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    Catarina em Praga

    A Catarina é portuguesa e neste momento é estudante universitária. Quando a conheci, foi em trabalho no ramo da fotografia. E foi através da fotografia que teve a oportunidade de viver e trabalhar em Praga por três meses. Ainda teve tempo para visitar outras cidades europeias, como conta nesta entrevista que poderão ler abaixo.

    1) Como surgiu a oportunidade de ires para Praga?
    A oportunidade de viajar para Praga sugeriu quando menos esperava.
    Ligaram-me quando estava eu de férias com a minha família. Nessa altura tinha dois telemóveis, mas raramente andava com um deles. Nesse dia por coincidência ou não, quando recebi a chamada da minha escola (ETIC Lisboa) a dizer-me que tinha sido uma das alunas convidadas/escolhidas pelo meu coordenador de curso para ir de Erasmus+ (3 meses), tinha os dois telemóveis comigo. Nessa altura ainda não sabia qual seria o meu destino.

    Catarina e o Castelo de Praga  
    Vista do Castelo de Praga
    2) Como foi a tua adaptação à cidade, à língua e aos costumes?
    Quando cheguei, dia 22 de Setembro, com mais duas raparigas da minha escola, não quis acreditar que aquilo estava realmente acontecer. Para além de ter sido a minha primeira viagem de avião (que correu muito bem e comecei adorar andar nele), não estava a acreditar que aquele país seria a minha casa durante três meses. Na altura até pensei que seria pouco tempo para fazermos tudo, mas não foi. Foi tempo suficiente para sentir a verdadeira saudade de casa, da família e dos amigos. Foi tempo suficiente para sentir saudades da minha língua, da moeda, dos costumes de Portugal e principalmente da comida.
    A minha adaptação não foi fácil. Tive uma semana de aulas de checo, para poder aprender o básico da língua, mas se hoje me perguntarem alguma coisa ou se me pedirem para falar, as únicas palavras que vão sair são: “Ahoj” (olá, informal), “Dobrý den” (olá, formal), “Prosím” (por favor), “Pardon” (Desculpe), “Děkuji” ou “Děkuju” (obrigada), “Na shledanou” (uma maneira de despedir alguém).
    Fui obrigada a desenvolver rapidamente o meu inglês, pois as respostas que tinha que dar iam por vezes mais além do meu conhecimento de inglês. Acabou por ser uma mais-valia, pois permitiu-me falar e viajar sozinha para outro país sem ter que levar um dicionário atrás ou um Google Translator. A adaptação à cidade foi fácil. Os transportes públicos estão muito bem pensados, existem inúmeros eléctricos que nos levam a qualquer canto da cidade, ou então basta apanhar o metro para chegarmos em pouco tempo ao destino.
    As pessoas nos cantos escondidos de Praga, onde não existe turismo, são frias e distantes, não gostam propriamente de falar ou de contactar com desconhecidos, não sabem inglês ou pelo menos não se esforçam a tentar ajudar. Infelizmente isto foi um problema, porque não só a “minha” casa estava num desses cantos ocultos, como também, por exemplo, um dia nas compras levei uma hora e pouco só para saber qual era o shampoo indicado para cabelos lisos, porque ninguém no supermercado quis ajudar-me. No fim não trouxe o certo porque as legendas das embalagens dos produtos estão todas em checo, húngaro e eslovaco.
    Nos transportes públicos não se ouve nenhuma pessoa a falar, e quando ouvimos é porque são turistas a passear ou estudantes como nós. Os animais de estimação são permitidos em qualquer lado: transportes públicos, shoppings, restaurantes, lojas de rua, etc. - a não ser que seja algum local especifico ou que tenha alguma placa de proibição. Acerca dos costumes não foi difícil. Algumas situações faziam-me confusão, mas com o tempo fui-me adaptando e adorando cada minuto passado naquela cidade. Houve momentos em que queria voltar para Lisboa, mas houve outros em que esse pensamento nem me ocorria.

    Praga - Charles Bridge (Ponte Carlos)

    3) Quais as maiores dificuldades nesses três meses que estiveste em Praga?
    Uma das dificuldades que tive foi adaptação ao inglês. Tinha muitas dificuldades em expressar-me tanto com quem nos acolheu, como com os nossos parceiros ingleses de casa (que tiveram connosco um mês, até virem os nosso dois colegas do Algarve) e com o meu chefe de estágio. Mas com o tempo e ajuda dos meus “irmãos” de casa fui melhorando e, com a experiência de Erasmus posso dizer que evolui bastante.
    Uma outra grande dificuldade foi o dinheiro. Fazer contas “à vida”, saber quanto poderia gastar em comida, quanto poderia gastar em viagens pela Europa e quanto poderia gastar em saídas e passeios.

    4) O que trouxeste de melhor desta viagem/experiência?
    É uma pergunta difícil, mas também muito geral. O que trouxe de melhor sem dúvida que foi o meu crescimento e a minha aprendizagem profissional na área de fotografia. 

    Praga - Vista das torres

    Praga - Vista das torres

    Praga - Vista das torres

    5) Se fosse hoje, terias escolhido de novo Praga para fazer Erasmus?
    Infelizmente ou felizmente não tive escolha com o destino, mas se convidassem-me novamente para ir de Erasmus, sem dúvida que diria que sim. Porque tanto poderia repetir os bons momentos como também tinha oportunidade de fazer coisas que ficaram pendentes.

    Praga 
    6) Imaginando que temos dois dias para ir a Praga: o que aconselhas a visitar?
    Felizmente Praga visita-se bem em dois/três dias, sem visitar museus. Mas sem dúvida que aconselharia a famosa Charles Bridge (Ponte Carlos), o castelo de Praga e a Catedral de S.Vito (lindíssima e majestosa). Aconselho também a Praça da Cidade Velha (onde fica o Relógio Astronómico), Monte Petřín, Antigo Cemitério Judaico, Dancing House e também a Praça Venceslau. Mas para além disso aconselho mesmo a visitar os parques e jardins, que são incríveis e mesmo muito bonitos, como por exemplo o Jardim Wallenstein e o Jardim Letná (no qual tem a vista completa da cidade e conseguimos ver as nove pontes que dividem Praga (uma delas a Charles Bridge).
    Não caiam no erro de subir às torres (que não é gratuito). Eles gabam-se que têm a melhor vista da cidade, mas é mentira. Caí pelo menos nesse erro três vezes. A vista mais bonita da cidade, situa-se num Miradouro que fica no Monte Petřín. Para conseguir-se ir lá temos de ir de Funicular.
    Já agora se tiverem curiosidade de sair à noite, não visitem os bares ou discotecas que se encontram nos guias turísticos, esses locais são perfeitos para vos “roubarem dinheiro” e vão acabar por não se divertirem. Vão ao bar Vzarkovna é um local fantástico e totalmente diferente do que estamos habituados a ver.

    Jardim Letná

    Jardim Letná

    Jardim Letná

    Jardim Letná
     
    7) O que consideras essencial ter na mala quando se viaja para Praga?
    Como não apanhei o Verão de lá vou acabar, se calhar, por não aconselhar tão bem, mas o calor deles é idêntico ao nosso portanto, o essencial é: t-shirts, vestidos, macacões e calções. Não podem esquecer-se do protector solar e de uns bons ténis para caminhar. Levar uma mala pequena, para facilitar nos passeios pela cidade, também ajuda.
    O inverno é que é muito diferente do nosso. É um frio seco que pode chegar aos vinte graus negativos. É essencial levar um bom casaco, de preferência de penas, mas por baixo do casaco uma camisola fina, porque qualquer local em que se entra está quente. Aconselho também umas boas botas, com umas boas meias quentes (isso é muito importante), gorros, luvas (muito importante) e gola/cachecol.

    8) É necessário uma carteira recheada quando viajamos para Praga ou conseguimos fazer uma boa vida com pouco dinheiro?
    Praga não é uma cidade cara, a moeda deles é a Kc (coroa), 27kc vale 1€. Claro que em certos museus, restaurantes ou cafés/esplanadas junto de espaços turísticos, os preços mudam. Eu sou uma pessoa de aproveitar ao máximo o que a cidade oferece, por isso gosto sempre de estar confortável com o dinheiro que tenho, sem estar sempre a fazer contas. Mas se visitarmos Praga em dois dias não precisamos de uma mala recheada.

    9) Tiveste oportunidade de conhecer outras cidades ao redor de Praga. Quais? O que mais te cativou em cada uma delas?
    Praga felizmente é uma cidade que se encontra no centro da Europa o que facilita muito a ida para outros países, a preços fantásticos.
    Um dos países que tive oportunidade de conhecer, por ter ganho (juntamente com outros colegas meus) um protejo de escola, foi Londres. Infelizmente como estava em Praga, esta viagem foi feita ao desconhecido. Os meus colegas partiram de Lisboa e a escola conseguiu-me arranjar bilhetes para eu partir de Praga. Até hoje penso e digo que não sei como tive coragem para ir sozinha de avião até Londres, apanhar um comboio durante uma hora até ao centro da cidade e ainda apanhar o famoso metro Londrino até ao hostel. Nessa altura não consegui ligar para nenhum professor ou colega meu, apenas tinha o meu famoso inglês para me ajudar. Felizmente em momentos de pânico ele funciona bastante bem e os londrinos foram muito prestáveis e ajudaram-me quando estava perdida.
    Não há muito para falar de Londres, infelizmente não tive oportunidade de conhecer muito, é uma viagem que espero fazer futuramente.
    As outras duas viagens que fiz pela Europa foram a Viena e a Berlim. Estas já fiz com os meus companheiros de casa e fiz de autocarro.
    Para Viena foram três a quatro horas e para Berlim foram cinco a seis horas. Deixo aqui o apontamento que os autocarros são baratíssimos e fantásticos, fornecem café, chocolate quente e outras bebidas, à borla, que são deliciosas - e com o frio que estava ainda souberam melhor. Também temos disponível, em cada lugar, televisão para que individualmente cada um possa ver um filme (até que são recentes), jogar, ouvir música ou então podermos ver em que local estamos e saber quanto tempo falta para chegarmos.
    Amei qualquer cidade que visitei, mas a que me deixou de boca aberta e a que me faz querer voltar mais tarde, é sem sombra de dúvida Berlim. O hostel que fiquei hospedada em Berlim foi o Mitte e em Viena foi o Do Step Inn.

    Londres

    Londres  

    Viena

    Berlim

    Berlim

    10) Qual seria para ti a viagem de sonho? Está nos teus planos para breve?
    Gosto muito de viajar portanto dar um local em concreto é difícil. Mas uma das minhas viagens de sonho é conhecer as ilhas de São Tomé e Príncipe e o Japão. São viagens que estão apenas em pensamento. Nada está para breve.

    Todas as fotografias foram tiradas pela Catarina e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    Há alguns anos que conheço a Catarina. E há alguns anos que ela me andava a dizer que devia ir a Macau. 
    A verdade é que fui adiando, não por ser uma viagem muito grande, mas porque não me despertava grande interesse. E por muitas vezes pensava que era um desperdício andar tanto tempo de avião sem passar pelo Japão. Ainda para mais, para ir a Macau onde não existia grande coisa para ver - pensava eu.
    Meus senhores e minhas senhoras, desenganem-se se pensam que não há nada de interessante para ver em Macau. Desenganem-se se pensam "ah ok, vamos a Hong Kong 15 dias e deixamos um dia para Macau". Não! Não façam isso. Macau não é feito apenas de casinos e hotéis. Na verdade, o que menos gostei de Macau foi mesmo essa parte "vegas style". O que me atraiu foi a parte mais tradicional. Gostei de andar pelas ruas e ver os vestígios dos portugueses; gostei dos templos; gostei dos restaurantes; gostei da confusão que há nas ruas e até achei piada às milhentas excursões de turistas da China continental.

    Dito isto, vocês perguntam-me: Kat, porque é que vale a pena visitar Macau?
    A Catarina já vos tinha mostrado 10 Razões para gostarem de Macau. Mas decidi fazer a minha publicação como turista. E aqui vão os meus dez tópicos:

    1) Vaguear pelas ruas sem problemas
    Não há nada melhor que andarem sem destino. E nunca, mas nunca se vão perder. Basta olharem para cima, procurarem o edifício do Grand Lisboa. Et voilà! É só caminharem em direcção ao edifício para chegarem ao centro. Para não falar que pareceu-me um local bastante seguro. Em momento algum tive medo de andar na rua.

    2) Locais fotografáveis
    É impossível andarem pelas ruas sem fotografarem ou instagramarem. Andem descontraidamente, sem pressas. Não andem a correr de um lado para o outro, porque não vão conseguir aproveitar. Com alguma paciência, vão conseguir óptimas fotografias de rua.


    3) A noite ainda é uma criança
    O anoitecer nestas cidades tem outro encanto. As luzes tornam-se o foco principal. E dependendo de onde estão, poderão aproveitar também para tirar boas fotografias. Os rooftops são óptimos locais para acabar a noite. Se estiver menos calor, existem também imensos bares com boa vista, modernos e aconchegantes.
    Se preferirem, podem ainda ver um dos muitos espectáculos que existem nos casinos/hotéis.


    4) Tradição asiática misturada com a portuguesa
    Entrem nos templos e vejam a parte mais tradicional de Macau. Mas claro, sempre com muito respeito, porque não deixam de ser locais de culto para eles.
    Apreciem ainda o que ficou dos portugueses. A calçada; os letreiros; a mistura de pessoas ocidentais e orientais; as lojas; os cafés e os quiosques. Existem ainda muitos traços portugueses em Macau. E é muito interessante sentirem-se um  pouquinho em casa, sabendo que estão num continente totalmente diferente do vosso.



    5) Rica em gastronomia
    Macau está cheia de bons restaurantes de todas as nacionalidades possíveis e imaginárias. Não pensem que vão encontrar apenas comida chinesa e portuguesa. Em Macau encontram de tudo. Tanto têm o mais tradicional como têm dos melhores restaurantes do mundo, com estrelas Michelin.


    6) O deslumbramento
    Tal como disse, os hotéis e os casinos não foram o que mais me atraiu em Macau. Mas a verdade é que ficamos deslumbrados com a grandeza destes edifícios. São todos monstruosamente imponentes. Cheios de luz, de brilho e de luxo. Querem ver lojas de grandes marcas? Estão no local certo.



    7) O moderno e o tradicional
    Que é uma das coisas que mais gosto na Ásia, no geral. Poderem estar num jardim tradicional, olharem em frente e verem prédios enormes. Poderem estar num templo calmo, darem dois passos e estarem numa rua movimentada. Isto para mim tem muito encanto.


    8) Andar a pé
    Conseguem ver quase tudo andando a pé. É tão bom quando estamos de férias e conseguimos ir a quase todo o lado andando. Claro que têm que apanhar transportes de vez em quando, mas na verdade, fica tudo muito perto.

    9) Proximidade a outras cidades asiáticas
    Do próprio aeroporto de Macau, fomos até Bangkok (cerca de duas horas e pouco), e através do jetfoil conseguem chegar a Hong Kong. Para não falar de outros voos para outras cidades asiáticas. Tendo em conta que sou vidrada na Ásia, seria óptimo morar em Macau ^^

    10) Porque temos amigos
    Foi a primeira vez que ficámos em casa de amigos. E foi muito bom. Ter amigos hospitaleiros é do melhor. E deixaram-me mal habituada, hehe.

    Todas as fotografias foram tiradas por mim e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    Depois da publicação sobre Fotografia em Viagem, decidi falar de outro tema muito abordado por viajantes que se preocupam com o registo fotográfico, mas que não lhes interessa muito se a fotografia tem qualidade suficiente para fazer um poster de um metro quadrado: fotografar com o telemóvel.
    Primeiro que tudo têm que perceber que um telemóvel por muita qualidade que tenha, não consegue substituir uma boa máquina. Eu trabalho com fotografia e todos os dias oiço pessoas a dizer "eu tiro fotografias com o telemóvel porque tem muito boa qualidade. Não me interessa andar com um peso enorme atrás". OK. São opções. Mas têm que perceber qual o potencial do aparelho que têm nas mãos.



    MEMÓRIA
    Regra número um: antes de viajar, limpar tudo o que não interessa do telemóvel / fazer backup de tudo o que é importante. Não vale a pena levarem fotografias no telemóvel, nem aplicações que não vos interessam para nada e só ocupam espaço.
    Se tiverem um Android, comprem cartões de memória extra. Se for IOS terão que enviar as fotografias para cloud ou ter uma pen (ou várias extra).


    CONFIGURAR A CÂMARA
    Não usem a pior qualidade só para poupar espaço. Coloquem sempre na melhor qualidade possível. Não se irão arrepender no momento em que fizerem crop a uma imagem ou quando forem imprimir para colocar no vosso álbum de férias.


    DÁ MENOS NAS VISTAS
    O bom do telemóvel é que dá menos nas vistas. Muitas vezes fui abordada porque não podia estar a fotografar com a máquina fotográfica, quando à minha volta estavam pessoas a fotografar com o telemóvel.

    SEMPRE À MÃO
    Como é leve e pequeno, basta colocar o telemóvel no bolso ou andar com ele na mão para não perder nenhum momento.



    FOTOGRAFIAS VOSSAS
    Se viajam sozinhos e não gostam de dar a vossa câmara a um estranho para vos fotografar, o telemóvel é o mais prático para conseguirem tirar as chamadas selfies. Os selfiesticks apesar de parecerem ridículos, por vezes são uma grande ajuda para vos conseguir captar e ao espaço envolvente.


    APLICATIVOS DE EDIÇÃO
    Existem imensos aplicativos que poderão usar para editar as vossas fotografias. Na maior parte das vezes eu uso o VSCO. Esta aplicação também vos permite ter maior controlo sobre a vossa câmara, pois é possível controlar aspectos como balanço de brancos, exposição e focagem.




    CUIDADO COM AS CAPAS
    Já apanhei no meu trabalho, pessoas a imprimir fotografias que estavam desfocadas na parte superior, ou que pareciam com uma névoa. Isto porque a capa do telemóvel estava a influenciar a qualidade da imagem.

    ZOOM
    Não conheço todos os telemóveis do mundo, mas no meu caso, evito o zoom digital do telemóvel. A fotografia vai ter menos qualidade (e é aí que entra também a minha ideia que um telemóvel não substitui uma câmara fotográfica).



    NÃO DESVALORIZAR O MOMENTO
    Uma vez que escolheram o telemóvel para registar as vossas viagens, tenham a mesma atenção que teriam com uma máquina fotográfica. Escolham os melhores ângulos, a melhor luz, o melhor momento para fotografar.

    COMPREM UM TRIPÉ
    Em algumas situações ter um tripé irá ajudar a que as vossas fotografias não fiquem tão tremidas. Os mini tripés são baratos e ocupam pouco espaço.

    LENTES ADAPTÁVEIS
    O bom de fotografar com o telemóvel é que facilmente colocam uma objectiva fisheye ou macro sem gastar muito dinheiro (comparado com uma objectiva para uma câmara fotográfica). No entanto, muitas delas reduzem a qualidade de imagem. Optem por comprar um kit de adaptadores numa loja especializada e se possível, peçam para experimentar.



    PRONTO A PUBLICAR
    Se são activos nas redes sociais, provavelmente fotografam tudo com o vosso telemóvel. É mais prático e rápido fotografar, editar e publicar de seguida. Se bem que hoje em dia muitas máquinas têm wi-fi para fazer conexão com os telemóveis, mas de qualquer das formas, poupam tempo a transferir imagens de um dispositivo para o outro.



    Eu não troco a minha máquina por nada. Claro que há momentos em que não me apetece andar com muito peso atrás, e a situação não é tão importante ao ponto de levar a máquina fotográfica. Mas em viagens não me passa pela cabeça fotografar apenas com o telemóvel.
    E vocês? Optam por viajar com uma máquina fotográfica ou preferem usar apenas o telemóvel?


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    Desde a minha última viagem ao Japão que tenho pensado muito nesta coisa de viajar e fotografar. Afinal eu quero desfrutar do local ou quero regressar com óptimas fotografias? Será que consigo conciliar as duas coisas? E cheguei à conclusão que quando não ligava tanto à qualidade de uma fotografia desfrutava mais da viagem. E vinha mais feliz com o registo fotográfico que tinha feito. Neste momento exijo muito de mim a nível fotográfico, o que atrapalha um pouco o meu estado de espírito durante e depois da viagem. Os problemas principais nesta última visita a Tóquio foram: falta de paciência (porque estava cansada por ter organizado o meu casamento); falta de pesquisa por novos locais; querer ver tudo e mais alguma coisa. Vim com poucas fotografias do meu agrado e muitas delas não representam aquilo que experienciei durante a viagem.

    Quer façam uma viagem para se divertirem ou para voltarem com boas fotografias, há que ter em atenção vários factores:

    * Decidir logo de início se vão passear ou se vão querer trazer um bom registo fotográfico
    OK. Dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Mas na segunda opção vão perder imenso tempo num local para poderem fotografar com calma. Isso implica que vão ter menos tempo para visitar outros pontos de interesse. Se simplesmente quiserem fotografias para recordar as férias, então estão mais virados para a primeira opção.



    * Aprende a usar o modo manual da máquina e a fotografar em RAW
    Em qualquer uma das opções da alínea anterior, aconselho a usarem o modo manual da máquina. Conseguirão corrigir a exposição, ter a profundidade de campo desejada, entre outras opções que não serão tão fáceis obter num modo automático. Fotografar em RAW também é muito importante para vos dar a possibilidade de editar a fotografia sem perder informação.



    * Andar com muito peso às costas ou optar por uma única objectiva
    Já vos imaginaram uma semana ou duas com uma mochila com 4kg às costas?  Se quiserem compensar o facto de não irem ao ginásio durante as férias, então levem todo o material que têm em casa. Mas se preferirem uma opção mais prática e menos pesada recomendo que levem apenas a vossa objectiva mais versátil. Devem questionar se todo o material extra que vão levar é essencial para obterem as fotografias que pretendem captar (exemplo: vale a pena levar a minha objectiva macro, quando durante a viagem toda apenas a utilizaria uma ou duas vezes?)

    * Baterias e cartões extra
    Não querem estar a fotografar e ficar sem bateria ou sem memória nos cartões, certo? Se tiverem um "dedo nervoso", vão precisar de muitos cartões de memória. Já devem ter uma ideia de quantas fotografias captam por cada dia de viagem, logo, levem os cartões necessários para não correrem o risco de ficarem sem fotografias dos últimos dias. Se não quiserem comprar vários cartões, podem sempre optar por levar um disco rígido e transferir as imagens quando chegam ao hotel (muitos hotéis disponibilizam computadores). Igualmente importante é levarem entre duas a três baterias: uma para uso, outra suplente e outra ficará à carga no hotel para usarem no dia seguinte.

    * Ter paciência e tempo para fotografar.
    Se a vossa intenção é trazer o maior número possível de boas fotografias, então vão ter que fazer um roteiro a pensar nisso. Não marquem mil visitas para o mesmo dia. Pensem que vão perder muito tempo no mesmo local.



    * Respeitar os locais e as pessoas que viajam convosco
    Uma das coisas que é importante ter em conta é que estão noutro país. As pessoas são diferentes e reagem de forma diferente ao facto de estarem a ser fotografadas. O melhor seria pedir autorização à pessoa (caso queiram fazer um retrato ou fotografar um estabelecimento comercial). Também há que ter em conta as pessoas que vão convosco de viagem. Se forem entusiastas da fotografia, não haverá muito problema, porque ambos irão parar várias vezes para fotografar. Mas se forem pessoas com pouca paciência, então vão ter que parar menos vezes pelo caminho. Se for importante, arranjem um dia em que cada um irá fazer o que bem lhe apetecer (já falei sobre isso aqui nesta publicação).



    * Pesquisar os melhores locais para fotografar: Instagram; Youtube: etc.
    Uma das coisas que eu faço antes de viajar é procurar locais interessantes por onde outras pessoas já passaram. Nada melhor do que o Youtube e o Instagram. Usem e abusem da pesquisa por hashtags.
    Aproveitem também essa pesquisa para não fazerem uma fotografia que já toda a gente fez.



    * Sair da zona turística.
    Conhecer pessoas da zona é bom para vos mostrarem locais menos turísticos. Os habitantes conhecem à partida, outros bons spots que não vêm nos roteiros. Aproveitem pequenas aldeias, zonas mais calmas. Fiquem algum tempo a contemplar a vida das pessoas. Poderão fazer boas fotografias de quotidiano se forem para locais menos turísticos.

    * Escolher o melhor horário
    Irão perceber durante a vossa pesquisa que alguns locais são mais fotogénicos ao anoitecer e outros ao início do dia. Por exemplo, querem subir à Torre de Tóquio de manhã, para poder tirar melhor partido da vista ou à noite para poderem fotografar a cidade toda iluminada? Tão importante quanto definir o que visitar, é escolher a melhor hora para o fazer.



    * Tirar notas daquilo que fotografam
    Uma das coisas que me arrependo é de não andar sempre com um bloco atrás e de não tirar notas dos sítios por onde passei e fotografei. É tudo muito fresco nos primeiros meses após a viagem, mas depois esquecemo-nos onde tirámos a fotografia, porquê que a tirámos e outras informações relevantes.

    Todas as fotografias foram tiradas por mim e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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