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    Há alguns anos que conheço a Catarina. E há alguns anos que ela me andava a dizer que devia ir a Macau. 
    A verdade é que fui adiando, não por ser uma viagem muito grande, mas porque não me despertava grande interesse. E por muitas vezes pensava que era um desperdício andar tanto tempo de avião sem passar pelo Japão. Ainda para mais, para ir a Macau onde não existia grande coisa para ver - pensava eu.
    Meus senhores e minhas senhoras, desenganem-se se pensam que não há nada de interessante para ver em Macau. Desenganem-se se pensam "ah ok, vamos a Hong Kong 15 dias e deixamos um dia para Macau". Não! Não façam isso. Macau não é feito apenas de casinos e hotéis. Na verdade, o que menos gostei de Macau foi mesmo essa parte "vegas style". O que me atraiu foi a parte mais tradicional. Gostei de andar pelas ruas e ver os vestígios dos portugueses; gostei dos templos; gostei dos restaurantes; gostei da confusão que há nas ruas e até achei piada às milhentas excursões de turistas da China continental.

    Dito isto, vocês perguntam-me: Kat, porque é que vale a pena visitar Macau?
    A Catarina já vos tinha mostrado 10 Razões para gostarem de Macau. Mas decidi fazer a minha publicação como turista. E aqui vão os meus dez tópicos:

    1) Vaguear pelas ruas sem problemas
    Não há nada melhor que andarem sem destino. E nunca, mas nunca se vão perder. Basta olharem para cima, procurarem o edifício do Grand Lisboa. Et voilà! É só caminharem em direcção ao edifício para chegarem ao centro. Para não falar que pareceu-me um local bastante seguro. Em momento algum tive medo de andar na rua.

    2) Locais fotografáveis
    É impossível andarem pelas ruas sem fotografarem ou instagramarem. Andem descontraidamente, sem pressas. Não andem a correr de um lado para o outro, porque não vão conseguir aproveitar. Com alguma paciência, vão conseguir óptimas fotografias de rua.


    3) A noite ainda é uma criança
    O anoitecer nestas cidades tem outro encanto. As luzes tornam-se o foco principal. E dependendo de onde estão, poderão aproveitar também para tirar boas fotografias. Os rooftops são óptimos locais para acabar a noite. Se estiver menos calor, existem também imensos bares com boa vista, modernos e aconchegantes.
    Se preferirem, podem ainda ver um dos muitos espectáculos que existem nos casinos/hotéis.


    4) Tradição asiática misturada com a portuguesa
    Entrem nos templos e vejam a parte mais tradicional de Macau. Mas claro, sempre com muito respeito, porque não deixam de ser locais de culto para eles.
    Apreciem ainda o que ficou dos portugueses. A calçada; os letreiros; a mistura de pessoas ocidentais e orientais; as lojas; os cafés e os quiosques. Existem ainda muitos traços portugueses em Macau. E é muito interessante sentirem-se um  pouquinho em casa, sabendo que estão num continente totalmente diferente do vosso.



    5) Rica em gastronomia
    Macau está cheia de bons restaurantes de todas as nacionalidades possíveis e imaginárias. Não pensem que vão encontrar apenas comida chinesa e portuguesa. Em Macau encontram de tudo. Tanto têm o mais tradicional como têm dos melhores restaurantes do mundo, com estrelas Michelin.


    6) O deslumbramento
    Tal como disse, os hotéis e os casinos não foram o que mais me atraiu em Macau. Mas a verdade é que ficamos deslumbrados com a grandeza destes edifícios. São todos monstruosamente imponentes. Cheios de luz, de brilho e de luxo. Querem ver lojas de grandes marcas? Estão no local certo.



    7) O moderno e o tradicional
    Que é uma das coisas que mais gosto na Ásia, no geral. Poderem estar num jardim tradicional, olharem em frente e verem prédios enormes. Poderem estar num templo calmo, darem dois passos e estarem numa rua movimentada. Isto para mim tem muito encanto.


    8) Andar a pé
    Conseguem ver quase tudo andando a pé. É tão bom quando estamos de férias e conseguimos ir a quase todo o lado andando. Claro que têm que apanhar transportes de vez em quando, mas na verdade, fica tudo muito perto.

    9) Proximidade a outras cidades asiáticas
    Do próprio aeroporto de Macau, fomos até Bangkok (cerca de duas horas e pouco), e através do jetfoil conseguem chegar a Hong Kong. Para não falar de outros voos para outras cidades asiáticas. Tendo em conta que sou vidrada na Ásia, seria óptimo morar em Macau ^^

    10) Porque temos amigos
    Foi a primeira vez que ficámos em casa de amigos. E foi muito bom. Ter amigos hospitaleiros é do melhor. E deixaram-me mal habituada, hehe.

    Todas as fotografias foram tiradas por mim e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    Todos sabem já o que é um dim sum certo? Mas qual é a sua história? Como pedir? E quais os melhores restaurantes?

    Os restaurantes originais de dim sum nasceram em Cantão e eram pequenos estabelecimentos junto à estrada onde os trabalhadores paravam para descansar e beber chá. Com o passar do tempo, criaram-se  pequenos pratos para acompanhar o chá.

    Em Hong Kong e Macau, os dim sum começam a ser servidos desde as seis da manhã, sendo tradição as pessoas mais velhas reunirem-se depois do pequeno-almoço para comer dim sum. Ao fim-de-semanas as famílias também se costumam reunir para almoçar dim sum.



    Os dim sum são pequenas porções de comida servidas em cestos de bambu ou em pequenos pratos. Este tipo de almoço é melhor quando partilhado com amigos ou familiares para se poder pedir vários tipos de dim sum. Os dim sum são geralmente acompanhado com chá (eu gosto do chá de jasmim ou oolong), daí este tipo de refeição chamar-se yam cha (literalmente "beber chá"). 

    Se nunca experimentaram e quiserem fazê-lo comecem pelos mais populares. Se já experimentaram mas não sabem pedi-los, deixo-vos também o nome em mandarim/cantonense. Podem também mostrar as fotos  deste post. Adoro dim sums e até agora apenas conheci uma pessoa que não gostou de nenhum destes: 

    - Dumpling de camarão  蝦餃; xia jiao; ha gaau:  cozido a vapor e recheado com camarão



    - Shaomai 燒賣; shaomai; siu maai: cozido a vapor recheado com porco, camarão, gengibre e cebolinha. Geralmente em cima colocam ovas de caranguejo



    - Xiao long bao 小籠包; xiaolongbao; siu luhng baau: cozido a vapor, recheado com carne e com um caldo muito saboroso



    - Spring roll 春捲; chunjuan; cheun gyun: crepe frito recheado com vegetais como cenoura, couve, cogumelos e por vezes carne



    - Rolo de massa de arroz  腸粉; changfen; cheungfan: noodles de arroz cozidos a vapor, enrolados e recheados com carne ou camarão e vegetais e servido com molho de soja

    Ok, o aspecto pode ser um pouco duvidoso mas muita gente gosta. Eu não sou grande fã


    - Pão de porco assado 叉燒包; chashao bao; chasiu baau: recheado com porco assado. Pode ser cozido a vapor, sendo branco e fofo. Se quiserem antes que seja cozido no forno até ficar dourado então peçam antes por 叉燒餐包; chashao can bao; chasiu chaan baau






    - Pão doce (são geralmente a sobremesa) 奶皇包; nai huan bao; lai wong bau: recheado com um creme geralmente feito com ovos, açúcar, manteiga, amido de milho, leite e leite condensado.



    Estes também gosto muito mas não são tão conhecidos:

    - Dumpling de taro 芋角; yu jiao; wuh gok:  dumpling frito com taro, porco e cogumelos



    - Dumpling de nabo 蘿蔔酥; luo bo su; lo baak sou: dumpling onde o nabo é envolto em massa folhada frita

    Atenção que eu não sou fã de nabo por isso se digo que gosto é porque são mesmo bons :-)


    Os chineses também apreciam muito coisas como esta (as quais dispenso :-p):

    Patas de galinha

    DICAS:
    - nos restaurantes de dim sum junto ao prato costuma haver dois sets de fai chi (ou pauzinhos). Um deles é usado apenas para retirar os dim sum do cesto de bambu ou do prato e o outro é usado para comer. Se não sabem comer com pauzinhos, peçam talheres ao empregado de mesa.
    - sirvam sempre chá às outras pessoas na mesa, antes de encherem a vossa chávena. Se a pessoa que estão a servir estiver do vosso lado lado esquerdo, a vossa mão direita deve ser usada para segurar no bule e vice-versa. Se quiserem que o empregado encha o bule, deixem o bule destapado e a tampa na mesa.
    - procurem marcar mesa para o meio-dia que é quando há mais gente e os dim sum são feitos na hora.

    SABIAM QUE?
    Se prestarem atenção verão as pessoas a bater três vezes com os dedos na mesa para expressar gratidão quando alguém lhe serve chá. Este ritual começou com um imperador da dinastia Qing (1644-1911) que gostava de viajar e de se fazer passar por uma pessoa do povo. Numa ocasião, o imperador estava numa casa de chá com os seus oficiais e chegou a sua vez de servir o chá. Os seus oficiais não podiam aceitar essa honra sem dizer nada, mas também não podiam expressá-la sem revelar a identidade do imperador. Em vez disso, bateram três vezes com os dedos na mesa, uma para representar uma vénia com a cabeça e as outras duas os dois braços prostrados em adoração.

    MELHORES SÍTIOS EM MACAU PARA COMER DIM SUM:
    - Portas do Sol, Hotel Lisboa: é um dos mais antigos, a sala não é propriamente acolhedora mas os dim sums são na minha opinião dos melhores em Macau e o preço é muito acessível.
    - Lei Garden, Venetian: o espaço é um pouco barulhento mas os dim sum são deliciosos e os preços continuam a ser bastante acessíveis. O "crispy pork" deles é sensacional.



    - The Eight, Grand Lisboa: com um interior lindíssimo e intimista, é sem dúvida um dos meus preferidos. Tem mais de 50 dim sums, desde os mais tradicionais a outros com um toque mais criativo. Este ano ganhou a terceira estrela michelin. Senão: muito difícil arranjar mesa! Bem mais caro que os outros dois...

    MELHORES SÍTIOS EM LISBOA PARA COMER DIM SUM:
    - Grande Palácio Hong Kong:  a comida é o mais genuína que consegue ser desse lado do mundo. Não esperem uma sala lindíssima, o que conta são os dim sums. Já abriu também no Porto :-)
    - Dim Sum: fica ao pé do Parque dos Poetas, em Oeiras, e vem recomendado pela nossa colaboradora Isabel que viveu muitos anos em Macau, por isso só pode ser bom! :-). A sala é bem mais agradável que a do primeiro restaurante, grande, com luz natural e mesas espaçadas.

    P.S - por favor não chamem aos dim sum "raviolis chineses" :-p

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    Lembram-se de ter dito AQUI que uma das coisas que gostava mais em Macau era o hot pot? Pois nem de propósito, este fim-de-semana, uma amiga minha chinesa de quem gosto muito, convidou-me para um hot pot na sua casa. 

    O hot pot consiste numa panela colocada no centro da mesa, na qual diversos ingredientes são colocados e cozinhados em lume brando. Os pratos típicos de hot pot são carne de boa qualidade, cortada muito fininha, muitos vegetais, cogumelos, dumplings, tofu e marisco. Normalmente, os ingredientes depois de cozinhados são comidos com um molho (alho, chili, salsa ou cebolinho, óleo de sesamo ou soja). O hot pot é característico do Inverno, quando está frio.

    A história do hot pot chinês tem mais de 1000 anos. O hot pot parece ser originário do tempo da Dinastia Jin, em que o ingrediente principal era carne, geralmente bife, cavalo ou carneiro. Espalhou-se depois pela China durante a Disnastia Song e estabeleceu-se como hábito cultural durante a Dinastia Yuan. Nessa altura, em determinadas regiões começou a comer-se marisco também.

    Os caldos variam, sendo que alguns são picantes. Há até panelas que têm uma divisão para que se possa colocar dois caldos diferentes.

    Este era muito simples, foi feito apenas com água, sal e vegetais mas estava delicioso. Deixo aqui o registo fotográfico para poderem ver e quem sabe fazerem na vossa casa. Venham ver!
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    Primeiro que tudo, quero dizer que gosto tanto de vocês que, passei 40 minutos numa fila para poder fazer esta publicação, haha. Pois é, fui uma das milhentas - e loucas - pessoas que foram à inauguração do novo espaço do Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT).

    Talvez pelo alarido todo que se tenha feito à volta do novo edifício, as pessoas foram um bocado 'enganadas' quanto ao conteúdo do seu interior. A verdade é que não valia a pena ir para ali no dia da abertura só porque não se pagava nada. Primeiro, porque aquilo tem apenas uma exposição lá dentro, e depois, porque vai ser gratuito até Março de 2017. Valeu a pena pela entrada grátis para ver as exposições no edifício do antigo Museu da Electricidade, ou seja, no edifício ao lado (no qual estive apenas 5 minutos na fila). Portanto, na minha opinião, por enquanto, o melhor que existe para ver no actual museu, é mesmo o edifício por fora, e a fantástica vista que se tem através da cobertura ondulante. De um lado, podem sentar-se nas escadas a observar a bonita cidade de Lisboa, e do outro, podem apreciar a paisagem com o Rio Tejo como cenário de fundo.
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    Em Macau, no décimo quinto dia do oitavo mês do calendário lunar (que calhou este ano no dia 15 de Setembro do calendário gregoriano), celebra-se o Festival da Lua, também conhecido como Mid-Autumn Festival.

    O nome do Festival está relacionado com a crença dos antigos chineses de que o movimento da lua tinha uma estreita relação com as mudanças das estações do ano e com a produção agrícola. Assim, para agradecer, faziam oferendas à lua em dias de Outono.

    Antes do festival as ruas de Macau são decoradas com lanternas coloridas e na noite do décimo quinto dia as famílias reúnem-se para jantar, oferecem uns aos outros bolos lunares e depois saem para contemplar a lua como manda a tradição.
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