trail mix, chapéu, corta-vento, protector solar e repelente de mosquitos. À entrada do trilho há uma casa de banho (quando eu fui estava limpa mas havia uma fila enorme) por isso se puderem ir a um café em Shau Kei Wan é melhor.

    * Para um roteiro personalizado, baseado nos vossos gostos e orçamento, contactem-nos através do nosso email.

    Já estiveram em Hong Kong? Se sim, o que mais gostaram? Se não, é uma cidade que esteja nos vossos planos?

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    Todos sabem já o que é um dim sum certo? Mas qual é a sua história? Como pedir? E quais os melhores restaurantes?

    Os restaurantes originais de dim sum nasceram em Cantão e eram pequenos estabelecimentos junto à estrada onde os trabalhadores paravam para descansar e beber chá. Com o passar do tempo, criaram-se  pequenos pratos para acompanhar o chá.

    Em Hong Kong e Macau, os dim sum começam a ser servidos desde as seis da manhã, sendo tradição as pessoas mais velhas reunirem-se depois do pequeno-almoço para comer dim sum. Ao fim-de-semanas as famílias também se costumam reunir para almoçar dim sum.



    Os dim sum são pequenas porções de comida servidas em cestos de bambu ou em pequenos pratos. Este tipo de almoço é melhor quando partilhado com amigos ou familiares para se poder pedir vários tipos de dim sum. Os dim sum são geralmente acompanhado com chá (eu gosto do chá de jasmim ou oolong), daí este tipo de refeição chamar-se yam cha (literalmente "beber chá"). 

    Se nunca experimentaram e quiserem fazê-lo comecem pelos mais populares. Se já experimentaram mas não sabem pedi-los, deixo-vos também o nome em mandarim/cantonense. Podem também mostrar as fotos  deste post. Adoro dim sums e até agora apenas conheci uma pessoa que não gostou de nenhum destes: 

    - Dumpling de camarão  蝦餃; xia jiao; ha gaau:  cozido a vapor e recheado com camarão



    - Shaomai 燒賣; shaomai; siu maai: cozido a vapor recheado com porco, camarão, gengibre e cebolinha. Geralmente em cima colocam ovas de caranguejo



    - Xiao long bao 小籠包; xiaolongbao; siu luhng baau: cozido a vapor, recheado com carne e com um caldo muito saboroso



    - Spring roll 春捲; chunjuan; cheun gyun: crepe frito recheado com vegetais como cenoura, couve, cogumelos e por vezes carne



    - Rolo de massa de arroz  腸粉; changfen; cheungfan: noodles de arroz cozidos a vapor, enrolados e recheados com carne ou camarão e vegetais e servido com molho de soja

    Ok, o aspecto pode ser um pouco duvidoso mas muita gente gosta. Eu não sou grande fã


    - Pão de porco assado 叉燒包; chashao bao; chasiu baau: recheado com porco assado. Pode ser cozido a vapor, sendo branco e fofo. Se quiserem antes que seja cozido no forno até ficar dourado então peçam antes por 叉燒餐包; chashao can bao; chasiu chaan baau






    - Pão doce (são geralmente a sobremesa) 奶皇包; nai huan bao; lai wong bau: recheado com um creme geralmente feito com ovos, açúcar, manteiga, amido de milho, leite e leite condensado.



    Estes também gosto muito mas não são tão conhecidos:

    - Dumpling de taro 芋角; yu jiao; wuh gok:  dumpling frito com taro, porco e cogumelos



    - Dumpling de nabo 蘿蔔酥; luo bo su; lo baak sou: dumpling onde o nabo é envolto em massa folhada frita

    Atenção que eu não sou fã de nabo por isso se digo que gosto é porque são mesmo bons :-)


    Os chineses também apreciam muito coisas como esta (as quais dispenso :-p):

    Patas de galinha

    DICAS:
    - nos restaurantes de dim sum junto ao prato costuma haver dois sets de fai chi (ou pauzinhos). Um deles é usado apenas para retirar os dim sum do cesto de bambu ou do prato e o outro é usado para comer. Se não sabem comer com pauzinhos, peçam talheres ao empregado de mesa.
    - sirvam sempre chá às outras pessoas na mesa, antes de encherem a vossa chávena. Se a pessoa que estão a servir estiver do vosso lado lado esquerdo, a vossa mão direita deve ser usada para segurar no bule e vice-versa. Se quiserem que o empregado encha o bule, deixem o bule destapado e a tampa na mesa.
    - procurem marcar mesa para o meio-dia que é quando há mais gente e os dim sum são feitos na hora.

    SABIAM QUE?
    Se prestarem atenção verão as pessoas a bater três vezes com os dedos na mesa para expressar gratidão quando alguém lhe serve chá. Este ritual começou com um imperador da dinastia Qing (1644-1911) que gostava de viajar e de se fazer passar por uma pessoa do povo. Numa ocasião, o imperador estava numa casa de chá com os seus oficiais e chegou a sua vez de servir o chá. Os seus oficiais não podiam aceitar essa honra sem dizer nada, mas também não podiam expressá-la sem revelar a identidade do imperador. Em vez disso, bateram três vezes com os dedos na mesa, uma para representar uma vénia com a cabeça e as outras duas os dois braços prostrados em adoração.

    MELHORES SÍTIOS EM MACAU PARA COMER DIM SUM:
    - Portas do Sol, Hotel Lisboa: é um dos mais antigos, a sala não é propriamente acolhedora mas os dim sums são na minha opinião dos melhores em Macau e o preço é muito acessível.
    - Lei Garden, Venetian: o espaço é um pouco barulhento mas os dim sum são deliciosos e os preços continuam a ser bastante acessíveis. O "crispy pork" deles é sensacional.



    - The Eight, Grand Lisboa: com um interior lindíssimo e intimista, é sem dúvida um dos meus preferidos. Tem mais de 50 dim sums, desde os mais tradicionais a outros com um toque mais criativo. Este ano ganhou a terceira estrela michelin. Senão: muito difícil arranjar mesa! Bem mais caro que os outros dois...

    MELHORES SÍTIOS EM LISBOA PARA COMER DIM SUM:
    - Grande Palácio Hong Kong:  a comida é o mais genuína que consegue ser desse lado do mundo. Não esperem uma sala lindíssima, o que conta são os dim sums. Já abriu também no Porto :-)
    - Dim Sum: fica ao pé do Parque dos Poetas, em Oeiras, e vem recomendado pela nossa colaboradora Isabel que viveu muitos anos em Macau, por isso só pode ser bom! :-). A sala é bem mais agradável que a do primeiro restaurante, grande, com luz natural e mesas espaçadas.

    P.S - por favor não chamem aos dim sum "raviolis chineses" :-p

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