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    É inegável que Hong Kong é uma cidade maravilhosa e uma das cidades da Ásia que mais atrai turistas. E é fácil perceber porquê: começando pela arquitectura moderna, passando pela espectacular skyline, templos tradicionais, mercados característicos, trilhos a perder de vista e gastronomia local, há algo para agradar a toda a gente.

    Nota: as fotos deste post são da autora e não deverão ser reproduzidas sem autorização.






    Mas uma vez em Hong Kong o que vale mesmo a pena fazer? 

    1 - FOTOGRAFAR HONG KONG DO VICTORIA PEAK

    Sim, é um local turístico e por uma boa razão. Se algo capta Hong Kong numa imagem, é a vista panorâmica do Victoria Peak. De dia e se não estiver nublado (eu não tenho tido muita sorte) conseguem ver os prédios mais icónicos de Hong Kong, Victoria Harbour e as montanhas dos Novos Territórios. De noite a vista para mim ainda é mais bonita com as luzes todas acesas.




    O Sky Terrace 428 é uma plataforma incrível com uma vista de 360º na Peak Tower. Mas se não quiserem pagar, a Peak Galleria também tem um observation deck gratuito.

    Para ir ao Victoria Peak geralmente as pessoas optam pelo Peak Tram cuja estação é facilmente acessível a pé a partir da estação de metro de Central (saída J2).




    Dicas:
    - Se a fila para o Peak Tram estiver muito grande, optem pelo Peak Circle Walk, são só 3.5km e vão surpreender-se com a vista ao longo do caminho. NOTA: é sempre a subir por isso pode ser cansativo para algumas pessoas;
    - No lookout de Lugard Road e no Lions Point View Pavillion têm vistas magníficas e menos turistas.



    Aviso: De 5 a 9 de Junho o Peak Tram não opera, estando fechado para manutenção.

    2 - VER A SYMPHONY OF LIGHTS A BORDO DE UM JUNCO TRADICIONAL

    A symphony of lights é um espectáculo multimédia de luzes e música que abrange mais de 40 edifícios da Victoria Harbour. Há cinco temas: Awakening, Energy, Heritage, Partnership e Celebration. Decorre todos os dias às 20h (em inglês às Segundas, Quartas e Sextas) e dura cerca de 13 minutos.

    Dica: geralmente os turistas rumam a Tsim Sha Tsui e vêm o espectáculo em frente ao Hong Kong Cultural Centre. Resultado: pode-se tornar caótico, especialmente durante o ano novo chinês ou na semana dourada! Uma maneira muito melhor de o ver é a bordo de um junco tradicional. Eu gosto da Aqua Luna que oferece cruzeiros de cerca de 45 minutos pela Hong Kong Harbour, com direito a uma bebida. O preço é razoável e os barcos são lindos. A vantagem de Tsim Sha Tsui é aproveitar para ver a Avenue of Stars mas sinceramente a menos que façam muita questão não vale a pena.

    3 -  APANHAR O TELEFÉRICO PARA O GRANDE BUDA

    Este teleférico parte de Tung Chung e a viagem dura 25 minutos (5.7km). Foi considerado uma das melhoras 10 experiências do Mundo e percebe-se porquê. A vista do teleférico é linda, especialmente a da ilha de Lantau.



    O teleférico faz a ligação à Ngong Ping Village onde fica o Bid Budda e onde é possível apanhar um autocarro até à tradicional vila piscatória de Tai O.



    O Big Buddha foi construído em 1993 e está sentado a 34 metros de altura, em direcção a Norte para olhar pela população chinesa. Os olhos, lábios, cabeça e a mão direita (que está levantada em sinal de benção) foram combinados para mostrar a humildade do carácter e dignidade do Buda, que levou 12 anos a ser construído.



    Subam os 268 degraus (Sim! 268!!!!) se acharem que vale a pena olhar os pormenores mais de perto.



    Oposto ao Buda fica o Po Lin Monestery que é um dos santuários mais importantes de Hong Kong. O restaurante vegetariano do mosteiro é muito popular.





    As duas maneiras mais fáceis de chegar lá:
    - de teleférico. Apanhem o metro até à estação de Tung Chung, saída B e caminham até à estação do teleférico.
    - de autocarro. Apanhem o metro até à estação de Tung Chung, saída B. Caminhem até à Tung Chung Town Centre e apanhem o New Lantau Bus 23 (demora 45 minutos).

    Aviso: até Junho/Julho de 2017, o teleférico está fechado para manutenção mas continua a ser possível ver o Buda.

    4 - VISITAR UM DOS MUITOS MERCADOS DA CIDADE

    Um dos mais conhecidos mercados e que atrai mais pessoas é o mercado nocturno de Kowloon, o Temple Street Night Market (Estação de Metro Yau Ma Tei, Saída C). Aí podem encontrar um pouco de tudo (tshirts, relógios, recordações, etc). 

    Dica: Para quem quer fazer este género de compras encontra coisas muito mais interessantes e únicas no Stanley Market (autocarro 6, 6A ou 260 que parte da Exchange Square Terminal).  Além disso, podem aproveitar para passear junto à praia e almoçar.



    A mim, no entanto, despertam-me mais a atenção aqueles mercados característicos de Hong Kong e que não se encontram tão facilmente noutras cidades. A ideia não é tanto comprar, mas sim deambular e observar a vida diária das pessoas. E fotografar claro!

    - Mercado das Flores (Mong Kong East Station, Saída C). Este mercado parece-se com um jardim enorme, especialmente bonito no ano novo chinês, quando se enche de plantas que simbolizam a boa fortuna;
    - Dried Seafood Market (Sheung Wan Station, Saída A2). Com mais de 50 anos, esta rua encheu-se agora com lojas a vender abalone e ouriço do mar (muito apreciados pelos chineses e que eu detesto. São iguarias que surgem em jantares de negócios e que eu tenho que me esforçar por comer para não ofender o anfitrião mas é difícil passar por cima da textura...)



    - Tung Choi Street Goldfish Market (Mongkok Station, Saída B3). O peixinho dourado é um símbolo de sorte para os chineses porque o primeiro caracter significa "ouro", enquanto o segundo soa a "jade";



    - Cat Street Market (Central Station, Saída D2) é um mercado de antiguidades. O nome é uma referência aos objectos roubados que costumavam ser vendidos aqui durante o século XIX. Os objectos eram chamados de "rat goods" e as pessoas que os compravam de "cats". 

    5 - COMER EM RESTAURANTES MICHELIN, COM PREÇOS BARATÍSSIMOS

    Até há pouco tempo o restaurante mais barato do mundo com uma estrela Michelin ficava em Hong Kong e chama-se Tim Ho Wan. O restaurante continua a ter uma estrela Michelin mas agora há um mais barato em Singapura. Não há reservas por isso preparem-se para esperar. A refeição fica por cerca de 30 hong kong dólares (!) e podem escolher entre cerca de 25 dim sum. O meu preferido é o cha siu baau, com recheio de porco. Se ainda não leram o nosso guia de sobrevivência para pedir dim sum cliquem AQUI.

    Outros restaurantes igualmente baratos, todos com uma estrela Michelin:

    - Ho Hung Kee - abriu pela primeira vez em Wan Chai em 1940 e é famoso pelos seus noodles e congee. Uma refeição fica entre 100 e 200 hong kong dólares
    - Kam´s Roast Goose - como o nome indica ficou famoso pelo seu pato assado, que é extremamente crocante e estaladiço. Uma refeição fica entre 50 e 150 hong kong dólares;
    - Lei Garden - com vários estabelecimentos espalhados pela cidade, é já uma instituição em Hong Kong. O menu é extenso e uma refeição fica por cerca de 100 a 200 hong kong dólares.

    Dica: O Tim Ho Wan tem vários estabelecimentos espalhados por Hong Kong e o de Kowloon perdeu a estrela em 2016. Por isso para irem aos restaurantes que actualmente têm uma estrela dirijam-se ao de North Point ou ao de Sham Shui Po. 

    6 - EXPERIMENTAR O AFTERNOON TEA 

    Agora que já pouparam algum dinheiro não podem deixar de experimentar o afternoon tea em Hong Kong. Introduzido pelos ingleses, em Hong Kong o afternoon tea apresenta uma variedade de pequenas sandes, scones, bolinhos e chás que rivalizam com os de Londres.

    Apesar do afternoon tea do Peninsula ser o mais conhecido (tem uma banda ao vivo), o meu preferido é o do Hotel Intercontinental com vistas fabulosas de Victoria Harbour. O menu oferece uma mistura de chás chineses e continentais, para além de scones com geleia de chá verde (...mmm...estou a escrever isto e já quero voltar!) e de uma selecção de pequenas sandes e bolos (os meus preferidos são o bolo de chocolate e caramelo e o mil folhas com baunilha). Fica em 608 (em dias da semana) e 628 hong kong dólares (ao fim-de-semana e feriados) para duas pessoas. Normalmente se decidimos optar pelo afternoon tea set não almoçamos porque começa por volta das 14h e não teríamos fome depois.

    Outra boa opção é o afternoon tea do Mandarim Oriental, do Ritz, do Four Seasons e do Le Salon de Thé de Joel Robuchon (este último é o mais barato mas fica no centro comercial IFC não sendo tão agradável).

    Dica: se a vossa viagem passar por Macau, guardem a experiência do afternoon tea para aqui porque fica mais barato (o meu preferido em Macau é o do Mandarim Oriental).

    7 - VER O PÔR DO SOL NUM ROOFTOP

    Hong Kong tem rooftops com bares incríveis e na minha opinião não há nada melhor do que ver o pôr-do-sol num desses bares, a beber um cocktail/cerveja/vinho, e a ver as luzes a acenderem-se à nossa volta.





    Sugiro o Sevva (Princes Building, 25F, 10 Chater Rd) e o Armani/Privé (Landmark Chater, 3f, 8 connaught road), ambos em Central. 

    Depois dirijam-se a Soho ou LKF onde têm uma variedade enorme de restaurantes à vossa escolha, começando pelos hambúrgers do Beef & Liberty, que só usa "grass-fed meat" (3/f california tower, 20-32 aguilar street), até ao beef wellignton do Gordon Ramsay no restaurante Bread Street Kitchen.

    8 - APRECIAR A ARQUITECTURA DE EDIFÍCIOS QUE TORNAM HONG KONG NUMA DAS MELHORES SKYLINE DO MUNDO

    De entre os edifícios mais conhecidos, e que vale a pena ver, destaco os seguintes:

    - Bank of China Tower (com um distintivo design assimétrico para representar canas de bambu que simbolizam vitalidade e crescimento);



    - Two International Financial Centre (o segundo maior edifício de Hong Kong, com 88 andares, números auspiciosos na cultura chinesa);




    - Jardine House (com 1700 janelas circulares e uniformes);
    - Lippo Centre (com um design único que a mim me faz lembrar peças de legos mas que a maior parte das pessoas diz que lhes faz lembrar um koala a subir a uma árvore);




    - ICC (o edifício mais alto de Hong Kong, com 118 andares!); e
    - HSBC Tower (no topo do edifício pode-se ver duas estruturas que se parecem com "canhões" a apontar para o Bank of China, supostamente para balançar o mau feng shui que aquele edifício trazia).



    Se gostam de algo mais tradicional, recomendo a Chi Lin Nunnery, que foi reconstruída em 1990, seguindo o estilo da dinastia Tang. Os arquitectos seguiram o estilo tradicional chinês e não usaram pregos mas um sistema especial na ligação da estruturas de madeiras.  

    Dica: O Bank of China tem um observation deck no 43 andar que está aberto ao público.

    9 - FAZER UM DOS MUITOS TRILHOS DISPONÍVEIS

    Apesar de Hong Kong ser mais conhecida pelos seus edifícios, tem belíssimas praias e montanhas e os trilhos estão bem assinalados. 

    Um dos meus trilhos preferidos é o Dragon´s Back. A minha sugestão é que comecem na section 8 (o trilho inteiro é bastante grande mas esta porção demora apenas cerca de 2 horas). No fim do trilho podem ir até à praia de Big Wave Bay (mais uma hora a pé sensivelmente) ou apanhar um autocarro para a praia de Shek O (que é o que eu recomendo).





    Para chegar lá apanhem o metro e saiam na estação de Shau Kei Wan, Saída A. Caminhem até à Shau Kei Wan Bus Terminus (visível da saída do metro) e apanhem o autocarro 9. Saiam em Tei Wan, Shek O Road (não se preocupem, é aqui que sai quase toda a gente!)

    Dica: em Shau Kei Wan têm algumas lojas de conveniência por isso aproveitem para comprar água se ainda não o fizeram. À entrada do trilho não há nada. O meu conselho é que levem já água, barritas/fruta/trail mix, chapéu, corta-vento, protector solar e repelente de mosquitos. À entrada do trilho há uma casa de banho (quando eu fui estava limpa mas havia uma fila enorme) por isso se puderem ir a um café em Shau Kei Wan é melhor.

    * Para um roteiro personalizado, baseado nos vossos gostos e orçamento, contactem-nos através do nosso email.

    Já estiveram em Hong Kong? Se sim, o que mais gostaram? Se não, é uma cidade que esteja nos vossos planos?

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