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    Comecemos por um pouco de história e geografia: Sevilha é a capital da Andaluzia, sendo a quarta cidade espanhola em número de habitantes e terceira mais visitada por turistas estrangeiros (primeiro está Madrid e Barcelona… mas Sevilha é mais bonita!). É atravessada pelo rio Guadalquivir e foi um dos mais importantes portos do mundo durante o séc XVI e o centro económico do Império Espanhol onde afluíam todos os tesouros das Américas.

     Acabada a introdução, vamos então directos ao TOP 10:

    1. Catedral 

    Básico e essencial. Se só estiverem uma hora em Sevilha têm de entrar na catedral e subir à Giralda. É a maior catedral gótica do mundo, construída entre os séculos XV e XVI sobre a antiga mesquita da cidade, cujos restos ainda se conservam no Patio de los Naranjos (Pátio das Laranjeiras) e na Giralda (antigo minarete, hoje campanário). Em 1987 foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO.
    Em Agosto não está tempo para passeios de coche! 

    Alguns detalhes interessantes:
    - Os dois terços inferiores da torre correspondem ao minarete da antiga mesquita da cidade, de finais do século XII. Por isso tem 34 rampas suficientemente largas para permitir que o almuadem subisse a cavalo para convocar a população à oração.
    - A parte superior da torre só foi construída no século XVI como campanário e está coroada com uma estátua conhecida por “El Giraldillo”, que é no fundo um enorme catavento – o seu nome original é “Triunfo da fé cristã sobre o mundo muçulmano”. No total, é mais alta que o Big Ben!
    - No interior da catedral está o túmulo de Cristóvão Colombo. Será que é mesmo espanhol?

    A Giralda, a Catedral e o Patio de los Naranjos.

    2. Real Alcázar

    É um grande palácio fortificado, constituído por edificações de diferentes etapas históricas, desde vestígios islâmicos dos seus primeiros moradores, passando pela espectacular arquitectura mudéjar e gótica do período pós-reconquista cristã, até às partes renascentistas e barrocas de reformas posteriores. É o palácio mais antigo da Europa, já que hoje continua a alojar membros da Casa Real Espanhola quando estes visitam Sevilha. Os seus enormes jardins são os mais antigos da cidade. Tal como a Catedral, foi declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1987.
    Detalhe de uma janela mudéjar, e reflexo do Giraldillo.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - Para esta visita convém reservar bastante tempo, já que os vários palácios e os enormes jardins têm muito para ver. Aconselho o audio-guia, que embora um pouco caro, contem informação interessante sobre todos os espaços a visitar (sou arquitecta, gosto muito destas coisas!).
    - No verão há diariamente concertos de música ao ar livre nos jardins, à noite. Os bilhetes não são caros e podem comprar-se na porta ou pela internet (http://www.actidea.es/nochesalcazar2016/). Uma experiência única que permite visitar os jardins à noite.
    - Viciados na serie Guerra dos Tronos: preparem-se para entrar em Dorne!
    Eu estive em Dorne :)

    3. Archivo de Indias 

    Criado em 1785 pelo rei D. Carlos III com o objectivo de centralizar, num único lugar, toda a documentação referente às colónias espanholas.É, até aos dias de hoje, o maior arquivo de documentação relativa ao domínio espanhol da América Latina e Filipinas. É aqui que está guardada a cópia espanhola do Tratado de Tordesilhas!
    Este edifício é o terceiro deste grupo monumental a ser declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1987.
    A entrada de aspecto solene.

    Alguns detalhes interessantes: 
    - Apesar de tudo, o edifício não foi construído para ser um arquivo. Acho esta história bastante engraçada… Durante o período em que a cidade era a porta para a América, estava cheia de mercadores que, à falta de melhor sitio, faziam os seus negócios nas escadarias da Catedral (e no seu interior, nos dias de chuva). Na segunda metade do século XVI o Conselho da Catedral proibiu esta situação e os mercadores fizeram queixa ao rei Filipe II (primeiro de Portugal). Conclusão: em 1584 construiu-se um edifício novo, em frente da Catedral, para os negócios.
    - Os 3 edifícios declarados Património da Humanidade representavam os 3 poderes que governavam a cidade: religioso, político e económico.
    Ao fundo, a Catedral. E nas costas, o Alcázar. 

    Dicas que não vêm nos livros:
    - As exposições no interior vão mudando e por vezes é possível ver Tratado de Tordesilhas original.
    - A exposição permanente não tem muito interesse para quem vai estar pouco tempo em Sevilha, já que é bastante extensa e exaustiva. Mas, como a entrada é gratuita, podem entrar só para ver o edifício. Antes de iniciar a visitar podem aceder um curto e interessante vídeo sobre a história da cidade.

    4. Parque María Luisa e Plaza de España 

    O Parque Maria Luísa é o jardim público mais famoso da cidade. Inicialmente pertencia aos jardins privados do Palácio de San Telmo, mas o espaço foi cedido para integrar os terrenos da grande Exposição Ibero-Americana de 1929, celebrada em Sevilha.
    As obras realizadas para a Exposição têm um elevado interesse arquitectónico e paisagístico e, muitos dos pavilhões de então ainda se podem ver no interior do parque e nos arredores do mesmo. Os mais interessantes e maiores são os que se encontram na Praça da América, na zona sul do Parque: Pavilhão das Belas Artes (actualmente Museu Arqueológico) e Pavilhão Mudéjar (actual Museu das Artes e Costumes).
    Outras das grandes obras realizadas para esta Exposição foi a Praça de Espanha. É um grande espaço aberto, rodeada de um edifício semicircular estilo regionalista, que simboliza o abraço de Espanha às suas antigas colónias. De referir que, nos bancos ao longo de toda a fachada, aparecem representadas todas as províncias espanholas.
    Pavilhão Mudéjar entre jardins.

    Alguns detalhes interessantes: 
    - Alerta Cinéfilos: A Praça de Espanha foi utilizada como cenário em tantos filmes que a Academia de Cinema Europeu a elegeu como Tesouro da Cultura Cinematográfica Europeia. Exemplos: Lawrence de Arábia (1962) e Star Wars Episode II (2002).
    Plaza de España... Podería ser o Cairo ou Naboo.


    Dicas que não vêm nos livros:
    - Se visitarem Sevilha no verão, é melhor começar pela Praça de Espanha, bem cedinho. O facto de estar voltada a poente e praticamente não ter sombra a partir do meio-dia torna-a um verdadeiro martírio.
    - Para ver os jardins de forma rápida e divertida, podem alugar uns “carrinhos-bicicleta” para duas ou quatro pessoas! - Os museus poderão, caso tenham pouco tempo, ficar para outra oportunidade. Há outros espaços com exposições mais interessantes na cidade.

    5. Bairro de Santa Cruz

    O antigo bairro judeu medieval é um dos mais emblemáticos da cidade. As ruas estreitas e sinuosas, com as típicas casas pátio sevilhanas e varandas de ferro com flores aparecem em postais! Percam-se nas ruas (mesmo que não queiram, vão acabar por se perder mesmo) e descubram os encantos da cidade antiga.
    Calle Vida.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - Espreitem os pátios e entrem nas igrejas que nem sempre estão abertos. Aproveitem a oportunidade!
    - Se tiverem tempo, podem visitar o Hospital de los Venerables Sacerdotes. A capela é uma obra barroca espectacular.
    Ruas labirinticas desembocam, de repente, em praças.

    6. Plaza de la Encarnación / Metropol Parasol

    No verão em que cheguei a Sevilha (2005) começaram as obras na Plaza de la Encarnación, e só terminaram em 2013. Um projecto muito polémico na cidade, devido à duração da obra, ao dinheiro gasto e à solução arquitectónica escolhida, acabou por se tornar um ícone da Sevilha moderna. Pela sua forma peculiar, é localmente conhecido como Las Setas (os cogumelos).
    Trata-se de uma gigantesca estrutura de madeira, a maior do mundo neste material, com um miradouro enorme na parte superior a 26m de altura. Na parte inferior está o Antiquarium, onde se podem visitar os restos arqueológicos da época romana que se encontraram durante as obras. Las Setas não deixam ninguém indiferente. Amor ou ódio? A mim hoje não me apetece entrar em polémicas! :)
    Estructuras de madeira que parecem brinquedos.

    Dicas que não vêm nos livros:
    - A melhor altura para subir é o pôr do sol. Se não conseguirem chegar a tempo, podem também subir à noite: está aberto até tarde e, se já viram Sevilha de dia da Giralda, vejam-na de noite desde aqui!
    - Os arredores da Praça são frequentados essencialmente por sevilhanos. Há bares, restaurantes, lojas sempre cheios a qualquer hora do dia. Voltarei a este tema num outro post, já que é das minhas áreas preferidas da cidade.
    Sevilha vista de cima, o horizonte marcado pela Giralda.

    7. Basílica de La Macarena
    La Macarena é a Virgem mais venerada em Sevilha. Em 1966 o Papa Paulo VI concedeu à sua igreja o título de Basílica Menor e, apesar do seu pequeno tamanho, é hoje conhecida como Basílica de Santa María de la Esperanza Macarena. No interior pode ver-se a imagem talhada do séc. XVII, que sai em procissão durante a Semana Santa.
    Em 2009 a Irmandade da Macarena abriu um museu onde expõe todo o espólio referente à Semana Santa. Na minha opinião é bastante interessante, e dá uma ideia de como vive a cidade essa semana (obviamente, o melhor é vir nessa altura, mas se não puderem... Já ficam com uma ideia de como é!).
    Detalhe do Arco da Macarena.

    Alguns detalhes interessantes:
    - Em frente da Basílica encontra-se o Arco de La Macarena. Uma das portas de entrada da muralha, a que se situava mais a norte da cidade. Alias, aqui podem ver um dos poucos restos da antiga muralha, incluindo alguns torreões.
    - Do outro lado da rua, encontra-se o Hospital de las Cinco Llagas, actualmente sede do Parlamento da Andaluzia. É um edifício renascentista com uma fachada monumental. É complicado conseguir visitar o interior dado tratar-se de um organismo público.
    Fachada poente do Parlamento da Andaluzia.

    8. Iglesia del Divino Salvador.

    Em Sevilha o que não faltam são igrejas, e poderia recomendar muitas mais. No entanto, o Salvador destaca-se por duas razões: por um lado o esplêndido interior, não só ao nível da arquitectura mas também dos espectaculares retábulos barrocos, e por outro lado pelo facto de ter acabado de ser restaurada.
    Plaza del Salvador vazia, por enquanto! 

    Dicas que não vêm nos livros:
    - A Plaza del Salvador é um dos pontos de encontro dos sevilhanos ao final da tarde e aos fins-de-semana. É o sítio ideal para tomar uma cerveza ou um tinto con limón, o espelho da verdadeira alma da cidade.

    9. Bairro de Triana

    Há t-shirt que dizem “Republica Independiente de Triana” e muitos trianeiros orgulhosos não se consideram sevilhanos. Brincadeiras à parte, o bairro de Triana, separado da cidade pelo Rio Guadalquivir é efectivamente diferente – tem arte! Aqui nasceram numerosos artistas do mundo taurino e do flamenco, pintores, escultores e ceramistas.
    Um museu bastante interessante é o Museu da Cerâmica, que mostra a relação directa do bairro com esta arte. Recomendo a visita!
    Puente de Triana, a primeira a unir as duas margens.

    Alguns detalhes interessantes:
    - Há demasiados, terei de dedicar um post inteiro a Triana! Acho que dá para ver de que lado do rio é que vivo ;)
    Museu da Cerâmica. Detalhes arquitectónicos.

    10. La Cartuja

    La Cartuja é uma área bastante extensa, os terrenos onde em 1992 esteve a Exposición Universal de Sevilla. Sim, há Pavilhões e jardins dessa época mas considero que o verdadeiro interesse de zona está no Monesterio Santa María de las Cuevas, conhecido como Monesterio de la Cartuja.
    Foi um importante mosteiro da Ordem dos Cartuxos, entre finais séc XV e princípios do séc. XIX. Em 1810, durante as invasões francesas, as tropas napoleónicas expulsarem os monges e utilizaram o edifício como quartel, deixando-o abandonado e destruído. Trinta anos mais tarde, o inglês Charles Pickman, compra o mosteiro e transforma-o em fábrica de cerâmica, construindo as enormes chaminés que marcam a sua estética até hoje. Agora é o Museo de Arte Contemporáneo de Andalucía.
    Religião... Indústria... Arte.


    Dicas que não vêm nos livros:
    - Por vezes tem exposições muito interessantes, mas mesmo que assim não seja, o espaço vale só por si.
    - Organizam-se vários eventos ao longo do ano: normalmente há jam sessions de jazz grátis aos domingos à tarde, e festivais de música nocturnos durante os meses de verão.
    "Alicia" , obra de Cristina Lucas. 


    Há muito mais para dizer sobre a cidade e reduzir tudo a um Top 10 foi complicado. Por exemplo, não se falou aqui de tapas. As tapas merecem um post só para elas… Ficam para os próximos episódios!


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    Amesterdão é aquele lugar da Europa onde toda a gente gostaria de ir um dia. E não é de admirar. É uma cidade encantadora. A arquitectura é bonita, está cheia de jovens e os canais dão um toque romântico à cidade. É uma cidade muito, mas muito turística. Não sei ao certo números oficiais. Mas posso dizer que mais de metade das pessoas que passaram por nós, não eram holandesas.
    Portanto, se queres ir a Amesterdão, mas não sabes muito bem por onde começar, deixo aqui algumas dicas que poderão ajudar-te. A publicação está cheia de links informativos. Não se esqueçam de entrar neles.

    - ÉPOCA BAIXA É MAIS BARATO (MAS NÃO HÁ TULIPAS)

    Se forem na época baixa, conseguem preços mais apelativos tanto nos voos como nos hotéis. Se quiserem ver a cidade com menos confusão de turistas, aproveitem esta época. No entanto, preparem-se para apanhar alguma chuva (mas não se preocupem: uma hora de chuva em Lisboa, equivale à chuva toda que apanhei em 6 dias de viagem a Amesterdão).
    No entanto, sendo Amesterdão conhecida pelas tulipas, têm que pensar se querem ir numa época onde não vão ver estas flores. As tulipas começam a florescer na primavera, portanto, se querem ter o prazer de ver os campos coloridos, têm que ir no final de Março. É também nesta época que abre o famoso Keukenhof, jardim das tulipas.



    - NEM SEMPRE AS VIAGENS LOWCOST COMPENSAM

    Se forem no inverno, acreditem que low cost vai sair mais caro. Nós marcámos a nossa viagem na easyJet, mas como era inverno, tivemos que levar roupa grossa, que ocupa muito espaço. No final foi necessário acrescentar uma mala de porão para conseguirmos levar a bagagem de todos. Se tivéssemos comprado um bilhete na TAP, tinha saído mais barato e teríamos direito a uma mala de porão para cada pessoa. Os horários também são mais flexíveis na TAP. Por exemplo, na Easyjet os aviões saem sempre às 18h20 de Lisboa. Tendo em conta que são quase três horas de viagem, e o facto de ser uma hora a mais que em Portugal, fez com que chegássemos à cidade por volta das 23h. Ou seja, pagámos uma noite de hotel sem termos usufruído da cidade.


    - FICAR MAIS PRÓXIMO DO CENTRO

    Se estiverem próximo da Centraal Station, conseguem movimentar-se por todo o lado com bastante facilidade. Até porque, os pontos turísticos são perto uns dos outros. Só saímos do centro por duas vezes para ir ao Estádio do Ajax e ao Zaanse Schans (no primeiro fomos de metro e no segundo um autocarro).


    - TRANSPORTES PÚBLICOS OU BICICLETAS?

    Os dois são muito práticos. Os transportes são uma boa opção para quem anda em grupo. O tram chega sempre a horas e têm várias paragens por toda a cidade.
    Mas para quem vai sozinho ou acompanhado por apenas uma pessoa, eu aconselho a experimentarem as bicicletas (vejam o link para saber onde podem alugar uma bike). A cidade é muito plana, sendo muito fácil e rápido chegar de uma ponta à outra (até mesmo a pé). Posso dizer que existem mais pessoas a andar de bicicleta do que de carro. É raro ver trânsito na estrada.
    Têm é que ter cuidado ao andarem de bicicleta, porque como não estão habituados, poderão levar com o mau feitio de um holandês mais apressado. Respeitem todos os sinais de trânsito. E nunca se esqueçam de colocar cadeado na vossa bicicleta (são dos objectos mais furtados na cidade).


    - CARTÃO I AMSTERDAM

    O I amsterdam card é uma óptima aquisição para quem quer ver muitos museus, fazer o passeio de barco e ainda incluir os transportes. Quem vai apenas para passear pelas ruas, lojas, cafés ou parques, este cartão não compensa. Aconselho a fazerem o seguinte: pesquisem os pontos turísticos que querem ver e façam as contas ao preço das entradas mais o preço dos transportes. Depois façam as contas ao preço do cartão consoante os dias que lá ficam (vejam sempre o site oficial para ver os preços e as ofertas, porque variam de ano para ano).
    Caso não existam muitos museus no vosso roteiro, poderá compensar comprarem o passe diário dos transportes (vejam aqui os preços dos passes) ou alugar uma bicicleta.


    - COMER LOWCOST

    Se quiserem poupar algum dinheiro na alimentação, aconselho a optarem por supermercados ou os FEBO.
    O supermercado onde fomos mais vezes, foi o Albert Heijn. É impossível não passarem por um estabelecimento destes. Há em todo o lado. Aqui a escolha é variada, como em qualquer supermercado. Mas por norma fazíamos a festa com uma sandes e um sumo de laranja natural.
    O FEBO atrai muitos turistas pelo facto de terem vários petiscos expostos numas portinhas de vidro, onde colocamos a moeda e retiramos o produto que escolhemos. É bastante prático. E posso dizer que comi croquetes vegetarianos e estavam divinais. Por norma também vendem hambúrgueres, batatas fritas, cachorro quente, entre muitos e variados petiscos para irem a comer.
    Se estas duas são as melhores escolhas? Se é a melhor alimentação? Não! Mas acreditem que são as que ficam mais em conta.



    - LEVAR CARTÃO DE DÉBITO OU CRÉDITO

    Como a Holanda faz parte da zona euro, podem pagar com o vosso cartão de débito sem qualquer taxa extra. E poderá ser bastante útil, porque existem vários lugares que não aceitam dinheiro. Por exemplo, um supermercado que tínhamos ao pé do nosso hotel só aceitava cartões. Também na loja I amsterdam onde comprámos o cartão que mencionei em cima, só aceitavam pagamento com cartão. Portanto, não se incomodem a levantar uma quantia enorme de dinheiro, porque poderão usar o vosso cartão sem qualquer problema.

    - PESQUISEM MUITO

    Apesar de ser uma cidade com grande variedade de ofertas culturais, nem tudo tem interesse ou valerá a pena perder tempo a visitar. Têm que fazer o roteiro consoante aquilo que vocês mais gostam, e não porque leram algures que passar x dias em Amesterdão têm que ir obrigatoriamente ao local x ou y. Por exemplo: eu não bebo cerveja, o grupo que foi comigo também não liga muito. Valeria a pena visitar o museu da Heineken? Fiz algumas pesquisas, e pelos vídeos que assisti, não me despertou muito interesse. Como tal, passei esse museu.
    Outro exemplo: apesar de ter adorado ler o Diário de Anne Frank, excluí a casa onde ela ficou escondida. Porquê? As filas são enormes. E pelas imagens que vi, não me pareceu de todo que valesse a pena esperar horas numa fila. Talvez tivesse mais interesse visitar o bairro onde ela viveu (e tem ainda mais interesse ler o livro - aconselho).

    - SE FIZERES ESCALA EM AMESTERDÃO

    E a escala for de algumas horas, aproveitem para visitar a cidade. A distância entre o aeroporto e a Centraal Station é muito curta (mais ou menos 15 minutos de comboio). Têm apenas que se dirigir à estação (que fica mesmo à saída do aeroporto) e procurar umas máquinas amarelas. Vai ser nestas máquinas que vão comprar o bilhete (ida e volta) para a Centraal Station. Depois é só procurarem nos ecrãs a plataforma correspondente (por norma é a 1 e a 2), e voilá. Os comboios estão sempre a passar, por isso, não perdem tempo na espera. Já fiz isso uma vez e correu tudo bem. Têm aqui um link com mais informações sobre este trajecto.


    Se ainda assim tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários que eu respondo a tudo o que puder. Se já lá foram e têm outras dicas para partilhar connosco, deixem também um comentário aqui em baixo.
    Espero que aproveitem bem estas dicas, e aguardem por mais publicações sobre esta maravilhosa cidade.

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    O Robuchon au Dôme é um dos meus restaurantes preferidos em Macau. Situado no 43º andar do Grand Lisboa, tem três estrelas michelin e uma vista privilegiada de Macau. Os empregados são extremamente atenciosos, a comida é excelente e os pratos parecem verdadeiras obras de arte. 

    Há pessoas que acham que ficariam com fome neste tipo de restaurantes porque as porções são muito pequenas. Mas tal não poderia ser mais enganador, a verdade é que depois do pão, dos vários pratos e dos petit four que acompanham o chá/café duvido que alguém fique com fome.

    Se visitarem Macau não deixem de aproveitar para passar por lá (para almoçar, reservem com pelo menos um mês de antecedência). Se vivem em Macau e ainda não experimentaram, espero que as fotografias vos convençam.

    Tive a oportunidade de ir lá no meu aniversário e não fiquei desiludida. Os empregados foram muito atenciosos sem, no entanto, estarem sempre em cima de nós. O vinho demorou mais a chegar à mesa, talvez por a escolha ter sido um vinho português?



    No início trazem este carrinho com vários tipos de pão para escolhermos duas ou três opções. A manteiga pode ser com ou sem sal. Aqui ficam um pouco aquém de outros restaurantes onde é possível escolher manteiga de ervas, por exemplo.



    Como era o meu aniversário optamos por começar com champanhe. Eu e a minha mãe decidimos experimentar o champanhe rosé e ficamos surpreendidas com o sabor de especiarias doces, que é muito agradável.



    Amouse-Bouche preparado pelo chef que não achamos nada de especial. A pipoca não conjugava de todo com o resto dos sabores na minha opinião.



    Para entrada optei pelo foies gras, que estava simplesmente divinal.



    A sopa era de abóbora e tinha uma textura aveludada maravilhosa. Para quem gosta, a de marisco é também excepcional e vem acompanhada de uns crocantes camarões.


    Como prato de peixe escolhi as vieiras com alcachofra e espuma de grão de bico. A minha mãe optou pela massa com lagosta e achou que o meu prato era mais saboroso. Eu que nunca pensei gostar de alcachofras e não sou fã de grão de bico fiquei agradavelmente surpreendida com a combinação.



    Como prato de carne, optei pelo peito de pato com castanhas. O pato não estava seco mas senti que faltava ali qualquer coisa. Fiquei com pena de não ter optado pelo porco ibérico que segundo o meu marido estava bem melhor.



    Para finalizar trouxeram este maravilhoso carrinho de sobremesas. Podemos optar por três sobremesas, embora eles não sejam nada rígidos. Se estivermos indecisos e quisermos quatro sobremesas, eles não colocam qualquer problema.


    Eu escolhi o folhado napolitano que é simplesmente a melhor sobremesa que eles têm (e atenção que eu não costumo gostar de folhados) e a tarte de chocolate.



    Mas depois achei que ainda não estava assim tão cheia (denial, denial, denial :-p) e resolvi pedir estas farófias que eram leves e fofinhas. 



    Com o chá ou café, ainda trazem este carrinho de petit fours...


    Neste momento já estava completamente a rebolar mas não poderia dizer não ao macaroon. Seria um autêntico desperdício.


    O restaurante tem este magnífico candeeiro na cúpula


    Interior do restaurante


    Interior do restaurante

    Ao almoço, o restaurante tem vários set menus:
    - por 688 patacas dá direito ao amuse-bouche, entrada ou sopa, um prato, queijo ou sobremesa e café ou chá; 
    - por 788 patacas dá direito ao amuse-bouche, entrada, sopa, um prato, queijo ou sobremesa e café ou chá;
    - por 888 patacas dá direito ao amuse-bouche, entrada, sopa, dois pratos (um de peixe e um de carne), queijo ou sobremesa e café ou chá.

    O bom: a sopa, o foies gras, as vieiras, as sobremesas e a vista
    O menos bom: o amuse-bouche e o pato
    O péssimo: nada!

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    Há algum tempo que queria ir a Amesterdão. Já tinha estado pelos lados da Central Station durante uma hora, quando fizemos escala na nossa lua de mel, mas não foi o suficiente.

    Entretanto, o meu irmão e cunhada queriam viajar connosco e lá decidimos ir para Amesterdão. Mais tarde os meus pais juntaram-se ao plano, e assim o grupo passou para 6 pessoas. Foi a primeira vez que viajei com tantas pessoas. Sempre fui apenas eu e o meu marido. E a logística é muito diferente. Pensei que fosse correr pior, confesso. Mas de qualquer das formas, consegui perceber que há vários tópicos que são importantes ter em atenção.

    Vou então partilhar convosco 10 dicas importantíssimas para quem está a pensar viajar em grupo.

    1. Sentem-se todos e falem sobre o roteiro
    Não deixem que a escolha do que fazer recaia sobre uma única pessoa. Mesmo que o resto do pessoal diga "posso ir a qualquer lado", não o façam. Mais tarde, quando já estiverem em viagem, vão perceber que não é bem assim e que tiveram trabalho à toa. Já no local, há sempre alguém que vai dizer "ah mas eu queria mesmo era ir ao sítio x", "ah, mas eu não vou gastar dinheiro nisso". Mas de qualquer das formas, não se prendam a 100% ao guia que fizeram. Poderá haver dias em que conseguem ver mais coisas que noutros. Ou poderá haver dias em que chove mais que noutros, e o roteiro tem que ser alterado. Ao fim ao cabo, façam todos juntos o roteiro e as suas alterações.

    2. Quanto querem gastar e onde querem ir
    Ainda ao encontro do ponto 1, façam com o vosso grupo uma estimativa daquilo que querem gastar. Só assim terão mais ou menos uma noção daquilo que poderão ver e comer. Cada um de vocês tem obrigatoriamente que dizer 2 ou 3 coisas que quer MESMO ver - para que ninguém saia prejudicado com o roteiro.

    3. Deixem um dia livre para cada um fazer o que quiser
    Imaginem que gostam de perder tempo a tirar fotografias, mas as pessoas que vão convosco não têm paciência para esperar. Ou que uns querem ver igrejas, mas não faz de todo o vosso género. Ou que gostariam de experimentar um restaurante, mas quem viaja convosco não quer gastar dinheiro em restaurantes. Para que situações dessas não tragam mau ambiente, deixem sempre um dia livre para cada um de vocês. Podem até encontrar-se mais tarde, mas já sabem que aquelas horas são por vossa conta.
    Deixem esse dia livre mais para o final da viagem, onde já todos conseguem andar sozinhos pela cidade. Por norma, também é um óptimo dia para aproveitarem para fazer as vossas compras (souvenir, etc).

    4. Não se dispersem muito
    Se vão todos para o mesmo sítio, então andem juntos. Se tiverem que se afastar do grupo, avisem que o vão fazer. Não há nada pior que perder tempo à procura de uma pessoa do grupo.

    5. Sejam pacientes e não pensem só em vocês
    Há que abrir excepções, mesmo que isso não vá ao encontro daquilo que querem. Se uma pessoa do grupo quer ir a um lugar que não estava nos planos, não façam disso um drama. Abram excepções em prol do bom ambiente. E sejam pacientes com o grupo. Todos têm personalidades diferentes, ninguém é igual a ninguém. Não passem a viagem toda a criticar o que fulano x diz, ou a deitar abaixo as ideias de fulano y. Tentem entrar num acordo que seja bom para todo o grupo.

    6. Pensem primeiro naquilo que querem
    Não entrem num estabelecimento ou não se ponham numa fila se ainda estão a pensar naquilo que querem pedir. Os residentes vão passar-se da cabeça porque os turistas estão a perder muito tempo com escolhas. Quantas mais pessoas o grupo tiver, pior. Falem entre todos e decidam o que escolher. Se possível, encarreguem alguém de fazer o pedido por todos, para não perderem muito tempo.

    7. Apontem tudo o que gastam
    Se não querem perder-se nas contas, apontem tudo o que gastam. Se uma pessoa do vosso grupo pagou algo por vocês, convém que lhe dêem logo o dinheiro, ou que vão apontando para não se esquecerem. Têm estas duas aplicações que poderão dar jeito nessa situação - SplitWise e Trabee Pocket.

    8. Criem um grupo no WhatsApp
    Antes da viagem criem um grupo no WhatsApp com todos os viajantes para irem partilhando dicas, roteiros, etc. Mais tarde poderão usar esse grupo para partilhar as fotografias da viagem.

    9. Definir horário para começar o dia
    Por norma, quando andamos em viagem, aproveitamos todos os minutos para conhecer o local onde estamos. Isso implica que o dia comece bem cedo. É muito chato quando acordamos cedinho para aproveitar o dia e alguém do nosso grupo continua a dormir ou não se despacha a horas. Definam desde o início da viagem, uma hora para sair do hotel. Não façam drama se alguém se atrasar 15 minutos ou meia hora. Mas tentem, em conjunto, que esse horário seja respeitado ao máximo.

    10. Divirtam-se muito
    Acima de tudo, divirtam-se muito. A parte boa de viajar em grupo é que há mais convívio, mais risos, mais fotografias engraçadas, mais pontos de vista diferentes do que teriam se viajassem sozinhos. Aproveitem ao máximo o tempo que estão com aquelas pessoas, porque se viajam com elas, é porque são importantes para vocês.

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    Por ocasião do Dia da Mulher, fui saber o que pensam os homens das mulheres. Para isso falei com o o Daniel, meu marido, alguns amigos e familiares e perguntei-lhes o que representavam para eles as mulheres. As respostas surpreenderam-me pela positiva e duas palavras sobressaem: Sensibilidade e Força. Uma coisa é certa: We rock and kick ass every day! :-)




    Venham ler:
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    1 - MELBOURNE

    Melbourne é conhecida como sendo "the most liveable city" e é fácil perceber porquê. Mas é também uma óptima cidade para os turistas porque é plana o que permite andar para quase todo o lado, tem um ambiente muito "chill out" e óptimos restaurantes. 

    Comecem o dia a tomar o pequeno almoço no Queen Victoria Market (aberto das 06h às 15h), que vende todo o tipo de queijos, doces, chás e outros produtos locais. Daí podem apanhar o Circle Tram número 35 (que é gratuito) em direcção à Flinders Street Station. Vale a pena entrar na St Paul´s Cathedral e apreciar os magníficos vitrais e interior. 

    Flinders Street Station


    St Paul´s Cathedral

    Seguindo em frente mais cinco minutos chegam à Hosier Lane, um palco para os artistas de grafite.





    Mais apropriado que nunca, depois da eleição americana...


    Do outro lado da rua, em frente à Catedral fica a Federation Square onde se encontra o centro de visitantes. 

    Federation Square

    Continuando em direcção ao rio vão dar à Eureka Tower. Vale a pena subir ao topo da torre pois daí é possível ver toda a cidade, incluindo os Jardins Botânicos. Por a cidade ser plana, a vista é muito melhor do que de outras torres noutras cidades. 

    Vista da Eureka Tower

    Aproveitem para passear junto ao rio, absorver o ambiente e gozar o ambiente relaxado.


    No dia seguinte, se tiverem tempo vão até St. Kilda onde ficam as praias.

    Dicas:
    • Se quiserem comprar um cartão de dados móveis pesquisem primeiro qual a rede que terão mais possibilidade de apanhar durante a viagem. Nós compramos da Vodafone e não tivemos sinal fora das grandes cidades. Tentem orientar-se sem mapa, sem rede e com o GPS a fazer das suas! Pois, nada fácil!
    • Para ir do aeroporto para a cidade têm como opção o Skybus que funciona 24 horas por dia, e só custa 19 dólares mas que apenas vos deixa na Southern Cross Station ou em St Kilda. Se o vosso hotel fica noutra zona, o mais fácil é contratarem um serviço como a Starbus que leva cerca de 30 dólares por pessoa e vos deixa logo no hotel. Não se esqueçam é de fazer marcação prévia. Caso contrário a vossa única alternativa é o táxi. Aqui podem calcular o preço do táxi. Nós não marcamos nada e acabamos por ter que ir de táxi...(nota: não há grande apoio aos turistas).
    • Onde ficar? Em termos de localização aconselho Carlton. Nós ficamos no Best Western Plus Travel Inn e achamos o hotel bastante razoável, apesar do parque e pequeno-almoço não estarem incluídos. 
    • Onde comer? A Lygon Street, conhecida como a Little Italy, tem várias opções e acabamos por jantar lá. St Kilda é também uma boa opção. Se estiverem no Southbank espreitem o Tutto Bene, o Pure South Dining, o Bistro Guillaume, o Nobu ou o Spicey Temple. Na Hosier Lane, parem no Movida para tapas.

    2 - GREAT OCEAN ROAD

    Esta é uma viagem que vale mesmo a pena fazer com calma, parando aqui e ali e descobrindo pequenos segredos. Nós não tivemos tempo mas se puderem gastem pelo menos dois ou três dias aqui.

    A primeira paragem foi em Bells Beach, uma das praias mais bonitas da viagem. 


    Seguiu-se Anglesea onde esperávamos ver os primeiros cangurus no campo de golf, mas sem sucesso. Desiludidos resolvemos parar em Lorne para almoçar. Em Lorne, vale também a pena ver as maravilhosas Erskine Falls (mesmo que depois custe a subir os 250 degraus de volta ao parque de estacionamento!).  



    Não percam a paragem em Kennett River onde podem ver koalas e papagaios nas árvores a oeste do parque de caravanas. Os papagaios não são nada tímidos e em cinco minutos estão em cima de nós. 

    Típica turista chinesa :-p

    Já os koalas escondem-se bem. Foi aí que vimos o nosso primeiro Koala, os próximos seriam avistados na estrada para o Cape Oatway. A estrada para Cape Oatway é particularmente bonita mas o farol (Cape Otway Lightstation) fecha à 17h, por isso se querem evitar desilusões (como nos aconteceu a nós) já sabem.

    Koala em Kennett River

    Koala a caminho de Cape Oatway. Como é que os descobrimos? Pelo aglomerado de turistas!

    A highlight da viagem são os Doze Apóstolos que na verdade são sete...Nunca foram doze e em 2005 e 2009 dois deles acabaram por colapsar devido à constante erosão das ondas.




    A nossa viagem teve que terminar por aqui mas se puderem continuem pelo menos até ao Loch Ard Gorge.

    Dicas:
    • É mais provável verem koalas na estrada para Cape Oatway por isso se não tiverem muito tempo não o percam em Kennett River.
    • Limonade é na verdade uma sprite! Eles não fazem a mínima ideia do que seja a nossa tradicional limonada!
    • Levem protector contra mosquitos. No caminho para os Doze Apóstolos há muitos!
    • Onde comer? Em Anglesea no Uber Mama, em Lorne no Bottle of Milk ou no Lorne Beach Pavillion (escolhemos este último e não nos arrependemos, comi uma lagosta óptima e barata, mas se preferirem algo como hambúrgers então optem pelo Bottle of Milk).

    3 - VIDA SELVAGEM (INCLUINDO KOALAS E CANGURUS)

    Os primeiros Koalas que vimos foram na Great Ocean Road, um em Kennett River e três a caminho de Cape Oatway. No entanto, eles estão no seu habitat natural, confundem-se com as folhas e por isso é praticamente impossível fotografar (como podem ver pelas fotos de cima!). Por isso, quando passamos por Philipp Island decidimos ir ao Centro de Conservação de Koalas, em Cowes, e adoramos. É muito gratificante aprender mais sobre estes simpáticos animais e vê-los bem de perto. Tenham é cuidado, porque um deles estava a fazer necessidades e ao passar quase que me ia apanhando :-o





    Quanto aos Cangurus, nunca os vimos nos locais assinalados nos guias. Já estava bastante triste quando vi o primeiro de relance no Centro de Conservação de Koalas. Não conseguia conter a minha alegria mas não consegui chegar perto dele pois assustou-se com uns turistas chineses :-/
    O segundo vimos quando estávamos a conduzir, a regressar de Walhalla. 

    Será que é um Kangoroo? Sim, é mesmo! 

    Até que no Croajingolon National Park, de forma totalmente inesperada, apareceu uma família de 3 kangoroos muito perto de mim! Consegui observá-los e vê-los no seu habitat natural durante algum tempo :-) Não me continha de excitação, ainda consegui tirar uma fotografia com o telemóvel mas à medida que me aproximei com a máquina eles bateram em retirada...Ainda esperamos mas já não os voltamos a ver. De qualquer maneira foi um momento único :-)

    Na foto vêm-se dois Cangurus. O terceiro apareceu depois.

    Vimos também um pinguim em Philipp Island mas o meu conselho é irem ao pôr-do-sol para ver a Penguin Parade. Focas nem vê-las apesar de supostamente na ilha haver a maior concentração de focas da Austrália...Em compensação vimos também uma das cobras venenosas da Austrália mas ela é tímida e não quis aparecer na fotografia :-p

    Pequeno pinguim

    Mais familiares (para quem como eu vive em Macau) foram duas baratas que tivemos o desprazer de ver em Coogee Beach, em Sidney. Foi também aí que me saltou um grilo para a perna e que um besouro se agarrou ao meu cabelo e me picou! Sim, o momento mais paralisante da viagem ocorreu já em Sidney e não no meio das montanhas. Não imaginam o meu desespero ao sentir qualquer no cabelo e não conseguir tirar! Momento PÂNICO das férias!

    Dicas:
    • Estejam atentos. Os Cangurus aparecem quando menos estão à espera e nem sempre nos sítios indicados nos guias.
    • Se quiserem ver a Penguin Parade, fiquem a dormir na Philipp Island.
    • Tenham a atenção a época do ano à Austrália se estão à espera de ver certos animais. Há muitos animais (baleias, etc) que só se avistam em determinados meses.

    4 - PARQUES NATURAIS: WILSONS PROMONTORY E CROAJINGOLON NATIONAL PARK 

    O Wilsons Promontory tem várias caminhadas mas aconselho-vos a fazerem uma muito fácil e que já permite ter uma ideia do parque - a Lilly Pilly Gully Nature Walk - que começa no Lilly Pilly Carpark. A caminhada tem apenas 2.6km, passa pelo rio, floresta e termina na praia.








    O que dizer do Croajingolon Nation Park? Para começar é uma das Reservas Mundiais de Biosfera da UNESCO e tem grande diversidade de impressionante de fauna e flora. As estradas de terra batida fizeram a diversão do Daniel que ia a conduzir. Eu fiquei encantada com a dimensão da floresta e com as praias absolutamente desertas. E não se esqueçam que foi aí que vimos os três cangurus.






    Dicas:
    • Ambos os parque são enormes! Por isso vão com tempo. A caminhada no Wilsons Promontory pode ser curta mas a distância dentro do parque para chegar ao parque de estacionamento não é.
    • Para o Croajingolon precisam de uma 4x4, depósito abastecido e água. Não há rede móvel, se acontecer alguma coisa são 14km de volta à civilização :-p

    5 - CIDADES HISTÓRICAS: WALHALLA E TILBA 

    Walhalla é uma daquelas vilas mineiras que parecem um set de um filme. Tem apenas 10 habitantes, fica no meio das montanhas e é absolutamente encantadora.







    Toda a vila é deste género :-) Encantadora certo? Pena ficar no fim do mundo :-p

    Tilba vale a pena visitar se tiverem tempo mas não é tão interessante como Walhalla. Está cheia de casas de chá, cafés acolhedoras e lojas que vendem queijo e fudge.








    Dicas:
    • Em Walhalla não tínhamos rede móvel e a wi-fi era muito lenta (eu pensei que era inexistente mas às 23h lá consegui mandar uma mensagem) por isso o meu conselho é: mandem mensagem a tranquilizar os vossos familiares antes de irem para lá.
    • Onde comer? Em Walhalla o melhor (e único!) sítio é o Wally Pub que fecha às 19h30!!! Nós chegamos às 19h40 e já não serviam :-( Por sorte, a dona ao ver-nos extremamente desesperados, acabou por nos preparar uns nachos versão dose industrial. Em Tilba, não há nenhum sítio para jantar e terão que ir até Narooma. Aconselhamos o restaurante La Bocca, um italiano bastante bom (fecha às 20h30!).
    • Tanto em Walhalla como em Tilba as lojas e cafés abrem às 10h e fecham às 16h, por isso tenham isso em atenção. 

    Ah ah ah, os australianos têm sentido de humor

    • Onde ficar? Em Walhalla aconselho vivamente o Walhalla´s Star Hotel, com quartos confortáveis e bom pequeno-almoço incluído (o gerente podia ser mais simpático...). Em Tilba ficamos num bed & breakfast mas não gostamos mesmo nada. Apesar dos donos serem extremamente simpáticos, o quarto cheirava a mofo e estava atolhado de objectos decorativos sem sentido. Se querem um conselho, não durmam em Tilba. Passem por lá para lanchar e fiquem antes em Narooma.

    6 -  PRAIAS DESERTAS

    Depois das praias do Croajingolon não posso deixar de aconselhar as praias desertas de Jervis Bay. O segredo está em fazer o White Sands Walk que tem apenas 2.5km e passa pelas praias mais bonitas que já vi.






    7 - A PRAIA COM A AREIA MAIS BRANCA DO MUNDO

    Hyams Beach fica em Jervis Bay, é de muito fácil acesso e tem das areias mais brancas do mundo. E um mar azulinho de fazer inveja.






    8 - BLUE MOUNTAINS

    As Blue Mountains são património da UNESCO e são sobretudo conhecidas por uma formação rochosa a que chamam The Three Sisters. No entanto, há outras caminhadas que vale a pena fazer, em especial:
    A) Jenolan River Walk (para ver o famoso lago azul);
    B) Leura Cascades (acessível do parque de estacionamento de Cliff Drive); e
    C) Valley of the Waters, National Pass Trail (cascatas e cenário de cortar a respiração)


    Three Sisters. Vá não digam que não vêm ali 3 faces!?


    Blue Mountains, Leura Cascades


    Dicas:
    • Onde ficar? Nas Blue Mountains há um resort absolutamente perfeito chamado Lilianfels Blue Mountains Resort & Spa. Vale a pena ficar em alguns motéis pelo caminho, poupar algum dinheiro e aproveitar este resort.


    • Quando nos levantamos de manhã estava um nevoeiro cerrado e não se viam as Three Sisters! Ficamos devastados mas tivemos esperança que o nevoeiro levantasse e assim foi. Fomos fazer outras caminhadas e quando voltamos lá estavam elas. Não se vão embora sem tentar uma segunda vez.
    • No caminho para as Blue Mountais, vale a pena parar na encantadora Berry e passar pelo Sea Cliff Bridge (que fica a 455 metros do nível do mar!). Já das Blue Mountains para Sidney, Leura é um sítio óptimo para almoçar.

    Berry chocolaterie


    Sea Cliff Bridge


    9 - SIDNEY

    Para além da caminhada de Coogee Beach para Sidney (absolutamente obrigatória!) Sidney é uma cidade que vale a pena visitar embora Melbourne tenha conquistado o meu coração.

    Algures entre Coogee e Bondi


    Comecem pela conhecida Harbour Bridge e icónica Sidney Opera House.






    Daí dirijam-se a The Rocks e a George Street (Queen Victoria Building, Town Hall, St Andrew Cathedral) e terminem o passeio nos Jardins Botânicos. Se tiverem tempo vão até Balmain, de ferry.


    The Rocks


    George Street


    Jardins Botânicos

    Dicas:
    • Se ficarem em Coogee Beach o autocarro 373 deixa-vos no centro de Sidney. Não levem o carro, os parques são extremamente caros! 
    • Evitem a todo o custo o Coogee Sands Hotel & Apartments. O hotel é caríssimo, as fotos que estão no booking/site são fotos da praia de Coogee e portanto acessível a todos. As parede são de papel, ouve-se quer a canalização quer a televisão quer os vizinhos a falar. E finalmente vi duas baratas enormes. Note-se que este foi o hotel mais caro de toda a nossa viagem!
    • Em Coogee não deixem de jantar no Barzura e de provar Natural Sydney Rock Oysters.
    • Em Sidney, o melhor sítio para comer marisco é no Fish Market (sim, a sério!)
    • No The Rocks, aos Sábados, há um mercado que não podem perder. Compramos lá as melhores recordações de toda a viagem.

    10 - ARTE ABORÍGENE

    Há coisas muito bonitas para comprar na Austrália, em especial os quadros, pulseiras e colares com arte aborígene. Eu fiquei rendida. Em Tilba, parem na APMA Creations e digam olá à Apma por mim :-)

    Se ficaram com vontade de ir à Austrália, então vejam as minhas dicas de roadtrips AQUI! 

    Nota: Todas as fotos foram tiradas por mim, não têm qualquer filtro e não devem ser reproduzidas sem autorização

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