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    Não sei se nasceram na época de 80, tal como eu. Mas ali entre os 80 e 90's eu considerava que andar de avião era uma coisa para pessoas bastante, mas mesmo bastante ricas. Tipo, uma coisa que eu nunca na vida iria alcançar. Quando somos crianças e não temos por hábito fazer alguma coisa, pensamos que aquilo não pertence ao nosso mundo. Que é inatingível.
    As minhas férias repartiam-se entre Algarve e Mangualde. Na altura até gostava de ir para o Algarve, porque ia com os meus primos e passávamos o dia todo na brincadeira. Mas Mangualde nunca foi a minha "cena". Considerava um lugar muito parado. Não se fazia nada. Com pouca coisa para fazer.


    Actualmente quando penso nos lugares que já conheci - que não foram muitos - dou por mim a ter pensamentos como "espero poder continuar a ter esta vida e nunca parar de conhecer novos lugares".  Mas melhor que tudo, é poder partilhar estes momentos com pessoas que amamos. Por norma viajo com o meu marido, mas o ano passado viajei pela primeira vez com os meus pais e irmão. Foi a primeira viagem de avião do meu irmão. Partilhar com eles estes momentos, foi muito prazeroso.

    Os anos 80 e 90 foram muito bons em variadíssimos aspectos. Mas a partir de 2006 passei a ser culturalmente mais rica. E quero continuar a ser e poder proporcionar estas experiências aos meus filhos, caso os venha a ter.


    Como foi a vossa infância? Viajaram muito? Que cidades conheceram enquanto crianças?

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    Vista do topo do "Diamond Head State Monument"  - Oahu


    Este ano novo chinês, tive finalmente oportunidade para ir a um dos meus destinos de sonho - o Hawaii - e decidi fazer aqui uma série de posts para partilhar com vocês as minhas dicas.
    Este é o primeiro de três posts, com dicas gerais mas essenciais para quem vai pela primeira vez. O  segundo será sobre Oahu e o terceiro sobre Maui.

    O Hawaii superou todas as minhas expectativas. Sempre esperei encontrar praias paradisíacas, mas não contava com montanhas e vulcões de cortar a respiração e acho que nunca comi tão bem numa viagem. A cultura riquíssima, com algumas influências portuguesas, foi também algo que me surpreendeu e que falarei mais tarde.

    Mas para que tudo corra bem, partilho com vocês as minhas dicas:

    1 - QUAL A MELHOR COMPANHIA AÉREA?

    Não há voos directos de Macau/Hong Kong para o Hawaii (nem de Portugal) por isso planeiem a viagem com antecedência para conseguirem perder o menos tempo possível em escalas (o ideal será uma escala em vez de duas).

    De Hong Kong, as melhores hipóteses são voar para Honolulu via Manila (Philippine Airlines), Tokyo (ANA ou Japan Airlines), Seoul (Korean Air, Asiana) e Guam (United). Geralmente, os voos partem à noite e chegam a Honolulu na manhã do dia anterior: ou seja ganhamos um dia. No entanto, no regresso a viagem é feita de dia e devem ter em atenção se chegam um ou dois dias depois (hello jetlag!).

    A viagem mais curta é por Guam, mas eu aproveitei uma promoção e optei pela ANA via Tokyo. Apesar das hospedeiras da ANA serem uma simpatia e as refeições não serem más, os aviões não são novos e o entretenimento é fraco. Para além disso, a funcionária do check in em Hong Kong foi extremamente incompetente, recusando-se a dar-me o bilhete de Tokyo para Honolulu, apesar de eu ter já lugar marcado. Limitava-se a dizer "o sistema não permite". A minha preocupação era a escala em Tokyo não ser muito longa mas o terminal de chegada e embarque é o mesmo. Por isso, se isto vos acontecer, fiquem descansados que não perdem o avião.

    Se optarem por ir por Guam, lembrem-se que o tempo de escala é mesmo muito curto e têm que passar na emigração porque estão a entrar nos EUA.

    2 - PRECISO DE VISTO PARA OS EUA?

    A maior dos países europeus (Portugal incluído) não necessita de visto para os EUA. Tudo o que necessitamos é de uma autorização para viajar. Trata-se de um sistema electrónico designado por ESTA (Electronic System for Travel Authorization). O ESTA requer-se online AQUI e basta fornecer os dados do passaporte, o vosso contacto e pagar 14 dólares. O ESTA é válido por 2 anos.

    No site oficial dizem que basta pedir o ESTA com 72 horas de antecedência mas o meu conselho é que o façam o mais cedo possível, porque se for negado terão que ir a uma embaixada ou consulado e às vezes demora semanas para se conseguir dia para ser atendido.

    À chegada a Honolulu, fazem-nos imensas perguntas (quantos dias vamos ficar, se viemos para trabalhar, se conhecemos alguém no hawaii, etc, etc) mas é tudo rotina por isso não se preocupem. No meu caso, não consegui fazer o procedimento nas máquinas automáticas disponíveis (deu erro) mas correu tudo bem. Por isso se passarem pelo mesmo já sabem que é normal e não há necessidade de entrar em pânico.

    3 - VALE A PENA ALUGAR CARRO?

    Na minha opinião, é imprescindível alugar carro. Há imensa coisa que vocês vão querer ver e não vão querer ficar dependentes de tours. Não há nada como pegar no carro e conduzir sem destino. Ir parando aqui e ali para ver vistas incríveis, descobrir praias desertas, falar com os locais, comer num sítio que nos chame a atenção.

    Eu escolhi a companhia Alamo porque era a que tinha preços mais atractivos. Já não é a primeira vez e fico sempre extremamente satisfeita. O procedimento de check in é rápido e a entrega não podia ser mais eficiente. Aconselho-vos a escolherem o seguro contra todos os riscos mas não vale a pena comprar o depósito de gasolina, uma vez que fica mais barato serem vocês a fazer o depósito antes da entrega do carro (não se esqueçam é de ir com tempo!). Têm também um shuttle bus gratuito do aeroporto até ao rent-a-car e vice-versa mas isso é prática comum com todas as companhias. Aluguem com antecedência, especialmente nas épocas altas porque os carros podem esgotar ou os preços ficarem excessivamente altos.

    No Hawaii são bastante relaxados a conduzir e é relativamente fácil orientarem-se. Não precisam de um carro muito grande. O meu marido, em Maui, optou por um Rangler (pela piada da coisa) mas não é fácil de conduzir e não era de todo necessário já que estradas estão em boas condições. Só diria para optarem por um Rangler (ou semelhante) se decidirem fazer estradas não alcatroadas (por exemplo, na estrada para Hana). Apesar de teoricamente não se poder levar o carro de aluguer para lá...


    O nosso carro em Maui - a matrícula diz "The Aloha State" 


    Aconselho-vos a comprarem cartão com internet, é extremamente útil por causa do google maps.  

    4 - É MELHOR FICAR NUM HOTEL OU OPTAR PELO AIRBNB?

    Os hotéis são extremamente caros, o que não é de admirar porque para além da taxa que estamos habituados, a maioria dos hóteis ainda cobra a chamada "resort fee" (20 a 30 dólares por noite!). Um hotel de luxo, custa entre 400 a 600 dólares por noite. Um hotel de 5 estrelas que ficaria na Ásia em 150 dólares por noite, custa no Hawaii o dobro.

    Para além disso, e ao contrário do que sucede em Maui, em Oahu o estacionamento não é gratuito e fica por cerca de 40 dólares por noite!

    Dica que não vem nos livros: por detrás do jardim zoológico em Waikiki podem estacionar gratuitamente.

    Portanto, a menos que encontrem uma excelente promoção, as melhores opções serão:
    - o Airbnb;
    - Apart-Hotel (com a vantagem de poderem cozinhar); e
    - Bed and Breakfast (para mim pessoalmente, uma melhor alternativa aos hostels).

    Reparem que vai haver tanta coisa para ver que não vão querer estar no quarto. Para além disso, quem precisa de piscina, com as praias paradisíacas que têm nas ilhas?



    Aston at the Whaler (foto do site oficial) - conseguimos uma óptima promoção neste apart-hotel


    5 - PRECISO MESMO DE DAR GORJETA?

    Se já estiveram alguma vez nos EUA, sabem que se costuma dar gorjeta, especialmente nos restaurantes. O mínimo é 12% e o máximo sugerido é 20%. A gorjeta vem inclusive calculada na conta. Confesso que esta prática/costume cultural foi algo que me surpreendeu na minha primeira visita aos EUA, especialmente porque torna o almoço/jantar muito mais caro e era algo com que não contava.

    A razão por detrás deste hábito é o facto de o empregado ganhar o salário mínimo e com as taxas o mesmo ficar reduzido a quase nada. Mas não deveria ser o empregador a suportar o custo? E se o serviço for mau é mesmo preciso dar gorjeta? Sinceramente não sei. Não há nenhuma lei que vos obrigue a fazê-lo e certamente torna-se mais fácil não dar se não planeiam regressar aquele restaurante!

    Quando estive na Califórnia, senti essa imposição. No Hawaii, não tanto. Inicialmente deixava o mínimo sugerido (12%). Mas à medida que a viagem foi avançando - e percebi o quanto estava a gastar a mais - optei por deixar muito menos que o mínimo ou não deixar nada se não gostei do serviço. Não se preocupem eles sabem que se não deixarem gorjeta é porque provavelmente são europeus (sim, a sério!).

    6 - É CARO?

    Vou ser brutalmente honesta: sim! O paraíso não é barato e a seguir aos voos, alojamento e carro, aquilo com que gastarão mais dinheiro será provavelmente com comida.

    A comida é absolutamente deliciosa e vão querer provar tudo, mas os restaurantes não são nada baratos. Uma refeição normal para duas pessoas num restaurante de custo médio anda à volta dos 70 dólares. Isto dito, eu comi uma poke bowl com peixe fresquíssimo por 10 dólares.

    Se forem aos sítios certos (mais sobre isto nos posts seguintes) e optarem por cafézinhos e food trucks fica muito mais em conta. Se ficarem num apart-hotel ou airbnb poderão ainda cozinhar algumas refeições simples e fazer piqueniques na praia ou montanha.

    Dica que não vem nos livros: Não vão à ABC Store que encontram em todo o lado, optem por um supermercado como o Safeaway que  é muito mais barato.

    7 - EXISTEM PRAIAS SÓ PARA OS HOTÉIS OU SÃO PÚBLICAS?

    Todas as praias são paradisíacas e públicas. Mas levem a vossa própria toalha (levem na mala se tiverem peso para isso, escusam de gastar dinheiro lá) e chapéu (conselho de quem apanhou um escaldão em apenas duas horas).

    As cadeiras e chapéus para alugar são caríssimos. No nosso apart-hotel, em Maui, as cadeiras disponíveis para hóspedes estavam sempre ocupadas e alugar duas cadeiras e um chapéu ficava por 60 dólares por dia. Em Waikiki pediram-nos o mesmo.

    Se planearem fazer snorkeling (e acreditem vão querer fazer em Hanauma Bay) levem pelo menos a vossa própria máscara. Não só poupam dinheiro (gastei 20 dólares) como escusam de estar a usar algo já usado por outras pessoas... Se não levarem (porque não têm ou não querem), pelo menos peçam uma nova "mouth piece". Vão-me agradecer depois :-)

    8- QUAL A MELHOR ALTURA PARA IR?

    Apesar de termos ido no final de Fevereiro e termos tido sorte com o tempo (apenas um dia de chuviscos e uma tarde de chuva torrencial e trovoada) os meses com mais chuva ("inverno") são Novembro a Março e os meses mais secos são Junho a Setembro ("verão").

    Dica que não vem nos livros: No Verão e Natal está bom tempo mas são as férias dos miúdos, o que significa que vai haver muito gente e os preços vão estar muito mais altos. Evitem! Em termos gerais, os melhores meses são fim de Abril, Maio, Setembro e Outubro.

    9 - QUAIS AS ILHAS QUE DEVO VISITAR?

    Depende! Depende do que procurarem! Se tiverem tempo, vão a todas :-) Mas lembrando que para ver duas ilhas, deverão ter o mínimo de 10 dias. Duas semanas será perfeito para ver duas ilhas, máximo três.

    Eu estive em Oahu e Maui mas gostaria de voltar para visitar, por exemplo, a Big Island. Oahu foi a ilha onde aterrei. Maui escolhi por ter tanto praias lindas como cenários dignos de Marte (vulcão). De brinde quando lá fui, era a época das baleias!


    Baleias em Maui (mais fotos no post de Maui)


    Entre as duas ilhas voamos na Hawaiian Airlines. O avião é muito básico (a cadeira nem reclina) mas o voo nem 1 hora dura! É literalmente levantar e aterrar. No aeroporto, existem umas máquinas muito práticas onde vocês mesmo podem fazer o check in mas atenção que vão de pagar se levarem mala de porão (nós pagamos 25 dólares).

    10 - DEVO PLANEAR TUDO COM ANTECEDÊNCIA?

    De maneira nenhuma. O Hawaii é para relaxar, aproveitar e gozar sem demasiados planos. Apenas vos aconselho a reservar os bilhetes para Pearl Harbor (caso façam questão de lá ir - e devem!) e o luau (6 meses antes, pelo menos).

    Eu queria experimentar um luau, apesar de todos me dizerem que era muito turístico. Como queria uma experiência o mais autêntica possível, a minha única escolha foi o Old Laihana Luau. Como só me decidi quatro dias antes, estava cheio. Pedi para me colocarem na lista de espera e disseram-me que havia cerca de 50 pessoas à minha frente. A minha sorte foi que no dia H estava a chuviscar e houve muitos cancelamentos.

    O luau tem sempre um espectáculo e um buffet com bebida à descrição. A comida era óptima (kalua pork cozinhado durante horas debaixo da terra), as pessoas foram super simpáticas e gostamos bastante do espectáculo. Isto dito, se for a vossa primeira vez e não tiverem tempo não vão, não é nada do outro mundo.

    Espectáculo no Old Laihana Luau


    ALOHA e até ao próximo post!

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    Catarina em Praga

    A Catarina é portuguesa e neste momento é estudante universitária. Quando a conheci, foi em trabalho no ramo da fotografia. E foi através da fotografia que teve a oportunidade de viver e trabalhar em Praga por três meses. Ainda teve tempo para visitar outras cidades europeias, como conta nesta entrevista que poderão ler abaixo.

    1) Como surgiu a oportunidade de ires para Praga?
    A oportunidade de viajar para Praga sugeriu quando menos esperava.
    Ligaram-me quando estava eu de férias com a minha família. Nessa altura tinha dois telemóveis, mas raramente andava com um deles. Nesse dia por coincidência ou não, quando recebi a chamada da minha escola (ETIC Lisboa) a dizer-me que tinha sido uma das alunas convidadas/escolhidas pelo meu coordenador de curso para ir de Erasmus+ (3 meses), tinha os dois telemóveis comigo. Nessa altura ainda não sabia qual seria o meu destino.

    Catarina e o Castelo de Praga  
    Vista do Castelo de Praga
    2) Como foi a tua adaptação à cidade, à língua e aos costumes?
    Quando cheguei, dia 22 de Setembro, com mais duas raparigas da minha escola, não quis acreditar que aquilo estava realmente acontecer. Para além de ter sido a minha primeira viagem de avião (que correu muito bem e comecei adorar andar nele), não estava a acreditar que aquele país seria a minha casa durante três meses. Na altura até pensei que seria pouco tempo para fazermos tudo, mas não foi. Foi tempo suficiente para sentir a verdadeira saudade de casa, da família e dos amigos. Foi tempo suficiente para sentir saudades da minha língua, da moeda, dos costumes de Portugal e principalmente da comida.
    A minha adaptação não foi fácil. Tive uma semana de aulas de checo, para poder aprender o básico da língua, mas se hoje me perguntarem alguma coisa ou se me pedirem para falar, as únicas palavras que vão sair são: “Ahoj” (olá, informal), “Dobrý den” (olá, formal), “Prosím” (por favor), “Pardon” (Desculpe), “Děkuji” ou “Děkuju” (obrigada), “Na shledanou” (uma maneira de despedir alguém).
    Fui obrigada a desenvolver rapidamente o meu inglês, pois as respostas que tinha que dar iam por vezes mais além do meu conhecimento de inglês. Acabou por ser uma mais-valia, pois permitiu-me falar e viajar sozinha para outro país sem ter que levar um dicionário atrás ou um Google Translator. A adaptação à cidade foi fácil. Os transportes públicos estão muito bem pensados, existem inúmeros eléctricos que nos levam a qualquer canto da cidade, ou então basta apanhar o metro para chegarmos em pouco tempo ao destino.
    As pessoas nos cantos escondidos de Praga, onde não existe turismo, são frias e distantes, não gostam propriamente de falar ou de contactar com desconhecidos, não sabem inglês ou pelo menos não se esforçam a tentar ajudar. Infelizmente isto foi um problema, porque não só a “minha” casa estava num desses cantos ocultos, como também, por exemplo, um dia nas compras levei uma hora e pouco só para saber qual era o shampoo indicado para cabelos lisos, porque ninguém no supermercado quis ajudar-me. No fim não trouxe o certo porque as legendas das embalagens dos produtos estão todas em checo, húngaro e eslovaco.
    Nos transportes públicos não se ouve nenhuma pessoa a falar, e quando ouvimos é porque são turistas a passear ou estudantes como nós. Os animais de estimação são permitidos em qualquer lado: transportes públicos, shoppings, restaurantes, lojas de rua, etc. - a não ser que seja algum local especifico ou que tenha alguma placa de proibição. Acerca dos costumes não foi difícil. Algumas situações faziam-me confusão, mas com o tempo fui-me adaptando e adorando cada minuto passado naquela cidade. Houve momentos em que queria voltar para Lisboa, mas houve outros em que esse pensamento nem me ocorria.

    Praga - Charles Bridge (Ponte Carlos)

    3) Quais as maiores dificuldades nesses três meses que estiveste em Praga?
    Uma das dificuldades que tive foi adaptação ao inglês. Tinha muitas dificuldades em expressar-me tanto com quem nos acolheu, como com os nossos parceiros ingleses de casa (que tiveram connosco um mês, até virem os nosso dois colegas do Algarve) e com o meu chefe de estágio. Mas com o tempo e ajuda dos meus “irmãos” de casa fui melhorando e, com a experiência de Erasmus posso dizer que evolui bastante.
    Uma outra grande dificuldade foi o dinheiro. Fazer contas “à vida”, saber quanto poderia gastar em comida, quanto poderia gastar em viagens pela Europa e quanto poderia gastar em saídas e passeios.

    4) O que trouxeste de melhor desta viagem/experiência?
    É uma pergunta difícil, mas também muito geral. O que trouxe de melhor sem dúvida que foi o meu crescimento e a minha aprendizagem profissional na área de fotografia. 

    Praga - Vista das torres

    Praga - Vista das torres

    Praga - Vista das torres

    5) Se fosse hoje, terias escolhido de novo Praga para fazer Erasmus?
    Infelizmente ou felizmente não tive escolha com o destino, mas se convidassem-me novamente para ir de Erasmus, sem dúvida que diria que sim. Porque tanto poderia repetir os bons momentos como também tinha oportunidade de fazer coisas que ficaram pendentes.

    Praga 
    6) Imaginando que temos dois dias para ir a Praga: o que aconselhas a visitar?
    Felizmente Praga visita-se bem em dois/três dias, sem visitar museus. Mas sem dúvida que aconselharia a famosa Charles Bridge (Ponte Carlos), o castelo de Praga e a Catedral de S.Vito (lindíssima e majestosa). Aconselho também a Praça da Cidade Velha (onde fica o Relógio Astronómico), Monte Petřín, Antigo Cemitério Judaico, Dancing House e também a Praça Venceslau. Mas para além disso aconselho mesmo a visitar os parques e jardins, que são incríveis e mesmo muito bonitos, como por exemplo o Jardim Wallenstein e o Jardim Letná (no qual tem a vista completa da cidade e conseguimos ver as nove pontes que dividem Praga (uma delas a Charles Bridge).
    Não caiam no erro de subir às torres (que não é gratuito). Eles gabam-se que têm a melhor vista da cidade, mas é mentira. Caí pelo menos nesse erro três vezes. A vista mais bonita da cidade, situa-se num Miradouro que fica no Monte Petřín. Para conseguir-se ir lá temos de ir de Funicular.
    Já agora se tiverem curiosidade de sair à noite, não visitem os bares ou discotecas que se encontram nos guias turísticos, esses locais são perfeitos para vos “roubarem dinheiro” e vão acabar por não se divertirem. Vão ao bar Vzarkovna é um local fantástico e totalmente diferente do que estamos habituados a ver.

    Jardim Letná

    Jardim Letná

    Jardim Letná

    Jardim Letná
     
    7) O que consideras essencial ter na mala quando se viaja para Praga?
    Como não apanhei o Verão de lá vou acabar, se calhar, por não aconselhar tão bem, mas o calor deles é idêntico ao nosso portanto, o essencial é: t-shirts, vestidos, macacões e calções. Não podem esquecer-se do protector solar e de uns bons ténis para caminhar. Levar uma mala pequena, para facilitar nos passeios pela cidade, também ajuda.
    O inverno é que é muito diferente do nosso. É um frio seco que pode chegar aos vinte graus negativos. É essencial levar um bom casaco, de preferência de penas, mas por baixo do casaco uma camisola fina, porque qualquer local em que se entra está quente. Aconselho também umas boas botas, com umas boas meias quentes (isso é muito importante), gorros, luvas (muito importante) e gola/cachecol.

    8) É necessário uma carteira recheada quando viajamos para Praga ou conseguimos fazer uma boa vida com pouco dinheiro?
    Praga não é uma cidade cara, a moeda deles é a Kc (coroa), 27kc vale 1€. Claro que em certos museus, restaurantes ou cafés/esplanadas junto de espaços turísticos, os preços mudam. Eu sou uma pessoa de aproveitar ao máximo o que a cidade oferece, por isso gosto sempre de estar confortável com o dinheiro que tenho, sem estar sempre a fazer contas. Mas se visitarmos Praga em dois dias não precisamos de uma mala recheada.

    9) Tiveste oportunidade de conhecer outras cidades ao redor de Praga. Quais? O que mais te cativou em cada uma delas?
    Praga felizmente é uma cidade que se encontra no centro da Europa o que facilita muito a ida para outros países, a preços fantásticos.
    Um dos países que tive oportunidade de conhecer, por ter ganho (juntamente com outros colegas meus) um protejo de escola, foi Londres. Infelizmente como estava em Praga, esta viagem foi feita ao desconhecido. Os meus colegas partiram de Lisboa e a escola conseguiu-me arranjar bilhetes para eu partir de Praga. Até hoje penso e digo que não sei como tive coragem para ir sozinha de avião até Londres, apanhar um comboio durante uma hora até ao centro da cidade e ainda apanhar o famoso metro Londrino até ao hostel. Nessa altura não consegui ligar para nenhum professor ou colega meu, apenas tinha o meu famoso inglês para me ajudar. Felizmente em momentos de pânico ele funciona bastante bem e os londrinos foram muito prestáveis e ajudaram-me quando estava perdida.
    Não há muito para falar de Londres, infelizmente não tive oportunidade de conhecer muito, é uma viagem que espero fazer futuramente.
    As outras duas viagens que fiz pela Europa foram a Viena e a Berlim. Estas já fiz com os meus companheiros de casa e fiz de autocarro.
    Para Viena foram três a quatro horas e para Berlim foram cinco a seis horas. Deixo aqui o apontamento que os autocarros são baratíssimos e fantásticos, fornecem café, chocolate quente e outras bebidas, à borla, que são deliciosas - e com o frio que estava ainda souberam melhor. Também temos disponível, em cada lugar, televisão para que individualmente cada um possa ver um filme (até que são recentes), jogar, ouvir música ou então podermos ver em que local estamos e saber quanto tempo falta para chegarmos.
    Amei qualquer cidade que visitei, mas a que me deixou de boca aberta e a que me faz querer voltar mais tarde, é sem sombra de dúvida Berlim. O hostel que fiquei hospedada em Berlim foi o Mitte e em Viena foi o Do Step Inn.

    Londres

    Londres  

    Viena

    Berlim

    Berlim

    10) Qual seria para ti a viagem de sonho? Está nos teus planos para breve?
    Gosto muito de viajar portanto dar um local em concreto é difícil. Mas uma das minhas viagens de sonho é conhecer as ilhas de São Tomé e Príncipe e o Japão. São viagens que estão apenas em pensamento. Nada está para breve.

    Todas as fotografias foram tiradas pela Catarina e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    Há alguns anos que conheço a Catarina. E há alguns anos que ela me andava a dizer que devia ir a Macau. 
    A verdade é que fui adiando, não por ser uma viagem muito grande, mas porque não me despertava grande interesse. E por muitas vezes pensava que era um desperdício andar tanto tempo de avião sem passar pelo Japão. Ainda para mais, para ir a Macau onde não existia grande coisa para ver - pensava eu.
    Meus senhores e minhas senhoras, desenganem-se se pensam que não há nada de interessante para ver em Macau. Desenganem-se se pensam "ah ok, vamos a Hong Kong 15 dias e deixamos um dia para Macau". Não! Não façam isso. Macau não é feito apenas de casinos e hotéis. Na verdade, o que menos gostei de Macau foi mesmo essa parte "vegas style". O que me atraiu foi a parte mais tradicional. Gostei de andar pelas ruas e ver os vestígios dos portugueses; gostei dos templos; gostei dos restaurantes; gostei da confusão que há nas ruas e até achei piada às milhentas excursões de turistas da China continental.

    Dito isto, vocês perguntam-me: Kat, porque é que vale a pena visitar Macau?
    A Catarina já vos tinha mostrado 10 Razões para gostarem de Macau. Mas decidi fazer a minha publicação como turista. E aqui vão os meus dez tópicos:

    1) Vaguear pelas ruas sem problemas
    Não há nada melhor que andarem sem destino. E nunca, mas nunca se vão perder. Basta olharem para cima, procurarem o edifício do Grand Lisboa. Et voilà! É só caminharem em direcção ao edifício para chegarem ao centro. Para não falar que pareceu-me um local bastante seguro. Em momento algum tive medo de andar na rua.

    2) Locais fotografáveis
    É impossível andarem pelas ruas sem fotografarem ou instagramarem. Andem descontraidamente, sem pressas. Não andem a correr de um lado para o outro, porque não vão conseguir aproveitar. Com alguma paciência, vão conseguir óptimas fotografias de rua.


    3) A noite ainda é uma criança
    O anoitecer nestas cidades tem outro encanto. As luzes tornam-se o foco principal. E dependendo de onde estão, poderão aproveitar também para tirar boas fotografias. Os rooftops são óptimos locais para acabar a noite. Se estiver menos calor, existem também imensos bares com boa vista, modernos e aconchegantes.
    Se preferirem, podem ainda ver um dos muitos espectáculos que existem nos casinos/hotéis.


    4) Tradição asiática misturada com a portuguesa
    Entrem nos templos e vejam a parte mais tradicional de Macau. Mas claro, sempre com muito respeito, porque não deixam de ser locais de culto para eles.
    Apreciem ainda o que ficou dos portugueses. A calçada; os letreiros; a mistura de pessoas ocidentais e orientais; as lojas; os cafés e os quiosques. Existem ainda muitos traços portugueses em Macau. E é muito interessante sentirem-se um  pouquinho em casa, sabendo que estão num continente totalmente diferente do vosso.



    5) Rica em gastronomia
    Macau está cheia de bons restaurantes de todas as nacionalidades possíveis e imaginárias. Não pensem que vão encontrar apenas comida chinesa e portuguesa. Em Macau encontram de tudo. Tanto têm o mais tradicional como têm dos melhores restaurantes do mundo, com estrelas Michelin.


    6) O deslumbramento
    Tal como disse, os hotéis e os casinos não foram o que mais me atraiu em Macau. Mas a verdade é que ficamos deslumbrados com a grandeza destes edifícios. São todos monstruosamente imponentes. Cheios de luz, de brilho e de luxo. Querem ver lojas de grandes marcas? Estão no local certo.



    7) O moderno e o tradicional
    Que é uma das coisas que mais gosto na Ásia, no geral. Poderem estar num jardim tradicional, olharem em frente e verem prédios enormes. Poderem estar num templo calmo, darem dois passos e estarem numa rua movimentada. Isto para mim tem muito encanto.


    8) Andar a pé
    Conseguem ver quase tudo andando a pé. É tão bom quando estamos de férias e conseguimos ir a quase todo o lado andando. Claro que têm que apanhar transportes de vez em quando, mas na verdade, fica tudo muito perto.

    9) Proximidade a outras cidades asiáticas
    Do próprio aeroporto de Macau, fomos até Bangkok (cerca de duas horas e pouco), e através do jetfoil conseguem chegar a Hong Kong. Para não falar de outros voos para outras cidades asiáticas. Tendo em conta que sou vidrada na Ásia, seria óptimo morar em Macau ^^

    10) Porque temos amigos
    Foi a primeira vez que ficámos em casa de amigos. E foi muito bom. Ter amigos hospitaleiros é do melhor. E deixaram-me mal habituada, hehe.

    Todas as fotografias foram tiradas por mim e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    Inês na Irlanda
    Este mês o foco está na Inês Mendes, uma portuguesa de 28 anos que largou tudo em Portugal para fazer voluntariado em Budapeste. Hoje está por lá instalada e é Moderator em Social Media. Fiquem a conhecer um pouco desta mudança de vida e o porquê da Inês se ter apaixonado por esta cidade.

    1) Como surgiu a oportunidade de ires para Budapeste?
    Vim para Budapeste em Fevereiro de 2016 fazer um projecto de voluntariado durante 1 ano. Estava a terminar o meu contrato de trabalho numa agência de produção em Lisboa e achei que seria uma boa altura para experimentar alguma coisa diferente. Queria fazer uma "pausa" mas ainda assim manter-me ligada a algum projecto e a ideia de fazer voluntariado começou a fazer sentido para mim. Comecei a procurar projectos relacionados com sustentabilidade, ecologia, consumo responsável, etc. e acabei por encontrar o projecto para onde vim.

    2) Quem estiver interessado em inscrever-se nesse programa de voluntariado, como o poderá fazer?
    O projecto que fiz chama-se European Voluntary Service e é um programa criado e financiado pela Comunidade Europeia. É necessário ter menos de 30 anos e ser residente num país europeu. Existe uma base de dados com os projectos disponíveis e as entidades de acolhimento e a partir daí deve encontrar-se uma associação no país de residência que envia o voluntariado e que tenha um protocolo com a entidade que recebe o voluntário. No meu caso vim a partir da Casa da Juventude de Amarante.

    3) Poderias ter escolhido outra cidade quando te inscreveste no voluntariado? Porquê Budapeste?
    Na verdade não escolhi Budapeste propriamente. Escolhi em função do projecto, não tinha nenhuma preferência quanto a cidade ou país. Gostei muito deste projecto quando o encontrei e calhou a ser em Budapeste. Não sabia nada sobre a cidade nem nunca tinha cá estado.

    Budapeste

    Budapeste

    Budapeste

    4) Entretanto ficaste por aí. O que te fez apaixonar pela cidade?
    Quando o projecto terminou, ao final de um ano, decidi ficar porque senti que o meu "romance" com a cidade ainda não estava terminado. Senti que ainda queria aqui ficar, que não tinha visto tudo, não tinha estado em todos os sítios onde queria e que ainda faltava qualquer coisa. Budapeste foi um bocado amor à primeira vista e desde o início senti-me logo em casa aqui. A arquitectura e o visual da cidade cativaram-me muito, é realmente das cidades mais bonitas onde já estive. Claro que os amigos que fiz aqui e as pessoas que conheci também ajudaram a querer cá continuar.

    5) Como foi a tua adaptação à língua, aos costumes e à cidade no geral?
    Bem, a língua continua a ser um grande bicho de sete cabeças! É das línguas mais difíceis de aprender e eles até têm um ditado que diz que o húngaro é a única língua da qual o Diabo tem medo. Tive algumas aulas e fui aprendendo no dia-a-dia mas não sou nem perto de fluente. Consigo "safar-me" na maior parte das situações! A cultura é diferente da nossa, sem dúvida. Os húngaros no geral são muito menos efusivos, não falam alto, são um pouco cabisbaixos na vida. Mas como em todos os sítios, há as excepções e os meus amigos húngaros não são nada assim! Nalguns aspectos a cidade está bastante atrasada em relação a outras da Europa (Portugal incluído). Como por exemplo, nada ser digital. O passe mensal dos transportes é um pedaço de papel que mostras ao motorista do autocarro, as facturas são passadas a papel químico como nós fazíamos há 15 anos e pequenas coisas desse género. Funciona, só que funciona de forma diferente. Fez-me repensar todas as vezes que reclamei com os serviços em Portugal!

    Budapeste

    Budapeste

    Budapeste


    6) Durante este ano e meio que ficaste aí, tiveste oportunidade de conhecer outras cidades/países. Quais? E o que mais te cativou em cada uma delas?
    Durante o ano em que estava a fazer o voluntariado viajei bastante pois tinha muita flexibilidade e tempo para isso. Foi das melhores coisas que o voluntariado me trouxe. Consegui visitar muitas cidades europeias, até porque estando no centro da Europa é mais fácil chegar a sítios de autocarro ou comboio, por exemplo. Durante 2016 fui a Bratislava, Viena, Berlim, Roterdão, ao Lago de Garda em Itália, a Novi Sad e Belgrado, a Sofia e mais recentemente a Roma, Cracóvia e fiz uma pequena road trip na Irlanda.
    Itália é sempre um sítio onde adoro voltar e foi muito bom poder ir com amigos de lá que conheci aqui. A viagem à Sérvia foi interessante principalmente por ter voltado no comboio nocturno para Budapeste, que demora 8h de viagem quando de carro podes fazer em 4h! Diverti-me muito em Sofia a visitar amigos e a viajar com amigos e o mesmo em Berlim e em Cracóvia. Tanto Viena como Bratislava ficam apenas a 3h de Budapeste, por isso é sempre uma boa escolha para um passeio de fim de semana, principalmente Viena que é linda de morrer, súper imperial e austera! A última viagem que fiz, de Dublin aos Cliffs of Moher foi das minhas preferidas. A natureza na Irlanda é impressionante e hei-de voltar de certeza

    Berlim

    Cracóvia

    Irlanda

    Itália

    Viena

    Sofia | Roterdão | Sofia | Bratislava

    7) Se eu tivesse dois dias para visitar Budapeste, que locais aconselharias a visitar?
    Budapeste é uma cidade bastante grande, mas como uma boa programação é possível ver uma boa parte das atracções em apenas 2 dias. O Castelo de Buda é um dos meus locais favoritos para levar os amigos que me vêm visitar, por isso seria absolutamente o nº1 da minha lista. A Basílica de St. Stephen é uma das mais bonitas que já visitei e as ruas em sua volta são muito características e óptimas para apreciar a arquitectura dos edifícios. O Parlamento é de facto um dos edifícios mais imponentes da Europa e penso que ninguém está preparado para o quão grande é na realidade! O bairro judeu (conhecido como Distrito XVII) é o centro da animação com muitos restaurantes, bares e lojas e um dos sítios onde mais passo o meu tempo. Para quem tenha pernas vale a pena subir até à Citadella, nas colinas de Buda e ter uma vista panorâmica incrível sobre toda a cidade. E nenhuma visita fica completa sem visitar os banhos de águas termais, tanto os Gellért como os Széchenyi.

    Budapeste

    8) Quais são aqueles locais que os guias não dizem mas que são essenciais conhecer na cidade?
    O meu sítio favorito em Budapeste é a Ilha Margarida, um gigantesco parque no centro da cidade, que se prolonga por quilómetros. A ponte através do qual tem acesso é também a melhor para observar as duas margens: Pest e Buda.
    Um bar no XVII distrito chamado Lámpás, numa cave, é dos sítios mais insólitos para beber alguma coisa e ver música ao vivo. Perto há também um ruin pub chamado Ellátó Kert que vale a pena a visita.
    O metro na linha 1 é o segundo mais antigo da Europa, Património da Humanidade e é como fazer uma viagem no tempo. As estações são muito perto da superfície (desces 10 degraus e estás na plataforma, literalmente) e são muito curtas. Atravessa várias partes centrais da cidade e apesar de não se ver a cidade propriamente, vale a pena só pelo quão diferente são as estações.

    9) Qual o melhor mês para visitar a cidade? É necessário muito dinheiro para sobreviver aí uma semana?
    O Inverno aqui é rigoroso, quase sempre com temperaturas negativas e neve por isso não recomendo para quem gosta de andar a pé e várias horas. Como na maior parte da Europa a Primavera e o final do Verão/início do Outono são boas alturas. A Hungria é um país (ainda) bastante barato. Não tem o euro e o custo das coisas em relação ao que estamos habituados é inferior. Comer fora num restaurante pode custar menos de 10€ por pessoa, facilmente. Os museus ou igrejas onde se paga nunca passa dos 5/6€. Beber uma cerveja num bar, ainda que conhecido dos turistas dificilmente irá custar mais de 2€ (e isso já é muito caro!).

    Budapeste

    Budapeste


    10) Um dia que voltes para Portugal, o que trazes de melhor dessa tua experiência na Hungria?
    Penso que o mais fica são as pessoas com quem me cruzei e as viagens que consegui fazer com elas. Penso que volto também mais tolerante por ter vivido num sítio onde não falava a língua, onde a cultura não é a minha e onde tive de aprender por mim como as coisas funcionam, onde são os sítios, como posso lá chegar, como vou lá ter. Acho que me tornou ainda mais "desenrascada", coisa que os portugueses já são bastante!

    Inês na Sérvia

    Todas as fotografias foram tiradas pela Inês e não podem ser reproduzidas sem autorização.

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    Não é segredo para ninguém que uma das redes sociais de que mais gostamos é o Instagram e é por isso que actualizamos quase todos os dias o nosso perfil (@6800milhas)com as fotografias que vamos tirando um pouco por esse mundo fora.

    Missing being on the road. Do you like roadtrips? Comment below 🙌🏻 *** Saudades de uma roadtrip. Qual foi a última que fizeram? Comentem em baixo 👌🏻

    Uma publicação partilhada por 6800 Milhas (@6800milhas) a 24 de Abr, 2017 às 5:36 PDT



    Beautiful Amsterdam ❤️ . . #europe #unlimitedeurope #btl2017 #btl #feiraturismo #amsterdamcanals #triptoamsterdam #super_holland #amsterdam #amesterdao #amesterdão #amsterdamview #amsterdamcity #amsterdampeople #amsterdamshots #visitamsterdam #amsterdamworld #wonderfull_holland #holland #holanda #amsterdamlife #thingstodoamsterdam #unlimitedamsterdam #netherlands #iamsterdam #amstergram #iloveholland #instaamsterdam #bestofamsterdam

    Uma publicação partilhada por 6800 Milhas (@6800milhas) a 13 de Mai, 2017 às 5:39 PDT



    Tejo ao final do dia. . Sunset at Tejo river (posted by Kat) . #oh_mag #vsco #p3top #gerador #vscogood #click2inspire #takeoverinspiration #igers #bomregisto #ig_capture #shooters_pt #igersportugal #igerslisboa #igersLX #unlimitedportugal #TopPortugalPhoto #visitPortugal #Portugal #portugalcomefeitos #portugalemperspectiva #VSCO #lisboa #lisbon #bridge #ponte #riotejo #tejo #river #sunset #pordosol

    Uma publicação partilhada por 6800 Milhas (@6800milhas) a 13 de Jul, 2017 às 5:32 PDT



    E claro que seguimos outros perfis que nos inspiram e que queremos partilhar com vocês. Claro que podia optar por perfis como o do Lonely Planet mas quis optar por perfis únicos e que, a meu ver, têm algo que os separa dos restantes.

    1. Girl Eat World - 390K followers
    A Mel fotografa, com o iPhone, a comida típica de cada sítio tendo como background um monumento ou paisagem icónica do local. A ideia começou por ela não gostar de tirar "selfies" mas não se sentir bem a pedir a um estranho para lhe tirar fotografias.

    🍦🍵 The most perfect green tea ice cream with matcha powder at the perfect location - The alleys of Gion in Kyoto. Kyoto was the capital of Japan in Heian period from 8th century to 19th century. Nowadays it is filled with cute shops and cafes, while the exterior is preserved to look like old Japan! It feels like you are transported back in time when you are walking around this area, and it's common to see people dressed in Kimono or Geisha costumes. If you are lucky, you may even spot a true Geisha. In the background my friend @op.118 is patiently waiting for me while I compose my shot 😅 #ShotoniPhone6sPlus #IceCreamKing

    Uma publicação partilhada por ❤️ Mel's Food & Travel log (@girleatworld) a 4 de Jul, 2016 às 8:16 PDT


    2nd favorite #GirlEatWorld moment in 2015 is also from Australia 🇦🇺, but a completely different part of the continent - the outback! This is a glass of white wine I had during the magical Sounds of Silence dinner with the view of Uluru. My experience in the outback can't be summed up in an instagram post, so i'll have a series of blog post coming up at my blog girleatworld.net! You can follow me at facebook.com/girleatworld to be notified when these posts finally come together. Waking up in your tent in the middle of the night to a repetitive thumping sound and peeking outside to find out it was a group of wild wallaby passing by your campground was... quite amazing to say the least. It's a memory I will truly cherish forever. Thanks @yhaaustralia for sending me on this trip!

    Uma publicação partilhada por ❤️ Mel's Food & Travel log (@girleatworld) a 30 de Dez, 2015 às 7:32 PST


    🇲🇴 Portuguese Egg tarts in Macau! I have been spending the past few days in Hong Kong with friends and we made a day trip to Macau today since it's only an hour by ferry. There are different types of egg tarts out there, but a Portuguese egg tart would have the slightly charred and carmelized layer of custard on the top. Very delicious. I had visited Macau a few times in the past with last trip being six years ago. I was quite surprised to see a LOT more tourists in Macau these days! Macau was a Portuguese colony until 1999, and is the first and last european colony in China. That's why you can find plenty Portuguese influence around the city. Some road signs even would have chinese and portuguese first, then english as third language. Nowadays, Macau is the world's largest gambling center. You can see most of the big casino names such as Wynn, MGM, Sands and Venetian here in Macau. The casinos are very luxurious too, even more so than those in Vegas!

    Uma publicação partilhada por ❤️ Mel's Food & Travel log (@girleatworld) a 17 de Jan, 2017 às 8:24 PST



    2. Muradosmann - 4.6M followers
    O Murad e a Nataly Osmon iniciaram a tag #FollowMeTo que agora toda a gente usa no Instagram e são responsáveis pelas fotos icónicas de casais um pouco por todo o mundo. O estilo da Nataly é impecável, mostrando o estilo e design das roupas do país e as imagens são de cortar a respiração. Viajam o mundo para "ver além do óbvio".

    My favorite one :) ....#followmeto Myanmar with my love @natalyosmann

    Uma publicação partilhada por MURAD OSMANN (@muradosmann) a 5 de Mai, 2017 às 10:16 PDT


    #followmeto the 🇨🇳 Great Wall of China 🇨🇳 with @natalyosmann. We have finally started our great project about China! Follow the news! Who's been to China? Name your favorite cities? #следуйзамной к Великой Китайской стене вместе с @natalyosmann. Друзья, мы начали наш грандиозный проект про Китай! Следите за новостями! Кто был в Китае? Назовите ваши любимые города/ места в этой стране?

    Uma publicação partilhada por MURAD OSMANN (@muradosmann) a 1 de Ago, 2017 às 7:03 PDT


    #followmeto Pura Bratan temple with my love @natalyosmann. Video is finally out - 👆CHECK LINK IN BIO👆 also subscribe to our YouTube channel - YouTube.com/followmetoproject. #следуйзамной в водный храм на озере Братан, Бали. Наше видео наконец-то готово - 👆 ССЫЛКА В БИО 👆 Как оно вам?

    Uma publicação partilhada por MURAD OSMANN (@muradosmann) a 25 de Out, 2016 às 12:16 PDT



    3. Mom I´m Fine - 298K
    Jonathan Quinonez, de 27 anos, tira fotografias por todo o mundo com um sinal que diz "Mom, I am fine". Diz ele que não interessa a idade, para quem tem uma mãe latina, e paixão por aventura, tem que arranjar uma maneira de lhe dizer que está bem e esta foi a maneira que encontrou.

    Welcome to Sa Pa! To immerse completely in the Hmong culture, I lived 5 days with a tradtional family in the North of Vietnam. They invited me to sleep in their house, eat their food and wear their clothes during almost a week and it was an incredible experience! If you want to share some time with them don't go to an agency but go to Sa Pa and meet them in the small city. You will pay less and the money will go to them directly. "Ua tsaug!" ("Thank you!" in Hmong). #momimfine #travel #sapa #vietnam #hmong #happy #smile #mountains #TLPicks #sun #baby #asia #passionpassport

    Uma publicação partilhada por Jonathan Kubben Quiñonez (@momimfine) a 26 de Fev, 2017 às 6:34 PST


    Huayna Potosi climbing attempt #momimfine #lapaz #bolivia #mountain #3daysclimbing #sky #snow

    Uma publicação partilhada por Jonathan Kubben Quiñonez (@momimfine) a 9 de Jul, 2016 às 9:22 PDT


    Welcome to... Brazil! 🇧🇷 #momimfine #christ #riodejaneiro #brazil #travel #travelgram #sun #smile

    Uma publicação partilhada por Jonathan Kubben Quiñonez (@momimfine) a 2 de Ago, 2016 às 11:00 PDT



    4. World Wanderlust - 642K
    A Brooke tem apenas 20 e poucos anos mas já visitou para mais países do que a maioria das pessoas na vida inteira. Aquilo que mais gosto é a maneira como em poucas fotos consegue captar a essência do lugar. Tem também um Blog que gosto muito de ler.

    😴A few sleeps and I'm back on Euro time! Finally visiting Greece for the first time (how is it still possible!?), back to Italy & first time in Malta! I've promised myself to slow it down this year and live offline more than online... the world is beautiful when shared, but even more so when you keep a slice of life to yourself ❤️ see you soon!

    Uma publicação partilhada por Brooke Saward (@worldwanderlust) a 17 de Jul, 2017 às 3:55 PDT


    Time you enjoy wasting is not wasted time. 💫 #living

    Uma publicação partilhada por Brooke Saward (@worldwanderlust) a 11 de Mai, 2017 às 12:43 PDT


    Earlier this year on a trip to Japan with my #1 man, my pappa! Happy (American) Father's Day to my biggest supporter & most reliable travel buddy! ❤️❤️

    Uma publicação partilhada por Brooke Saward (@worldwanderlust) a 19 de Jun, 2016 às 7:10 PDT



    5. João Cajuda - 189K
    Por último, tinha que terminar com um instagrammer português. Mais do que as suas fotografias aquilo que me capta a atenção são os seus vídeos. Vejam o vídeo das Filipinas e perceberão porquê!

    Depois há sempre aqueles que ultrapassam pela direita! 🦁🙋🏽‍♂️

    Uma publicação partilhada por JOÃO CAJUDA ✈︎ (@joaocajuda) a 7 de Jun, 2017 às 2:04 PDT


    Rodeadas de bosques e floresta, as cascatas e lagoas turquesa de Plitvice na Croácia são... (deixo os adjectivos para vocês!) 😳 _________________________________________________________________ What do you think about Plitvice waterfalls?

    Uma publicação partilhada por JOÃO CAJUDA ✈︎ (@joaocajuda) a 11 de Abr, 2017 às 10:21 PDT


    Torres Del Paine! Um dos mais bonitos parques naturais do mundo. Nos 242.000 hectares existem montanhas, lagos, rios, cascatas, glaciares, e as famosas torres del Paine 🙌🏼 #patagonia #chile #TorresdelPaine

    Uma publicação partilhada por JOÃO CAJUDA ✈︎ (@joaocajuda) a 9 de Fev, 2017 às 11:49 PST



    E vocês já conheciam estes perfis? Já nos seguem no instagram? :)

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